Volvo CE venderá seu maior caminhão no País em 2019

São Paulo – Demandas de um mercado de mineração em crescimento levaram a Volvo CE, braço de construção do Grupo Volvo, a estruturar sua área comercial no Brasil para vender o maior caminhão da sua oferta global. O planejamento fora anunciado durante a feira M&T, realizada em novembro, em São Paulo, quando apresentou o veículo que tem capacidade para transportar mais de cem toneladas e, por causa da característica, ostenta porte colossal: cinco de altura, sete de largura e onze de comprimento.

 

O mercado de mineração, que tem o minério de ferro como principal produto, tem forte vocação para a s exportações e, no ano passado, rendeu ao País R$ 28,3 bilhões, segundo dados do Ibram, o Instituto Brasileiro de Mineração. Há expectativa em torno de um crescimento este ano de até 10% este ano, e mais 10% no ano que vem, de acordo com as fabricante de máquinas e equipamentos para o setor. Por isso, disse Luiz Marcelo Daniel, presidente na região da América Latina, o departamento comercial conversa com mineradoras e pedreiras enquanto a companhia estuda a importação do veículo.

 

Trazê-lo ao Brasil configura logística complexa. Para ser exibido na feira o veículo teve de ser desmontado em três partes e, então, adentrou ao pavilhão. O seu transporte é algo considerado chave para a empresa passar a vender o modelo no País, que será importado, ainda que a empresa mantenha produção de máquina e equipamentos em Pederneiras, SP.

 

As versões do caminhão rígido — termo técnico para designar o modelo — que estarão disponíveis no mercado brasileiro e da América Latina no ano que vem são capazes de transportar de setenta a cem toneladas. Há outras duas, quarenta e cinco e sessenta toneladas, mas estas, segundo o presidente da companhia, ainda não possuem aderência às necessidades do mercado local. Afora o Brasil, a empresa também enxerga oportunidades de negócios nos países vizinhos, como o Chile, que tem economia historicamente atrelada à extração de minérios.

 

O Volvo R100 que integrará a oferta local da Volvo CE é produzido desde 2016 na fábrica que a companhia mantém em Motherwell, na Escócia. A equipe de engenharia responsável pelo desenvolvimento do veículo também atua na unidade, onde a companhia concentra os trabalhos em torno de modelos pesados. Sua caçamba tem área de 60m³ para transportar as cem toneladas de minérios. Para movimentar todo este peso o veículo é tracionado por motor diesel Cummins V12 de 1 mil 65 cavalos. A transmissão é de seis velocidades. Os pneus têm diâmetro de quase três metros.

 

O caminhão rígido foi lançado globalmente este ano e sua chegada ao mercado representa a volta da Volvo CE ao segmento. Os veículos faziam parte do portfólio há quinze anos quando ainda atuava no mercado como Grupo VME, uma joint-venture criada na década de setenta com as empresas Euclid e Michigan. Segundo Daniel, unidades do R100 já estão em operação no Oriente Médio e na África: “No Brasil estão em operação na Vale e outras empresas veículos da mesma categoria, mas de outras fabricantes. Nosso produto chega com tecnologia de ponta que reduz custo operacional e aumenta os níveis de segurança”.

 

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Vendas na Argentina caem 39% em dezembro

São Paulo – O mercado de veículos argentino registra uma queda de 39,2% nos resultados preliminares de dezembro, de acordo com dados divulgados pelo site Autoblog considerando as vendas até a quarta-feira, 19, comparada ao mesmo período de 2017.

 

No acumulado, as vendas chegaram a 783 mil unidades, volume inferior ao mínimo esperado pelos concessionários quando a crise começou — 800 mil unidades comercializadas. As vendas não deverão alcançar este volume: as revendas argentinas acreditam que o último dia completo de atividades será aa sexta-feira, 21.

 

Para o ano que vem às projeções também não são boas. Algumas fontes ligadas ao setor falam em 600 mil unidades vendidas, volume que deverá provocar o fechamento de 15 mil empregos ligados às concessionárias — quase 30% do total de postos de trabalho gerados pelas revendas.

 

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ZF investe 800 milhões de euro em fábrica de transmissões

São Paulo – A ZF investiu 800 milhões de euro em sua fábrica de transmissões em Saarbrücken, Alemanha. O valor será usado nos próximos quatro anos para fazer a transição de transmissões convencionais para tecnologias voltadas a carros elétricos. Wolf-Henning Scheider, CEO da ZF, estimou que a participação de transmissões híbridas na produção da empresa aumente dez vezes nos próximos anos, passando de 5% para 50%.

 

“Vimos a crescente evolução no mercado de avançados sistemas de acionamentos híbridos como uma oportunidade que, em nossa visão, é muito mais do que apenas uma tecnologia intermediária”, disse Scheider.

 

No total, a ZF está investindo mais de € 3 bilhões em todo o mundo em novos produtos e em uma nova rede de produção para tecnologias de transmissões.

M-B vende vinte caminhões para o Haiti

São Paulo – A Mercedes-Benz exportou vinte caminhões para um mercado que ainda não era explorado pela empresa, o do Haiti, que recebeu quinze unidades do Atego e cinco do Axor.  Das vinte, quinze já foram embarcadas e as outras serão enviadas até o começo do ano que vem.

 

O negócio foi realizado em parceria pela Daimler Latina e a Les Moteurs Reunis, distribuidor Mercedes-Benz no Haiti. Das unidades que já foram exportadas, dez serão usadas por uma empresa de distribuição de água, duas foram compradas por uma exportadora de frutas e três por uma empresa distribuidora de bebidas.

