Governo anuncia R$ 194,3 bilhões para Plano Safra

O Plano Safra 2018-2019 foi anunciado pelo presidente da República na quarta-feira, 6, no Palácio do Planalto, em Brasília, DF. O programa oferecerá R$ 194 bilhões 370 milhões para financiamentos para o agronegócio. Também foi anunciada a redução de 1,5 ponto porcentual na taxa de juros do crédito rural, ficando em 6% ao ano para os médios produtores, com renda de até R$ 2 milhões no ano e, para os demais, 7%.

 

As taxas de financiamento de investimento variam de 5,25% a 7,5% ao ano.

 

Do valor anunciado pelo governo R$ 8,9 bilhões serão destinados ao Moderfrota, contra R$ 9,2 bilhões do Plano Safra anterior. De acordo com Alfredo Miguel Neto, vice-presidente da Anfavea que responde pelo setor agrícola, pode haver a necessidade de se revisar esse valor ao longo do ano caso o setor aponte que crescerá mais de dois dígitos até dezembro.  

Rota 2030 segue sua rota

São Paulo – O Ministério da Fazenda garantiu: o Rota 2030 sairá em breve. Antônio Megale, presidente da Anfavea, conversou, por telefone, com representante da sua área técnica antes da entrevista coletiva à imprensa promovida pela entidade na quarta-feira, 6, para se atualizar sobre o tema e recebeu sinalização positiva do secretário.

 

O jornal Valor Econômico publicou reportagem indicando que o Ministério da Fazenda alegou problemas no texto do novo regime automotivo – que está quase pronto –, mas o secretário garantiu ao presidente da Anfavea que essas questões foram resolvidas internamente:

 

“O secretário contou que nas reuniões da semana passada foram solucionadas as questões e o texto está quase fechado. O governo me autorizou a falar que o Rota 2030 em breve será lançado”.

 

Megale não quis estipular uma data, até por não ser uma decisão sua, mas afirmou que o secretário garantiu que “não há nenhuma possibilidade de não sair o Rota 2030”.

 

O novo regime automotivo esteve na iminência de ser lançado no mês passado, mas a greve dos caminhoneiros congelou as intenções do governo federal. Desde o começo do ano a indústria espera a divulgação das regras que nortearão as decisões das empresas nos próximos anos.

 

Segundo Megale a indústria não trabalha com um cenário sem o Rota 2030. Otimista, o presidente da Anfavea afirmou durante a coletiva que as projeções para produção, vendas, exportações e segmento de máquinas agrícolas serão revistas, com os novos números divulgados em julho, no balanço do primeiro semestre: “O viés é de alta. Acredito que produziremos mais de 3 milhões de veículos em 2018”.

 

A última vez que o Pais produziu mais de 3 milhões de veículos em um ano foi em 2014, com 3 milhões 146 mil unidades. O recorde da indústria brasileira foi registrado um ano antes: 3 milhões 712 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus.

 

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Contratos de exportação se mantiveram, mesmo com greve

São Paulo – Os contratos de exportações permaneceram inalterados mesmo com a greve dos caminhoneiros de maio, apesar de a manifestação afetar o volume de embarques. Segundo o presidente da Anfavea, Antônio Megale, a situação voltará ao normal em breve.

 

“Não tivemos nenhum contrato cancelado, e isso é muito bom. Perdemos alguns dias de embarques que serão retomados nos próximos dias”.

 

Durante entrevista coletiva realizada na quarta-feira, 6, para divulgar os números atualizados da indústria, o presidente disse que durante a greve 15 mil veículos deixaram de ser embarcados, pois não tinham como chegar até os portos: “Esses veículos ficaram parados nas fábricas, pois não era possível transportá-los até os navios”.

 

Apesar da paralisação dos caminhoneiros Megale acredita que a indústria atingirá um novo recorde de vendas para outros países este ano, mantendo a projeção de exportar 800 mil unidades.

 

Em maio foram exportados 60 mil 749 veículos contra 73 mil 152 unidades no mês anterior, retração de 17% — reflexo da greve dos caminhoneiros. Na comparação com o mesmo mês do ano passado a queda foi de 17,3% e, no acumulado do ano, a indústria registrou alta de 1,6%, 314 mil 96 veículos exportados.

