Toyota Yaris: 72 fornecedores brasileiros.

São Bernardo do Campo – Os últimos meses foram de trabalho intenso em uma sala reservada na sede da Toyota em São Bernardo do Campo, no ABCD paulista. Às vésperas do início da produção do seu lançamento recente, o Yaris, a equipe de compras desenhava dali toda a estratégia para os 72 fornecedores de peças e componentes do modelo, cuja produção iniciará em 15 de junho, para o hatch, e 2 de julho, para o sedã.

 

Chamada de SPPT, Supplier Parts Tracking Team, a equipe supervisiona passo a passo todas as etapas de produção de seus fornecedores. A meta é bem clara: tudo tem que sair no prazo e com a qualidade exigida pela montadora. Ou melhor, por seu consumidor, como explica Celso Simomura, vice-presidente de compras da Toyota do Brasil.

 

“Não é só a Toyota que tem a qualidade, o fornecedor também tem que trabalhar. Nada disso é possível se não trabalharmos em conjunto. [A qualidade] não é demanda, é trabalho conjunto. Problemas aparecem também e precisamos resolver”.

 

Por meio de diversas tabelas que contêm marcações das mais variadas cores, a Toyota monitora o trabalho dos parceiros de produção. Como a produção do Yaris começou do zero, entraram na jogada também o tier 2 e as fabricantes de insumos: tudo tem que estar bem azeitado para o início da produção.

 

No caso do Yaris, seis fornecedores nunca tinham trabalhado com a Toyota no Brasil, o que mereceu atenção especial do SPPT. Cada caso é um caso, segundo Simomura.

 

Dos 72 fornecedores do Yaris, 63 estão em São Paulo, próximos à fábrica de Sorocaba, SP, de onde sairão 78,6 mil unidades do modelo por ano – 46,2 mil com carroceria hatch e 32,4 mil sedã. “De 70% a 80% do volume de peças sai do parque de fornecedores de Sorocaba”.

 

Duas empresas se instalaram no parque, localizado próximo à fábrica: NAL do Brasil, que fornecerá o sistema de LED das versões mais equipadas do Yaris, e a Hilex, responsável pelo cabo de transmissão. Seu primeiro cliente será, naturalmente, a Toyota.

 

Dos seis novos, quatro também jamais haviam trabalhado com a montadora. Um deles é a Gestamp, que fará a estampagem do para-choque.

 

Há ainda cinco empresas de Minas Gerais, três da região de Paraná e Santa Catarina e um do Rio Grande do Sul. Segundo Simomura, de 70% a 75% do conteúdo do Yaris será nacional nesse primeiro momento.

 

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MAN realiza maior venda de ônibus no México

São Paulo – A MAN anunciou na quarta-feira, 6, a venda de 610 chassis de ônibus para o grupo IAMSA, um consórcio de transporte que atua no México. O investimento feito no negócio, segundo a fabricante, foi de US$ 60 milhões. A entrega será feita pela unidade da empresa instalada no país.

 

Foi a maior venda da MAN do México realizada ao longo do catorze anos operando localmente. É também a maior venda na história da companhia fora do Brasil. Parte dos chassis encomendados será produzida na unidade instalada na Alemanha, a outra na fábrica que a empresa mantém em Resende, RJ.

 

Os modelos vendidos são o RR2 e o RR4. A IAMSA atualmente tem um frota composta por 1 mil 240 ônibus.

 

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Vendas de caminhões Volvo crescem 82%

São Paulo – As vendas de veículos foram afetadas, em maio, pela greve dos caminhoneiros mas, mesmo assim, algumas empresas fabricantes de caminhões conseguiram aumentar seus negócios — caso da Volvo, quarta mais vendida do mês  eque emplacou 808 unidades ante 443 no mesmo período do ano passado, expansão de 82,4%.

 

A segunda empresa que mais cresceu em maio foi a DAF, alta de 76,9%, com 138 emplacamentos contra 78 na mesma base de comparação, ficando na sétima colocação do ranking. A terceira empresa que mais aumentou suas vendas foi a Scania, que comercializou 672 caminhões no mês ante 435 em igual período do ano passado, alta de 54,5%, conquistando a quinta posição.

 

A MAN, segunda colocada no ranking de vendas, comercializou 1 mil 471 caminhões no mês, contra 1 mil 98 em maio do ano passado, alta de 34%, sendo a quarta empresa que mais aumentou vendas no mês.

