Anfir: mercado de implementos avança 49%.

São Paulo – As vendas de implementos rodoviários cresceram 49,1% em 2018, segundo dados divulgados pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários. Os licenciamentos somaram 90,2 mil unidades – 44,7 mil reboques e semirreboques, alta de 79,2%, e 45,5 mil carrocerias sobre chassis, avanço de 28% sobre 2017.

 

Para o presidente da associação, Norberto Fabris, o mercado segue a recuperação das perdas dos últimos anos. Em 2013, as vendas somaram 177,9 mil unidades. “Temos um longo caminho a ser percorrido até zerarmos as perdas que tivemos”.

Grupo mexicano instala operação em Caxias do Sul

Caxias do Sul, RS – Mesmo com os sobressaltos da economia brasileira nos últimos anos, o grupo mexicano Videoturismo manteve seus investimentos programados e instalou sua primeira operação na América do Sul em Caxias do Sul, RS. Com mais de quinze anos de mercado e sede em Chihuahua, a empresa é focada em soluções digitais de entretenimento e tecnologia para transporte de passageiros em ônibus rodoviários.

 

A operação de Caxias do Sul tem à frente os sócios mexicanos Cesar Gramer e Sergio Gramer e o brasileiro Maurício Rizzotto. A escolha pela Serra Gaúcha atende à estratégia de crescimento da companhia: fornecer soluções inovadoras em tecnologia e entretenimento, inicialmente para as fabricantes de carrocerias de ônibus e para frotistas do Brasil, e posteriormente, expandir o negócio para atender aos países da América do Sul.

 

Após quatro anos em queda, o segmento de ônibus reagiu no Brasil em 2018. Pelos dados da Associação Nacional dos Fabricantes de Ônibus, a Fabus, até outubro, haviam sido vendidos 4 mil 39 veículos rodoviários, foco da empresa mexicana. Em todo 2017 foram 4 mil 150 unidades. Tomando por base a média mensal, o crescimento é de 16%. Em ambos os casos, em torno de 50% são exportados, com destaque para mercados da América do Sul.

 

De acordo com Sergio Gramer, a Videoturismo já atendia empresas brasileiras, fornecendo equipamentos para ônibus exportados ao México. Inicialmente, a operação local terá caráter mais comercial, mas já suportada por um núcleo de montagem.

 

“Desenvolvemos fornecedores locais e já usamos componentes comprados aqui. Trazemos de fora aquilo que não temos por aqui. Mas avaliamos a possibilidade de, futuramente, produzir no Brasil”.

 

A novidade para o mercado, segundo Gramer, é o sistema de streaming. Além do tradicional monitor de salão ou individual de poltrona, outra novidade para o Brasil, o passageiro também poderá assistir a programação em seu smartphone, tablet ou celular. “Atualmente, o nível de entretenimento em um ônibus é ainda muito básico, com monitores de salão e poucas opções de exibição de programas. Com esta tecnologia, haverá a individualidade de escolha por passageiro, que terá a tela fixada na poltrona da frente, além da opção de usar seu próprio equipamento móvel”.

 

A empresa também tem uma linha diversificada de acessórios, como carregadores de celulares – demanda já incorporada nos veículos.

 

O foco inicial da empresa será o transporte rodoviário de nível alto, principalmente para turismo. No médio prazo, Gramer projeta a extensão do negócio a todos os veículos usados em viagens com mais de três horas de duração, inclusive com incorporação em ônibus já em uso. “A tecnologia torna a viagem mais prazerosa. Não podemos encurtar as viagens, mas podemos fazer com que pareçam mais curtas”.

 

Gramer destaca que o uso do monitor individual é ainda um produto novo e usado por poucas empresas. Mas projeta crescimento a partir da oferta no país. “O setor tem evoluído gradualmente nos últimos anos. No começo, eram monitores comuns, colocados no salão, que reproduziam videocassetes. O setor passou a incluir geladeira, sanitário e o ar-condicionado virou obrigatoriedade. Com as tecnologias 3G e 4G foi preciso incluir o carregador USB. Agora, estamos avançando para um sistema ainda mais individual, com as telas nas poltronas, e a possibilidade de até sessenta pessoas usarem o sistema de forma simultânea, inclusive o seu próprio equipamento móvel”.

 

Gramer salienta que manter o passageiro entretido na viagem é uma revolução que está chegando ao setor de ônibus, algo já comum no transporte aéreo. “No México, o grau de importância do entretenimento chegou a nível tal que o ônibus que estiver com problemas nestes sistemas não sai da garagem”.

