SUVs da Fiat estão a caminho da América Latina

Milão, Itália – A Fiat não foi protagonista durante o anúncio do novo plano de investimentos da FCA para os próximos cinco anos nesta sexta-feira, 1º, no campo de provas de Balocco, nos arredores de Milão. O CEO Sergio Marchionne foi claro ao apontar que haverá um reposicionamento da Fiat com foco nos mercados rentáveis da marca e a América Latina terá papel importante nessa nova fase. Durante as mais de oito horas da convenção que apresentou os planos da FCA para o futuro, apenas no final surgiu as primeiras indicações do que está para acontecer.

 

De acordo com o slide que ilustra essa reportagem a Fiat terá três novos modelos feitos na América Latina até 2022. São três SUVs: uma versão com três fileiras de assentos para até sete pessoas, um SUV compacto, menor que o Jeep Renegade, e outro inédito, do segmento de entrada de mercado, provavelmente um automóvel com características aventureiras.

 

Nada foi confirmado neste momento, mas a expectativa é que sejam produzidos em Betim, MG.

 

Além desses novos modelos da marca Fiat, Marchionne confirmou que um SUV de sete lugares da marca Jeep será produzido na fábrica de Goiana, GO, ainda sem data definida para seu lançamento.

 

“Vamos aumentar em 20% a oferta de produtos na região”, disse Richard Palmer, CFO da FCA, ressaltando que também haverá veículos híbridos plug-in no portfólio da empresa. Durante a apresentação surgiu no palco um Jeep Renegade com essa tecnologia de propulsão para demonstrar a capacidade da FCA em oferecer veículos de baixíssima emissão.

 

Essa ofensiva em SUVs tem como objetivo aumentar significativamente a margem operacional da FCA em dois dígitos na América Latina nos próximos cinco anos. Palmer acrescentou que “no primeiro trimestre houve uma recuperação das margens na região, que passou a 3,9%. Até 2022, com os produtos inéditos, temos como meta elevar a margem operacional para 10% a 12%”.

 

Outra novidade que pode surgir em breve é a nova picape RAM 1500 em mercados como Brasil e Argentina. Esse produto seria importado provavelmente da América do Norte.

 

Considerando o desempenho das marcas da FCA em todas as regiões, a expectativa é que a América Latina e a NAFTA – formada pelos países da América do Norte – contribuam com as margens operacionais mais robustas. Assim como na América Latina espera-se que a margem na NAFTA seja de 10% a 12%. Os mercados da Ásia, apesar do grande potencial, teriam uma margem operacional de 8% a 10%, enquanto na Europa ficaria com 5% a 7% até 2022.

 

O mix de vendas na região também passará por transformação a partir de agora. Segundo a FCA os automóveis representam 61% das vendas este ano, volume que cairá a 58% até 2022. Dentre os SUVs a participação crescerá dos atuais 20% para 24% e as picapes manterão os 18% do mix de vendas nos próximos cinco anos.   

 

Foto: Leandro Alves  

FCA quer dobrar lucratividade em cinco anos

Milão, Itália – A FCA destrinchou sua estratégia para os próximos cinco anos nesta sexta-feira, 1º, na pista de testes de Balocco, nos arredores de Milão. A apresentação que durou mais de oito horas mostrou uma companhia mais fortalecida para investir em novos produtos e serviços até 2022 quando, espera, dobrar seus lucros antes de descontar os impostos.

 

Um Sergio Marchionne em final de carreira como CEO da FCA, maestro da união que tirou Fiat e Chrysler da quase falência, poucas vezes esteve tão otimista quanto ao futuro da empresa que deixará em 2019, para se dedicar a outras atividades:

 

“Não somos melhores que os outros, apenas somos melhores do que já fomos no passado”.

 

A estratégia está fundamentada em agressivo programa de investimentos que, reunindo todas as marcas da FCA, receberá 45 bilhões de euros no período.

