Cadeia automotiva precisa de R$ 40 bilhões para atravessar a crise

São Paulo – As empresas que compõem a cadeia automotiva – montadoras, fornecedores e concessionários – precisam de R$ 40 bilhões nos próximos quatro meses para atravessar a crise provocada pela pandemia do coronavírus. Os valores foram repassados pelas próprias empresas ao governo, que agora estuda como fazer com que esse dinheiro chegue à ponta, de acordo com o presidente da Volkswagen América do Sul, Pablo Di Si.

 

Com Carlos Zarlenga, AutoData inicia série de conversas com líderes do setor automotivo

São Paulo — Neste período de afastamento social para conter a onda do coronavírus AutoData passa a conversar com os executivos do setor automotivo em uma nova série, a Webcon. A cada episódio teremos um líder da indústria abordando os temas mais relevantes do momento numa entrevista rápida e objetiva, em vídeo. No primeiro episódio conversamos com Carlos Zarlenga, presidente da General Motors América do Sul. Ele deixou bem claro que a liquidez das empresas é o principal desafio neste momento. O grau de endividamento da cadeia automotiva deverá ser acompanhado com bastante atenção para que este impacto brutal não interrompa o fluxo em toda a cadeia, comprometendo o ritmo da retomada.

Volkswagen retorna, em maio, em primeira marcha

São Paulo – Será com cuidado, com passos curtos, em um turno e de olhos atentos ao ritmo de vendas do mercado que a Volkswagen pretende voltar a produzir automóveis e comerciais leves em suas fábricas brasileiras de São Bernardo do Campo e Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR. Segundo o presidente Pablo Di Si a data estimada é 18 de maio, com a fábrica de motores, em São Carlos, SP, voltando, talvez, uma semana antes. Junto com os trabalhadores da produção retornam, também, os executivos da diretoria, naquela que o executivo chamou de Onda 1 do planejamento de retomada.

 

Honda só volta a produzir automóveis no fim de junho

São Paulo – A Honda estendeu para até 25 de junho a paralisação na produção de suas fábricas de automóveis brasileiras, em Itirapina e Sumaré, Interior de São Paulo. Os planos de retornar na semana que vem foram cancelados para “assegurar a saúde e segurança dos colaboradores” e “adequar a produção à demanda atual do mercado de automóveis”.

 

Mercedes-Benz retorna em maio com metade da força de trabalho

São Paulo – A produção de caminhões, chassis de ônibus e componentes na fábrica da Mercedes-Benz em São Bernardo do Campo, SP, retorna gradualmente a partir de 4 de maio, após o feriado do dia do Trabalho, com apenas 50% dos trabalhadores diretamente ligados à área. Assim será por quatro meses: até o fim de agosto as linhas de produção deverão operar com metade da força de trabalho.

 

Joint-venture Daimler e Volvo visa a produção de células de combustível

São Paulo — Os grupos Daimler e Volvo assinaram acordo preliminar para a criação de uma joint-venture por meio da qual pretendem explorar o mercado de sistemas de células de combustível para veículos pesados. No acordo estabelecido ambas as companhias deterão 50% do controle da nova empresa. O acordo definitivo deverá ser firmado a partir do terceiro trimestre.

 

Scania e VWCO programam retorno a partir da semana que vem

São Paulo – As fábricas da Scania em São Bernardo do Campo, SP, e da Volkswagen Caminhões e Ônibus em Resende, RJ, deverão começar a operar novamente nos próximos dias. Ao menos é o que programa o Grupo Traton, controlador das duas fabricantes de veículos pesados: em nota divulgada na quarta-feira, 22, anunciou o retorno das linhas de Resende na segunda-feira, 27, e do ABCD Paulista na semana seguinte. Ambas estão paradas desde meados de março.

 

Queda nas vendas globais ficará na casa dos dois dígitos

São Paulo – Um relatório da equipe econômica da seguradora de crédito Euler Hermes aponta retração de 10% a 25% nas vendas globais automotivas, a depender da prolongação da crise. Duas razões principais sustentam a projeção dos economistas: o impacto forte da pandemia de covid-19 nos principais mercados – China, Estados Unidos e Europa, que respondem por cerca de dois terços das vendas globais – e a alta dependência produtiva da China, de onde saem componentes que integram a cadeia produtiva de diversos países.

A variável é ampla porque os economistas ainda não conseguiram estimar o tamanho das paradas nos mercados principais. Mas a Euler Hermes pondera que a compra de carro é um tipo de negócio no qual os consumidores adiam a compra mais facilmente, concentrando-se mais em produtos tidos como mais necessários.