Fiat lança versão aventureira do Argo

São Paulo – A Fiat coloca no mercado a versão aventureira do Argo, a Trekking, que terá suspensão 4 cm mais alta, pintura bicolor, teto e retrovisores escurecidos e pneus diferentes dos catálogos tradicionais. Será vendida por R$ 58 mil 990.

 

Sob o capô, a Trekking traz o motor Firefly 1.3 de 109 cv, torque de 14,2 kgfm e câmbio manual de cinco marchas. Os itens de série desta versão são sistema multimídia com tela sensível ao toque de sete polegadas, ar-condicionado, direção elétrica, vidros e travas elétricas.

 

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MWM reforça portfólio para avançar na reposição

São Paulo – Mais de duzentos itens para o mercado de reposição estão sendo lançados pela MWM para ajudar a alcançar a meta de crescimento de 15% no aftermarket, proposta pelo seu CEO José Eduardo Luzzi. Eles se juntam às mais de 590 peças apresentadas ao mercado nos últimos dois anos.

 

Outra grande aposta é a linha de peças opcionais, lançadas há dois anos e que serão alvo de forte divulgação ao longo deste 2019. “Essa linha de peças é uma opção mais barata que colocamos no mercado para competir com as empresas chinesas, mas que é aprovada pelos engenheiros da MWM”.

 

Na Automec a empresa apresentará a linha de peças opcionais, a linha Master Parts e as peças genuínas. A MWM também usará o evento para mostrar sua nova gama de geradores, lançada recentemente – e que segundo Luzzi está com uma demanda acima do esperado, mesmo sem ainda ter chegado ao mercado.

 

“Também lançamos a loja virtual MWM oficialmente no evento, mas ainda restrita ao Estado de São Paulo, com 1,2 mil itens disponíveis. Futuramente a loja será aberta para todo o País e oferecerá toda a nossa linha de peças”.

 

A MWM projeta também expansão de 15% nas exportações, após registrar alta de 16% no ano passado. Considerando apenas o mercado OEM, empresa acredita que as vendas crescerão 10%:

 

“Apostamos nesse crescimento, mas esperamos que o segundo semestre seja mais aquecido. Essa mudança de governo pode ser o motivo para que o volume de negócios no primeiro semestre esteja mais lento. Acredito que a aprovação da reforma da previdência o mercado terá desempenho melhor”.

 

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Cummins conecta motor às nuvens

São Paulo – A Cummins apresenta na Automec 2019, principal feira dedicada ao setor de autopeças da América Latina, uma solução de telemetria que promete garantir aos frotistas menor tempo de parada aos seus caminhões – ao menos no que se refere aos motores. Ao conectar um motor eletrônico às nuvens digitais, aliado a um serviço de telemática, o Cummins Connected Diagnostics transmite instantaneamente os principais dados do sistema do motor e do GPS – que podem ser acessados, inclusive, por um smartphone.

 

Antonio Almeida, que assumirá nas próximas semanas a diretoria de filtros para a Cummins na América Latina, contou que o serviço pode prever possíveis paradas do veículo para manutenção, além de detectar com exatidão a necessidade de manutenções preventivas. E, no caso de algum defeito, indica as possibilidades que geram este mau funcionamento.

 

“Todos os nossos motores estão aptos a se conectar ao sistema. Fechamos parceria com a Geotab, mas estamos em negociação com outros provedores de telemetria para ampliar o alcance”, disse, destacando que, por parte da Cummins, a solução é gratuita.

 

Segundo o executivo o serviço não gera conflitos com os programas de manutenção das montadoras. Ao contrário, trabalha em conjunto com eles. “Facilita o diagnóstico”.

 

Por monitorar o sistema durante todo seu funcionamento, o serviço apresentado pela Cummins na Automec auxilia, também, no desenvolvimento de novos produtos da companhia.