 

A marca Jeep receberá a maior atenção nos próximos cinco anos. Não à toa, a FCA, ciente da preferência do consumidor no mundo todo pelos SUVs, pretende aproveitar o reconhecimento do público pela marca. “A dinâmica dos clientes está mudando nossas prioridades de produtos. O consumidor está em busca de autenticidade”, disse Michael Manley, presidente da Jeep.

 

Dessa forma estão previstos nove lançamentos da Jeep até 2022. A FCA diz que pretende participar de três novos segmentos com o desenvolvimento de um SUV compacto, menor que o Renegade, um SUV com terceira fileira para até sete ocupantes – que será produzido na fábrica de Goiana, GO – e uma picape Jeep. As datas de chegada desses produtos não foram apresentadas.

 

Além de novos produtos até 2021 serão ofertados veículos híbridos plug-in e elétricos. Somente da Jeep serão catorze modelos com essas opções de motorização, sendo dez híbridos e quatro totalmente elétricos.

 

“Em 2018 a Jeep cobre 80% dos segmentos de SUV. Nos próximos cinco anos participaremos de 100% dos segmentos” disse Manley, reforçando os argumentos que levarão à marca a crescimento de 138% das vendas ao fim da estratégia considerando como ponto de partida as 1,9 milhão de unidades que deverão ser entregues aos clientes este ano.

 

“Conhecemos bem os atributos de um SUV. Ele precisa de capacidade de tração, espaço, altura livre do solo, dirigibilidade de automóvel a um custo interessante. Além de tudo isso o consumidor moderno almeja mobilidade em centros restritos, ou seja, modelos híbridos ou elétricos, autonomia para esses veículos e conectividade. A Jeep terá todas essas qualidades aliada à sua identidade”.

    

Na Europa a FCA vai eliminar a motorização diesel de seu portfólio, não apenas na Jeep mas em todas as outras marcas. Ficarão de fora dessa decisão apenas os veículos utilitários, voltados à atividades de transporte urbano.

 

Na América Latina além dos três novos produtos já citados haverá a renovação do portfólio, como a nova geração do Renegade, que provavelmente será apresentada no ano que vem ou início de 2020. A expectativa é que nos próximos cinco anos o mercado de SUVs passe de 800 mil unidades para 1,3 milhão de unidades.

 

Todo esse planejamento da FCA para a Jeep tem algumas ambições, que também podem ser interpretadas como metas a serem atingidas. Segundo Manley em 2018 de cada dezessete SUVs vendidos no mundo, um será Jeep. Até 2022 ele espera que de cada doze SUVs vendidos no mundo, um seja Jeep. “Almejamos com o sucesso dos nossos produtos que estão por vir e o reconhecimento do consumidor que no futuro após 2022 de cada cinco SUVs vendidos, um seja Jeep”.

 

Outras marcas – A RAM, a Maserati e a Alfa Romeo foram outras marcas da FCA que tiveram destaque no planejamento dos próximos cinco anos. Seus produtos ocupam segmentos altamente rentáveis e têm oportunidades de crescimento em diversas regiões. Ao contrário das marcas Fiat e a Chrysler, que deverão ter continuidade apenas em mercados que ofereçam rentabilidade e que já estejam estabelecidas, como os Estados Unidos no caso da Chrysler e Europa e América Latina para a Fiat.  

 

Com pouco destaque na extensa apresentação dos planos para o futuro, coube a Marchionne explicar o que pode acontecer com essas duas marcas:

 

“O espaço da Fiat na Europa será redefinido. Vamos atuar com um novo posicionamento porque será muito difícil que possamos ser rentáveis. Na América Latina temos um posicionamento histórico com a Fiat. E acreditamos que a Chrysler não tem potencial para ser uma marca global”.

 

Mesmo assim há planos de novos veículos da marca Fiat para a América Latina. Inclusive um SUV compacto, que provavelmente compartilhará a plataforma do inédito Jeep compacto.

