Versão digital de AutoData 345 está no ar

São Paulo – A Copa do Mundo da Rússia ainda não começou mas o Brasil já faz bonito nos campos do Exterior. A edição de junho da revista AutoData traz reportagem especial com as empresas brasileiras que mantêm negócios em outros países: é a produção em mercados externos, o foco nas exportações ou até mesmo a engenharia brasileira trabalhando em projetos exclusivos para a matriz.

 

No From The Top uma entrevista com Ana Theresa Borsari, diretora geral da Peugeot, Citroën e DS. A brasileira abre o jogo sobre o processo de gestão comum das três marcas do Grupo PSA no País e revela os planos em termos de produtos.

 

A edição 345 de AutoData ainda traz um panorama sobre o Proconve P8, análises de mercado, o resultado da Bosch, o lançamento do Daily City e muito mais.

BMW bate recorde de vendas

São Paulo – O Grupo BMW registrou recorde de vendas até maio, no mundo, com 1 milhão 3 mil 573 veículos vendidos, alta de 1,6% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com comunicado divulgado na terça-feira, 12. Peter Nota, integrante do conselho administrativo da BMW, disse que o recorde foi atingido em um momento ideal:

 

“A empresa está satisfeita com o desempenho de vendas da linha X e dos modelos elétricos”.

 

Com o crescimento das vendas de veículos elétricos a BMW ampliou, desde setembro, a produção na Alemanha em mais de 50% — para 200 carros/dia.

Bosch comemora 40 anos do ABS

São Paulo – A Bosch comemora os 40 anos do ABS, Sistema Antibloqueio de Frenagem: a produção em série do primeiro carro de passeio dotado de ABS, no Brasil, começou em 1978 e tornou-se um marco na área de segurança ativa.

 

A Bosch, que começou a trabalhar no desenvolvimento do ABS no começo do século 20, obteve o registro da primeira patente do sistema em 1936. Em 1989 a empresa desenvolveu a segunda geração do ABS, reduzindo bastante seu peso e tornando a tecnologia mais simples.

BMW produzirá mais um SUV no Brasil

A BMW anunciou na segunda-feira, 11, a produção — na fábrica que mantém em Araquari, SC — da versão topo de linha do X3, SUV produzido aqui desde março. De acordo com a fabricante estão sendo feitos testes de motor e na linha de montagem. A produção está prevista para começar em 18 de junho, com as vendas definidas para o segundo semestre, ainda sem data definida.

 

Com a produção local da versão xDrive X Line, a BMW soma quatro veículos montados no País. Afora as duas versões do X3, compõem a gama de veículos premium da fabricante produzidos aqui os modelos X1, X4 e Série 3. A empresa também comercializa modelos importados no mercado nacional.

 

O novo veículo tem baixo índice de componentes nacionalizados, sendo incorporados à sua construção itens locais como os bancos, pneus e vidros, peças cuja logística é considerada complexa e, por isso, se opta pela produção local em empresas parceiras instaladas aqui.

 

Segundo João Veloso, gerente de comunicações da BMW, desenvolver fornecedores locais é ainda mais complicado no caso da nova versão do X3 pelo fato de o veículo dispor de sistemas eletrônicos sensíveis à direção autônoma: “Por causa do baixo volume surgem entraves ao desenvolvimento de parceiros locais, muitos componentes são importados pois a demanda atual não justifica sua nacionalização”.

 

Dados da Fenabrave mostram que até maio foram emplacados no País 4 mil 320 veículos BMW, o que representa uma fatia de mercado de 0,46%. Seu modelo mais vendido é o X1, que no acumulado do ano teve 1 mil 637 unidades vendidas, vigésimo-primeiro veículo mais vendido no período no concorrido e pulverizado segmento de SUVs.

 

A produção da versão do X3 faz com que a empresa ocupe a capacidade da fábrica de Santa Catarina, sobretudo após deixar de fabricar o X1 para exportação: de 2017 até janeiro esteve vigente contrato que estabelecia a produção no Brasil de um lote de 10 mil unidades para atender ao mercado da América do Norte. Houve outro contrato para mais 2 mil unidades, encerrado no começo do ano.