 

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Knorr-Bremse nacionaliza produção para aftermarket

São Paulo – A Knorr-Bremse prepara para maio a venda de colunas de direção para veículos comerciais no País no segmento de reposição. Os componentes que formam o conjunto são produzidos em fábrica instalada em Itupeva, SP, desde janeiro, quando começaram as entregas para Volkswagen Caminhões e Ônibus e Mercedes-Benz, seus principais clientes no OEM.

 

A fábrica instalada no interior paulista é a primeira da companhia a produzir as colunas de direção. A unidade de negócio foi adquirida da NFP Automotive, em 2017. Os ativos ligados ao produto, como patentes e equipamentos da linha de produção da NFP em Nova Friburgo, RJ, foram levados até Itupeva, onde estão sendo produzidos em dois turnos. A companhia se esquivou a respeito da capacidade de produção da unidade.

 

O que se sabe sobre a fábrica onde estão sendo produzidas as colunas de direção, no entanto, é que o seu terreno fora comprado em 2008, com a construção finalizada em 2012 e a inauguração ocorreu no ano seguinte. A unidade é a segunda instalação da Knorr-Bremse no País. Antes, a produção ocorria em fábrica em São Paulo, SP, comprada em 1983. No início de 2012 os ativos da unidade foram transferidos para Itupeva.

 

De acordo com Jefferson Germano, gerente de Aftermarket, 26% do que é produzido para o mercado de reposição é exportado pela companhia para os mercados da América Latina. O executivo disse na quarta-feira, 24, durante a Automec 2019, que a empresa tem em carteira a Ford Caminhões, empresa que saiu do negócio na América do Sul em fevereiro. O volumes para a montadora extinta são pequenos, e não produziram reflexos na operação da empresa.

 

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Novo 2008 começa a ser produzido em Porto Real

São Paulo – A fábrica do Grupo PSA em Porto Real, RJ, começou a produzir em série na quarta-feira, 24, a nova geração do SUV Peugeot 2008, um dos dezesseis lançamentos previstos no Plano Push to Pass. Para a produção do modelo a unidade recebeu R$ 30 milhões em investimentos diretos – além de ter se beneficiado dos R$ 580 milhões investidos para a produção do Citroën C4 Cactus, com quem compartilha plataforma.

 

Assim como suas concorrentes, a PSA aposta no segmento de utilitário esportivos, um dos que mais cresce no mercado brasileiro, para alavancar seu volume de vendas. Agora em sua segunda etapa o Push to Pass tem como meta expandir em 70% as vendas da companhia na região até 2021.

 

“É outro lançamento importante do Grupo PSA na América Latina em nosso plano de crescimento rentável”, disse, em nota Patrice Lucas, presidente para a América Latina. “O novo SUV Peugeot 2008 será, certamente, um dos elementos que contribuirá para que possamos chegar a esse objetivo”.

 

Foram dois anos de desenvolvimento para adaptar o 2008 ao gosto do consumidor latino-americano, consumindo cerca de 60 mil horas de trabalho. A PSA defende que a produção do modelo demonstra a importância de Porto Real para os planos globais da empresa – além do 2008 e C4 Cactus, são produzidos, ali, Peugeot 208, Citroën C3 e Aircross, motores e virabrequins.

 

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Pesados ajudarão a crescer vendas da Dana

São Paulo – O bom desempenho do mercado interno, exportações e vendas no mercado de reposição do segmento de pesados faz a Dana projetar expansão de 20% em seu faturamento no Brasil, comparado com o resultado do ano passado. Segundo Luis Pedro Ferreira, diretor de relações institucionais, comunicação e marketing, o segmento de leves ainda não responde na mesma intensidade.

 

Segundo ele, 70% da receita vem do mercado OEM, 30% das exportações e o restante da reposição. Presente na Automec, a Dana tem como objetivo ampliar essa participação no aftermarket.

 

“O ideal seria que cada área representasse 33% do faturamento, mas é complicado. De toda forma, acredito que nos próximos anos a participação das exportações e da reposição crescerá.”