 

Alegando ser ainda um mercado novo, o executivo afirma não ter ainda estimativa de volumes de vendas. Mas antecipa que clientes da Bolívia e Argentina já manifestaram interesse de compras. “É um grande mercado para ser conquistado paulatinamente. E o momento é adequado, pois há um otimismo, principalmente no Brasil, de crescimento. Acho que chegamos num momento indicado para bons negócios”.

 

Foto: Divulgação.

Chassis de ônibus: produção 38% maior.

São Paulo – A produção de ônibus no ano passado somou 28 mil 536 unidades, crescimento de 38,2% na comparação com 2017, segundo dados divulgados pela Anfavea na terça-feira, 8. Em dezembro foram produzidas 1 mil 106 unidades, queda de 16,3% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 46,5% na comparação com novembro.

 

Já as vendas de ônibus chegaram a 15 mil 81 unidades, alta de 28,3% com relação a 2017. Considerando apenas o mês de dezembro, foram vendidos 1 mil 465 ônibus, crescimento de 20% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e de 0,5% com relação a novembro.

 

Diferente das exportações de automóveis e caminhões que caíram em 2018, as vendas de ônibus para outros países ficaram estáveis em 9 mil 101 unidades no ano. Em dezembro foram exportadas 874 unidades, crescimento de 9,3% ante igual período de 2017 e queda de 21,4% na comparação com novembro.

 

Foto: Divulgação.

Exportações são a pedra no sapato da indústria

São Paulo – A Anfavea divulgou na terça-feira, 8, suas projeções para produção, vendas e exportações de veículos e máquinas agrícolas e rodoviárias para 2019. Com exceção das vendas externas, prejudicadas pelo atual momento da economia argentina, principal cliente dos veículos brasileiros, todas as estimativas da associação são positivas.

 

Para as vendas domésticas o prognóstico é similar ao divulgado pela Fenabrave, que representa o setor de distribuição: crescimento de 11,4% sobre o ano passado, com 2 milhões 860 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus comercializados. Este aumento seria superior no segmento de pesados – 15,3% mais vendas de caminhões e ônibus, para 88 mil e 17 mil unidades, respectivamente – do que no de leves, que, nas contas da entidade, subirá 11,3%, para 2 milhões 755 mil unidades.

 

A produção deverá crescer em ritmo abaixo dos dois dígitos. Segundo as estimativas da Anfavea, sairão das linhas de montagem 3 milhões 140 mil veículos em 2019, 9% a mais do que em 2018. Mais uma vez o segmento de pesados, com 11,9% de aceleração, tem prognóstico superior ao de leves, cuja alta deverá ficar em 8,9%.

 

O mesmo ocorre com as exportações em volume: o bom desempenho de mercados como África do Sul e Rússia deverão elevar em 3,7% as vendas externas de caminhões e ônibus, ao passo que os embarques de veículos leves deverão cair 6,8%. No total, o volume exportado pela indústria somará 590 mil unidades nas contas da entidade, um recuo de 6,2% com relação a 2018.

 

Em valores, a estimativa da Anfavea é de recuo de 3,9% nas receitas, rendendo US$ 13,9 bilhões aos cofres da indústria – com um dólar oscilando de R$ 3,70 a R$ 3,90.

 

“O PIB da Argentina deverá cair em torno de 2% e o mercado ficará abaixo das 700 mil unidades”, disse Antonio Megale, presidente da Anfavea. “Como 70% das nossas exportações são para o país vizinho, nossa expectativa é de nova queda nas vendas externas”.

 

Segundo o executivo todos os indicadores do mercado doméstico são positivos. As projeções da Anfavea foram feitas com base em um aumento de 2,5% a 3% do PIB, com inflação na casa dos 4% e taxa Selic podendo chegar a, no máximo, 7% ao ano. “O aumento da confiança e as reformas prometidas pelo novo governo sustentam a nossa visão positiva, assim como a retomada dos investimentos em infraestrutura”.

 

Máquinas – As vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias crescerão 10,9% de acordo com os cálculos da entidade, para 53 mil unidades. As exportações ficarão 2,5% superiores, com 13 mil máquinas, gerando uma produção de 66 mil unidades, em linha com o resultado de 2018.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA

Produção de caminhões supera as 105 mil unidades

São Paulo – A produção de caminhões em 2018 chegou a 105 mil 534 unidades, crescimento de 27,1% na comparação com o ano anterior, de acordo com os números divulgados pela Anfavea, na terça-feira, 8.

