Honda e Here oferecem informação de tráfego sem internet

São Paulo – A Honda, em parceria com a Here Technologies, é a primeira montadora instalada na Argentina a oferecer em seus veículos uma tecnologia de mapas embarcados que dispensa conexão com a internet para atualização das informações de trânsito.

 

Os mapas embarcados nos modelos Civic, CR-V e HR-V vendidos no país vizinho usam a tecnologia RDS–TMC, um protocolo de comunicação que inclui sistema de dados de rádio, RDS. Essa tecnologia agrupa e padroniza informações digitais em transmissões de rádio convencionais enquanto o canal de mensagem de trânsito, TMC, combina as informações de trânsito com a rede rodoviária de maneira mais eficiente, fornecendo informações pormenorizadas sobre o tráfego.

 

Jean Silva, gerente de vendas Latam da Here Technologies, disse que “usar um telefone celular para navegação cria distrações em potencial, como a necessidade de ter o dispositivo conectado ao painel ou a duração da bateria. Com o nosso sistema já embutido no navegador o serviço funciona mesmo sem bateria ou conexão com a internet”.

 

A Here é a única empresa que provê este tipo de serviço na Argentina e é a principal fornecedora global de mapas para veículos. Mantém foco no desenvolvimento permanente de novas tecnologias para acompanhar a evolução constante dos hábitos dos condutores.

 

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53,4 mil unidades Corolla em recall

São Paulo – A Toyota anunciou recall para 53 mil 434 unidades Corolla, produzidas de 2010 a 2012, por defeito no airbag do passageiro: existe a possibilidade de o deflagrador da bolsa ter sido montado de modo incorreto no painel dos carros.

 

Por causa desse possível defeito o gás do airbag pode vazar e, em caso de acidente, ser insuflado de maneira incorreta, aumentando o risco de lesões físicas ao ocupante do banco do passageiro.

 

Segundo a Toyota o atendimento para o reparo gratuito começará em 10 de julho na sua rede de concessionárias.

8,5 mil carros russos circulam em São Paulo

São Paulo – Com a chegada da Copa do Mundo o Detran revelou um curiosidade no Estado de São Paulo: são 8 mil 504 carros russos emplacados no Estado. Os modelos Lada começaram a chegar em 1990, quando foram abertos os portos a veículos estrangeiros — foi a primeira marca a desembarcar no País.

 

Três modelos vieram para o Brasil: o jipe 4×4 Niva, o hatch Samara e o sedã Laika. Na época os consumidores reclamavam do acabamento interno e de problemas no carburador, que não era adaptado à gasolina nacional. Com isso os modelos foram perdendo cada vez mais espaço e as importações da Lada foram suspensas em 1995.

 

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Mercado do Chile tem melhor maio da história

São Paulo – O Chile registrou, no mês passado, o melhor maio da história em vendas de veículos. Segundo o portal Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, citando reportagem do diário chileno El Mecurio, foram vendidos 35,3 mil veículos novos, crescimento de 18,1% sobre o mesmo mês de 2017.

 

Nos cinco primeiros meses do ano os chilenos compraram 168,9 mil veículos novos, alta de 24,8% sobre o mesmo período do ano passado. Para a Anac, associação que representa a indústria no Chile, o ritmo forte nas vendas vem se mantendo por causa da confiança dos chilenos na economia e na maior oferta de financiamentos, que representam 60% das vendas do setor naquele país.

 

Quem lidera o mercado chileno é a Hyundai, seguida de Chevrolet e Nissan.

 

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Zarlenga vê a indústria automotiva no vermelho

Indaiatuba, SP – Os acontecimentos recentes no País como a paralisação dos caminhoneiros e um movimento até agora incerto do comportamento do câmbio estão deixando os executivos das montadoras de cabelo em pé. O cenário atual torna difícil tomada de decisão de curto e longo prazos. As margens estão no vermelho e os reportes às matrizes dão conta de prejuízos à vista. Assim, a líder General Motors saiu na frente e avisou: vai aumentar os preços de seus veículos.

