Varejo foi menos afetado pelo recuo de vendas de maio

São Paulo – O recuo nos emplacamentos de automóveis e comerciais leves em maio na comparação com abril teve reflexo menor nas vendas ao varejo. De acordo com dados da Fenabrave compilados pela Agência AutoData, enquanto os licenciamentos totais – somadas as vendas diretas e os negócios nas concessionarias – recuaram 7,1% de um mês para o outro, o varejo ficou com vendas 4,3% menores no período.

 

Os licenciamentos totais do segmento somaram 194,9 mil unidades no mês passado. O varejo negociou 115,2 mil automóveis e comerciais leves em maio, enquanto foram faturados diretamente pelas montadoras 79,7 mil veículos – o impacto foi maior nas vendas diretas: queda de 12,7%.

 

Ou seja, mesmo com a greve dos caminhoneiros que deixou os vendedores das concessionárias ociosos na última semana do mês, o varejo mostrou um fôlego melhor no mês passado. 59,1% dos licenciamentos do mês foram resultados de vendas das concessionárias. Em abril, este índice ficou em 57,2%.

 

Na comparação com maio do ano passado, as vendas ao varejo avançaram 4,4% e as vendas diretas ficaram estáveis. Em maio de 2017, 57,9% dos emplacamentos foram resultado de negócios firmados nas concessionárias.

 

De janeiro a maio os brasileiros consumiram 932,1 mil automóveis e comerciais leves. Destes 61,2%, ou 570,5 mil veículos, foram negociados pela rede de revendedores. As vendas diretas, por sua vez, somam 361,7 mil emplacamentos.

 

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Protagonismo da Fiat em 2020, só na América do Sul

Milão, Itália – A estratégia da FCA para os próximos cinco anos projeta um avanço relevante para todas as marcas do grupo. Jeep, Alfa Romeo e Maserati serão as marcas que ficarão com grande parte dos investimentos em produtos no mundo para contribuir com a meta de dobrar a lucratividade até 2022. Mas a Fiat também terá um papel importante, sobretudo na América Latina, região que deverá entregar as maiores margens para a FCA, de acordo com o planejamento apresentado semana passada na Itália.

 

O líder dessa missão na região é Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina desde março, substituindo Stefan Ketter. Ele participou da elaboração do planejamento global da FCA, estava sentado na primeira fileira durante a apresentação na pista de testes de Balocco, junto com os principais executivos da companhia, e durante um encontro com imprensa em Milão garantiu que em breve anunciará “alguns bilhões de euros” de investimentos na região, especialmente para o Brasil.

 

“A FCA fará investimentos de 45 bilhões de euros até 2022. Nem tudo ainda está definido, mas posso dizer que a América Latina terá uma fatia importante, de alguns bilhões de euros”.

 

Esse investimento que muito em breve será revelado preparará a Fiat para o lançamento de uma série de três novos produtos, todos SUVs inéditos, e ainda a reestilização de alguns veículos, como a picape Strada.

 

“Serão dois SUVs puros e um terceiro que pode ser crossover do segmento de entrada como alternativa de design. Este último ainda estamos estudando. As reestilizações terão pesadas atualizações de powertrain e infotainment. Todos os projetos para a região serão desenvolvidos por engenheiros que estão no Brasil”.

 

Filosa afirmou que a maioria desses modelos chegam ao mercado em 2020 e o possível crossover, em 2021. O SUV da categoria B, de porte similar ao Jeep Renegade, será lançado primeiro: “Há três dias tive a oportunidade de ver a orientação de design desse produto e estou bastante empolgado. Também já vi a nova Strada e acho que vamos ser grandes competidores nesses segmentos”.

 

O segundo SUV estará posicionado no segmento premium e terá a terceira fileira de bancos, para acomodar até sete pessoas no total. Ele deverá ter características similares ao do Jeep de sete de lugares que o CEO Sergio Marchionne confirmou que será produzido na fábrica de Goiana, GO. “Cada um desses veículos, apesar de estarem na mesma categoria, respeitará a identidade das suas marcas”, disse Filosa.

 

Destaque na apresentação da estratégia de produtos da FCA, a Jeep terá um SUV inédito na categoria A/B, menor que o Renegade. Esse veículo, chamado provisoriamente de Júnior Jeep, está nesse momento descartado para a América Latina. Será um produto global que poderá ter sua base produtiva na Europa ou na China.

 

“Está fora do nosso planejamento, mas nada impede que daqui a dois meses possamos decidir sua produção na América Latina. Caso seja produzido na região, sua plataforma tem mais características para ser abrigada em Betim”.