 

O principal parceiro comercial de veículos do Brasil continua sendo a Argentina, para onde foram, de janeiro a maio, 76% do total dos embarques. Megale disse, porém, que a situação da Argentina preocupa nos próximos meses: “A volatividade do câmbio e os juros mais altos podem frear o crescimento do mercado argentino e, com isso, poderá afetar nossas exportações nos próximos meses. Estamos com o sinal de alerta ligado”.

 

O México, segundo principal parceiro, respondeu por 7% das vendas totais, mas o volume caiu e isso também preocupa: “A queda nos embarques foi de 46%. Foram 21 mil unidades vendidas para o México, contra 39 mil no mesmo período do ano passado. O mercado mexicano está em queda e, diante dessa situação, temos que ficar atentos com a queda”.

 

Foto: Divulgação.

Média diária de vendas volta à faixa de 10 mil

São Paulo – O desempenho das vendas de veículos retomou o ritmo registrado pelo mercado antes da greve dos caminhoneiros. Antônio Megale, presidente da Anfavea, disse na quarta-feira, 6, que a média diária de emplacamentos nos dois primeiros dias úteis voltou ao patamar das 10 mil unidades.

 

Durante a paralisação o mercado chegou a registrar média diária de 7 mil unidades, segundo apurou AutoData.

 

Com a paralisação, que interrompeu a produção de veículos por desabastecimento de peças, a entrega de veículos às concessionárias também ficou compremetida. Segundo balanço da entidade que representa as fabricantes houve retração de 7% nas vendas em maio na comparação com abril por causa da greve.

 

Megale disse também que a indústria não consegue contabilizar com precisão quantos veículos deixaram de ser vendidos no período, porém estipulou, considerando o ritmo de vendas imprimido nas semanas que atecederam a paralisação, que as perdas podem chegar a 25 mil unidades: “Conseguiremos recuperar as vendas no meses seguintes. O mais importante é que o mercado manteve o volume diário”.

 

A retração, por categoria, chegou a menos 8% nas vendas de automóveis e a 1,8% em comerciais leves. Das três empresas que lideraram o mercado de carros no País até maio – General Motors, Volkswagen e FCA – a GM foi a que registrou maior queda no comparativo comercial abril-maio: menos 8,7%. A Volkswagen viu as vendas cairem 1,5%. A FCA, por sua vez, registrou leve alta: 2,1% a mais do que em abril, em função do desempenho de venda dos modelos Jeep.

 

Na categoria de comerciais leves a situação da FCA, com os veículos Fiat, foi de retração das vendas de abril a maio, 8,5% a menos, chegando a vender 11 mil 832 unidades, o maior dentre todas as fabricantes que atuam no segmento. Na Volkswagen, queda de 5,9%, 5 mil 675 veículos. As vendas da GM cresceram 41,3% no período e atingiram 3 mil 984 unidades.

 

A greve, no entanto, não produziu reflexos no volume de vendas no resultado acumulado do ano, que segue crescente na comparação com os cinco primeiros meses de 2017. Até maio foram vendidos 964 mil 772 veículos, incluindo automóveis, caminhões e ônibus. O resultado representa um volume 17% maior do que o registrado no ano passado.

 

No segmento de veículos comerciais as vendas apresentaram retração, de abril a maio, de 8,7%. As maiores quedas registradas foram na venda de caminhões médios, menos 20,6%, e em pesados, menos 17,8%. A base baixa de comparação que constituiu o mercado de 2017, entretanto, fez com que a queda nas vendas não refletisse em quedas no desempenho anual de 2018.

 

Até maio foram vendidos 26 mil 323 caminhões no País, volume que representa alta de 52,7% ante os cinco meses do ano passado. Cenário igual no segmento de ônibus: até maio foram 4 mil 664 unidades, alta de 28%.

 

Foto: Divulgação.

Saldo da greve: 70 mil veículos a menos.

