Escalada do dólar acende alerta no setor

São Paulo – A alta no preço do dólar, que no começo do ano estava em R$ 3,35 e na segunda-feira, 28, voltou a superar a casa dos R$ 3,70, ligou o sinal amarelo nas montadoras, importadoras e fabricantes de autopeças. Embora ainda não tenha afetado diretamente os negócios, executivos ouvidos pela Agência AutoData admitem preocupação com a escalada da moeda estadunidense.

 

Antônio Megale, presidente da Anfavea, disse que o aumento do preço da moeda ainda não afetou os negócios do setor, mas admitiu que está acima da taxa esperada pela indústria – em torno de R$ 3,40. Ele procurou ressaltar, porém, o lado positivo: a alta das exportações, que equilibra um pouco o aumento do custo com importações de autopeças, uma vez que considerável parte dos componentes usados nos veículos é atualmente importada, especialmente componentes eletrônicos.

 

“Se continuar subindo pode haver, sim, um impacto no custo”, ele admitiu. E citou o principal problema da situação cambial: “Mais do que a valorização, o que nos preocupa mais é a volatilidade.”

 

Para Helder Boavida, presidente da BMW, a escalada do dólar afeta a rentabilidade da empresa, que importa muitos componentes e peças e que certamente terá impacto no custo:

 

“Sofreremos um pouco mais para produzir localmente, mas no curto prazo não pretendemos repassar esse custo para nossos clientes. Analisamos periodicamente essa questão do preço e, a princípio, não haverá aumento”.

 

Para Besaliel Botelho, presidente da Bosch, o problema do dólar está além do Brasil. “Não é interno, é global. Tem muita gente comprando a moeda”.

 

O executivo lembrou que fato semelhante ocorreu no ano passado, quando a moeda estadunidense alcançou um pico e logo se acomodou: “Os bancos estão projetando acomodação, e o Brasil tem munição para fazer essa gestão”.

 

Há algumas semanas, o assunto foi um dos temas da reunião do presidente da Volkswagen, Pablo Di Si, com o ministro da Fazenda. Em nota o executivo ponderou que a volatilidade cambial tem merecido bastante atenção no momento.

 

A Fiat informou, em nota, que está observando as flutuações cambiais que ocorrem no Brasil e em outros países para melhor avaliar o impacto sobre as correntes internacionais do mercado.

 

No caso das empresas importadoras de veículos o custo da moeda já ligou o sinal de alerta. José Luiz Gandini, presidente da Kia Motors do Brasil e da Abeifa, entidade que representa as importadoras, o preço do carro importado subirá nos próximos meses:

 

“O plano de negócios da maioria das associadas para o ano foi feito com o dólar na casa dos R$ 3,30, R$ 3,35. Mas agora, com a alta para mais de R$ 3,60, e a necessidade de fechar as próximas importações, teremos custos maiores e será necessário repassar para os clientes”.

 

Gandini disse que a expectativa é a de que o Banco Central controle essa alta do dólar e que a cotação volte a R$ 3,30 a R$ 3,35 até dezembro.

 

Setor de duas rodas – As fabricantes de motocicletas no Brasil também estão acompanhando de perto a alta do dólar. Segundo o presidente da Abraciclo, Marcos Fermanian, a produção do setor pode sentir o impacto nos preços dos componentes importados, além de possivelmente elevar o preço das motos importadas ao consumidor.

 

“Algumas motos têm baixo índice de nacionalização. Com isso o custo para produção desses modelos poderá ser maior. O mesmo vale para motos importadas, que podem ficar mais caras nos próximos meses”.

 

Com relação às exportações o presidente da Abraciclo disse que essas vendas ainda não foram afetadas, mas com a queda do mercado argentino e a alta do dólar o volume de embarques pode diminuir no médio prazo.

 

Para Augusto Cury, diretor comercial da Honda Motos, no curto prazo a produção não será afetada pela alta do dólar, mas no médio prazo, caso essa moeda não recue, os preços poderão subir. Ele disse acreditar, porém, que a situação não chegará a esse ponto.

 

Colaborou André Barros

 

Foto: Fernanda Carvalho/Fotos Públicas.

Ka 2019: versão de entrada mais cara.

Tatuí – Durante a apresentação do Ka Freestyle, no começo do mês, a Ford acabou por revelar o preço da versão de entrada da linha 2019 do Ka, que chegará por R$ 45 mil 490 — R$ 710 mais cara do que a linha 2018 mas com mais itens de série: ajuste de altura para o banco do motorista, vidro elétrico dianteiro, quatro alto falantes, computador de bordo e iluminação do porta-luvas.