 

O dólar é o vilão do momento, mas não só ele. Essa é a avaliação do presidente da GM Mercosul, Carlos Zarlenga, que espera vendas menores em junho: “vamos repetir as 200 mil unidades de maio”, segundo ele por conta do grande impacto na cadeia causada pela paralisação dos caminhoneiros. “Na verdade, considerando maio e junho, a indústria deixará de negociar 60 mil veículos”.

 

Com relação ao câmbio a apreciação do dólar que passou de R$ 3,15 para R$ 3,90 – taxa referencial apresentada por Zarlenga no dia da entrevista – encareceu o produto em pelo menos 30%. “Quando você considera todos os itens de um veículo descobre que 50% deles têm seus preços vinculados ao dólar. Mesmo peças nacionais usam componentes importados. É um impacto brutal nos custos que precisam ser repassados”.

 

A razão dos aumentos de preços dos veículos tem a ver também com os empréstimos adquiridos junto às matrizes. A luz amarela está acesa porque essa é uma bola de neve que a cada dia de incerteza se torna maior. “Simples. Toda a receita das montadoras é em real. E a dívida é em dólar. Então, nesse momento a dívida está 25% maior. Essa conta não vale apenas para a dívida que as empresas já têm. O impacto também é projetado para as dívidas futuras, que são os planos de investimentos”.

 

Sobre adiamento de investimentos, ainda é muito cedo para saber se haverá revisão dos planos das montadoras, e da GM especificamente, no Brasil. Zarlenga tem bom entendimento de como agir: “É errado tomar decisões estratégicas desse porte neste momento. Temos que esperar pelo menos três meses para ver qual é o modelo de País que surgirá após as eleições. Mas estamos com uma grande expectativa sobre o que pode acontecer”.

 

Ainda assim os fundamentos macroeconômicos podem vir a se deteriorarem daqui em diante, prejudicando o desempenho da indústria e jogando um balde de água fria no crescimento e na lucratividade projetados no início de 2018. A GM registrou prejuízos em 2015 e 2016. No ano passado teve equilíbrio de suas contas e trabalhava para retomar a lucratividade este ano. “Vejo a indústria automotiva no vermelho neste momento”.

 

Zarlenga elenca uma série de incertezas, como a possível revisão da meta de inflação de 2,5% para 4% ao ano; o aumento da taxa Selic na próxima reunião do Copom, “que não será a última revisão da Selic este ano”, e ainda todos os desafios estruturais que em algum momento deste ano terão que ser discutidos: “Qual será a visão para revisão dos gastos públicos? Qual a visão para conter o déficit? Qual a visão sobre a reforma da previdência e os outros pontos tão importantes para o País? Acho que esses temas só poderão ser atacados após as eleições”.

 

Assim, a expectativa da GM para o mercado interno não é mais a mesma do início do ano: “Acho que não há estabilidade garantida para os próximos meses. A expectativa de crescimento para o segundo semestre é menor do que a que tínhamos alguns meses atrás. E com aumento de preços. Estamos enxergando o consumidor indeciso”.

 

A GM ainda não revisou suas projeções mas certamente será menor do que as 2,7 milhões de unidades anunciadas no seminário AutoData Perspectivas em outubro do ano passado. “Particularmente acredito em um mercado entre 2,5 e 2,6 milhões de unidades”.

 

Rota 2030 – Nesta conversa com Carlos Zarlenga no Campo de Provas da GM em Indaiatuba, SP, durante a pré-apresentação na nova Spin – o primeiro dos vinte modelos anunciados pela GM, que terá seu lançamento no final deste mês – ficou evidente uma ponta de decepção com o que vem [ou melhor, o que não vem] acontecendo com o Rota 2030.