 

A FCA também está preparando a volta da RAM no segmento de picapes para a América Latina, sobretudo para o Brasil e Argentina. Mais uma vez há indefinição sobre a produção dessa picape, mas tudo indica que será na fábrica do México. “Já temos uma base produtiva de picapes no México – a RAM produz as picapes grandes lá – e os estudos apontam que seria uma melhor opção”.

 

Liderança – Considerando o portfólio no Brasil a expectativa é que, com Fiat e Jeep, a FCA seja a líder de vendas este ano: “Monitoramos nossa participação como grupo. Assim, até maio temos 18,8% de participação no mercado. Esta é uma posição interessante para sermos líder em 2018 e 2019. Em 2020 teremos condições de liderar somente com a Fiat, pois como falei anteriormente nosso portfólio de produtos da marca é fantástico”.

 

Assim como Marchionne disse durante a conferência sobre o planejamento da FCA, não há no horizonte da empresa outra alternativa para o Brasil além da aprovação do Rota 2030. Filosa vai além: “Para a América Latina o Rota 2030 pode indicar um caminho para o investimento de motores de alta eficiência movidos a etanol. Então, acreditamos que o Rota 2030 é verdadeiramente a ferramenta para atender as especificações energéticas roda a roda utilizando o etanol, neutralizando as emissões de CO2 e criando um ambiente para investimentos menores [comparado ao exigido na produção de veículos elétricos] para atender essas especificações”.

 

A Fiat pretende investir em um motor flex turbo, que será produzido em Betim e inaugurar sua utilização nos produtos que chegam a partir de 2020. Independentemente do que acontecerá com o Rota 2030.

 

“O governo brasileiro deve aprovar o Rota 2030. Não vejo riscos para nossas operações em Betim ou Goiana. Mesmo numa hipótese, que não cogitamos, sem o Rota 2030.

 

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Cai exportação de veículos e de componentes

O volume de veículos e autopeças exportados pelas fabricantes brasileiras sofreu queda em maio na comparação com igual mês no ano passado, interrompendo crescimento histórico que deu sustentação à retomada do mercado brasileiro. Em abril o mercado bateu recorde de unidades embarcadas, mas em maio houve retração de 17,4% na comparação com o mesmo mês do ano passado, no caso de automóveis, e de 13,5% em componentes, segundo dados do MDIC. Assim, as receitas com exportações de veículos e de componentes caíram para US$ 491 milhões e para US$ 161 milhões, respectivamente.

 

A retração já era esperada pela indústria para o período. O dólar valorizado na Argentina, desde o começo do mês, sugeriu prognóstico de números menores do que os vistos no período janeiro-abril. A greve deflagrada pelos caminhoneiros, na última semana do mês, agravou ainda mais um quadro que já se pintava negativo.

 

De acordo com Dante Sica, diretor da consultoria argentina Abeceb, os fatos recentes produziram reflexos sobretudo na balança comercial envolvendo Brasil e Argentina, os principais sócios no setor automotivo regional: “A valorização do câmbio por si só tinha força para diminuir o ritmo da corrente comercial entre os países no âmbito das vendas de veículos. A greve atingiu a produção, e os fatores em conjunto diminuiram um ritmo que era positivo nos dois lados”.

 

O especialista apontou que o dólar mais caro retraiu os pedidos por veículos no mês, ainda que considere a queda pequena com possível acentuação ao longo do ano caso a Argentina não consiga contornar internamente os reflexos negativos da valorização cambial: “O governo reagiu a uma situação emergencial e isso fez com que o consumo se retraísse. À princípio houve queda de um dígito, e precisamos aguardar a evolução da política econômica adotada para projetar maiores quedas nos próximos meses”.

 

Os dados do MDIC mostram que o Brasil importou da Argentina, em maio, 5,2% a menos em bens em função do volume menor de veículos e de autopeças que desembarcaram nos portos do País, no período, por causa da alta do dólar.

 

No começo do mês a Argentina elevou a taxa de juros como forma de se proteger do câmbio volátil. A manobra, por exemplo, faz com que empréstimos se tornem mais caros e isso, segundo Sica, afugentou o consumidor argentino que até então se mostrava inclinado a comprar veículos.

 

Balanço da Adefa, entidade que na Argentina equivale à Anfavea, apontou que até abril foram vendidas pela rede 290 mil 495 unidades, 13,8% a mais do que o período de janeiro a abril do ano passado. Do total vendido 28% foram de veículos produzidos na Argentina, e a fatia restante de veículos importados – a maioria do Brasil.