 

Apesar de volumes de vendas bem abaixo das até então principais marcas da FCA, Alfa Romeu e, sobretudo Maserati, terão uma atenção especial. Uma nova geração de veículos híbridos e elétricos, com todo o estilo e luxuosidade características dessas duas marcas, disputarão a preferência dos consumidores de Porsche e Tesla, além de participar com relevância do maior mercado de veículos premium do mundo: a China.

 

Já a marca RAM terá uma missão difícil. Subir um degrau no mais concorrido mercado de picapes do mundo: os Estados Unidos. Até 2022 a FCA pretende levar sua marca de picapes à vice-liderança de vendas. Hoje ela é a terceira.

 

Espera-se muito da nova RAM 1500, lançada em março, para competir com as picapes da Ford e da Chevrolet. Inclusive a expectativa é que esse novo modelo seja oferecido também na América Latina.

 

Além da 1500 a RAM Heavy Duty, que será apresentada em janeiro de 2019, e uma nova versão picape média formam o portfólio que deve elevar as vendas globais das atuais 770 mil unidades para 1 milhão até 2022.

 

Objetivos – Coube ao CFO Richard Palmer, um dos nomes mais especulados para suceder Marchionne em 2019, apresentar os objetivos financeiros para os próximos cinco anos. Antes disso, ele explicou o ajuste que está sendo na projeção dos lucros antes dos impostos de 8,7 bilhões de euros para 8,2 bilhões este ano por conta da exclusão dos resultados da Magneti Marelli da organização FCA. “Esse ajuste reflete uma posição sólida da FCA. A Magneti Marelli está pronta para um spin-off na bolsa de valores”. Marchionne ainda brincou sobre a sistemista: “se alguém aparecer com um cheque aqui leva a Magneti Marelli agora”.

 

Para 2022 a projeção é de lucro antes dos impostos de 13 a 16 bilhões de euros, dependo do desempenho de todas as marcas. Esse resultado virá, de acordo com a expectativa da companhia, por meio de uma forte atuação na redução dos custos de produção. “Teremos uma redução de 10 bilhões de euros, sendo 60% desse valor oriundo de economia em compras e 40% de melhoria de processos” disse Palmer.

 

78% do faturamento até 2022 virá dos novos produtos. Somando todas as marcas, 19 veículos inéditos, incluindo versões híbridas plug-in e elétricas.

 

“Todas as regiões vão contribuir com lucratividade e margens interessantes para nosso objetivo principal. Todo esse trabalho vai permitir a consolidação da FCA como um grande e importante grupo global”.

 

Enquanto isso, Sergio Marchionne observará tudo do Conselho de acionistas da FCA, cadeira que continuará ocupando pelo menos até 2022.  

 

Legenda da foto: Sergio Marchionne e John Elkann

Foto: Leandro Alves

Com greve, vendas recuam com relação a abril

São Paulo – Lojas com fluxo de visitas reduzido, dificuldade para completar o tanque de veículos de test drive, atraso na entrega dos cegonheiros e até falta de combustível nas bombas dos postos para abastecer o carro do comprador foram algumas das dificuldades encontradas pelo setor de distribuição de veículos nas últimas semanas de maio, decorrente da greve dos caminhoneiros.

 

Como a situação começou a voltar ao normal apenas nos últimos dias, o impacto dessa paralisação refletiu nas vendas de maio. Segundo os dados que a Fenabrave divulgou na sexta-feira, 1º, foram licenciados 201 mil 880 automóveis, comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus no mês passado, resultado 7,1% inferior ao de abril, em idênticos 21 dias úteis. A média, que havia subido para 10,3 mil unidades/dia, recuou para 9,6 mil veículos/dia.

 

Em nota, o presidente da Fenabrave, Alarico Assumpção Júnior, afirmou que a entidade começou a perceber retração nos licenciamentos na última semana útil do mês. “Apuramos que a partir de 25 de maio o número de veículos emplacados começou a retrair. Este cenário ocorreu, dentre outras razões, pela dificuldade de abastecimento de combustível, que fez com que os veículos, já prontos para entrega, não fossem conduzidos aos pátios dos Detrans para emplacamento”.

