Mercado uruguaio recua 57% em abril

São Paulo — Foram vendidos 1,3 mil veículos no Uruguai no mês passado, queda de 57,3% na comparação com abril de 2019, segundo os dados divulgados pela Acau, entidade que representa o setor. As vendas já vinham em queda desde janeiro, mas a retração se acentuou por causa da pandemia da covid-19.

 

No mês passado a Suzuki foi a única marca que atingiu vendas de três dígitos, com 330 unidades, seguida pela Chevrolet, segunda marca mais vendida, com 92 licenciamentos. Em terceiro lugar, ficou a Fiat, com 82 veículos entregues. 

 

No acumulado do ano o setor soma 9,8 mil unidades vendidas, volume 22,3% menor do que o registrado no primeiro quadrimestre do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

Clarios doará 56 mil máscaras de proteção

São Paulo — A Clarios anunciou a doação de 56 mil máscaras de algodão, reutilizáveis, para proteção de lojistas do setor de baterias, seguindo as normas da OMS, Organização Mundial da Saúde. A ação envolve a empresa e seus distribuidores que dividirão o custo, R$ 100 mil, da compra das máscaras.

Rediscussão de prazos regulatórios está na pauta da Anfavea

São Paulo – Embora não seja a prioridade neste momento em que a indústria ainda busca resolução para a questão da liquidez de toda a cadeia – e, segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, a negociação segue com impasse – as fabricantes de veículos e sistemistas começam a conversar, internamente, sobre os prazos de programas regulatórios, como o Proconve e o Rota 2030.

 

O tema, dentre outros relativos à indústria, foi tratado por Moraes, o entrevistado da primeira Live AutoData, uma série de entrevistas transmitidas ao vivo por meio do canal da AutoData Editora no YouTube. Falou, também, sobre sua visão para o mercado de veículos durante e pós-pandemia, entrou em pormenores sobre a negociação com instituições financeiras e com relação ao próprio futuro da indústria automotiva nacional. A conversa, de pouco mais de uma hora, está disponível na íntegra no YouTube.

 

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FCA volta a produzir em Betim e Goiana

São Paulo – Após 48 dias de paralisação voluntária por causa da pandemia de covid-19 as fábricas da FCA em Betim, MG, e Goiana, PE, voltaram a operar na segunda-feira, 11. Retornaram ao trabalho cerca de 5,8 mil funcionários das duas unidades – os seiscentos de Campo Largo, PR, onde são produzidos motores, voltaram na segunda-feira, 4. Seguem em trabalho remoto as equipes das áreas administrativas não envolvidas diretamente com a produção, com o objetivo de reduzir o fluxo de pessoas nas fábricas.

 

O retorno será gradual, explica a FCA em comunicado. No decorrer deste mês o ritmo de produção, que estava em 1,6 mil unidades/dia em Betim e 1 mil/dia em Goiana, crescerá acompanhando a demanda do mercado e o próprio aprendizado dos funcionários sobre a nova maneira de trabalhar.

 

Nada é como era antes. Para que as linhas voltassem a operar a FCA adotou diversos protocolos que tornam o dia a dia das fábricas muito diferentes, desde o momento em que o trabalhador se prepara para a jornada diária até a saída da fábrica. Máscaras agora compõem o EPI obrigatório e devem ser colocadas assim que o funcionário entra no ônibus, que agora roda com capacidade reduzida para evitar aglomerações e minimizar contatos.

 

Uma das inovações da FCA foi o desenvolvimento de um aplicativo de autoavaliação. Por meio dele a companhia pretende monitorar os 20 mil trabalhadores e terceiros que circulam pelas fábricas: o próprio trabalhador anota suas condições de saúde e bem-estar e informa se, eventualmente, teve contato com algum caso suspeito ou confirmado de covid-19. A equipe de saúde da FCA será responsável pelo acompanhamento.

 

Antes de entrar na fábrica todos os trabalhadores e terceiros precisam passar por câmeras termográficas que medem a temperatura corporal. Medições superiores a 37,5°C serão encaminhadas a acompanhamento médico.

 

O presidente Antonio Filosa simulou, na semana passada, um dia da nova jornada dos empregados, conforme havia adiantado no Webcon AutoData. “Eu acompanhei pessoalmente todos os passos da nova jornada dos nossos empregados, desde a viagem no ônibus até o momento da volta para casa”, disse, em nota. “Não poupamos esforços e recursos para proporcionar um ambiente seguro e ao mesmo tempo acolhedor para os colegas que estão liderando este momento fundamental da retomada”.

 

Foto: Divulgação.

Caoa Chery doará materiais de proteção sanitária a São Paulo

São Paulo – A Caoa Chery anunciou a doação de mais de 118 mil itens de proteção individual, como luvas, macacões, jalecos e óculos, como sua contribuição ao combate à pandemia da covid-19. Também serão doados respiradores e 6 milhões de máscaras médicas. Os itens serão doados ao Governo do Estado de São Paulo, que será o responsável pela distribuição dos equipamentos.

Hyundai entrega lote de Creta à Movida

São Paulo – A Hyundai entregou as primeiras 200 unidades do Creta versão Pulse Plus 1.6, com câmbio automático, negociados com a locadora Movida. As unidades 200 restantes do pacote serão entregues no mês de junho, segundo a montadora.

 
Os veículos serão empregados, em sua maioria, para a locação corporativa, na renovação de frotas atendidas pela Movida. A empresa de locação adquiriu no mês passado 1,8 mil unidades do compacto HB20. A Movida é a maior cliente da Hyundai no segmento de locação de veículos.

 
Foto: Divulgação.