 

Sobre as futuras mudanças que o Ka receberá, Maurício Grecco, responsável pelo marketing da Ford no Brasil, disse que em breve a companhia falará sobre o assunto, mas que a alta do preço foi baseada em pesquisas com clientes, sobre até quanto eles acham justo pagar pelos novos equipamentos.

 

A Ford não confirmou a data de lançamento da linha 2019. No entanto, com preço definido para a versão de entrada, em breve anunciará o modelo com novos itens de série.

 

Também não foram reveladas as alterações visuais da nova versão, mas com a nova dianteira do Ka Freestyle é possível esperar que toda a linha receba mudanças parecidas, com novos faróis, grade frontal, para-choque, moldura da caixa de rodas e lanternas traseiras com leves mudanças.

 

Até abril a Ford vendeu 32 mil 790 unidades do Ka, terceiro modelo mais vendido no Brasil, atrás do Chevrolet Onix, líder de vendas, 58 mil 390, e do Hyundai HB20, 33 mil 618.

 

Foto: Divulgação.

Ford Ka Freestyle chega por R$ 63,5 mil

Tatuí – A pré-venda do Ka Freestyle, nova versão do modelo de entrada da Ford, começou na segunda-feira, 28, com sinal de R$ 2 mil, com as primeiras entregas programadas para o início de julho. O Ka Freestyle é a versão SUV do hatch, mas pode ser considerada como um Ka anabolizado ou um CUV, Compact Utility Vehicle, como a Ford está tratando o modelo.

 

As normas do Inmetro permitem essa classificação pela altura do veículo e os ângulos de entrada e de saída — o mínimo exigido pelo órgão é 18 cm de altura do solo, 24º de ângulo de entrada e 40º de saída. Como o modelo da Ford supera essas medidas, chega ao mercado como SUV, ou CUV. Ele concorrerá diretamente com modelos como Hyundai HB20X e Chevrolet Onix Active, mas também brigará com outros modelos de proposta parecida, como o Renault Kwid.

 

Maurício Grecco, responsável pelo marketing da Ford no Brasil, não revelou as projeções de vendas do Freestyle: recordou que a empresa não faz esse tipo de estudo para não se frustrar, tanto com um resultado melhor do que o esperado quanto por um abaixo do que foi projetado:

 

“Queremos aproveitar a onda de lançamentos para esse segmento e garantir uma fatia do mercado. Acredito que essa versão aumentará bastante o volume atual de vendas do modelo. Para os nossos principais concorrentes as vendas da versão utilitária representam de 15% a 18%”.

 

O segmento do Ka Freestyle e de seus concorrentes, considerado o B-hatch, representa 5% do mercado brasileiro atualmente, mas tem potencial para chegar a 22%, de acordo com a Ford. Para atrair clientes a companhia aposta em novos itens de série, como o sistema multimídia Sync 3, o mais moderno da companhia, que não era oferecido em seus veículos de entrada.

 

Sob o capô do CUV opera um motor 1.5 três cilindros de 136 cv de potência com etanol, que teve sua produção nacionalizada recentemente pela Ford na unidade de Taubaté, SP. Terá duas opções de câmbio: uma caixa manual de cinco marchas, MX65, que também teve sua produção nacionalizada em Taubaté, e o inédito câmbio automático de seis marchas, usado no Ecosport, que nunca esteve disponível na gama de versões do Ka.

 

Por fora o Ka Freestyle traz novos faróis, grade frontal, para-choque, moldura da caixa de rodas e suspensão mais alta. Na traseira as lanternas receberam pequenas alterações. Internamente, além do novo kit multimídia, o modelo traz acabamento exclusivo, misturando preto e marrom. O modelo chega ao mercado ao custo de R$ 63 mil 490 a R$ 67 mil 990.

 

Foto: Divulgação.

Ferodo quer crescer 30% na reposição

São Paulo – De olho no crescimento do mercado de reposição a Jurid — detentora da marca Ferodo, especializada em fluídos e pastilhas de freio –, joint-venture criada pela Randon e pela Federal Mogul, ampliou seu portfólio com produtos importados, anunciou seu diretor geral, José Roberto Alves, na segunda-feira, 28: “Esperamos que o mercado de reposição cresça 30% este ano e nossa projeção é de aumentar nossas vendas também em 30%”.