 

Na comparação com maio do ano passado o resultado segue positivo: as 201,8 mil unidades licenciadas representaram alta de 3,2% sobre o mesmo mês de 2017. No acumulado do ano foram emplacados 964,7 mil veículos, crescimento de 17% sobre os cinco primeiros meses do ano passado.

 

Em automóveis e comerciais leves a queda de maio com relação a abril foi de 7,2%, para 194,9 mil unidades. O volume superou em 2,5% o resultado de maio do ano passado. De janeiro a maio, 932,1 mil unidades comercializadas, alta de 16,2%.

 

O segmento de caminhões apresentou um recuo de 8,1% na comparação mensal, mas alta de 38,8% no comparativo anual, somando 5,7 mil unidades. Nos cinco primeiros meses do ano foram vendidos 26,6 mil caminhões, alta de 54% sobre o mesmo período de 2017.

 

As vendas de chassis de ônibus tiveram um desempenho distinto: com relação a abril houve crescimento de 8,8%, somando 1 mil 241 unidades, resultado 5,8% inferior ao de igual mês de 2017. No acumulado do ano há alta de 20,7%, com 5 mil 917 chassis comercializados no mercado brasileiro.

 

“Considerando que o espaço de tempo entre a venda do veículo e o seu emplacamento é de até 7 dias, essa redução no volume ainda não pôde ser apurada em sua totalidade”, disse, em nota, Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave. “Os reflexos da greve dos caminhoneiros devem se estender aos resultados de junho”.

 

O presidente da Fenabrave lembrou que as concessionárias deixaram também de lucrar com o desabastecimento de peças e perda de serviços, pois muitos clientes, sem combustível, não foram às concessionárias realizar atividades pós-venda.

 

Aos poucos o setor começa a se reorganizar. A Anfavea afirmou, em comunicado, que suas associadas retomarão as atividades gradativamente a partir da segunda-feira, 4. A fabricante de carrocerias de ônibus Marcopolo também soltou nota afirmando que suas fábricas em Caxias do Sul, RS, voltarão a operar na mesma data.

 

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil.

Para IBGE, PIB cresceu 1,2% no primeiro trimestre

O PIB cresceu 1,2% no primeiro trimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo os dados divulgados pelo IBGE na quarta-feira, 30. Contribuíram para a alta todos os setores da indústria, com expansão de 1,6%, e o setor de serviços, com 1,5%.

A agropecuária afetou negativamente o crescimento do PIB, com retração de 2,6% no período.

Na comparação com o último trimestre do ano passado houve crescimento de 0,4%. Nessa base de comparação a agropecuária cresceu 1,4% enquanto a indústria e os serviços apresentaram variação positiva de 0,1%.

Bridgestone fornecerá para o BMW X3

A Bridgestone foi selecionada fornecedora global de pneus para o SUV BMW X3 de terceira geração. Serão três linhas do componente específicas para o novo modelo e, no total, serão catorze tamanhos diferentes das linhas Alenza 001, Dueler H/P Sport AS e Blizzak.

 

Shannon Quinn, presidente da divisão de vendas de pneus da Bridgestone Americas, disse que “a empresa tem um relacionamento de longa data com a BMW e nossos engenheiros trabalharam em conjunto com os dela”.

 

A linha Bridgestone Alenza 001 de pneus de verão é específica para o BMW X3 e está disponível nos tamanhos de aro 18”, 19”, 20” e 21”. Modelos exclusivos contarão com os pneus Alenza 001 com tecnologia run-flat. Os pneus da linha Dueler H/P Sport AS da Bridgestone têm banda de rodagem apropriada para todas as estações, assim como a tecnologia run-flat. 

 

Os pneus Blizzak LM-001 virão montados nos modelos de BMW X3 vendidos em determinados mercados europeus, em que são necessários pneus de inverno durante meses específicos.

