Vírus não atrasa Nivus

Reportagem publicada na revista AutoData 364, de maio de 2020. Para ler clique aqui.

 

São Paulo – Com cuidado, a passos cautelosos e com apenas um turno: assim será o retorno da produção da Volkswagen no Brasil e na Argentina de acordo com Pablo Di Si, presidente e CEO para a América Latina. A previsão, a princípio, aponta começo de retorno na segunda quinzena de maio – exceção é a fábrica de motores de São Carlos, SP, que em tese pode retornar uma semana antes de São Bernardo do Campo e Taubaté, SP, e São José dos Pinhais, PR.

 

“Mais importante do que a data em si é o retorno com segurança”, afirmou Di Si em teleconferência com jornalistas. “Não vejo problema em adiar por mais uma semana, se for preciso, para respeitar os protocolos dos governos e das autoridades de saúde”.

 

 

 

Renault e Nissan terão plataforma comum na América Latina

São Paulo – Em seu primeiro grande movimento na era pós-Carlos Ghosn a Aliança Renault Nissan Mitsubishi anunciou na quarta-feira, 27, o novo modelo de negócios que guiará os desenvolvimentos de seus veículos. A intenção é enxugar em cerca de 40% os custos envolvidos nos projetos baseados na estratégia conhecida como líder-seguidor, na qual uma das empresas será eleita a líder, com base em sua expertise, e as demais tirarão proveito para aplicar esse conhecimento em seus modelos.

 

A meta da aliança é desenvolver e produzir 50% dos seus modelos sob essa estratégia líder-seguidor até 2025. Para a América Latina a aliança elegeu a Renault como empresa-líder, tendo a plataforma B como objeto de racionalização. As quatro atuais variantes de plataformas de modelos Renault e Nissan se tornarão uma, presente em duas fábricas, cada uma produzindo para ambas as marcas.

 

Não foram fornecidos outros pormenores. Nissan e Renault possuem uma fábrica cada no Brasil, em Resende, RJ, e São José dos Pinhais, PR, e compartilham uma unidade produtiva em Córdoba, Argentina. A Renault possui ainda uma fábrica em Envigado, Colômbia. Modelos Mitsubishi são produzidos pela HPE em Catalão, GO.

 

Nos próximos dias cada empresa da aliança anunciará seus planos individuais, que deverão incluir fechamento de fábricas e demissões – não necessariamente na América Latina.

 

Em nota o presidente do Conselho Operacional da aliança e do Conselho de Administração da Renault, Jean-Dominique Senard, observou a vantagem estratégica da já consolidada aliança no atual cenário da indústria automotiva: “Este novo modelo de negócios permitirá destacar as vantagens de cada empresa e as capacidades de desempenho, tirando proveito de suas respectivas culturas e legados. As três empresas da aliança cobrirão todas as tecnologias e segmentos automotivos, em todas as regiões, beneficiando todos os clientes e aumentando suas respectivas competitividade, lucratividade sustentável e responsabilidade socioambiental”.

 

Os SUVs do segmento C serão liderados pela Nissan, e no segmento B a liderança ficará sob responsabilidade da Renault. Nissan e Mitsubishi colaborarão para desenvolver os kei, minicarros, muito populares no Japão e em países do Sudeste da Ásia.

 

Por regiões a Nissan ficou como referência na América do Norte e no Japão, a Renault na Europa, Rússia, América do Sul e Norte da África e a Mitsubishi com Oceania e o resto da Ásia. Isso significa que elas se apresentarão como as mais competitivas nessas regiões, servindo de referência para elevar a competitividade das parceiras de aliança.

 

Foto: Divulgação.

Ademimotors inicia operação de consórcio automotivo

São Paulo – Nem a pandemia da covid-19 impediu o lançamento de uma nova empresa de consórcios no mercado brasileiro: desde o começo do mês a Ademimotors, braço automotivo da Ademilar – que possui larga experiência em consórcio imobiliário – está em operação, seguindo plano desenhado no ano passado. Em vinte e cinco dias 310 cotas do novo serviço foram vendidas, segundo a diretora presidente Tatiana Schuchovsky.

 

"Está dentro do projetado, mesmo com as dificuldades atuais, como a rede fechada e o isolamento social promovido na maioria das cidades brasileiras", ela disse. Schuchovsky também enfatizou o esforço da equipe de vendas, que usa a tecnologia e tem fechado negócios por meio de aplicativos de videoconferência como o Zoom.