 

Para atingir esse índice de crescimento a empresa lançou os fluídos de freio Dot 3, Dot 4 e Dot 5.1, comercializados na Europa, Japão, Estados Unidos e alguns mercados da América Latina.

 

Alves falou sobre a diferença dos fluídos vendidos no Exterior daqueles lançados no mercado brasileiro: “O que muda de um produto para outro é o ponto de ebulição e, em outros mercados, em que a temperatura chega a ficar negativa, o ponto de congelamento”.

 

O segundo lançamento da Ferodo é voltado ao segmento de motos de alto desempenho, acima de 400 cm3 de cilindrada: são pastilhas de freio que podem ser usadas por qualquer modelo vendido no Brasil. Segundo Alves, a Jurid escolheu o segmento de motos maiores porque os consumidores entendem o custo das peças no mercado de reposição — ou seja, eles não priorizam a economia na hora de trocar o componente.

 

A Ferodo também fornece para o mercado original e espera que suas vendas nesse segmento cresçam de 20% a 30% no ano, mas o diretor disse que aguarda as respostas do mercado: “O primeiro trimestre foi muito bom, mas em abril o mercado desacelerou e aguardaremos os próximos meses para analisar se será possível atingir essa projeção. O processo eleitoral também nos preocupa”.

 

No mercado original a companhia fornece pastilhas de freio Ferodo para carros premium, pastilhas Stop para os carros de entrada e pastilhas Jurid para quase 95% do mercado, produzidas em Sorocaba, SP.

 

Foto: Divulgação.

Autopeças deverão ser prejudicadas por acordo do diesel

São Paulo – A resolução definida pelo governo para reduzir o preço do óleo diesel e tentar restabelecer o serviço de transportes no País, paralisado por greve desde segunda-feira, 21, deve gerar uma conta alta que será paga por alguns setores, como a indústria de autopeças. Retirar o setor da lista dos contemplados pelo incentivo da desoneração da folha de pagamento é visto pelos executivos como sinônimo de aumento de custo, redução de operações e até demissões.

 

O projeto de lei aprovado na Câmara dos Deputados na quarta-feira, 23, seguiu para o mesmo procedimento no Senado Federal, onde a votação está prevista para ocorrer na terça-feira, 29. Nesse interim, o setor se articula para defender a manutenção da indústria de autopeças dentro do benefício.

 

A desoneração da folha estipula troca da contribuição das empresas para a Previdência, de 20% sobre a folha de pagamento, por alíquotas menores incidentes no faturamento. As empresas que saírem da tributação sobre a receita bruta voltarão a pagar à Previdência contribuição de 20% sobre a folha.

 

De acordo com Gilberto Heinzelmann, presidente da Zen, perder o benefício configura, na prática, a interrupção do processo de retomada de um setor que registrou perdas nos últimos anos em função da crise nas vendas do setor automotivo:

 

“Retirar as autopeças da desoneração é uma medida que forçará as empresas a fazer ajustes que representam tudo o que o País não precisa neste momento. Haverá redução de pessoal e afetará principalmente empresas que produzem para exportação. Voltaremos a exportar impostos, como explicar isso no mercado externo?”.

 

Segundo Osias Galantine, diretor comercial da Aethra, a medida implicará em aumento de custos para a fornecedora, o que está cada vez mais difícil de ser repassado. “Não é bom para ninguém”.

 

Uma fonte do setor revelou à reportagem que o Sindipeças iniciou uma pesquisa com os seus associados para tentar medir os reflexos da medida na operação de cada um. A ideia é reunir informações suficientes para se criar um indicador e usar o material como argumento em eventuais negociações em Brasilia, DF, até a terça-feira, quando o Senado deverá votar a matéria.

 

Procurado pela reportagem de AutoData, o Sindipeças não se manifestou sobre o assunto.

 

Produção parada – A greve que paralisou o escoamento de produtos no País entrou no quinto dia com a adesão de novos nomes à lista de empresas com abastecimento de componentes prejudicado. A Hyundai informou por meio de comunicado que interrompeu a produção na fábrica de Piracicaba, SP, na tarde da sexta-feira, 25. A Marcopolo suspendeu os trabalhos até 1o de junho em função do desabastecimento das linhas.

 

Segundo a Anfavea, todas as suas associadas interromperam a produção de veículos por conta do desabastecimento de peças. O impacto deverá ser sentido nos números de maio: uma fonte contou à reportagem que a retomada da operação total das fábricas deverá levar ao menos dois dias, tempo para que toda a cadeia se recomponha.