 

A Mercedes-Benz, líder de vendas de caminhões, registrou crescimento de 32,4%, com 1 mil 523 emplacamentos ante 1 mil 150 no mesmo mês do ano passado. Iveco e Ford encerram a lista das empresas que cresceram em maio com alta de 14,8% e 10,7%, respectivamente.

 

Mas nem todas as empresas conseguiram crescer no mês, caso da Agrale, nona colocada, que vendeu seis caminhões em maio, contra dezesseis no mesmo período do ano passado, queda de 62,5%, e da International, que não vendeu nenhum caminhão no mês, contra seis na mesma base de comparação.

 

Ônibus – No segmento de ônibus quatro empresas cresceram em maio. A Volvo, quinta colocada no ranking de vendas, foi a que mais expandiu suas vendas, alta de 84,6%, com 24 ônibus comercializados contra treze em igual período do ano passado. A segunda empresa que mais cresceu foi a MAN, 216 vendas ante 148 em maio do ano passado, alta de 45,9%, ficando na segunda posição do ranking.

 

A Agrale, terceira colocada, comercializou 122 veículos, ante 107 em igual período do ano passado, registrando crescimento de 14%. A Mercedes-Benz, líder de vendas, encerra a lista das empresas que cresceram no mês, com 524 ônibus vendidos e alta de 4,2%.

 

Já a Iveco, sexta colocada no ranking, foi a empresa que mais perdeu vendas no mês, com nove emplacamentos contra 196 em igual período do ano passado, retração de 95,4%. A Scania, quarta colocada, também registrou queda de 14,1% nas vendas, com 73 unidades vendidas.

 

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Exportação dá prêmio à Dana no RS

São Paulo – A Dana venceu pela décima vez o Prêmio Exportação RS, organizado pela ADVB RS, a Associação dos Dirigentes de Marketing e Vendas do Brasil, na categoria Autopeças. A companhia foi escolhida, segundo a organização, “pelo melhor desempenho obtido no fornecimento dos produtos para o mercado externo”, sobretudo países da América do Sul, América do Norte e Ásia.

 

Segundo Raul Germany, seu diretor da operação regional, a Dana aumentou o foco no mercado externo após os primeiros sinais de desaquecimento do mercado local, ocorrido há alguns anos:

 

“Somos uma companhia reconhecida e premiada por sua tradição exportadora. Estes negócios internacionais são sempre fundamentados em uma relação de confiança que trabalhamos com muita seriedade para manter”.

 

A Dana exporta para 21 países, como Argentina, Alemanha, Austrália, Espanha, Estados Unidos e França. São vendas intercompany, ou seja, com unidades da Dana no mundo.

 

A primeira vez que a Dana recebeu o Prêmio Exportação RS foi em 1994.

 

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Família completa

São Bernardo do Campo – A lacuna que existia no portfólio da Toyota no mercado brasileiro está, finalmente, ocupada. Desde a quinta-feira, 7, as concessionárias da marca estão aceitando pedidos de venda do Yaris, o modelo que veio ocupar o vácuo do Etios até o Corolla. Todo o planejamento comercial do filho do meio da família Toyota foi desenvolvida a partir desse conceito, e a companhia parará de produzir as versões mais equipadas do Etios, seu filho menor, e as de entrada do Corolla, o maior, para que o Yaris ocupe esse espaço em preço, tamanho e conteúdo.

 

“Deixarão o mercado as versões superiores do Etios”, contou Maurilio Pacheco da Silva Neto, gerente de produto da Toyota. Segundo ele o preço-teto do Yaris de entrada será R$ 59 mil 590 – valor pedido pelo Yaris hatch XL 1,3 manual. O Yaris mais completo, carroceria sedã XLS com motor 1,5 com transmissão CVT, sai por R$ 80 mil, degrau abaixo do Corolla de entrada.

 

Nas contas da Toyota os modelos de plataforma A e B representam 62% das vendas do mercado brasileiro. Os hatches e sedãs B respondem por 44% dos emplacamentos, 10% são os modelos da A, como Mobi e up, e 8% os derivados que surgiram em design dessas duas plataformas, como o Ka Freestyle.

 

O Yaris atacará essa grande – e competitiva – porcentagem da plataforma B. Silva Neto dividiu em dois segmentos: o B core e o B premium. O modelo está, para a marca, na B premium – cujas vendas cresceram 47% de janeiro a abril, para 131,7 mil unidades.

 

“Buscaremos a retenção do consumidor da faixa superior do Etios e aqueles que não estavam aptos a adquirir um Corolla de entrada.”