São Paulo – Os dias de paralisação das linhas de produção em decorrência da greve dos caminhoneiros, no mês passado, fizeram a indústria deixar de produzir, pelo menos, 70 mil veículos. Essa foi a conta feita pela Anfavea com base em informações de suas associadas e divulgada pelo seu presidente, Antônio Megale, na quarta-feira, 6, durante encontro com a imprensa para balanço mensal.

 

“A greve quebrou o crescimento que vínhamos registrando nos últimos meses. Perdemos de 70 mil a 80 mil unidades de produção.”

 

Saíram das linhas de montagem no mês passado 212,3 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus, volume 20,2% inferior ao de abril e 15,3% abaixo do de maio do ano passado. Foi o mês com pior desempenho de produção no ano – curiosamente, somadas as estimadas 70 mil unidades que não foram produzidas, maio seria o mês com maior produção do ano, com cerca de 280 mil veículos.

 

De toda forma Megale acredita que a indústria recuperará a produção perdida, seja com horas extras, com aumento do ritmo das linhas ou com trabalho em fins de semana: “No último feriado de corpus christi tivemos fábrica trabalhando. Em dois ou três meses recuperaremos esses volumes”.

 

Segundo o presidente o setor está operando normalmente desde a segunda-feira, 4. Ele ponderou, entretanto, que algum rescaldo da greve ainda deverá gerar impacto nos dados de junho, uma vez que pode haver lentidão na recuperação de fornecedores de determinados equipamentos.

 

No acumulado do ano a produção segue em crescimento: 1 milhão 178 mil unidades, alta de 12,1% sobre o período de janeiro a maio do ano passado.

 

Em maio a indústria registrou 616 contratações, empregando 132,4 mil pessoas – o melhor resultado desde julho de 2016. Segundo Megale há 1 mil 645 trabalhadores em lay off ou no PSE, Programa Seguro Emprego, número estável com relação a abril: “Há poucas empresas usando esse recurso”.

 

Foto: Divulgação.

Veículos comerciais alavancam vendas na Colômbia

São Paulo – A Colômbia vendeu em maio 20 mil 589 unidades, informou a Andemos, a associação das fabricantes que mantêm operações no país. O volume representa alta de 3,4% na comparação com igual período em 2017. A entidade creditou o desempenho positivo no mês às vendas de veículos comerciais.

 

No acumulado do ano as vendas somam 95 mil 167 unidades, alta de 2% sobre os cinco primeiros meses do ano passado. 

 

Para Oliverio García Basurto, presidente da Andemos, o desempenho no mês “surpreendeu o mercado, apesar das eleições presidenciais ocorridas no período”.

 

O ranking das marcas em maio é liderado por Toyota e Volkswagen, com variação de 53,3% e 44,9%, respectivamente, seguido da Suzuki, Nissan, Mazda e Renault.

 

Foto: Divulgação.

México: vendas em queda no acumulado do ano.

São Paulo – As vendas de veículos no México registraram queda até maio, informou a Amia, a associação das fabricante locais, na terça-feira, 5.  Foram vendidos no país 560 mil 986 veículos no período, o que representou retração de 8,9% na comparação com o desempenho de igual período em 2017.

 

Em maio as vendas chegaram a 114 mil 492 unidades, um volume também inferior quando comparado com o mesmo mês do ano passado: 6,9% menos.

 

Os veículos Nissan representaram no período fatia de 22,8% do mercado mexicano. General Motors, a segunda maior: 14,8%. Volkswagen, Toyota e Kia fecham o grupo das cinco maiores empresas, em termos de vendas, no México.

 

Foto: Divulgação.

Produção industrial cresce 0,8% em abril

A produção industrial brasileira avançou 0,8% de março para abril, de acordo com a Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física, PIM-PF, divulgada na terça-feira, 5, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, IBGE. Em março, o índice havia recuado 0,1% com relação a fevereiro.

 

Comparado com abril do ano passado, a indústria cresceu 8,9%. No ano, o índice acumula alta de 4,5% e nos últimos doze meses cresceu 3,9%.

