Anfir projeta US$ 4 milhões em exportações

São Paulo – A 3ª rodada de negócios internacionais que a Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, organizou em Florianópolis, SC, deverá gerar US$ 4 milhões em exportações. Participaram das negociações, realizadas nos dias 27 e 28 de novembro em parceria com a Apex-Brasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, quinze empresas associadas à Anfir e 19 companhias importadoras latino-americanas. Os importadores atuam nos mercados da Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Peru, República Dominicana e Uruguai.

VW: 7 milhões de veículos produzidos em Taubaté.

São Paulo – A Volkswagen celebrou a produção dos primeiros 7 milhões de veículos na fábrica de Taubaté, SP, nos últimos quarenta anos. A unidade produz Gol, Up e Voyage e, de acordo com o presidente Pablo Di Si, é de extrema importância para a estratégia da nova VW no País.

 

Dos 7 milhões de veículos que já saíram das linhas de montagem de Taubaté cerca de 5 milhões foram Gol, o modelo mais produzido na história da indústria automobilística nacional — foram mais de 8 milhões de unidades desde o lançamento de sua primeira geração. O segundo modelo mais produzido na fábrica foi o Voyage, com mais de 1,5 milhão de unidades.

 

Foto: Divulgação.

BYD entrega elétricos para Prefeitura de São Paulo

São Paulo – A BYD entregou as primeiras quinze unidades do seu ônibus elétrico D9W à Prefeitura de São Paulo, durante cerimônia realizada na segunda-feira, 10, na sede da Prefeitura, no Centro Velho da cidade. O modelo entregue faz parte de um projeto piloto que envolve abastecimento por energia solar.

 

O D9W é movido a bateria de ferro-lítio, tem autonomia de 250 quilômetros e será usado pela Transwolff, empresa que atua na Zona Sul. O prefeito de São Paulo disse que até março todas as unidades entregues estarão operando: “É deste tipo de transporte, limpo e sem barulho, que a gente quer ver mais e mais na cidade de São Paulo”.

O Rota na rua, agora para valer

São Paulo – Finalmente pode-se dizer que o Rota 2030 está, efetivamente, na rua. Depois de quase dois anos em gestação e amplas discussões, o novo regime automotivo brasileiro foi sancionado pela presidência da República e publicado na forma da lei 13 755 no Diário Oficial da União de terça-feira, 11, um dia antes do prazo limite legal.

 

O Presidente da República fez dez vetos ao texto, mas todos se referem a penduricalhos que foram acrescentados ao Rota 2030 durante sua turbulenta passagem pelo Congresso Nacional. A essência do programa negociado antes disso foi totalmente mantida. Porém uma importante adição ao texto feita pela Câmara dos Deputados, que alongou o prazo dos incentivos e benefícios para as fabricantes instaladas na região Nordeste, permaneceu – aqui houve apenas um veto de um item referente aos abatimentos de impostos federais.

 

Há dois pontos importantes alterados no texto final. O primeiro se refere ao desconto de IPI para veículos híbridos com motorização flex, que subiu de no mínimo dois pontos porcentuais previstos na Medida Provisória para no mínimo três. Com isso a tabela de desconto do imposto, que é progressiva considerando cálculo de eficiência energética versus peso, terá de ser atualizada.

 

O segundo ponto se refere a uma diferença de tratamento para os importados no que diz respeito aos benefícios para programas de pesquisa e desenvolvimento: o Congresso queria que as importadoras ficassem de fora, mas o texto da lei deixa claro que elas terão tratamento “não menos favorável” que as empresas nacionais.

 

Em entrevista à Agência AutoData Antonio Megale, presidente da Anfavea, afirmou que esta foi uma precaução do governo para evitar novos questionamentos na OMC. “O resultado do painel sobre o Inovar-Auto ainda não foi divulgado, mas o programa deve ser condenado. Assim o governo tomou medidas para que não exista nenhuma má interpretação com relação ao Rota 2030.”

