Urbanos lideram a produção de ônibus

São Paulo – A produção de ônibus no País apresentou alta de 42%, até novembro, na comparação com o volume que saiu das linhas em igual período no ano passado. As fabricantes produziram 27 mil 440 unidades, sendo 21 mil 568 unidades de modelos urbanos e 5 mil 872 de rodoviários, informou balanço divulgado pela Anfavea na quinta-feira, 6.

 

O crescimento do volume de produção acompanhou demanda criada pelas licitações municipais, disse Luiz Carlos Moraes, vice-presidente da Anfavea: “Aumentamos o volume de vendas para prefeituras e sistemas de transporte público e foram fatores que ocuparam a produção, um movimento que se intensificou neste ano”.

 

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Vendas em 2018 ficarão acima da projeção

São Paulo – A Anfavea acredita que sua projeção para o total de licenciamentos de autoveículos em 2018 está defasada. Mas a notícia é boa: a estimativa oficial está subestimada e deverá ser ultrapassada com os resultados deste mês, o último do ano. No início de outubro a associação já tinha revisado para cima a projeção para o ano, que saltou de 2 milhões 502 mil, equivalente a crescimento de 11,7% ante 2017, para 2 milhões 546 mil, alta de 13,7%. Agora o presidente Antonio Megale já fala em resultado mais provável de 2 milhões 560 mil, o que representaria elevação de 14,3% na comparação com as 2 milhões 240 mil do ano passado.

 

A razão mais particular para este quadro é a média diária, que em outubro e novembro se estabilizou ao redor de 11,5 mil unidades, “um patamar interessante”, segundo Megale: “Dezembro costuma ser um mês bom. No ano passado fechou em 213 mil e acreditamos que agora poderemos até alcançar 250 mil”.

 

Se este volume se confirmar agora, em dezembro, o resultado final será ainda maior, algo como 2 milhões 582 mil, ou 15% de evolução.

 

Novembro, isoladamente, encerrou com 230 mil 945 unidades licenciadas, crescimento de 13% ante o mesmo mês de 2017, 204,2 mil. Na comparação com outubro, 254,7 mil, houve queda de 9,3% essencialmente por um número menor de dias úteis – o mês passado teve dois feriados nacionais e um municipal, com uma ponte de quatro dias.

 

No acumulado do ano são 2 milhões 332 mil unidades emplacadas, crescimento de exatos 15% ante a soma dos onze primeiros meses de 2017. Mesmo assim o volume está quase 500 mil unidades abaixo da média dos últimos dez anos para o período, 2,8 milhões.

 

Em 2018 nenhum mês registrou resultado negativo em vendas no comparativo com o mesmo período de 2017. O melhor resultado porcentual até agora foi o de abril, 38,5%, e o mais fraco o de maio, 3,2%.

 

O nível de estoque caiu ligeiramente em novembro, para 290,8 mil unidades ante 293,9 mil em outubro – 173,8 mil estão nos pátios das concessionárias e 117 mil nos das fábricas. O volume equivale a 38 dias de comercialização, idêntico ao de outubro.

 

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Mercosul e União Europeia se reencontram no Uruguai

São Paulo – Uma nova rodada de negociações do bloco Mercosul com o da União Europeia foi marcada para a semana que vem em Montevidéu, Uruguai, para tratar de um possível acordo de livre-comércio.

 

Segundo a Agência Brasil os ministros das Relações Exteriores do bloco, com exceção da Venezuela, temporariamente suspensa, se reuniram na quinta-feira, 6, no Itamaraty, para acertar os ponteiros. A intenção é concluir as negociações até março do ano que vem.

Argélia também produz Audi

São Paulo – A fábrica do Grupo Volkswagen em Relizane, na Argélia, em parceria com o importador local Sovac, começou a produzir na quinta-feira, 6, três modelos Audi: o A3 Sportback, o A3 Sedan e o Q2. Segundo a companhia, as linhas têm capacidade para produzir 3 mil unidades Audi por ano.

 

A unidade produz automóveis de outras marcas do grupo desde 2017.

Produção de caminhões supera meta de pesados

São Paulo – A produção de caminhões segue em ritmo de crescimento para acompanhar as demandas do mercado interno. Até novembro saíram das linhas 98 mil 97 unidades, 29,7% a mais do que a produção registrada em igual período no ano passado, apontaram dados do balanço da Anfavea divulgado na quinta-feira, 6.

 

Com este volume a indústria superou o patamar de produção que projetou, para o ano, 120 mil unidades. A Anfavea considera na projeção a produção de ônibus, que até outubro foi de 27 mil 440 unidades, de forma que o volume combinado supera a quantidade estipulada para o ano.

 

Ao longo do ano o nível de fabricação mensal foi em torno das 9 mil unidades, volume que se repetiu em novembro, segundo o levantamento da Anfavea: 9 mil 985 unidades, 22,3% a mais do que a produção registrada em novembro de 2017.

 

Segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale, o que segue mantendo as fábricas mais ocupadas do que nos anos de crise recente é a demanda interna aquecida: “O mercado interno vem dando respostas positivas de forma a compensar o que se deixou de exportar para a Argentina, por exemplo. Empresas se preparam agora para a safra do ano que vem e isso deverá aumentar as vendas”.