 

No aftermarket a empresa tem planos ambiciosos em até três anos: “Queremos dobrar o nosso volume de vendas até 2021, como fizemos de 2016 a 2018”.

 

Segundo Ferreira, esse crescimento atingido nos últimos anos aconteceu pelo retorno da marca Albarus no mercado de reposição.

 

Mas Ferreira não acredita em desempenho espetacular do segmento de reposição em 2019: sua expectativa é a de alta de um dígito. A empresa aproveita a Automec para prospectar novos clientes, se aproximar dos que já estão em carteira e lançar alguns produtos: coroa e pinhão, amortecedor, bandeja de suspensão, componentes de cardan e coxim do motor.

 

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Automec abre as portas com público recorde

São Paulo – Uma inesperada fila foi formada no portão do São Paulo Expo, sede da 14ª edição da Automec, uma das mais importantes feiras do setor de autopeças da América Latina, na terça-feira, 23. A organização decidiu antecipar em quarenta minutos a liberação do público, que pôde circular pelos corredores antes do horário oficial de abertura.

 

Para um primeiro dia de feira o fluxo de pessoas dentro do pavilhão do São Paulo Expo foi recorde, de acordo com a assessoria de imprensa da Automec. Até o sábado, 27, são esperados 80 mil visitantes, acima dos 75 mil da última edição em 2017. “Isso medindo por baixo”, calculou Julio Romanelli, gerente de produtos da Automec. “Nosso pré-credenciamento está em uma curva 45% superior ao da última edição”.

 

Além dos mais de 1,5 mil expositores da indústria fornecedora de autopeças, de mais de sessenta países, apresentando as últimas novidades para o aftermarket, a Automec 2019 traz o Automec Experience, área que busca apresentar as últimas tecnologias da indústria de reposição e reparação automotiva.

 

A Automec abre as portas até a sexta-feira, 26, das 13h às 21h. No sábado os visitantes podem entrar a partir das 9h até as 17h. A equipe da Agência AutoData faz cobertura especial do evento.

 

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Revisão das Perspectivas: preços especiais para leitores da Agência AutoData.

São Paulo — Os leitores da Agência AutoData de Notícias poderão fazer suas  inscrições para o tradicional Seminário AutoData Revisão das Perspectivas, versão 2019, que será realizado em São Paulo em 25 de junho, no Milenium Centro de Convenções, aproveitando de desconto de especial de 40%, numa promoção que será válida somente até a próxima terça-feira, 30 de abril.

 

O Seminário Revisão das Perspectivas deste ano terá grande importância para a busca de informações gerenciais em função, principalmente, do fato de que o atual momento da economia brasileira ainda ser de indefinição e isto, aliado à grave crise atualmente vivida pelo nosso vizinho e principal mercado de exportações automotivas, a Argentina, ainda cerca o futuro dos negócios com várias dúvidas.

 

Este seminário contará com a participação de importantes executivos de nove montadoras: Volkswagen Caminhões e Ônibus, Mercedes-Benz e Scania, O Futuro de Curto Prazo do Mercado de Veículos Comerciais, Volkswagen, General Motors e Toyota, As Perspectivas do Mercado de Automóveis e Comerciais Leves, e CNHi, Volvo CE e John Deere, Os Mercados de Máquinas de Construção e Agrícola. Além destas empresas duas entidades, Anfavea e Sindipeças, três fabricantes de motores, Cummins, MWM e FPT, e três empresas sistemistas, Bosch e Eaton, analisarão as perspectivas futuras de curto praz em seus respectivos segmentos.

 

Com condição especial de inscrição os leitores da Agência poderão fazer sua inscrição para este seminário por somente R$ 1, 1 mil em vez dos R$ 1.850,00 normais. Este valor inclui o almoço no local.  Mais informações e ou inscrições são obtidas por meio do e-mail seminários@autodata.com.br ou pelo telefone  11 2533 4780.

 

Foto: Rafael Cusato.