 

Segundo Zarlenga o trabalho realizado durante a fase de negociação dos pilares do Rota 2030 no ano passado e o que se seguiu depois disso “mostrou que não podemos confiar nesse governo”. Ele relatou que ocorreram muitas mudanças no plano original por falta de clareza do governo em seus objetivos.

 

No entanto, Zarlenga está otimista que o Rota 2030 possa ser anunciado antes das eleições: “A negociação está concluída e neste momento nossa expectativa é que falta um processo interno para poder ser anunciado. Eu quero esperar que eles [governo] não vão voltar atrás no que já foi acordado…mais uma vez”.

 

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GM adverte: reajuste no aço terá reflexos.

São Paulo – A General Motors projeta aumento do custo do aço e do alumínio em meio às incertezas que pairam nos Estados Unidos no que diz respeito às tarifas que incidem sobre os insumos, e até mesmo no comércio. Após reunião geral com acionistas, na terça-feira, 12, a presidente global da empresa, Mary Barra, disse que se o quadro seguir inalterado “haverá reflexos nas operações da companhia”. Ela não especiicou se antingirá a operação global ou apenas a do país-sede.

 

Ela disse que a empresa está acompanhando de perto as discussões após o presidente dos Estados Unidos pedir ao Departamento de Comércio que analise se as importações de veículos ameaçam a segurança nacional, o que aumentaria a carga tributária da indústria automotiva.

 

A presidente Mary Barra, no entanto, adotou postura cautelosa sobre eventuais medidas ligadas à questão das matérias-primas: “A indústria automobilística é excepcionalmente complexa em termos de cadeia produtiva. Acho que precisamos deixar as negociações continuarem e serem concluídas para, depois, analisar os reflexos da política econômica”.

 

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Lwart aposta em análise técnica no mercado de lubrificantes

São Paulo – A análise laboratorial de óleos lubrificantes passa a integrar a gama de serviços prestados pela Lwart no Brasil — afora suas atividade principais, de produção e de coleta de óleos primários. Segundo Andreza Dalielo, sua consultora técnica, há demanda crescente pelo serviço em outras produtoras de óleos: “As empresas que necessitam analisar seus produtos recorrem a laboratórios no Exterior, o que demanda tempo para a resposta. Com o serviço feito no Brasil, o tempo de análise é mais curto”.

 

A executiva citou casos de análises feitas fora do Brasil que demoraram até três meses para ser concluídas. Feitas aqui o tempo médio diminui para três semanas: “Quando uma empresa desenvolve um produto, ele precisa passar por análise antes de chegar ao mercado. Quanto antes conseguir realizar os testes, mais rapidamente consegue iniciar as vendas. Afora isto a análise nacional tem custos menores”.

 

A empresa informou que há demanda crescente em outros laboratórios de análises. Neste campo Andreza Dalielo disse que os equipamentos que  constituem o Centro de Tecnologia Analítica Lwartech, inaugurado este ano, podem ser complementares às operações de outros: “Para cada teste há o equipamento específico, e nem todos dispõem da estrutura, de forma que criamos um modelo de negócio específico para esta parcela do mercado”.

 

O centro inaugurado pela companhia realiza estudos analíticos de óleos básicos, lubrificantes e isolantes que são utilizados, também, pelo setor automotivo. A empresa foi fundada em 1975 e tem como principal área de atuação a coleta e o rerrefino de oléos usados. Com duas unidades de rerrefino, localizadas em Lençóis Paulista, SP, e Feira de Santana, BA, a empresa rerrefina anualmente 150 milhões de litros de óleo lubrificante usado com uma força de trabalho composta por cerca de oitocentos funcionários.

 

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Kia Sportage é o importado mais vendido

São Paulo – A Kia foi a marca importada mais vendida no Brasil de janeiro a maio e, no último mês, o modelo importado mais vendido no Brasil foi o SUV Sportage, com 564 emplacamentos. O segundo lugar do ranking ficou com o BMW Série 3, que teve 381 unidades vendidas, de acordo com dados divulgados pela Abeifa na terça-feira, 12.