 

A entidade que representa as fabricantes argentinas ainda não divulgou os dados de vendas referentes ao desempenho do mercado interno em maio.

 

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Vendas de usados crescem 3% no ano

A Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores, informou que no acumulado do ano, até maio, as vendas de veículos usados somaram 5 milhões 689 mil 579 unidades, crescimento de 3% com relação ao mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na segunda-feira, 4.

 

Em maio foram comercializados 1 milhão 224 mil 806 veículos, contra 1 milhão 191 mil 863 unidades em abril, alta de 2,8%. Na comparação com o mesmo mês do ano passado houve queda de 3,9%, que segundo a Fenauto foi causada pela greve dos caminhoneiros.

 

Os veículos mais procurados são os que têm de 9 a 12 anos de uso: suas vendas cresceram 75,5% no ano e chegaram a 1 milhão 9 mil 707 unidades ante igual período do ano passado. Os usados de 4 a 8 anos venderam 2 milhões 288 mil 579 unidades e cresceram 34,4% na mesma base de comparação. Os usados com mais de 13 anos de uso foram 1 milhão 249 mil 627 unidades vendidas, expansão de 31,9%.

 

Os únicos usados que registraram queda no acumulado do ano foram os considerados seminovos com até 3 anos de uso: 1 milhão 141 mil 666 unidades comercializadas e queda de 50,3%. Uma das influências para essa queda foi a retomada do mercado de veículos 0 KM, que voltou a crescer.

 

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Marcopolo abre filial em São Paulo

São Paulo – A Marcopolo, fabricante de carrocerias de ônibus de Caxias do Sul, RS, abriu filial em São Paulo com equipe especializada e treinada na própria fábrica. A ideia é prestar serviços, aprimorar a entrega de peças originais e se aproximar dos clientes do maior mercado de ônibus do País.

 

Localizada no bairro do Ipiranga a nova sede tem ampla área construída, estacionamento exclusivo para clientes, oficinas, área de treinamento técnico e sala de espera para o motorista aguardar a realização do serviço e entrega do veículo. Romeu Santos, que era representante da marca pela Brasil Bus, é o responsável pela direção da filial.

 

Para Rodrigo Pikussa, diretor do negócio ônibus da Marcopolo, a aproximação do cliente é a principal razão para a abertura da nova filial. Em nota ele lembrou, também, que a nova filial fica mais próxima de outros importantes parceiros, que são as empresas fabricantes de chassis: “A excelência no atendimento é cada vez mais um fator determinante em nosso negócio e somente assim poderemos oferecer produtos e serviços além das expectativas”.

 

Desde 2016, com o programa Brasil Ponta a Ponta, equipes da Marcopolo promoveu visitas em todas as regiões do País, fortalecendo a marca e melhorando relacionamento com o mercado em geral. Pikussa afirmou que foi justamente esse programa que identificou a necessidade de abrir a filial em São Paulo:

 

“A crise econômica que o País enfrentou desde o fim de 2013, e que retraiu a demanda por ônibus em cerca de 70%, fez com que fosse fundamental buscar novas formas para o melhor atendimento dos clientes, a maior eficiência operacional e produtividade”.

 

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BMW integra Brasil àsua operação Latam

São Paulo – Desde a sexta-feira, 1º, o Grupo BMW integrou as operações brasileiras à estrutura responsável por México, América Latina e Caribe. Com isso o presidente e CEO da empresa no Brasil, Helder Boavida, passou a responder para Alexander W. Wehr, presidente e CEO da região.

 

Agora a BMW México, América Latina e Caribe tem sob seu guarda-chuva Argentina e Brasil, dois dos mais relevantes mercados da região. Por meio de escritórios de vendas no México e na Argentina, além de importadores em outros 25 países, a divisão registrou nos primeiros meses de 2018 crescimento superior a 20% sobre o mesmo período do ano passado, “assumindo a liderança de vendas no segmento premium”, contou comunicado. A operação brasileira, disse, cresceu perto de 30%.

 

Em nota Wehr afirmou que os mercados latino-americanos são “estratégicos para o negócio global da BMW e contribuem de forma significativa para suas metas de vendas globais”:

 

“Agora, com a integração do BMW Group Brasil, otimizaremos as capacidades das duas plantas naquele país, integrando-as em breve com a planta de San Luis Potosi, no México, agregando de maneira conjunta recursos humanos, operações, e uma ampla rede de distribuidores e importadores”.