 

Em dezembro saíram das linhas de produção 7 mil 379 caminhões, queda de 0,8% na comparação com o mesmo mês de 2017 e de 26,5% com relação a novembro. Segundo Antonio Megale, presidente da entidade, a produção do mês de dezembro foi afetada por causa das férias coletivas que muitas associadas concederam aos seus funcionários e por causa do ajuste nos estoques.

 

As vendas de caminhões no ano passado foram de 75 mil 987 unidades, crescimento de 46,3% na comparação com o ano anterior. Segundo Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea, o volume comercializado no ano foi muito expressivo, mas a base de comparação era baixa: “É necessário destacar que a alta foi puxada pelos caminhões extrapesados vendidos para o agronegócio”.

 

Em dezembro as vendas chegaram a 7 mil 635 unidades, expansão de 25,7% ante igual mêsde 2017 e, na comparação com o mês anterior, houve queda de 0,6%.

 

Assim como as exportações de automóveis em 2018, as de caminhões registraram queda de 12,7% na comparação com 2017, chegando a 24 mil 642 unidades. No mês de dezembro foram exportadas 1 mil 55 unidades, retração de 50,9% na comparação com o mesmo mês do ano anterior e, na comparação com novembro, houve queda de 24,2%.

 

Fotos: Divulgação.

Exportações: ascensão e queda em 2018.

São Paulo – Se em 2017 as exportações de veículos made in Brasil foram o grande destaque, em 2018 as fabricantes observaram cenário diametralmente oposto. Os volumes em queda acentuada desde agosto, quando escancarou-se a crise econômica na Argentina, já pintavam quadro que se confirmou em dezembro. Dados da Anfavea, divulgados na terça-feira, 8, mostraram que os embarques recuaram 17,9% na comparação com 2017. Foram exportados no acumulado do ano 629 mil 175 unidades.

 

Segundo Antonio Megale, presidente, a indústria busca alternativas ao mercado argentino para, assim, diminuir a dependência do mercado vizinho no setor automotivo. O discurso, antigo, talvez tenha mais chances de se mostrar real com a transformação do Rota 2030 em lei, mas no longo prazo: “A crise no México, nosso segundo parceiro na região, era mais esperada do que o que acabou acontecendo na Argentina. O setor busca novos mercados, mas é preciso intensificar os trabalhos nesse sentido”.

 

O maior recuo verificado no janeiro-dezembro foi o das exportações de veículos leves: foram embarcadas 595 mil 432 unidades, o que significa que o País exportou 18,3% menos automóveis e comerciais leves no ano passado em comparação com 2017.  O volume de caminhões foi 12,7% menor na mesma base, chegando a 24 mil 642 unidades. No caso das exportações de chassis de ônibus, estagnação – no acumulado do ano, 9 mil 101 unidades embarcadas. Uma unidade a menos do que em 2017: 9 mil 102 unidades.

 

As exportações injetaram R$ 14,5 bilhões no caixa das companhias que atuam no Brasil, valor que é 8,6% menor do que o faturado em 2017.

 

Foto: Divulgação.

Argentina impede a marca de 3 milhões de veículos

São Paulo – As fábricantes de veículos consideram que 2018 foi um bom ano em termos de produção. Ainda que não tenha sido atingida a meta estabelecida de alcançarem as 3 milhões de unidades, saíram das linhas 2 milhões 880 mil 7 veículos, volume 6,7% maior do que o registrado em 2017, segundo dados da Anfavea divulgados na terça-feira, 8.

 

De acordo com Antonio Megale, presidente da entidade, a crise argentina impediu que a indústria voltasse a produzir em nível visto pela última vez em 2014, ano em que a marca de 3 milhões foi alcançada: “A produção não foi além dos 3 milhões em função da redução drástica das exportações para o principal parceiro comercial do País”. Segundo a Anfavea, 22% da produção brasileira foi consumida pelos argentinos em 2018.

 

Com o país vizinho em crise coube ao mercado interno sustentar as linhas de produção. A demanda interna aquecida e o quadro econômico favorável à aquisição de veículos, segundo Megale, refletiram no planejamento das fábricas para o ano. O resultado foi uma produção de veículos leves 5,8% maior do que a registrada em 2017, chegando a 2 milhões 746 mil 654 unidades até dezembro.