 

De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos de Araquari o encerramento da produção do X1 tipo exportação promoveu redução de pessoal, pois cerca de duzentos funcionários haviam sido contratados em função da demanda extra. Com o fim do contrato intracompany poucos foram efetivados.

 

A fábrica de Santa Catarina opera em um turno com uma força de trabalho composta por coisa de setecentos funcionários. A chegada da nova versão do X3 nas linhas não altera o quadro nem a jornada, informou Veloso.

 

Ainda segundo o sindicato a produção da fábrica estipulada para o ano, um volume de aproximadamente 15 mil unidades, teve de ser revista para baixo, coisa de 11 mil unidades até dezembro, ainda que o mercado de SUVs tenha crescido acima dos demais segmentos no País nos últimos anos. A razão apontada para justificar a redução é a oscilação do mercado nacional e incertezas geradas pelo adiamento da aprovação do Rota 2030, a nova política industrial para o setor, afora questões macroeconômicas. A fábrica tem capacidade para produzir 32 mil veículos/ano em três turnos.

 

A versão topo de linha do X3 é equipada com o novo motor M Performance, de seis cilindros em linha, de 2 mil 998 cm³, com 360 cv de potência, 54 cv a mais do que o modelo antecessor. Ambas as versões do X3 tem câmbio automático de oito marchas.

 

Foto: Divulgação.

Indústria sem clima de Copa do Mundo

São Paulo – O clima de Copa do Mundo não contagiou os trabalhadores do setor automotivo brasileiro. A poucos dias da cerimônia de abertura – na quinta-feira, 14 – e da estreia da seleção brasileira na competição da Rússia – no domingo, 17 –, grupos de metalúrgicos votaram, em assembleia, sequer parar as linhas de produção para acompanhar o escrete canarinho em campo, tradição histórica naquele que é considerado pelo próprio povo o país do futebol.

 

Na primeira fase da competição dois jogos do Brasil estão marcados em dias úteis: na sexta-feira, 22, 9h00, contra a Costa Rica, e na quarta-feira, 27, às 15h00, contra a Sérvia. Na Toyota cerca de 90% dos trabalhadores não aceitaram a proposta da empresa e trabalharão normalmente enquanto a seleção estiver em campo.

 

“Nós teríamos que compensar cada hora perdida de produção, o que não foi muito animador”, disse Cláudio Pereira da Silva, representante da empresa na diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Campinas e Região, pela unidade de Indaiatuba. “O fracasso do Brasil na Copa de 2014 também influenciou para que eles não estivessem muito animados agora”.

 

As unidades da General Motors em São Caetano do Sul, SP, e Gravataí, RS, também permanecerão operando durante os jogos do Brasil. Ambos os sindicatos alegaram que a proposta feita pela companhia não agradou aos funcionários, que resolveram trabalhar normalmente para não precisar compensar, depois, as horas que seriam perdidas para acompanhar as partidas.

 

O mesmo ocorrerá nas fábricas da Mercedes-Benz e Volkswagen em São Bernardo do Campo, SP. Nas vizinhas Ford e Scania, no entanto, os trabalhadores poderão usar os bancos de horas para acompanhar as partidas da seleção brasileira. Nota do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, informou que “durante os jogos matutinos não haverá produção e naqueles que ocorrerem à tarde a produção ficará parada a partir do horário do almoço”.

 

A Nissan, em Resende, RJ, providenciou telão para que os trabalhadores acompanhem a partida das 9h00 – eles voltarão à linha de produção após o jogo. Para o jogo da tarde a empresa optou por conceder folga e o dia será compensado posteriormente.  A Volvo, em Curitiba, PR, tomou providência semelhante: montou uma estrutura para os trabalhadores acompanharem as duas partidas e, assim que Neymar e companhia deixarem o campo, o trabalho será retomado.

 

Foto: Lucas Figueiredo/CBF.

Rogelio Golfarb é o presidente de honra do Simea 2018

São Paulo – Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos corporativos da Ford Brasil e primeiro vice-presidente da Anfavea, foi nomeado presidente de honra da vigésima-sexta edição do Simea, Simpósio Internacional de Engenharia Automotiva, evento organizado pela prestigiosa AEA, Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, em 1º e 2 de agosto no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.