 

O terceiro modelo importado mais vendido em maio foi o BMW X1, com 349 emplacamentos, seguido pelo Land Rover Discovery, que ficou na quarta posição com 302 unidades vendidas. A quinta posição ficou com o JAC T40, 260 vendas.

 

A sexta posição é do sedã Kia Cerato,  que emplacou 266 unidades, o Chery QQ ficou na sétima posição, com 244 unidades comercializadas, e o Suzuki Jimny na oitava, com 188 vendas.

 

A nona colocação é do Kia Bongo, com 179 unidades vendidas e, encerrando o Top 10 dos importados, aparece o Chery Tiggo 2, com 169 unidades vendidas.

 

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Latin NCap dá uma estrela para Logan e Sandero

São Paulo – Uma nova série de resultados do Latin NCap foi divulgada na terça-feira, 12, depois de testes realizados com três automóveis que circulam pelas ruas da América Latina: Renault Logan e Sandero e Mitsubishi Eclipse Cross – este último não comercializado no mercado brasileiro.

 

Os modelos Renault, produzidos no Brasil, Argentina e Colômbia — o programa não especificou de qual fábrica veio o modelo testado — não se saíram bem nos testes: conquistaram uma estrela para a proteção do ocupante adulto e três para a infantil. Segundo o Latin NCap, apesar deles contarem com barras laterais nas portas, carecem de estrutura de melhor desempenho e dispositivos de absorção de energia para o impacto lateral.

 

Os modelos também não oferecem cintos de três pontos em todos os bancos e não têm sistema Isofix como equipamento padrão – o que, segundo o Latin NCap, “surpreende, levando em conta que o Sandero lançado na África, testado pelo Global NCap, possui cintos de três pontos em todos os assentos e Isofix como equipamento padrão”.

 

Ao programa a Renault afirmou que melhorará o desempenho de segurança de deus modelos.

 

Já o Eclipse Cross ganhou cinco estrelas para proteção de adulto e três estrelas para o ocupante infantil – seus sete airbags ajudam a explicar o desempenho para adultos. No caso das crianças o sistema de retenção infantil utilizado só pode ser ajustado pelos cintos de segurança, o que reduziu sua proteção para os dummies infantis.

 

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Venda de importados cresce 40%

São Paulo – As vendas de veículos importados chegaram a 14 mil 935 unidades no acumulado do ano até maio, contra 10 mil 686 no mesmo período do ano passado, alta de 39,8%, de acordo com dados divulgados pela Abeifa na terça-feira, 12. Em maio a comercialização somou 3 mil 239 unidades, estável com relação abril e 26,6% superior ao mesmo mês do ano passado, quando foram vendidas 2 mil 558 unidades.

 

O presidente José Luiz Gandini disse, em nota, que o desempenho das vendas em maio poderia ter sido melhor não fosse a paralisação dos caminhoneiros, que atingiu diversos setores da economia brasileira: “O movimento na rede de concessionárias ficou comprometido. E as vendas negociadas na terceira semana de maio não foram concluídas por falta de produto a partir do dia 21”.

 

Mesmo com a alta do dólar, custo que a Abeifa já sinalizou que suas associadas deverão repassar para os clientes, e a greve, a entidade mantém a projeção de vender 40 mil unidades no ano.

 

As marcas mais vendidas – No ano a importadora que mais vendeu foi a Kia, 5 mil 237 emplacamentos, alta de 65,1% com relação ao mesmo período do ano passado, seguida pela Volvo, 2 mil 131 unidades vendidas, expansão de 69,3%.

 

A Jac ficou na terceira posição, com 1 mil 815 emplacamentos, alta de 29%, a Lifan foi a quarta mais vendida, 1 mil 206 unidades unidades comercializadas, alta de 25,4%, e a BMW foi a quinta, com 1 mil 102 emplacamentos, alta de 52,2%.

 

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