 

O quadro de paralisação seguiu praticamente inalterado após reuniões realizadas em Brasília na tentativa de resolver os entraves do transporte. Os cegonheiros, por meio do seu sindicato, informaram que os caminhões seguem nos pátios “até que se evolua de forma concreta as negociações”.

 

Na outra via, a Petrobras, responsável pela produção dos combustíveis, avaliou como positiva as medidas propostas pelo governo. Disse, por meio de comunicado, que “considera o acordo realizado entre o governo e os representantes dos caminhoneiros altamente positivo e um ganho inquestionável para o país”.

 

No começo da tarde de sexta-feira o presidente da República convocou as Forças Armadas para atuarem contra os manifestantes com o argumento de que “é preciso garantir o abastecimento da população”. Até o fechamento desta reportagem, ainda havia pontos de mobilização espalhados pelo País.

 

Colaborou André Barros

 

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Meta do Onix 2019: manter a liderança.

São Paulo – Manter a liderança de mercado. A General Motors não faz questão de esconder a estratégia com o lançamento da linha 2019 do Onix, que recebeu pequenas alterações estéticas em acabamentos e incorporou algumas novidades tecnológicas. São três anos no topo do ranking dos modelos mais vendidos, fato que colabora, também, para que a Chevrolet seja a marca mais consumida pelos brasileiros no mesmo período.

 

Com 58,4 mil unidades vendidas até abril, volume que dá confortável distância para o segundo modelo no ranking do mercado brasileiro – o Hyundai HB20, seu principal concorrente, emplacou 33,6 mil unidades –, o Onix recebeu recentemente dois competidores de peso: o Argo, da Fiat, e o Polo, da Volkswagen.

 

Ciente do aumento da concorrência, a montadora foi atrás do consumidor do Onix para saber o que poderia fazer para melhorar. Uma das últimas clínicas, segundo o diretor de marketing de produto da marca, Rodrigo Fioco, ocorreu em março no festival Lollapalooza, patrocinado pela Chevrolet.

 

Foi nessas clinicas que a GM identificou alguns pormenores que chamam a atenção do consumidor. Rodas aro 15 com aspecto esportivo, por exemplo, foram incorporadas nas versões Effect e Activ. O acabamento interno ganhou mais capricho em todas as versões, incluindo a LT, de entrada.

 

No quesito mimos tecnológicos, a GM não poupou esforços. Desde a versão LT 1.0, os modelos equipados com o MyLink ganham também câmera de ré e retrovisores com ajuste elétrico. Todos saem de fábrica com direção elétrica, travas e vidros elétricos e sistema de monitoramento da pressão dos pneus, dentre outros. A partir de R$ 48,2 mil.

 

As mudanças foram basicamente internas e em pacotes de equipamentos. O modelo ganhou também uma nova cor, azul, que Fioco diz ser anseio dos consumidores. Segundo o diretor, 25% das vendas serão da versão LT, 25% da LTZ, 5% da Effect e 15% da Active – os outros 30% são da Joy, que mantém a carroceria antiga.

 

Esta não ganhou alterações. Ainda: Fioco garantiu que em breve novidades chegarão na versão de entrada do modelo mais vendido no mercado brasileiro.

 

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Osram desenvolve lanternas de LED para o Fiat Cronos

São Paulo – A Osram, em parceria com a Fiat e a Valeo, desenvolveu uma iluminação de LED para a lantera traseira do recém-lançado Fiat Cronos. Ricardo Leptich, CEO da Osram no Brasil, disse que a iluminação de LED entrega uma vida útil muito maior comparada às lâmpadas tradicionais.

 

Além da durabilidade, a Osram ressalta o design diferenciado que o uso de LED traz para as lanternas e o aquecimento menor desse tipo de lâmpada, que dispensa o uso de materiais resistentes a altas temperaturas durante o desenvolvimento.

 

A produção acontece em duas etapas: montagem da placa de LED, na China, e da lanterna, na Argentina. Depois, tudo é enviado para a Fiat colocar no Cronos, em Córdoba, na Argentina.

 

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Toyota estuda construção de fábrica de célula de combustível no Japão

São Paulo – A Toyota, uma das pioneiras no desenvolvimento de veículos movidos a célula de combustível, estuda a construção de uma fábrica para produção dessas baterias no Japão, de acordo com as informações divulgadas pela imprensa internacional, na sexta-feira, 25.