 

O executivo foi indicado por Gustavo Noronha e Eugenio Coelho, respectivamente coordenador e vice da comissão organizadora. Segundo nota divulgada pela AEA a atuação de Golfarb na articulação do setor automotivo, além de sua participação ativa na elaboração do Inovar Auto e do Rota 2030, o credenciaram à presidência de honra.

 

Em nota Golfarb afirmou que a indústria passa por momento de transformação e tem um futuro ainda mais desafiador: “Nesse cenário a inovação, especialmente promovida pela engenharia local, tem um papel de grande importância para que o setor seja cada vez mais competitivo, dentro e fora do País. O Simea, realizado pela AEA, é fundamental para incentivar o debate e difundir ideias, técnicas e soluções que ajudarão a impulsionar a engenharia automotiva e a definir o futuro da mobilidade. Para mim é um grande prazer participar da 26ª edição deste importante evento e contribuir com essas discussões”.

 

Foto: Divulgação.

Citroën terá toda linha elétrica até 2025

São Paulo – A Citroën terá uma versão elétrica para cada modelo lançado a partir de 2020, de acordo com informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na segunda-feira, 11. O plano é chegar a 2025 com todos os modelos eletrificados em pelo menos uma versão.

 

Em 2023 a empresa projeta que 80% dos seus modelos já terão uma versão elétrica e que o C5 Aircross será um deles.

 

As informações sobre o plano de eletrificação da Citroën foram divulgadas durante o lançamento do E-Mehari, modelo 100% elétrico.

 

Foto: Divulgação.

Expansão de 24% na produção de motos

São Paulo – A produção brasileira de motocicletas cresceu 24,3% em maio na comparação com o mesmo mês do ano passado. Segundo a Abraciclo  saíram das linhas de produção 96 mil 607 unidades – na comparação com abril a alta foi de 9,3%. Do Polo Industrial de Manaus saíram 444,6 mil motocicletas nos primeiros cinco meses do ano, volume 19% superior ao produzido de janeiro a maio de 2017. Em nota o presidente Marcos Fermanian afirmou que a recuperação do setor “está consolidada”.

 

“O que mais assistimos neste período foi a contínua ascensão dos negócios no mercado nacional e tudo indica que as projeções serão revisadas para cima.”

 

A Abraciclo projetou, no começo do ano, avanço de 5,9% na produção de motocicletas, alcançando 935 mil unidades. Apesar do resultado positivo a entidade ainda não revisou as estimativas.

 

As vendas de motocicletas ao atacado cresceram 29,6% no mês passado, comparado com o mesmo mês de 2017, para 87 mil 939 unidades. No acumulado do ano o avanço foi de 16,1%, com 400,5 mil motocicletas enviadas às lojas.

 

As exportações em maio somaram 5,9 mil unidades, alta de 37,2% sobre igual mês do ano passado. De janeiro a maio foram exportadas 37,9 mil motocicletas, volume 53,3% superior ao do mesmo período de 2017.

 

Foto: Divulgação.

Vendas Audi crescem 6,4%

São Paulo – As vendas globais da Audi, de janeiro a maio, cresceram 6,4%, com 785,3 mil veículos vendidos contra 738 mil 136 em igual período do ano passado, segundo comunicado divulgado pela companhia na segunda-feira, 11.

 

Em maio foram vendidas 160,6 mil unidades, alta de 0,7% com relação ao mesmo mês do ano passado, quando foram comercializados 159 mil 575 veículos.

 

A linha Q, composta por SUVs, foi o destaque em vendas, com alta de 10,9% nos primeiros cinco meses do ano.

Recall para Fusion com problema no volante

São Paulo – A Ford divulgou um recall para 32 mil 140 unidades Fusion nas quais há a possibilidade de o volante se soltar, de acordo com comunicado divulgado pela companhia na segunda-feira, 11.

 

Um parafuso que prende o volante à coluna de direção pode perder a força de fixação, o que pode provocar a oscilação vertical do volante. Com o uso prolongado do carro o volante pode se soltar.

 

As unidades envolvidas foram produzidas de 2014 a 2018 e os proprietários devem comparecer a uma concessionária para o reparo, que demora em torno de 20 minutos.