 

Os caminhões pesados, que têm no agronegócio sua principal praça deram sustentação à produção, disse Megale. Até novembro foram produzidas 44 mil 907 unidades, o que representa alta de 51,8% na comparação com os onze primeiros meses do ano passado. A produção de  semipesados chegou a 26 mil 247 unidades, alta de 19%, e a de leves registrou 19 mil 161 unidades, 22,5% a mais.

 

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Alemães já podem comprar o VW T-Cross

São Paulo – A Volkswagen anunciou na quinta-feira, 6, que o SUV compacto T-Cross já está disponível para pré-venda na Alemanha, a € 17 mil 975 em sua versão de entrada. Para promover o lançamento a companhia oferece duzentas unidades da edição especial 1st Edition por meio de um sorteio: quem se inscrever no site www.volkswagen.de até a manhã de sexta-feira, 7, concorrerá à compra do SUV.

 

Segundo a VW os modelos serão entregues em 12 e 13 de abril no Autostadt Wolfsburg, na sede da companhia.

Ritmo cai e produção ficará abaixo de 3 milhões

São Paulo – O retorno ao patamar de 3 milhões de veículos produzidos em um ano foi postergado, segundo o presidente da Anfavea, Antonio Megale. Como de janeiro a novembro a produção brasileira somou 2,7 milhões de unidades, avanço de 8,8% com relação aos primeiros onze meses do ano passado, a indústria precisa entregar 300 mil unidades em dezembro para que a projeção, divulgada em outubro, seja alcançada – o que não ocorreu em nenhum mês deste ano.

 

O presidente da Anfavea lembrou que a produção de dezembro costuma ser menor do que as dos meses anteriores por causa das férias coletivas que algumas montadoras concedem aos trabalhadores nas últimas semanas do ano. Por isto descartou chegar ao patamar das 3 milhões de unidades, alcançado, pela última vez, em 2014.

 

Em novembro as fábricas produziram 245,1 mil unidades, recuo de 1,6% com relação ao mesmo mês de 2017 e de 6,9% na comparação com outubro. Para Megale a queda nas exportações, ocasionada pelo mau momento do mercado argentino, ajuda a explicar essa redução no ritmo das linhas de montagem brasileiras.

 

De toda forma as suas expectativas para 2019 seguem otimistas, reforçadas pelo momento da economia brasileira e da aproximação da posse do novo presidente da República: “Os indicadores de confiança, dos consumidores e empresários, estão se elevando e quando as reformas necessárias forem feitas haverá um fluxo de investimento importante retornando para o Brasil. Há muita liquidez global aguardando uma decisão sobre onde colocar este dinheiro”.

 

Rota 2030 – Ainda no aguardo da sanção presidencial do novo regime automotivo – a data-limite é 12 de dezembro –, Megale contou que portarias importantes acerca do programa já estão disponíveis para consulta pública para, na sequência, serem oficialmente publicadas. Tratam de temas como cálculo da eficiência energética, segurança, processo de habilitação ao programa.

 

O presidente da Anfavea acredita que grande parte desse processo será encerrado até o fim do ano: “Há um esforço do governo para publicar tudo isso até o fim do mês. Alguma coisa pode ficar para 2019, mas a maior parte sairá agora”.

 

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Exportações fecham o ano abaixo da estimativa

São Paulo – O mau momento do mercado argentino de veículos atingiu em cheio o ritmo das exportações brasileiras. O resultado das vendas externas ficará abaixo da última projeção da Anfavea, divulgada em outubro– que já havia sido revista para baixo em outra ocasião –, sem repetir o recorde registrado no ano passado.

 

Em entrevista coletiva à imprensa realizada na quinta-feira, 6, o presidente Antonio Megale reconheceu que a entidade errou: “As encomendas do nosso principal parceiro comercial, a Argentina, foram reduzidas de forma dramática nos últimos meses. Quase toda a queda decorre do desempenho do mercado vizinho, responsável por 70% das nossas vendas externas”.

 

Em novembro o volume de embarques ficou 53% abaixo do registrado em igual mês do ano passado: foram enviados a outros mercados 34,4 mil veículos, ante 73 mil um ano antes – com relação a outubro e suas 38,7 mil unidades, queda de 11,3%. No acumulado do ano as exportações somaram 597,4 mil unidades, recuo de 15,3% na comparação com igual período de 2017.

 

“Nossa última projeção era de 700 mil veículos exportados. Mas deveremos fechar o ano com pouco mais de 600 mil veículos, talvez algo próximo de 650 mil unidades”.

 

Megale disse não esperar retomada do mercado argentino antes do fim do primeiro semestre de 2019. Enquanto isso a indústria busca novos mercados para ampliar sua presença, além dos tradicionais da América do Sul: “Recentemente enviamos um volume próximo de 5 mil caminhões para o mercado russo. Estamos com esforços para conquistar contratos na América Latina, África e na região do Oriente Médio”.