Argentina registra crescimento nas exportações

São Paulo – A Argentina registrou crescimento nas exportações de veículos em maio, a despeito da valorização do dólar nos mercados parceiros na América do Sul. Segundo dados divulgados pela Adefa, a associação das fabricantes locais, divulgados na terça-feira, 5, foram embarcadas 21 mil 431 unidades no mês, alta de 7,7%, ou 1 mil 534 unidades a mais do que o volume exportado em abril.

 

O resultado mostra que os embarques voltaram a crescer após apresentarem um pico em março, quando foram chegaram a 27,7 mil unidades, e caírem para 19,8 mil, em abril. Na comparação com maio do ano ano passado o volume de exportações foi 7,4% maior.

 

Os resultados, que indicam flutuação imposta pelas sazonalidades dos mercados compradores de veículos argentinos, não chegaram a retrair a expansão das exportações argentinas. Com o resultado de maio, o país totaliza 98 mil 676 unidades exportadas no acumulado dos primeiros cinco meses, e isso significa que a Argentina tem crescimento de 25,4% na comparação com o desempenho registrado em igual período de 2017.

 

O Brasil segue como principal destino dos veículos argentinos e representou 70% do volume exportado pela Argentina até maio. As exportações ao mercado brasileiro somam 69 mil 148 unidades até agora.

 

Países da América Central, como Panamá, Nicarágua e Costa Rica, foram o segundo principal destino dos veículos argentinos, e receberam 6 mil 855 unidades nos cinco meses. Peru, Chile e Colômbia fecham a lista dos cinco principais destinos.

 

Nos cinco meses a Argentina produziu 203 mil 235 veículos, volume 16% maior que em igual período do ano passado. Apenas em maio saíram das linhas instaladas no mercado vizinho 46 mil 835 veículos, 3,5% a mais do que o volume produzido em maio de 2017.

 

Deste total, 105 mil 762 unidades foram de automóveis e 97 mil 473 unidades de utilitários. O volume de carros, na comparação com os cinco meses de 2017, foi 39% maior. Já o de utilitários, segmento em que a indústria argentina se especializou ao longo dos anos, caiu 1,6%.

 

O aumento da taxa de juros, medida adotada pelo governo para conter os reflexos do dólar valorizado na economia, levou as vendas internas à retração. Em maio o varejo vendeu 75 mil 754 unidades, queda de 4,7% ante maio de 2017. O desempenho, no entanto, não retraiu o volume no acumulado do ano.

 

Até maio foram vendidos 366 mil 249 veículos na Argentina, 9,4% a mais do que nos cinco primeiros meses do ano passado. O Toyota Etios foi o modelo mais vendido no acumulado do ano: 17 mil 939 unidades. Chevrolet Onix, Ford Ka, Chevrolet Prisma e Volkswagen Gol fecham o grupo dos cinco mais vendidos na Argentina, até maio.

 

Foto: Divulgação.

Hyundai e Kia entregam frota da Copa da Rússia

São Paulo – A Hyundai e a Kia forneceram 954 automóveis para a organização da Copa do Mundo da Rússia 2018. O Hyundai Motor Group, de Seul, é patrocinador oficial da Fifa, organizadora da competição, desde 1999 e seus veículos compõem a frota da competição desde a edição de 2002, realizada no Japão e na Coreia do Sul.

 

As delegações de cada seleção, dirigentes, comissão de arbitragem e convidados VIP serão transportados nas 64 partidas do torneio pelos utilitários esportivos Hyundai Santa Fe e Tucson, Kia Sorento e Sportage, além do sedã de luxo Kia K9 e da van H-1 Starex, da Hyundai.

 

As marcas prometeram também diversas ativações com os torcedores durante a competição. Antes mesmo de a Copa começar, a Hyundai promoveu uma votação virtual para escolher as frases que estamparão os ônibus das seleções. No Brasil, a mais votada foi “Mais que 5 estrelas, 200 milhões de corações”, que estará no veículo que levará os jogadores brasileiros às partidas da Copa.

 

A cerimônia de abertura da Copa do Mundo da Rússia está marcada para quinta-feira, 14. O Brasil estreia no domingo, 17, contra a Suíça.

 

Foto: Divulgação.