Aliança RNM vive o seu melhor momento no Brasil

São José dos Pinhais, PR – Em xeque desde a prisão do seu principal executivo, o franco-brasileiro Carlos Ghosn, no fim de novembro, a Aliança Renault Nissan Mitsubishi tem no Brasil o seu melhor momento, de acordo com o presidente da Renault para a América Latina, Luiz Fernando Pedrucci. Embora ainda não possa revelar números o executivo garante que os ganhos em sinergias da Nissan com a Renault em 2018 são os melhores da história na região.

 

Todos os meses equipes das duas empresas reúnem-se para avaliar os resultados e traçar os próximos passos. Pedrucci garante que, ao menos por aqui, a vontade é seguir em frente: “A Aliança, no Brasil, nunca foi tão frutífera como agora. As sinergias em compras, engenharia e redução de custos têm o melhor ano da história e estão a todo o vapor, mantendo a independência de cada empresa”.

 

Com a Mitsubishi, cuja entrada na Aliança é mais recente, ainda não há compartilhamento no Brasil.

 

Desde a prisão de Ghosn muito se fala sobre o fim da Aliança embora, oficialmente, as três empresas reiterem que a intenção é manter os planos mesmo com a ausência de seu principal mentor e executivo. Pedrucci afirmou a jornalistas na terça-feira, 4, em entrevista que precedeu à festa de comemoração dos 20 anos da fábrica Renault no Paraná, que as operações seguem normalmente, de acordo com as indicações do CEO interino da companhia, Thierry Bolloré – Ghosn foi temporariamente afastado de suas funções.

 

Para o presidente da Renault na América Latina a manutenção da Aliança é fundamental para garantir, e repartir, os investimentos necessários para a indústria diante dos desafios que se desenham: “Nos próximos dez anos a indústria se transformará mais do que nos últimos cinquenta. Temos grandes desafios em investimentos em carros elétricos, autônomos e compartilhados e, para nos manter competitivos, é fundamental diluir esse investimento na Aliança”.

 

De acordo com o Pedrucci um grande passo pró-Aliança deverá ser dado nos próximos anos, com a construção de plataformas produtivas compartilhada pelas marcas. As novas gerações de modelos serão montadas sobre uma mesma plataforma, usando peças comuns – mas mantendo designs distintos.

 

“Com a plataforma comum alcançaremos um novo patamar em sinergias. Até 2022 80% dos carros serão montados sobre essa plataforma unificada.”

 

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Renault deseja 10% do mercado em 2022

São José dos Pinhais, PR – Após conquistar participação de mercado recorde em 2018 – de janeiro a novembro chegou a 8,7% – a Renault já traça sua meta para os anos seguintes: seu presidente para a América Latina, Luiz Fernando Pedrucci, quer alcançar os tão sonhados 10% em 2022.

 

“A Renault ganha participação todos os anos desde 2010 e seguiremos com esse objetivo para os próximos anos”, disse ele, durante entrevista que precedeu a comemoração dos 20 anos de inauguração da fábrica de São José dos Pinhais, PR. “Este anos superamos a barreira dos 8%, que considerávamos um obstáculo meio psicológico. Agora, com a renovação da gama atual e a entrada em novos segmentos, buscaremos o novo objetivo.”

 

Conquistar 10% de participação do mercado era, há alguns anos, objetivo de grande parte das empresas que anunciavam investimentos em novos produtos e ampliação da capacidade produtiva. Por enquanto nenhuma delas cumpriu a meta, com exceção das quatro tradicionais – Fiat, Ford, General Motors e Volkswagen. Este ano até a Ford registra fatia inferior a 10%.

 

O lançamento do Kwid, no ano passado, contribuiu para ampliar os volumes de vendas da Renault aqui. De janeiro a novembro, segundo a Fenabrave, foram vendidos 194,3 mil automóveis e comerciais leves da marca, crescimento de 28% sobre o mesmo período do ano passado – é o dobro do crescimento do mercado. O compacto foi o sétimo modelo mais vendido no período, com 59,7 mil licenciamentos.