 

O dirigente, aliás, passará a quarta-feira, 12, em Brasilia, DF, reunido com diversos órgãos do governo para uma espécie de pente-fino no texto do Rota. Existem algumas incongruências: o decreto presidencial assinado em novembro, na abertura do Salão do Automóvel, diz que o programa entra em vigor a partir deste dezembro, mas a lei coloca uma parte do Rota 2030 valendo em data retroativa, agosto. “Vamos procurar acertar isso.”

 

Há outra dúvida, essa de difícil equação: enquanto o decreto fala que o Rota 2030 é um programa de 15 anos dividido em três ciclos de cinco anos, a lei fala somente nos próximos cinco anos – e esta é uma questão inalterável, vez que trata-se do prazo máximo para concessão de benefícios fiscais, assim como foi no Inovar-Auto. Ou seja: ainda que o Rota seja, em teoria, um programa para quinze anos, ele pode terminar ou ser totalmente modificado após seus primeiros cinco anos.

 

De qualquer maneira Megale comemorou o resultado. “O miolo do Rota 2030, sua essência, transformou-se em lei.” Por essência pode-se compreender os programas de melhoria de eficiência energética, etiquetagem veicular, cronograma de obrigatoriedade de itens de segurança veicular, tecnologias de direção assistida, pesquisa e desenvolvimento e regime tributário especial para autopeças não produzidas no Brasil.

 

É menos, bem menos do que tudo que foi imaginado, sugerido e conversado durante as centenas de reuniões de sete grupos de trabalho em Brasília ao longo do ano passado. Mas é melhor do que o cenário com o qual o setor automotivo trabalhou na prática durante todo 2018.

 

Vetos – Com relação aos vetos dos artigos integrais ou de parte deles, o governou alegou que são “inconstitucionais ou contrariam o interesse público” por aumentarem gastos. Dois vetos foram ao artigo 30 da nova lei, que permitiria que as montadoras usassem créditos tributários de impostos federais também para compensar a contribuição previdenciária.

 

Diversos artigos foram vetados na íntegra, como o que pretendia retomar a alíquota do Reintegra, reduzida a 0,1% em maio, para todos os setores da economia, além conceder benefícios para áreas de comércio de calçados, artigos de viagem e móveis. “Emendas do Legislativo apresentadas sobre a Medida original são autorizadas apenas se guardada a pertinência temática e se não resultarem em aumento de despesa”, argumentou o governo.

 

Outro ponto vetado foi no artigo 33, que buscava validar atos administrativos que beneficiassem a produção de quadriciclos, triciclos e suas peças produzidas na Zona Franca de Manaus. O governo disse que “o dispositivo não dimensiona de forma clara a amplitude dos atos que seriam convalidados, podendo representar uma remissão dos eventuais créditos tributários constituídos, com impacto tributário não estimado e gerando insegurança jurídica”.

 

Os artigos 34 e 35 foram vetados integralmente porque concediam isenção do IPI, Imposto sobre Produtos Industrializados, para componentes, chassis, partes e peças e outras matérias primas usadas pela indústria que fossem importados por terceiros sob encomenda das fábricas – a legislação atual concede o benefício apenas quando as próprias empresas importam os insumos. O governo alegou que ambos os artigos contrariavam a Lei de Responsabilidade Fiscal.

 

E os artigos 36 e 37 ofereciam para todos os carros elétricos e híbridos isenção do Imposto sobre Operações Financeiras, IOF, nas operações de financiamento quando adquiridos por taxistas e pessoas com deficiência. “A aprovação de lei que crie ou amplie benefícios de natureza tributária sem o atendimento das condicionantes orçamentárias e financeiras contraria o interesse público”, justificou o Planalto.

 

Por Marcos Rozen e Caio Bednarski

 

Foto: Divulgação/Fotos Públicas.

Indústria produz 1 milhão de motocicletas

São Paulo – A produção de motos no Brasil deverá chegar a 1 milhão 80 mil unidades no ano que vem, o que significaria alta de 4,3% na comparação com 2018, que encerrará com volume próximo a 1 milhão 35 mil motos fabricadas, expansão de 17,2% ante 2017. As projeções foram divulgadas pela Abraciclo, associação que representa as fabricantes de motos nacionais, na terça-feira, 11.