GM inicia produção de máscaras de proteção

São Paulo – A GM iniciou a produção de máscaras de proteção na fábrica de São Caetano do Sul, SP, na área de montagem de protótipos. A empresa informou que priorizou a indústria nacional e comprou máquinas brasileiras para montar essa nova linha de produção.

 

As máscaras serão usadas por seus próprios funcionários para aumentar a segurança durante o retorno gradual à produção. Também serão doadas 100 mil máscaras para famílias em situação vulnerável.

Anfavea defende quarentena e cobra coordenação

São Paulo – O isolamento social como melhor forma de combater a pandemia da covid-19 foi defendido pelo presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, em coletiva à imprensa realizada de forma virtual na sexta-feira, 8.

 

“Defendemos o isolamento. Entendemos que a decisão de governadores e prefeitos é correta, pois é preciso cuidar das pessoas. A saúde dos cidadãos está em primeiro lugar”.

 

Ele afirmou que a iniciativa de paralisar a produção nas fábricas foi voluntária e espontânea, e com isso “o setor automotivo está contribuindo para o achatamento da curva de contaminação”. Para ele, porém, são necessárias ações para “achatar também a curva de retração econômica”, pois “não resta dúvida que teremos recessão, e o seu tamanho dependerá da habilidade de coordenação dos agentes envolvidos. Tem gente em Brasília que ainda não percebeu a gravidade da situação, tanto de saúde quanto econômica”.

 

Do lado econômico Moraes acredita que a crise está sendo agravada por questões políticas: “Falta sensibilidade e responsabilidade na coordenação das ações” – que têm como um dos principais resultados a disparada do câmbio, que já ameaça chegar a R$ 6 para cada US$ 1.

 

Luiz Carlos Moraes não quis comentar diretamente a ida de grupo de lideranças empresariais do Palácio do Planalto para o STF, puxada de surpresa pelo presidente da República na quinta-feira, 7. Um dos presentes ao encontro representava a Anfavea, mas seu presidente disse somente que “a agenda sugerida tratava de Custo Brasil e de questões que afetam a competitividade”.

 

Créditos tributários – Mais tarde, em entrevista reservada a grupo de jornalistas da área de economia, igualmente realizada em ambiente virtual, o presidente da Anfavea pormenorizou proposta apresentada pela entidade ao Ministério da Economia para ajudar a reestabelecer a liquidez das empresas. 

 

Pelos seus cálculos as montadoras têm ao todo R$ 25 bilhões a receber em créditos tributários, cujo reembolso se arrasta há anos: em 2019, também nas contas da Anfavea, o valor era de R$ 14 bilhões.

 

Destes R$ 25 bilhões o governo federal responde por R$ 15 bilhões, relativos a Imposto de Renda e PIS/Cofins sobre exportações, e os estados pelos outros R$ 10 bilhões, devidos principalmente pelo estorno de ICMS pago sobre exportações.

 

“O que propusemos foi que este valor seja utilizado como contra-garantia para o BNDES e, assim, as montadoras poderiam obter financiamento junto a bancos privados tendo o BNDES como garantia. Com isso conseguiríamos acesso a taxas mais aceitáveis.”

 

Moraes reconheceu que este tipo de operação nunca foi feito antes, mas considera que “este é um ativo legítimo, não é virtual. Ele existe. E desta forma não utilizaríamos sequer recursos do BNDES. Não estamos pedindo taxas subsidiadas, incentivos e nem mesmo solicitando o resgate destes créditos. Pedimos apenas que o governo federal aceite como garantia um crédito que é do próprio governo federal”.

 

O pedido, porém, não foi exatamente bem recebido nos corredores do Ministério da Economia – a Anfavea realizou reunião com o ministro, de forma virtual, na quarta-feira, 6, mas nenhuma resposta positiva veio, contrariando a expectativa das associadas: “Não recebemos um ‘não’, mas também não recebemos um ‘sim’. A iniciativa, agora, está com o governo, que segue analisando a questão. Esperamos receber uma resposta o mais rápido possível.”

 

Moraes, contudo, reforçou que “R$ 25 bilhões é muito dinheiro. Se já tivéssemos recebido esse crédito talvez não estivéssemos hoje com tantos problemas de fluxo de caixa. Antes cobrávamos a devolução desses valores para realizar novos investimentos, mas agora o seu uso é para permitir que paguemos as contas”.

 

Fotos: Divulgação e Roberto Parizotti/Fotos Públicas.

Neo Rodas lança campanha para valorizar produto nacional

São Paulo – A Neo Rodas lançou em suas mídias sociais a campanha O Brasil Precisa Voltar a Rodar, um incentivo à indústria nacional e à compra de produtos brasileiros. Segundo a fabricante de rodas o consumo de produtos fabricados localmente é o caminho para a saída da crise econômica decorrente da covid-19.

 

A ideia é ampliar a campanha para outros produtos e setores da economia. Segundo estudos internos da Neo Rodas, de 30% a 40% das rodas de alumínio usadas em automóveis produzidos no Brasil são importadas. Este volume, se nacionalizado, ajudaria em muito a indústria.

 

O vídeo da campanha pode ser acessado aqui

Hyundai inicia reparo de respiradores em Piracicaba

São Paulo — A Hyundai iniciou o reparo de respiradores em sua fábrica de Piracicaba, SP. A unidade já recebeu os dez primeiros aparelhos com defeitos, coletados em hospitais de cidades do Interior e, nos próximos dias, receberá mais duas unidades do sistema de saúde de Piracicaba.

 

A equipe responsável pelo conserto dos respiradores é formada por quarenta funcionários que participam do projeto de forma voluntária. A ação, organizada pelo Senai, Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, terá uma área exclusiva dentro da fábrica.