 

As fabricantes de caminhões, que se depararam com demanda aquecida após um período de recuperação em 2017, também registraram alta na produção: 105 mil 534 unidades, o que representa um crescimento de 27% na comparação anual. O modelos pesados, que atendem principalmente ao agronegócio, foram os que mais saíram das linhas até dezembro: 49,4 mil unidades, 52% a mais do que em 2017.

 

Com paradas programadas para manutenção, as linhas mantidas no País operaram em dezembro, de acordo com Megale, praticamente para ajustar os estoques. A produção no mês, 177,7 mil unidades, foi a menor do ano passado, que teve uma média de produção mensal acima de duzentos mil veículos. O setor chegou até dezembro com 255,1 mil unidades em estoque, sendo 192,1 mil nas concessionárias e os 63 mil restantes nos pátios das montadoras. O volume estocado representa 33 dias úteis de vendas.

 

A produção crescente de 2018 também fez com que o número de postos de trabalho fosse ligeiramente maior do que os observados no fechamento de 2017. Os dados da Anfavea mostraram que o setor fechou o ano com 130,5 mil funcionários, 1,7% a mais do que há dois anos. O resultado é o melhor desde 2015. Os anúncios recentes de aberturas de turnos diminui o número absoluto de funcionários em lay-off no País. Caiu de 724 empregados, em novembro, para 231 em dezembro.

 

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Vendas de máquinas superam expectativas

São Paulo – As 47,8 mil máquinas agrícolas e rodoviárias vendidas no mercado brasileiro no ano passado, um crescimento de 12,7% sobre o volume de 2017, ficaram acima das expectativas da Anfavea – que acreditava em alta de 10,9%, com 47 mil unidades vendidas.

 

Mais: reverteram um resultado negativo em 30% registrado nos primeiros meses de 2018, como lembrou o presidente da associação, Antonio Megale: “O desempenho foi melhorando no decorrer do ano até chegarmos a esse crescimento expressivo”.

 

Crescimento este justificado pelo momento do agronegócio, segundo Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da associação. “Que esse otimismo que contagiou o setor agrícola em 2018 se multiplique em 2019 e ajude não só as vendas de máquinas, mas a economia como um todo”.

 

A produção avançou 23,8%, bem acima dos 15% que a Anfavea havia projetado. Saíram das linhas de montagem 65,7 mil máquinas agrícolas e rodoviárias.

 

Negativo ficou o desempenho das exportações: queda de 9,1%, com 12,7 mil máquinas enviadas ao Exterior. Segundo Miguel Neto, o desempenho da economia argentina acabou prejudicando as vendas externas dos produtos brasileiros.

 

A Anfavea havia projetado estabilidade nas exportações.

 

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Média diária de vendas foi a melhor desde 2014

São Paulo – A média diária de vendas de veículos em dezembro foi de 12 mil 344 unidades por dia, a melhor registrada desde dezembro de 2014, segundo os dados divulgados pela Anfavea na terça-feira, 8.

 

O volume vendido no mês foi de 234 mil 531 veículos, alta de 10,3% com relação ao mesmo mês de 2017 e de 1,6% na comparação com novembro. Antonio Megale, presidente da Anfavea, disse que o volume vendido no mês foi bom, principalmente porque dezembro teve três dias úteis a menos que novembro e, ainda assim, as vendas cresceram.

 

No acumulado as vendas chegaram a 2 milhões 566 mil 433 unidades, crescimento de 14,6% ante os 2 milhões 239 mil 682 veículos comercializados em 2017. As vendas no ano superaram a projeção da entidade que era de 13,7%, fato que já era aguardado depois dos números divulgados no começo de dezembro.

 

De acordo com Megale, isso aconteceu por causa da média diária de vendas de outubro e novembro que ficou em torno de 11,5 mil, patamar considerado interessante pelo presidente.

 

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Flavio Sakai é o novo presidente da AEA

São Paulo – Flavio Henrique Sakai, diretor sênior de vendas e marketing da divisão automotiva da Harman, foi eleito presidente da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, AEA, para o biênio 2019/20. O vice-presidente será Edson Orikassa, que comandou a associação no biênio anterior e que trabalha há mais de trinta anos na Toyota.

 

Sakai é engenheiro elétrico, na modalidade eletrônica e telecomunicações, formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo em 1986. Orikassa é formado em engenharia mecânica pelo Instituto de Engenharia Paulista.