 

Marcos Fermanian, presidente da Abraciclo, disse que esta projeção é cautelosa e, caso o mercado avance mais, a associação poderá revisar os números: “Ainda temos cautela com o ano que vem, pois aguardamos que as reformas necessárias sejam feitas para que a economia melhore e o consumo da população aumente. Caso o cenário continue parecido com o atual, cresceremos dentro destas previsões iniciais”.

 

Com relação às vendas em 2019 a projeção da Abraciclo é que sejam comercializadas 998 mil motos, alta de 6,3% ante as 939 mil unidades que devem ser vendidas esse ano e assim trarão crescimento de 10,3% para o setor. Segundo Fermanian o aumento das vendas esse ano e no ano que vem são resultado da recuperação do cenário econômico, aumento da oferta de crédito e, principalmente, a volta da confiança do consumidor: “A aprovação das fichas de financiamento com as montadoras aumentou de 2 para 2,8 a cada dez e a nossa expectativa é que esse número continue crescendo no ano que vem”.

 

O presidente também disse entender que o crescimento projetado para 2019 será mais sólido ainda que porcentualmente menor, pois a base de comparação é bem maior do que a de 2017.        

 

A preocupação da associação está nas exportações, que deverão cair 30%, para 49 mil unidades. Esse ano o setor já registrará queda nas vendas para outros países, com 70 mil unidades exportadas até dezembro, em queda de 14,4%. O presidente da Abraciclo disse que essa redução será causada particularmente pela crise na Argentina, que consome em torno de 70% de nosso total exportado do segmento.

 

Balanço de novembro – No mês passado foram produzidas 90 mil 108 motos, alta de 8,4% ante igual período do ano passado. Ante outubro, de maior número de dias úteis, queda de 10,9%. No acumulado saíram das linhas de produção 968 mil 860 unidades, crescimento de 19% na comparação com o mesmo período do ano passado. 

 

As vendas ao varejo em novembro foram de 76 mil 792 unidades, expansão de 17,6% com relação ao mesmo mês do ano passado. Na comparação com outubro, baixa de 7,8%. De janeiro a novembro foram emplacadas 856 mil 45 motos, crescimento de 10,7% no comparativo com mesmo perído de 2017. Já as exportações chegaram a 3 mil 571 unidades, queda de 53,5% e, no acumulado, 65 mil 62 motos, retração de 12,9% ante igual período do ano passado.

 

Foto: Divulgação.

VWCO anuncia financiamento de peças e serviços

São Paulo – A Volkswagen Caminhões e Ônibus anunciou na segunda-feira, 10, venda de peças e contratação de serviços por meio de financiamento. Quem fará a gestão será o braço financeiro da companhia VW Financial Services, atuando dentro das concessionárias. De acordo com a companhia, o financiamento pode ser de seis a vinte quatro meses.

 

De acordo com Osmany Baptista, gerente de operações de peças e acessórios, a empresa mira novos negócios via pós-vendas: “Um pós-vendas bem feito nos rende também novas vendas. Por isso, investimos continuamente para inovar, seja em peças, serviços ou soluções de negócio, e nesse caminho, contamos sempre com a parceria Volkswagen Financial Services”.

 

Foto: Divulgação.

ABB dobra número de robôs conectados no País

São Paulo – A ABB dobrou o número de robôs conectados no mercado brasileiro, meta estipulada no ano passado, quando seu braço de robóticas começava a ganhar força e penetração no mercado. Este ano a companhia elevou para duzentas unidades de equipamentos de manufatura ligados à rede, sobretudo dentro de fábricas que produzem veículos ou componentes. Para o ano que vem, mantida a meta: quer chegar a quatrocentas unidades.