 

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Grupo Volvo transfere propriedade da Ocean Race

São Paulo – O Grupo Volvo anunciou na segunda-feira, 4, a transferência de propriedade do Volvo Ocean Race — evento utilizado pela montadora para divulgar seus veículos — para a Atlant Ocean Racing Spain, que era uma das parceiras na organização. De acordo com o comunicado a atual edição da regata continuará como planejado: a transferência da propriedade e da responsabilidade pelo evento ocorrerá depois, quando condições e requisitos forem atendidos pela nova direção.

 

A próxima edição da regata está programada para 2021.

 

Com a decisão, a Volvo deixa a direção do evento após vinte anos. Segundo Kina Wileke, vice-presidente executiva de comunicação do grupo, “a sucessão dá continuidade ao desenvolvimento do evento, que tem sido um excelente canal de relacionamento com clientes”.

 

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4,8 milhões de unidades FCA envolvidas em recall

São Paulo – O Grupo FCA anunciou recall global de 4,8 milhões de unidades, para modelos das marcas Chrysler, Dodge, Jeep e Ram, por causa de falha no controlador de velocidade de cruzeiro, segundo informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na segunda-feira, 4.

 

A falha faz com que o controlador de velocidade de cruzeiro seja involuntariamente bloqueado em função de curto-circuito em uma das conexões do veículo, o que pode levar o sistema a manter o veículo em velocidade constante mesmo que o motorista tente desacelerar.

 

A FCA recomenda que os proprietários das unidades envolvidas não usem o controlador de velocidade de cruzeiro até que resolvam o problema nas concessionárias, que começarão a atender os clientes na semana que vem.

 

A maioria dos veículos chamados foi vendida nos Estados Unidos, mas pode haver unidades rodando no Canadá e e no México.

VW treinará engenheiros para produção dos novos elétricos

São Paulo – A Volkswagen treinará cem engenheiros que farão parte do Programa de Engenharia Eletrônica do Futuro, Feep em inglês, para a produção de seus veículos elétricos, de acordo com informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela, na segunda-feira, 4. O treinamento terá duração de três anos e capacitará o primeiro grupo de engenheiros responsáveis pela fase de preparação da linha Volkswagen ID.

 

Essa linha, ID, implica a nova geração de veículos elétricos baseada na plataforma modular MEB, Modularer Elektrobaukasten em alemão.

 

Segundo Thomas Ulbrich, chefe da área de mobilidade elétrica da companhia, serão lançados 27 veículos elétricos nos próximos três anos, para quatro marcas do grupo, em três regiões do mundo.

 

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Onix vende quase o dobro do HB20

São Paulo – No último mês antes do início das vendas da versão ano/modelo 2019, o Chevrolet Onix foi o automóvel mais vendido do mercado brasileiro, com quase o dobro do volume do segundo colocado. Segundo dados da Fenabrave, o modelo produzido em Gravataí, RS, registrou 15 mil 15 licenciamentos no mês, um avanço de 0,5% sobre maio de 2017, enquanto o vice-líder Hyundai HB20 fechou o mês com 8 mil 513 emplacamentos, uma queda de 4,2% na mesma base de comparação.

 

No terceiro lugar do ranking dos automóveis e comerciais leves mais vendidos em maio ficou o Ford Ka, com 7 mil 639 negócios, queda de 18,1% na comparação com o mesmo mês do ano passado. É outro modelo com potencial de crescimento nas vendas, pois a partir de julho a marca passará a oferecer a versão Freestyle, com aspecto mais ventureiro.

 

A quarta posição ficou com o Volkswagen Gol, com 5 mil 780 unidades, queda de 29,7% na comparação com idêntico mês do ano passado. Um dos motivos para a queda de vendas do Gol é a chegada do novo VW Polo ao mercado: o modelo já apareceu em quinto lugar do ranking de maio, com 5 mil 628 unidades — por ser recém-lançado não tem base de comparação.

 

O SUV mais vendido em maio foi o Jeep Compass, na sexta colocação geral, com 5 mil 589 emplacamentos, alta de 25,6% ante igual período do ano passado. 

 

O primeiro comercial leve ficou na sétima posição, o Fiat Strada, que emplacou 5 mil 581 unidades, expansão de 21% na comparação com o mesmo mês do ano passado.O Chevrolet Prisma ficou na oitava colocação, 5 mil 22 vendas, queda de 26,3% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

A Fiat Toro foi o nono veículo mais vendido, 4 mil 983 emplacamentos, crescimento de 13,2% na comparação com as vendas do mesmo período do ano passado. O Toyota Corolla fecha o Top 10 de vendas, o único sedã médio no meio dos dez mais vendidos de maio, com 4 mil 854 unidades, retração de 12,6% na mesma base de comparação.

 

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