 

Para 2019 Pedrucci espera crescimento mais modesto nas vendas do mercado brasileiro: “Pode até chegar nos dois dígitos, mas não acredito em aumento explosivo do mercado. De toda forma projetamos crescimento constante nas vendas nos próximos anos, com a Renault sempre avançando acima da média do mercado para alcançar os 10%”.

 

O presidente da Renault para a América Latina não adiantou pormenores a respeito dos modelos que deverão fazer crescer o portfólio da companhia no mercado brasileiro. A picape Alaskan, produzida na Argentina, ainda não teve seu lançamento confirmado por aqui. Pedrucci citou os segmentos de utilitários e de SUVs como possíveis alvos para o futuro – o Arkana, recentemente apresentado na Rússia, é uma possibilidade.

 

Estão fora do radar, ao menos por enquanto, investimentos em aumento da capacidade produtiva da fábrica no Paraná. Embora opere em três turnos ainda há espaço para crescer a produção – e, segundo Pedrucci, ainda podem ser ocupadas as outras fábricas na região, como na Argentina e na Colômbia: “Podemos produzir para outros mercados nestas unidades e usar a fábrica brasileira para abastecer o mercado local”.

 

Este ano, devido à situação do mercado argentino, as exportações da Renault caíram 13%, de acordo com o executivo, para cerca de 85 mil embarques. A empresa busca, ao mesmo tempo, novos mercados e a ampliação do portfólio nos países em que atua. Nas últimas semanas o Kwid entrou em pré-venda na Colômbia: foram 1,2 mil reservas, resultado considerado excelente, pois o mercado colombiano é de cerca de 250 mil veículos/ano.

 

20 anos – Na terça-feira, 4, a Renault celebrou os 20 anos da inauguração do Complexo Ayrton Senna, em São José dos Pinhais, com uma festa. Dias antes promoveu um jantar de gala para os funcionários com mais de vinte anos de casa. Ainda estão marcados eventos musicais e encontros de clubes de Renault antigos na Capital, Curitiba, no fim de semana.

 

Composto por quatro fábricas – CVP, de veículos de passeio, CVU, de veículos utilitários, CMO, de motores, e CIA, de injeção de alumínio – o complexo opera em três turnos e tem capacidade para produzir 320 mil veículos de passeio, 60 mil utilitários, 600 mil motores e 500 mil peças injetadas/ano. Há ainda um centro de desenvolvimento com 1 mil engenheiros.

 

A operação recebeu R$ 3 bilhões em investimento nos últimos anos e emprega, diretamente, 7,5 mil pessoas, contando os centros de design e o escritório em São Paulo. Indiretamente, apenas na região de Curitiba, são mais 25 mil empregos, de acordo com o presidente.

 

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Sindipeças promove Encontro da Indústria de Autopeças

São Paulo – Está agendado para abril, em São Paulo, o Encontro da Indústria de Autopeças, evento organizado pelo Sindipeças para discutir oportunidades de crescimento e internacionalização do setor. Ele será realizado antes da abertura da Feira Internacional de Autopeças, Equipamentos e Serviços, a Automec.

 

Está confirmado no evento Herbert Demel, presidente da Volkswagen do Brasil de 1997 a 2002, com passagem por Audi e Fiat. Ele ministrará palestra sobre a indústria da mobilidade e as consequências para o setor de autopeças, abordando aspectos como eletrificação, conectividade, compartilhamento e manufatura 4.0.

 

Também constam na programação apresentações de Carlos Zarlenga, presidente da General Motors no Mercosul. Steve St. Angelo, presidente da Toyota na América Latina, e Francisco Gomes Neto, diretor-geral da Marcopolo. 

 

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BorgWarner festeja 5 milhões de turbos produzidos aqui

São Paulo – A BorgWarner já produziu mais de 5 milhões de turbocompressores no Brasil e considera o volume um marco histórico, de acordo com Robin Kendrick, seu presidente e gerente-geral: “Temos orgulho de produzir tecnologias avançadas no Brasil e este marco demonstra a importância da nossa produção no País”.

 

Segundo a BorgWarner os turbocompressores foram desenvolvidos “para ajudar as empresas fabricantes de veículos a atender os requisitos de economia de combustível”. A  produção local atende ao mercado original, de reposição e a exportações para a América do Sul.