 

A entrada no segmento de consórcio automotivo atende, dentre outro fatores, a pedidos de vendedores e clientes dos consórcios imobiliários da Ademimotors: “Decidimos começar a expansão pelo setor automotivo e pretendemos vender em torno de 2 mil novas cotas, com um valor médio de R$ 100 mil, chegando a R$ 200 milhões até dezembro. Um dos diferenciais em que apostamos é o fato de o cliente contemplado poder investir esse valor em qualquer tipo de veículo, de um automóvel até uma máquina agrícola”.

 

A Ademilar trabalhará, em paralelo, na expansão de sua rede, ponto considerado importante para atender à demanda crescente esperada. Até o fim do ano serão 85 pontos ante os 75 atuais, que vendiam apenas consórcios imobiliários, com quatro lojas a serem inauguradas no mês que vem, de maneira online, em Cuiabá, MT, Goiânia, GO, São Paulo e Porto Alegre, RS. 

 

Até 2022 a meta é inaugurar 43 pontos de vendas, somando 128 lojas: "Cada loja é uma nova região a que chegamos e um novo público a explorar. Na Região Nordeste, por exemplo, temos espaço para crescer e o nosso negócio é muito bem aceito".

 

Schuchovsky disse que a carteira de clientes está em construção e que, por causa da pandemia, poderá haver um represamento das compras de novas cotas automotivas. Ainda assim acredita ser possível atingir as metas traçadas: "Talvez a velocidade não seja como esperávamos, mas continuaremos aumentando as vendas mês a mês".

 

A executiva aposta no início da recuperação da economia brasileira ainda este ano, no fim do quatro trimestre, com maior força a partir de 2021. Alguns fatores apoiam a projeção da empresa para o ano: alta de 15% nas vendas na comparação com 2019, chegando a R$ 3,4 bilhões, considerando as duas áreas de atuação: "No ano que vem, com uma retomada mais forte, apostamos em uma expansão de 22% e também pretendemos aumentar nossos segmentos de atuação".

 

Segundo dados da ABAC, Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios, as vendas de consórcio automotivo cresceram 34% no primeiro bimestre de 2020 na comparação com igual período de 2019, somando R$ 14,9 bilhões em créditos comercializados.

 

Fotos: Divulgação/Freepik.

Caminhões VWCO de limpeza urbana recebem mudanças

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou novidades para seus veículos dedicados à limpeza urbana, segmento em que é líder com 53% do mercado. Os Constellation Compactor Robust 17.260 e 24.260 têm nova opção de para-choque, de plástico, que pode substituir o metálico.

 

Os bancos para três ocupantes também passaram por mudanças e agora são revestidos com novo acabamento e trazem mais conforto, segundo a montadora. A VWCO também mudou as cores internas para facilitar a limpeza diária.

 

Foto: Divulgação. 

Ford Fund dobrará doações arrecadadas

São Paulo – O Ford Motor Company Fund e Bill Ford lançaram o programa Covid-19 Donation Match para arrecadar fundos para organizações sociais que ajudam na luta contra o coronavírus. Qualquer pessoa poderá doar e o valor recebido será dobrado pelos organizadores da ação, que será realizada em mais de vinte países.

 

No Brasil o valor arrecadado apoiará ações da ONG Obras Sociais Irmã Dulce, na Bahia, usado para a compra de EPIs, equipamentos de proteção individual, alimentos e kits de higiene.

Citroën começa a vender o elétrico AMI na França

São Paulo — A Citroën começou a vender na França o AMI, veículo 100% elétrico com capacidade para duas pessoas e dedicado a viagens curtas em cidades. Sua bateria de íon de lítio de 5,5 kWh demora três horas para carregar em tomada de 220 v, o que gera até 75 quilômetros de autonomia, com velocidade máxima de 45 km/h.

 

O AMI será ofertado ao mercado por meio de novos modelos de negócios como alugueis anuais, ou para o uso compartilhado no dia a dia a partir da plataforma Free2Move, do Grupo PSA. A Citroën disse, em comunicado, que o foco é atender a todo o tipo de mobilidade com baixo custo para os clientes. 

 

Foto: Divulgação.

Planos mudam e Schiemer agora assume a AMG

São Paulo – A Mercedes-Benz nomeou na terça-feira, 26, Philipp Schiemer como novo presidente da Mercedes-AMG, divisão de veículos de alto desempenho do Grupo Daimler. Ele sucederá a partir de 1 de agosto a Tobias Moers, que deixou a empresa para ocupar cargo de CEO da Aston Martin.