 

Foto: Divulgação.

Reydel integra parque de fornecedores da GM Gravataí

São Paulo – A General Motors segue fazendo modificações no condomínio industrial que mantém em Gravataí, RS, para receber a linha que produzirá uma nova família de veículos. Agora, além dos novos equipamentos que chegam, a empresa promove mudanças em sua cadeia de fornecedores e a mais recente foi a chegada da Reydel, que começará a operar em 18 de junho — ela ocupará o espaço da Continental Automotive, que fornecia a partir dali os componentes para o painel do Onix e do Prisma.

 

Segundo Vagner Guazzini, gerente de recursos humanos da Reydel, a empresa em um primeiro momento fornecerá à GM peças para o cockpit dos veículos que são produzidos atualmente na fábrica. No entanto o executivo não descarta a participação da companhia no desenvolvimento dos novos produtos esperados para 2019. Para este primeiro momento a empresa teve de investir em expansão do galpão antes ocupado pela Continental e também na aquisição de injetoras de plástico.

 

A sistemista fechou contrato de fornecimento que tem duração de, no mínimo, dez anos. Para atender às demandas da GM teve de contratar duzentos funcionários – muitos deles com origem na Continental, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Gravataí –, que serão distribuídos em três turnos. Um primeiro grupo já foi homologado no início de março e os próximos serão incorporados ao longo de junho, disse Guazzini.

 

Procurada, a Continental afirmou em nota que segue fornecendo o painel onde ficam o velocímetro e o odômetro a partir de sua outra unidade, em Guarulhos, SP, mas parou de montar o cockpit. “Devido a questões operacionais, houve uma internalização de uma linha de montagem por parte da GM, o que não afeta o fornecimento dos produtos da Continental”.

 

Recentemente anunciaram investimentos em Gravataí, em função do novo projeto da GM, a sistemista Valeo e a Yapp Automotive Systems, fabricante de sistemas de combustível. O condomínio industrial da GM opera desde 1999 e começou com 24 fornecedores instalados em terreno de 1,3 milhão de metros quadrados.

 

Esta será a segunda fábrica da Reydel no Brasil. A primeira está instalada em Guarulhos, SP, no prédio onde antes a sistemista Visteon mantinha produção. Na unidade paulista a produção da empresa é mais abrangente dentro do segmento de acabamento veicular: módulos de painel, painéis de portas e console. De lá saem os componentes que abastecem a produção local da GM – São Caetano do Sul, SP, e São José dos Campos, SP – e também Ford e Volkswagen.

 

De origem francesa a Reydel iniciou as atividades em 1914 produzindo capas de chuva e peças para bicicletas. Em 1959 passou a operar no setor automobilístico produzindo peças plásticas. Em 1995 a Plastic Omnium comprou o grupo. Em 1999 a empresa foi adquirida pela Visteon. Atualmente a empresa está sob controle da empresa indiana Motherson Sumi System, que a adquiriu por US$ 201 milhões em abril.

 

A companhia possui vinte fábricas em dezesseis países. Os funcionários, no total, são 5,6 mil.

 

Foto: Divulgação.

Treinamento reúne rede de vendedores Librelato

São Paulo – Cerca de 160 vendedores da rede Librelato passaram por um curso de capacitação técnica em um hotel Laguna, SC. Realizado todos os anos pela fabricante de implementos rodoviários o treinamento durou dois dias e teve também como foco a exportação para Chile, Paraguai e Uruguai.

 

Segundo o José Carlos Sprícigo, CEO, o objetivo do encontro anual é manter os profissionais de vendas atualizados sobres as novidades e inovações tecnológicas dos produtos da Librelato.

 

Foto: Divulgação.

Kia lançará motor híbrido leve a diesel no segundo semestre

São Paulo – A Kia Motors apresentará seu primeiro motor híbrido leve a diesel, de 48 V, no segundo semestre. A nova motorização, nomeada EcoDynamics+ mild-hybrid, entrega relação custo-benefício superior em comparação com as motorizações híbridas completas, segundo informou a companhia em comunicado divulgado na quarta-feira, 30.