Volkswagen prepara ofensiva no segmento de PcD

São Paulo – A Volkswagen prepara ofensiva de produtos destinados ao mercado de PcD, informou a empresa por meio de comunicado na segunda-feira, 3. Parte dela chegará ao mercado no início de 2019: a versão Sense dos modelos Polo e Virtus, completos de série, com preço sugerido de R$ 69 mil 990.

 

No acumulado do ano a VW registrou aumento de 318% das vendas para PcD na comparação com as vendas para o segmento no mesmo período no ano passado.

 

O Polo Sense 200 TSI foi desenvolvido com base na versão MSI completa, com a diferença que o modelo destinado ao público PcD traz o motor 1.0 TSI de até 128 cv. O Virtus Sense MSI traz os mesmos itens de série que o hatch e é equipado com o motor 1.6 MSI de até 120 cv. Os dois modelos são equipados com transmissão automática de seis marchas.

Chevrolet Onix: 10% das vendas de novembro.

São Paulo – Mais de 10% das vendas de automóveis e comerciais leves no mercado brasileiro, em novembro, foram do modelo líder de mercado, o Chevrolet Onix. Das 221,3 mil unidades licenciadas em todo o País no mês passado, segundo dados da Fenabrave fornecidos pelo Renavam, divulgados na segunda-feira, 3, 22,3 mil foram do carro mais vendido do Brasil.

 

Até novembro foram 190,8 mil Onix comercializados, garantindo com folga mais um ano de liderança nas vendas do mercado brasileiro. É quase o volume do segundo colocado, Hyundai HB20 e suas 96,5 mil unidades emplacadas, e do terceiro, Ford Ka com 94,7 mil licenciamentos, somados.

 

O que deixa aberta apenas a briga pela vice-liderança em vendas no País. Em novembro o posto não ficou com nenhum dos dois: quem levou foi o Volkswagen Gol – mas por bem pouco: foram 8 mil 836 licenciamentos ante 8 mil 834 do Ford Ka, um empate técnico.

 

O HB20 ficou na quarta posição, com 8 mil 395 licenciamentos. Foi da Hyundai a grande surpresa no Top 10 do mês: o SUV Creta ocupou a nona posição, com 5 mil 171 emplacamentos, e garantiu o posto de utilitário esportivo mais vendido em novembro.

 

Confira os dez modelos mais vendidos em novembro, de acordo com a Fenabrave:

 

  1 – Chevrolet Onix:   22 mil 277
  2 – Volkswagen Gol:   8 mil 836
  3 – Ford Ka:               8 mil 834
  4 – Hyundai HB20:     8 mil 395
  5 – Chevrolet Prisma: 7 mil 598
  6 – Renault Kwid:       7 mil 092
  7 – Fiat Argo:            6 mil 078
  8 – Volkswagen Polo: 5 mil 644
  9 – Hyundai Creta:    5 mil 171
10 – Fiat Strada:         5 mil 158

 

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Alcides Cavalcanti sucede a Bernardo Fedalto

São Paulo – A Volvo anunciou na segunda-feira, 3, a indicação de Alcides Cavalcanti para o cargo de diretor comercial da sua unidade de caminhões. O executivo, que antes ocupava a gerência comercial da empresa no Brasil, sucede a Bernardo Fedalto, que deixa a fabricante após 37 anos.

 

Por meio de comunicado Fedalto disse que inicia uma nova fase na carreira “deixando legado de milhares de histórias de sucesso”.

 

Cavalcanti assume a operação comercial de caminhões novos, seminovos, peças e serviços para o Brasil e alguns mercados estratégicos na América Latina. Formado em engenharia mecânica, entrou na empresa em 1986 e passou por áreas como desenvolvimento de produto, engenharia de vendas e comercial. Acumulou experiência, também, em outras fabricantes do setor.

 

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Crescem as vendas de pneus Continental para SUVs

São Paulo – Lançada em 2015 para equipar SUVs e picapes, a linha de pneus ContiCrossContact representa, este ano, 5% das vendas da Continental Pneus no segmento de veículos de passeio, segundo o gerente de produtos João Scalabrin. O bom desempenho nas vendas e os lançamentos programados para o segmento de utilitários esportivos indicam que essa fatia deverá aumentar nos próximos anos.