 

Produzido em Sorocaba, SP, na mesma fábrica do Etios, o Yaris tem duas opções de motorização: VVTi 1,3 litro e VVTi 1,5 litro flex. É o mesmo motor do Etios, com algumas melhorias, como um novo sistema de exaustão e um processo de recalibragem, que geraram 3 cv a mais – 101 cv no 1.3, 110 cv no 1.5.

 

A meta da montadora é comercializar 6 mil unidades por mês. Os consumidores têm a seu dispor dez opções de catálogo, sendo cinco hatch e cinco sedã. Afora as XL, de entrada, todas com câmbio CVT importado. Só o hatch tem motor 1,3 litro nas versões XL manual e XL CVT.

 

Para Silva Neto a versão mais vendida será a XL Plus Tech – R$ 69,6 mil hatch, R$ 74 mil sedã. Ela traz central multimídia com rádio AM/FM com MP3, entrada USB e bluetooth, e o Toyota Play — sistema que espelha aplicativos do smartphone na tela sensível ao toque. A versão de entrada já oferece generoso leque de itens, como computador de bordo, comandos no volante, controle de estabilidade, assistente de partida em rampa e trio elétrico.

 

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Nissan é a que mais cresce das dez mais

São Paulo – Dentre as dez marcas que mais vendem automóveis e comerciais leves no mercado brasileiro, a Nissan foi a que mais cresceu em maio. Segundo dados da Anfavea, suas vendas subiram 44,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado, para 7 mil 362 carros, contra 5 mil 94 no mesmo mês do ano passado. Décima colocada do ranking, a marca aproveita o bom momento do SUV Kicks no mercado, o principal responsável pela expansão.

 

Um degrau acima da Nissan no ranking, a segunda empresa que mais aumentou suas vendas no mês passado foi a Jeep. As vendas subiram 34,9%, com 10 mil 1 emplacamentos ante 7 mil 413 no mesmo mês do ano passado, puxada pelo Compass, que caiu no gosto do consumidor brasileiro — foi o SUV mais vendido do mercado no ano passado e segue com boa média de vendas mensais.

 

Vice-líder de mercado, a Volkswagen foi a terceira empresa que mais aumentou suas vendas, com 29 mil 619, contra 24 mil 390 na mesma base de comparação, alta de 21,4% no mês. As vendas da marca foram impulsionadas pelo bom desempenho dos modelos Gol e Polo, quarto e quinto colocados no ranking dos modelos mais vendidos.

 

A Fiat, terceira colocada, foi a quarta empresa que conseguiu aumentar vendas durante a greve dos caminhoneiros, com 26,7 mil emplacamentos, contra 25 mil 929 no mesmo período do ano passado, alta de 3%.

 

O outro lado da moeda – Das dez marcas mais vendidas no Brasil, seis registraram queda nas vendas com relação a maio do ano passado devido a, principalmente, a paralisação dos caminhoneiros que afetou as vendas de toda a indústria. A Honda, oitava do ranking, foi a que mais perdeu vendas em maio, 10 mil 595 emplacamentos ante 12 mil 541 no mesmo mês do ano passado, retração de 15,5%.

 

Sexta no ranking, a Toyota foi a segunda empresa que mais perdeu no mês, queda de 9,4%, com 15 mil 359 vendas contra 16 mil 956. Com retração de 7,3% nas vendas, a Renault, sétima no ranking, foi a terceira que mais perdeu no mês, emplacando 14 mil 244 unidades, ante 15 mil 362 em igual período do ano passado.

 

Hyundai, quinta colocada, GM, líder de mercado, e Ford, quarta no ranking, também perderam vendas no mês: queda de 4,2%, 4% e 2,2%, respectivamente. 

Caminhoneiros parados atrapalharam o mercado de caminhões

São Paulo – O movimento dos caminhoneiros prejudicou produção e vendas de caminhões em maio. O impacto, segundo a Anfavea, foi menor do que o registrado nos negócios com automóveis. A greve na Mercedes-Benz, um dos principais competidores no segmento, aliada à paralisação do abastecimento das linhas de montagem dos veículos comerciais retirou do mercado em maio de quinhentas a seiscentas unidades, segundo Antonio Megale, presidente da associação que representa as montadoras.

 

“O impacto foi menor nos caminhões. Já estamos produzindo quase no mesmo ritmo do pós-greve [dos caminhoneiros]. E continuamos otimistas que esse volume será recuperado ao longo do segundo semestre”.