 

O novo motor será utilizado no Sportage, SUV mais vendido da empresa no mundo, que chegará ao mercado ainda este ano e em um novo híbrido leve que será lançado logo depois.

Venda de elétricos: 1,1 milhão de unidades em 2017.

São Paulo – Mais de 1 milhão de veículos elétricos e híbridos foram vendidos em todo o mundo no ano passado, um recorde. Segundo a Agência Internacional de Energia, IEA na sigla em inglês, mais da metade dessas vendas, 580 mil unidades, foram feitas na China, de longe o maior mercado para esse tipo de veículos, com crescimento de 72% sobre 2016. Os Estados Unidos, segundo maior mercado em volume, comercializaram 280 mil veículos híbridos e elétricos no ano passado.

 

Em termos de participação no mercado, a Noruega se destaca: em 2017, 39% dos novos carros vendidos no país nórdico tinham motor elétrico. Na sequência aparecem Islândia e Suécia, onde os elétricos representaram 11,7% e 6,3% das vendas, respectivamente.

 

Foto: Divulgação.

Financiamentos de 5 anos: uma estratégia de marketing.

São Paulo – Com a retomada das vendas de veículos e a maior disponibilidade de crédito pelas instituições financeiras, voltaram a aparecer os anúncios de financiamentos de veículos com prestações a perder de vista. Desde o começo de maio, modelos Ford e General Motors podem ser adquiridos com planos de sessenta meses e algumas promoções pontuais chegam a oferecer carros com até 72 parcelas para pagar.

 

Anunciar esses planos é uma boa estratégia de marketing – no passado, houve casos de promoções com até 80 prestações –, mas não condiz com a realidade do mercado. Segundo Luiz Montenegro, presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras de Montadoras, Anef, são poucos os clientes que de fato aderem a esses planos: 

 

“Não vejo como uma tendência. Durante a crise os prazos de sessenta meses ainda existiam, mas os próprios clientes que conseguiam acesso ao crédito não queriam financiar em mais de 48 meses, o que considero um prazo adequado para quitar um automóvel. Agora, com a maior demanda por automóveis novos, as empresas começam a divulgar mais esses prazos”.

 

O presidente da Anef considera 48 meses o prazo ideal para financiar um veículo 0KM por causa da depreciação que eles sofrem no período e porque poucas pessoas conseguem efetivamente chegar ao fim de um financiamento de sessenta meses. “Não sou muito favorável a prazos acima de quatro anos, até porque quem opta por cinco anos acaba antecipando o pagamento ou se torna inadimplente”.

 

De janeiro a março foram liberados R$ 28,6 bilhões para financiamento de veículos pelas empresas financeiras das montadoras, o maior volume de dinheiro disponível no período nos últimos cinco anos. A aprovação de fichas está acompanhando a maior oferta de crédito: “Houve uma queda nas aprovações durante a crise, mas hoje 70% das fichas são aceitas pelos bancos, o que é um índice muito bom. Nossa expectativa é a de que esse índice seja de 70% a 75% até dezembro”.

 

Com relação à inadimplência, que cresceu durante a crise do mercado de veículos, Montenegro disse que os bancos aproveitaram os últimos três anos para fazer uma limpa em suas carteiras, que voltaram a crescer a partir do segundo semestre do ano passado com uma qualidade melhor. Em março o índice de inadimplentes pessoas físicas ficou em 3,6%, queda de 0,9 ponto porcentual na comparação com o mesmo período do ano passado.

 

Para 2018 a Anef projeta crescimento de 15% no volume de recursos liberados para financiamentos de veículos, chegando a R$ 116 bilhões: “Acho que uma alta de 15% no ano será um bom índice, levando em consideração as projeções de crescimento do PIB”.

 

Foto: Divulgação.