 

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Hyundai inicia exportação do Creta para Colômbia

São Paulo – A Hyundai iniciou suas exportações do SUV Creta para a Colômbia, terceiro país a receber os veículos produzidos em Piracicaba, SP. As primeiras cem unidades serão enviadas pelo porto de Santos, SP, e a projeção da companhia é exportar 1,5 mil unidades para a América do Sul em 2019. O modelo era importado da Índia, porém, por causa dos prazos e da logística, a companhia decidiu atender àquele mercado com produto brasileiro.

 

Essa será a primeira vez que a Hyundai brasileira exportará por via marítima — os mercados do Paraguai e Uruguai, que recebem o Creta e HB20, são atendidos por caminhões.

 

Eduardo Jin, presidente da Hyundai no Brasil, disse que desde o início das exportações, em 2016, a companhia avalia mercados estratégicos na América do Sul, e que a Colômbia despertou interesse especial após a assinatura do acordo automotivo com o Brasil: “Além disso o país vive um momento de forte expansão econômica, o que garante um negócio vantajoso e competitivo para ambas as partes”.

 

A importadora colombiana Neocorp fará a comercialização do Creta ali, com rede de 44 concessionárias. O modelo será vendido em versão exclusiva, com motor 1.6 de 130 cv, opção de câmbio manual e automático de seis marchas, kit multimídia com tela sensível ao toque de 7 polegadas, rodas de liga leve aro 16 e controle de estabilidade e tração.

 

No Brasil o Creta assumiu a liderança de vendas do segmento de utilitários esportivos compactos em dezembro e licenciou 46 mil 10 unidades até o dia 11, ante as 45 mil 467 unidades vendidas do seu principal concorrente, o Honda HR-V.

 

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Coleta de lixo de Bogotá compra 39 caminhões Atego

São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou na quinta-feira, 19, que fornecerá 39 caminhões do modelo semipesado Atego para a Intendência de Bogotá, Colômbia, que vem a ser a Prefeitura da Capital. Os veículos serão utilizados no sistema de limpeza urbana da cidade, após a Daimler Colômbia vencer licitação pública. Serão operados pelas empresas LIME e Bogotá Limpia.

 

De acordo com a fabricante foram mais de dois anos desde a publicação da licitação para a renovação dessa frota de veículos em Bogotá. Na configuração dos caminhões envolvidos no negócio consta entreeixos de 4,8 mil milímetros e motor OM 926 LA de seis cilindros com 286 cv de potência. Há duas opções de câmbio: mecânico de oito marchas e transmissão automática Alisson de seis marchas.

 

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Setor de autopeças cresce 9% em outubro

São Paulo – A indústria brasileira de autopeças registrou crescimento de 9,1% em outubro com relação a setembro, informou o Sindipeças em comunicado divulgado na quarta-feira, 19. Com exceção da reposição, em baixa de 2,2%, todos os demais canais de distribuição do setor registraram aumento no período: 13,9% no fornecimento OEM, 11,5% em exportações em dólares e 10,9% nas vendas intrassetoriais.

 

O resultado reverte, em parte, a queda de 11,3% registrada em setembro, comparada com outubro. De acordo com o Sindipeças houve uma baixa da atividade econômica em geral, que acabou refletindo no setor de autopeças.

 

No acumulado do ano o setor segue com expansão de dois dígitos. De janeiro a outubro, comparado com idêntico período do ano passado, a alta chegou a 19,2%. Nos últimos meses o avanço foi de 19,9%.

 

Em nota a direção da entidade afirmou que “a recuperação tem sido consistente e reflete aumento da oferta de crédito, reposição de ativos, principalmente no caso dos veículos pesados, inflação e juros controlados”.

 

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Grupo Volkswagen negocia WirelessCar, da Volvo

São Paulo – O Grupo Volkswagen anunciou na quinta-feira, 19, a aquisição de 75% do capital da WirelessCar, uma empresa criada pela Volvo em 1999. A VW passa a ser, assim, controladora de companhia que atua no segmento de segurança digital para o mercado de veículos. A conclusão do negócio está prevista para o primeiro semestre de 2019 e está sujeita à aprovação das autoridades antitruste da Alemanha. O valor da aquisição não foi informado. Em todo o mundo cerca de 3,5 milhões de veículos, de vários fabricantes, estão conectados por meio dessa plataforma.

Estados Unidos dão OK para joint-venture BMW-Daimler

São Paulo – Autoridades antitruste dos Estados Unidos aprovaram na quarta-feira, 18, a formação de joint-venture proposta por BMW e Daimler: dado o sinal verde para o desenvolvimento do negócio conjunto as empresas articulam os próximos passos no mercado da mobilidade urbana. A princípio a parceria no novo negócio – cujo capital está dividido igualmente por acionistas das duas companhias – deverá ser a criação de ecossistema que envolverá a combinação de veículos e serviços.

 

Compartilhamento, aplicativos para smartphone, estacionamento e pontos de recarga de automóveis elétricos são alguns dos itens apontados pelas empresas como interessantes. As companhias já possuem sob seu controle empresas menores que atuam nesses segmentos.

 

Com a aprovação da joint-venture a expectativa das companhias é a de que o negócio formalizado até 31 de janeiro.

 

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Case IH vende mais de cem tratores articulados

São Paulo – Este ano a Case IH quebrou seu recorde de vendas de tratores articulados no Brasil, com mais de cem unidades — ante as 28 unidades comercializadas no ano passado. Segundo a Case IH este mercado era pouco explorado no País nos últimos anos e, por isso, a empresa optou por investir no segmento.

 

Silvio Campos, diretor de marketing de produtos da Case IH, disse que com cem unidades vendidas do modelo Steiger a “empresa consolidou a força do modelo no mercado. O Brasil tem grandes áreas e, por isso, usa equipamentos de porte maior, em especial colheitadeiras. Ultimamente tem migrado para plantadeiras maiores e são elas que demandam grandes tratores”.