 

Em valor o saldo das exportações também segue negativo no acumulado até novembro: queda de 5,2%, para US$ 13,8 bilhões. Para Megale é um valor expressivo, apesar da queda com relação a 2017.

 

Em novembro a indústria faturou US$ 957,1 milhões com exportações, recuo de 32,8% diante de novembro do ano passado e 1,4% abaixo do resultado de outubro.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.

Rota 2030 poderá ter mais incentivos para híbridos flex

São Paulo – Enquanto a indústria automotiva aguarda a sanção presidencial do Rota 2030 a AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, projeta que o incentivo aos veículos híbridos e elétricos, previsto no programa, ajude a promover o desenvolvimento da tecnologia híbrido flex no País.

 

Segundo o presidente Edson Orikassa o texto do programa traz uma medida que dará mais incentivo às montadoras que desenvolverem o híbrido flex do que àquelas que usarem o sistema híbrido comum, aliado a um motor a gasolina. “Esses incentivos ainda não foram definidos, mas a expectativa é a de que o presidente sancione o programa com essa medida para promover o desenvolvimento dessa tecnologia no Brasil.”

 

Segundo Orikassa essa demanda não era do setor automotivo, mas dos produtores de etanol, representados pela Unica, defensora dos avanços dessa tecnologia. Para o presidente da AEA os investimentos em P&D, pesquisa e desenvolvimento, que não serão obrigatórios, são um avanço com relação ao Inovar-Auto, que englobava apenas as montadoras: no caso do Rota 2030 toda a cadeia automotiva, incluindo produtores de peças e componentes, poderá ser beneficiada.

 

As empresas que decidirem investir em P&D poderão trazer os valores de outros países, desde que sejam usados no Brasil, e também poderão contratar empresas terceirizadas e universidades para desenvolverem as pesquisas, de acordo com Marcos Clemente, diretor da entidade:

 

“Teremos também o PPP, Projeto e Programa Prioritário, que será um fundo no qual as empresas poderão depositar valores destinados a P&D para que outras usem para avançarem em questões prioritárias, que serão definidas pela comissão do PPP. A comissão do PPP será formada por integrantes de diversas áreas do setor automotivo que, juntos, decidirão quais serão os principais focos dos investimentos.”

 

Em outro ponto abordado, a eficiência energética, a AEA acredita que os avanços cobrados das montadoras ficarão em torno de 11%, próximo ao que foi exigido durante o Inovar-Auto – para as empresas que superem esse índice haverá bônus de IPI. Quem não alcançar a meta sofrerá penalidades.

 

A entidade informou que as metas e exigências serão iguais para todos, fabricantes e importadores: modelos vindos de outros países terão que apresentar a evolução energética definida no programa.

 

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Crise chegou ao fim, garante Cortes, da VWCO

São Paulo – Uma das maiores crises pela qual a indústria brasileira de caminhões passou em toda a sua história chegou, enfim, ao fim. Essa foi a avaliação do presidente da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes, que comemorou os resultados de 2018, bem superiores aos imaginados um ano atrás – mesmo com todo o seu conhecido e tradicional otimismo.

 

Até novembro as vendas de caminhões no mercado brasileiro avançaram 49% e as de chassis de ônibus foram 29% superiores às de igual período do ano passado, segundo balanço divulgado pelo executivo na quarta-feira, 5, em encontro com jornalistas em São Paulo. A VWCO cresceu ainda mais: 51% nos dois segmentos, cada um por uma razão diferente.

 

Em caminhões, segundo Cortes, o lançamento da nova Família Delivery puxou para cima os resultados, especialmente em segmentos de menor PBT, no qual está concentrado o portfólio da companhia. Em ônibus grandes negócios com o programa Caminho da Escola garantiram o bom desempenho da linha Volksbus.

 

“Essa é a notícia que levarei para a Alemanha daqui a duas semanas, quando me reunirei com a diretoria: estou convicto de que um dos períodos de crise mais sério da história da indústria brasileira foi superado”.

 

Sem revelar perspectivas por causa da iminente abertura de capital do Grupo Traton, divisão de veículos comerciais pesados do Grupo Volkswagen criada há três meses e que tem na VWCO uma de suas principais marcas, Cortes limitou-se a dizer que está confiante com o cenário que se desenha para o ano que vem: “Todos os indicadores são positivos. Manteremos a rota de crescimento”.

 

Os negócios da companhia no mercado externo também foram positivos, apesar da crise na Argentina, que freou um pouco o crescimento das exportações. Segundo Cortes somados os embarques de caminhões, chassis de ônibus e CKDs o resultado ficou 7% superior ao registrado no ano passado.

 

“A entrada da família Delivery em novos países ajudou a alavancar estes resultados. Hoje mesmo estamos apresentando os caminhões em Bogotá, abrindo um novo mercado na Colômbia”.

 

Todo esse cenário positivo fez com que a VWCO anunciasse há algumas semanas a abertura de um segundo turno parcial de produção em Resende, RJ, promovendo a contratação de 350 trabalhadores. O presidente afirmou que estes funcionários já passam por treinamento e deverão entrar nas linhas a partir de janeiro.

 

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