 

Esta unidade de negócio é considerada chave pela companhia, uma vez que aumenta as possibilidades de receita afora a venda dos robôs. Em um mercado como o brasileiro, disse Cassio Scarpi, gerente da divisão de serviços, as oportunidades são muitas em função do tempo de rotatividade das máquinas: “No setor automotivo, um dos nossos principais clientes, as vendas são pontuais em longo espaço de tempo. Nesse sentido, a manutenção é um campo vasto a ser explorado”.

 

Conectar um robô de manufatura significa que é possível acessar seus comandos e dados à distância. Em termos de manutenção, para a ABB representa a chance de diminuir os custos com deslocamento de equipe e aumenta a precisão no diagnóstico da falha. Ao cliente, segundo a fabricante, o benefício é a atencipação de programas de reparo antes do aparecimento de defeitos. Serviço semelhante ao prestado por fabricantes de caminhões hoje em dia, por exemplo.

 

Os serviços oferecidos pela área de robótica da companhia são monitoramento, avaliação de componentes e desempenho, instalação de melhorias no sistema e acesso remoto. Scarpi disse que a demanda do setor automotivo foi parte responsável pelo aumento de robôs ABB conectados. A companhia, atualmente, tem uma base instalada de robôs composta por cinco mil unidades, dentre os quais 70% estão instalados em empresas do setor automotivo. Nem todos estão conectados.

 

Com a expectativa de aumentar o número de robôs conectados, a empresa iniciou no ano passado a construção de um centro de treinamento em robótica na fábrica que mantém em Guarulhos, SP. No espaço, alunos de instituições de ensino técnico e clientes aprendem a manipular os equipamentos. Afora a interação com os robôs, no caso dos clientes a empresa mostra por meio de realidade virtual como serão as linhas desenvolvidas em suas fábricas. O centro, fruto de investimento de R$ 1 milhão, já está finalizado.

 

Foto: Divulgação.

Aptiv comemora um ano de mercado

São Paulo – A Aptiv comemora, em dezembro, um ano de existência. A fornecedora de sistemas eletroeletrônicos para diversas montadoras sediada em Dublin, na Irlanda, está presente em 45 países e emprega aproximadamente 147 mil funcionários — dos quais 5 mil no Brasil, onde a empresa tem sede em São Caetano do Sul, SP.

 

De acordo com o último balanço divulgado em setembro, a Aptiv alcançou receita de US$ 10,8 bilhões, crescimento de 14% na comparação com igual período do ano passado, 

Jaguar agora tem carro flex

São Paulo – A Jaguar agora também produz carros flex. Na segunda-feira, 10, a empresa anunciou a venda do E-Pace com motor movido a gasolina e etanol – o mesmo Ingenium 2.0 que equipa modelos Land Rover e é produzido na fábrica de Wolverhampton, na Inglaterra.

 

No SUV esportivo E-Pace o propulsor alcança até 249 cavalos, um a menor que o motor a gasolina, que sai de linha. Exclusivo para o mercado brasileiro, será vendido nas versões Base P250 por, R$ 233,8 mil, e R-Dynamic S P250, por R$ 251,3 mil.

 

Segundo a Jaguar, o E-Pace flex acelera de 0 a 100 km/h em 7 segundos. Paulo Manzano, gerente de marketing e produto da Jaguar Land Rover, disse que a motorização flex era esperada pelos clientes da marca e aumenta a versatilidade do modelo.

Anfir: crescimento de 53% até novembro.

São Paulo – Com a recuperação do mercado de caminhões ao longo do ano, as vendas de implementos rodoviários cresceram 52,6% até novembro, com 82 mil 31 unidades vendidas, ante 53 mil 762 no mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados pela Anfir, Associação dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

 

Separando por segmento, as vendas de Reboques e Semirreboques, da linha pesada, foram de 40 mil 568 unidades, contra 22 mil 454 em igual período do ano passado, expansão de 80,7%. Já no segmento de Carroceria Sobre Chassis, a linha leve, foram vendidos 41 mil 463 implementos, crescimento de 32,4% na mesma base de comparação.