 

Segundo Scalabrin, a companhia negocia com as fabricantes a participação nesses futuros lançamentos. Mas também aposta em outros segmentos: “Essa linha de pneus é muito forte nas vendas de reposição porque equipa, de fábrica, diversos modelos, e os proprietários buscam manter o pneu na hora da troca. Outro ponto que ajudará é a expansão do mercado, que deve crescer no ano que vem, aumentando o volume de encomendas das montadoras”.

 

Produzidos em Camaçari, BA, os pneus ContiCrossContact equipam Jeep Compass, Chevrolet S10, VW Amarok, Fiat Toro, Renault Captur e Hyundai HB20X – nos dois últimos a companhia é fornecedora exclusiva. O segmento de SUVs já corresponde a 25,2% de todos os carros novos emplacados no Brasil, de acordo com os dados fornecidos à Fenabrave pelo Renavam.

 

A fábrica na Bahia da Continental também atende a mercados da América do Sul, como Argentina, Uruguai e Paraguai e alguns países do NAFTA, tendo exportado 40% da sua produção total de pneus de veículos de passeio.

 

A Continental espera encerrar o ano com crescimento na produção e nas vendas, levando em conta todos os segmentos: “A Anip, entidade que representa os fabricantes de pneus, registrou queda no segmento até outubro, pois algumas empresas foram muito afetadas pela greve dos caminhoneiros e pelo período eleitoral. Mas, no nosso caso, a expectativa é a de encerrar o ano com crescimento na comparação com 2017”.

 

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Toyota Hilux GR-Sport será vendida por R$ 207 mil

São Paulo – Uma das atrações da Toyota no Salão do Automóvel de São Paulo, a Hilux GR-Sport será oferecida em versão limitada em 420 unidades por R$ 206 mil 990, R$ 10 mil a mais que a topo de linha do portfólio da picape.

 

Com mudanças na suspensão e no visual, a edição limitada será produzida na Argentina e será o primeiro modelo vendido no Brasil desenvolvido pela Gazoo Racing, divisão esportiva da companhia. O motor é o mesmo 2.8 diesel de 177 cv e o câmbio é automático de seis marchas.

Vendas de veículos crescem 13% em novembro

São Paulo – As vendas de veículos no Brasil, em novembro, atingiram volume de 230 mil 938 unidades, o que representa alta de 13% na comparação com o desempenho do mesmo mês do ano passado. Este resultado, contudo, ficou aquém da expectativa dos varejistas, que consideravam alcançar pouco mais de 235 mil unidades vendidas.

 

Ficou abaixo também do volume de outubro, fator justificado pela quantidade de feriados do mês passado. A queda chegou a 9,3%, de acordo com balanço divulgado pela Fenabrave na segunda-feira, 3. No acumulado do ano foram emplacadas 2 milhões 331 mil 702 unidades, 15% a mais do que o volume vendido em igual período em 2017.

 

No segmento de automóveis e comerciais leves as vendas em novembro avançaram 12,2% na comparação anual, mas recuaram 9,5% na mensal, com 221,3 mil emplacamentos. De janeiro a novembro o saldo é 14,1% positivo, com 2,2 milhões de unidades licenciadas.

 

Em caminhões as vendas cresceram 41,2% com relação a novembro do ano passado, mas recuaram 2% na comparação com outubro. Os brasileiros adquiriram no mês passado 7 mil 758 caminhões. No acumulado do ano foram 68,8 mil unidades vendidas, um aumento de 50% sobre o mesmo período de 2017.

 

Já as vendas de chassis de ônibus somaram 1 mil 863 unidades em novembro, volume 28,8% superior ao de novembro do ano passado, mas 10,1% inferior ao de outubro. De janeiro a outubro houve crescimento de 27,5% no segmento, com 17,2 mil chassis licenciados.

 

As vendas diretas, até novembro, foram responsáveis por parte importante dos negócios fechados: o balanço mostrou que correponderam a 45% das vendas totais de automóveis e comerciais leves no País. O Chevrolet Onix foi o mais vendido nessa modalidade, chegando a 79,4 mil unidades. O VW Gol ficou com o segundo lugar, 46,7 mil unidades — Ford Ka, Jeep Compass e Chevrolet Prisma fecham a lista.

 

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