Crédito para Agrishow virá de bancos privados

São Paulo – Os financiamentos das máquinas e equipamentos comercializados durante a Agrishow, uma das principais feiras de agronegócio da América Latina e que abre suas portas no domingo, 29, em Ribeirão Preto, SP, estão garantidos. Embora a torneira do BNDES tenha secado com a suspensão da liberação de novas linhas do Moderfrota – os recursos chegaram ao fim, alega o banco – as instituições privadas e os bancos de montadoras oferecerão condições especiais para o agricultor interessado em renovar a frota.

 

Embora lamente a falta de planejamento e de previsibilidade do governo federal – que, às vésperas de um dos principais eventos do setor, não preparou um plano B, e somente após o fim dos recursos garantiu que não haverá saldo extra para o Moderfrota – a vice-presidente da Anfavea, Ana Helena de Andrade, não acredita que os negócios serão prejudicados.

 

Segundo ela os bancos privados estão com apetite e vontade de expandir sua presença no agronegócio. E há ainda a possibilidade de o agricultor fechar o negócio, contratar um financiamento e, com recursos do próximo Plano Safra que deverá ser anunciado em meados de maio, substituir a linha contratada por outra.

 

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Nova gestão da Anfavea quer inserir Brasil na revolução automotiva

São Paulo – A competitividade é, mais uma vez, o foco da gestão das novas diretorias da Anfavea e do Sinfavea, que tomaram posse na terça-feira, 23, em cerimônia no Clube Monte Líbano, em São Paulo. Para o presidente Luiz Carlos Moraes a indústria brasileira só tem uma alternativa para crescer em meio à revolução pela qual o setor passa em âmbito global: ser mais competitiva.

 

Mesmo sabendo que os grandes temas que norteiam as discussões no setor fora do País – carros elétrico, autônomos e serviços de mobilidade – possam levar mais tempo para se tornar realidade no mercado brasileiro, Moraes acredita que o Brasil não pode ficar totalmente alheio a esse novo comportamento do consumidor global. Porque, hoje, a indústria não tem fronteiras.

 

“A Anfavea quer aumentar o fluxo comercial da indústria brasileira, não só o saldo. Precisamos importar mais e exportar mais, por isso precisamos de mais acordos comerciais. Temos acordos assinados com três países e o México com mais de quarenta”, disse o economista Moraes, que trabalha há quarenta anos na Mercedes-Benz, em seu discurso de posse. “Nós apoiamos a abertura de mercado. Mas ela só será possível se houver um avanço simultâneo na questão do custo Brasil.”.

 

Para ele a aprovação da reforma da Previdência é urgente, “para ontem”. Sem ela o executivo acredita que a economia começará a patinar e o crescimento se tornará um voo de galinha. E colocou a reforma tributária como um próximo, e importante, passo.

 

Mas o presidente da Anfavea evitou falar em corte de impostos. Focou seu discurso em questões que considera mais simples de serem resolvidas, como redução de burocracia, ineficiências e complexidade tributária. A percepção de Moraes é a de que os ministérios da Economia e da Infraestrutura têm a mesma visão da associação – o que é fundamental, uma vez que essas questões estão acima da alçada da associação.

 

Luiz Carlos Moraes colocou a diretoria da Anfavea à disposição para encontrar, em conjunto com os governos, soluções para eliminar as ineficiências e melhorar a competitividade. Seu primeiro foco são os governos estaduais: quer resolver a questão do saldo credor de impostos de exportação – como o ICMS retido pelo governo de São Paulo — “São bilhões de reais parados, sem perspectiva e nem cronograma para liberação.”

 

A preocupação do novo presidente da Anfavea, e de grande parte da indústria, é a de que a revolução da indústria automotiva deixará as matrizes descapitalizadas, pois elas precisarão direcionar um elevado volume de investimento para desenvolver novas tecnologias. Assim, será muito difícil pedir socorro às matrizes para seguir crescendo no País. Ou seja: para se inserir no jogo de cartas global as operações brasileiras precisam da sua independência financeira.

 

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