 

O anúncio representa uma reviravolta no destino do executivo na companhia: em fevereiro foi anunciado que Schiemer assumiria o cargo de chefe mundial de marketing, vendas e serviços da Daimler Buses, o que acabou não acontecendo.

 

A Daimler não informou as razões que a levaram a mudar de decisão.

 

De todo modo Schiemer segue como presidente da Mercedes-Benz do Brasil enquanto são resolvidos trâmites no Brasil e na Alemanha para seu retorno à Europa – aeroportos fechados pelas medidas sanitárias de isolamento provocaram alterações no cronograma inicial de sucessão.

 

Seu sucessor no País segue inalterado: Karl Deppen assumiria o posto em 1 de maio, mas a pandemia também atrasou a sua chegada à fábrica de São Bernardo do Campo, SP.

 

Foto: Divulgação.

Volkswagen abre a pré-venda do Nivus nos próximos dias

São Paulo – A pandemia da covid-19 pouco mudou o planejamento de lançamento do Volkswagen Nivus, modelo que começa a ser produzido nos próximos dias em São Bernardo do Campo, SP. Segundo contou o presidente Pablo Di Si na Live AutoData, na terça-feira, 26, o plano foi concebido “de 70% a 80% digital e quando chegou a pandemia aceleramos para quase 100% digital”. A pré-venda, digital, do cupê urbano desenvolvido pela equipe regional de engenharia e design será aberta nos próximos dias, adiantou o executivo.

 

O mais importante lançamento da Volkswagen na região em 2020 foi um dos assuntos abordados na entrevista ao vivo, disponível na íntegra no canal de AutoData no YouTube. Di Si falou também sobre o andamento das negociações com o governo e com os bancos para solucionar o problema de liquidez nas empresas da cadeia – e as novidades não são animadoras:

 

“Infelizmente [a discussão] não foi em frente, mesmo com o ministro Paulo Guedes ressaltando a importância da indústria automotiva no Brasil”, disse o executivo. “A indústria mostrou os riscos nos empregos, são mais de 1,2 milhão em toda a cadeia. O ministro é liberal, de mercado, e não quer intervir com dinheiro público. Eu entendo o pensamento dele, mas se isso acontecer teremos consequências no emprego e na indústria”.

 

Di Si ressaltou que o dinheiro solicitado era para fornecedores e concessionárias – a Volkswagen tomou outra frente de negociação.

 

O executivo mostrou também preocupação com o futuro da indústria automotiva no Brasil e Argentina, no longo prazo pós-pandemia. O presidente da Volkswagen América Latina acredita que os investimentos em eletrificação em outros mercados deverá se acelerar nos próximos anos e a região corre risco de ficar para trás.

 

“A maior parte das montadora reduzirá investimentos em tecnologias convencionais para alocar mais dinheiro em eletrificação. Hoje isso não é pauta no Brasil ou na Argentina – precisamos sobreviver a esse momento. Mas depois pensaremos novamente no longo prazo.”

 

A Volkswagen, segundo Di Si, projeta vendas de 1,8 milhão de automóveis e comerciais leves no Brasil em 2020: “Não é bem uma projeção, é um chute. A Volkswagen terá, este ano, seu pior ano em produção dos últimos vinte anos”.

 

 

Foto: Christian Castanho.

ZF reutiliza pallets em Itu e Sorocaba

São Paulo – A ZF anunciou a reutilização de 300 toneladas de madeira por meio de ação de sustentabilidade que aproveita o material dos pallets utilizados nas fábricas de Itu e Sorocaba, SP, nos últimos dois anos. Segundo as estimativas da companhia o reaproveitamento da madeira de 12,8 mil pallets equivale à preservação de 304 árvores. No processo a madeira é transformada em massa reciclada e aplicada como novo material em processos internos.

Mercedes-Benz aumentará a produção de baterias no mundo

São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou a ampliação da produção de baterias para veículos elétricos no mundo. A empresa pretende estabelecer uma espécie de rede, formada por nove fábricas na Europa, América do Norte e Ásia, que demandará investimento de 1 bilhão de euro. O componente é produzido hoje em duas unidades na Alemanha. O volume de produção anual, segundo a empresa, excederá meio milhão de unidades quando a rede estiver completa.