A empresa também avalia a construção de uma fábrica para produção de tanques de armazenamento de hidrogênio de alta pressão. Ambas unidades serão construídas no terreno da fábrica da Toyota de Honsha.

GM faz últimos acertos para iniciar renovação da linha

São Paulo – A General Motors faz os últimos acertos para dar o pontapé inicial na renovação de sua linha de modelos – no começo do mês, o presidente Carlos Zarlenga anunciou vinte novos produtos nos próximos quatro anos. A partir de segunda-feira, 28, os funcionários da fábrica de Gravataí, RS, entrarão em férias coletivas por quinze dias para que a empresa finalize a instalação da nova linha de montagem, de onde sairá um desses novos veículos.

 

O primeiro desses vinte lançamentos ocorrerá em breve, segundo Zarlenga. Durante a apresentação da linha 2019 do Onix, em São Paulo, na sexta-feira, 25, o presidente da GM revelou que ao menos dois destes modelos serão lançados ainda este ano, sem revelar pormenores. Apontou, porém, para a direção em que a empresa está mirando.

 

“Não quero adiantar muito, são vinte lançamentos em quatro anos e o Onix não faz parte [dessa lista]. Vamos entrar em novos segmentos. Tem SUV, crossovers, é um ambicioso programa de produtos, com subsegmentação dentro de SUVs e crossovers. Provavelmente nesse período de tempo a indústria poderá passar a vender mais SUVs do que os outros segmentos. Em 5 a 10 anos, os SUVs vão passar os outros segmentos em volume”.

 

A companhia prepara a fábrica de Gravataí para receber a nova família de veículos desde setembro do ano passado, quando retomou o terceiro turno e contratou setecentos funcionários. A linha que está sendo construída é fruto de investimento de R$ 1,4 bilhão que foi anunciado em 2017.  Em comunicado recente, a empresa informou que acelerou o processo de distribuição de veículos em estoque para atender aos pedidos das concessionárias no período em que estará com produção paralisada para reformas.

 

Gravataí e São Caetano do Sul concentram a produção dos modelos Chevrolet Onix, Prisma, Cobalt, Spin e Montana, que representam 75% das vendas da marca no País. Em Joinville são produzidos os motores e cabeçotes que equipam a gama da companhia no mercado nacional.

 

Zarlenga confirmou que todas as suas fábricas não operaram na sexta-feira devido ao desabastecimento de peças ocasionado pela greve dos caminhoneiros. “Teve impacto na produção, não só da GM, mas no geral. Esperamos uma resolução rápida do conflito para poder voltar a trabalhar”.

 

Rota 2030 – O presidente da GM está satisfeito com o possível texto final do novo programa automotivo, que ditará as regras para a indústria brasileira nos próximos anos. Nas últimas semanas a imprensa divulgou que os ministérios da Fazenda e da Indústria, Comércio Exterior e Serviços fecharam acordo para incentivos de R$ 1,5 bilhão por ano, que seriam devolvidos à empresa por meio de descontos no Imposto de Renda e na CSLL em até quinze anos – uma espécie de Lei do Bem com prazo alongado.

 

Segundo ele, o acordo virtualmente fechado contempla os pontos que a indústria precisa para direcionar seus investimentos em tecnologia durante o ciclo do programa. “Foi muito positivo e vai gerar um investimento muito importante. Eu diria que bem acima até do Inovar-Auto”.

 

Colaborou Bruno de Oliveira

 

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Digital Factory marca transformação digital do Groupe PSA

São Paulo – O Groupe PSA segue no caminho da transformação de suas fábricas com a criação da Digital Factory, uma unidade de aproximadamente 3,2 mil m², dentro da unidade de Poissy, na França, que reúne ferramentas e competências para dar suporte às direções operacionais ao longo da transformação digital da unidade.

 

Segundo comunicado divulgado pela companhia, a Digital Factory é dividida em três áreas, com centenas de especialistas. O Customer Digital Factory é o centro de produção digital com tecnologias para melhorar a experiência online dos clientes, o Data Factory serve para melhorar o desempenho operacional do grupo e o Connected Services Factory tem foco no desenvolvimento de ofertas de serviços conectados.

 

A Digital Factory apoiará todas as direções do Grupo ao longo de sua transformação digital. A empresa espera que ainda este ano sejam vistos avanços de tecnologias digitais, como percursos cada vez mais personalizados para os clientes, crescimento de vendas online e de serviços conectados, maior eficiência nos processos e mais cultura digital dos colaboradores.

 

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