 

Em maio foram negociadas 5,6 mil unidades, resultado 8,7% inferior aos 6,2 mil caminhões vendidos em abril. No entanto, ante maio houve crescimento de 37% nas vendas. “O mercado estava girando em 6 mil unidades mensais, um pouco mais em alguns períodos, sinalizando uma recuperação importante das vendas. Em maio perdemos essas quinhentas ou seiscentas unidades, que fizeram diferença no resultado contra o mês de abril”.

 

Considerando as vendas totais em 2018 até aqui, 26,3 mil unidades, o desempenho é 52,7% melhor do que de janeiro a maio do ano passado. “Esse resultado reflete o fraco desempenho do ano passado. A base de comparação é baixa”.

 

Mesmo assim a expectativa é de recuperação do mercado de caminhões este ano. A Anfavea projeta vendas de 79,5 mil unidades, aumento 24,7% com relação a 2017. A produção, por conta do aumento das exportações, fechará em 120,3 mil caminhões, 16,2% a mais que no ano passado.

 

“Mesmo com as incertezas no cenário político e econômico e essas surpresas que acontecem de vez em quando no Brasil, manteremos a projeção feita no início do ano. E quem sabe podemos ter boas notícias daqui em diante”.

 

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Setor de máquinas retorna à normalidade

São Paulo – Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea para a área agrícola, durante encontro com a imprensa, em São Paulo, na quarta-feira, 6, disse que a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias voltou ao seu ritmo normal a partir da segunda-feira, 4. Por causa da greve dos caminhoneiros as empresas tiveram que paralisar suas produções por sete dias, o que acarretou quedas em todo o setor.

 

“Todas as empresas conseguiram retomar a produção esta semana. Além da greve, o que também contribuiu para a queda foi o fato de o Plano Safra ainda não ter sido anunciado. Foi anunciado hoje e a partir disso a expectativa é a de que voltemos à normalidade.”

 

Em maio a produção de máquinas agrícolas e rodoviárias foi de 4 mil 641 unidades contra 5 mil 5 unidades em abril, queda de 7,3%. Com relação ao mesmo mês do ano passado a queda foi de 19,6%, com a produção de 5 mil 772 unidades.

 

No acumulado do ano foram produzidas 21 mil 646 máquinas contra 22 mil 656 na comparação com o mesmo período do ano passado, queda de 4,5%.

 

Vendas internas – Além da queda na produção a paralisação acarretou, também, queda em todos os índices: “Uma vez que não se tem o transporte adequado na mesma velocidade em que se produz, isso afeta também as vendas internas e exportações”.

 

As vendas internas de maio registraram queda de 20,6%: foram 3 mil 286 unidades contra  4 mil 139 em abril. Na comparação com o mesmo mês de 2017 houve queda de 15,8%. Este ano, de janeiro até maio, foram vendidas 14 mil 950 máquinas contra 16 mil 480 no mesmo período do ano passado, queda de 9,3%.

 

Exportações – No acumulado do ano as exportações somaram 5 mil 56 unidades, contra 4 mil 487 no mesmo período do ano anterior, alta de 12,7%. Em maio 1 mil 62 máquinas foram embarcadas contra 1 mil 110 em abril, queda de 4,3%. Na comparação com maio do ano passado, 1 mil 329 embarques, houve queda de 20,1%.

 

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Caminhões-cegonha poderão ter até 23 metros

São Paulo – Os caminhões-cegonha agora poderão ter até 23 metros de comprimento. O Conselho Nacional de Trânsito, Contran, aprovou medida que altera o tamanho máximo do veículo – antes, o comprimento máximo permitido era 22,4 metros.

 

Em nota, o Sindicato Nacional dos Cegonheiros, Sinaceg, elogiou a resolução – que já está em vigor após publicação do Diário Oficial da União de quarta-feira, 6. Disse o presidente do sindicato:

 

“Isso muito nos alegra, pois com essas alterações poderemos acomodar ainda melhor as cargas nos equipamentos e dentro das regras do Contran”.

GM anuncia recall para Onix, Cobalt, Prisma e Spin

São Paulo – Onix, Cobalt, Prisma e Spin, passarão por um recall por risco de incêndio, de acordo com comunicado divulgado pela Chevrolet na quarta-feira, 6.

O problema está nos relês da caixa de fusível: em determinadas condições, pode haver acúmulo de água nos terminais do componente, localizado no compartimento do motor. Há possibilidade de curto-circuito.

O chamado envolve unidades fabricadas de 2016 a 2018 e o atendimento aos proprietários será a partir do dia 7 de junho, nas concessionárias da companhia.