Ford: nova fábrica simulará condições climáticas.

São Paulo – Para reduzir o tempo de testes dos seus futuros veículos em condições reais, a Ford construiu a fábrica Weather Factory, em Colônia, Alemanha, onde será possível simular as mais diversas condições climáticas e ambientais, de acordo com as informações divulgadas pelo site Flash de Motor, na sexta-feira, 25.

 

A nova unidade é capaz de simular temperaturas que vão de -40 graus celsius até 55 graus celsius, grande nevascas e até 95% de umidade. Segundo Joe Bakaj, vice-presidente de desenvolvimento de produtos da Ford Europa, os testes darão aos consumidores maior confiança nos seus veículos, independentemente da condição climática do seu país.

 

Os testes avaliarão a durabilidade, conforto, desempenho elétrico, frenagem, aquecimento da cabine e funcionamento do ar-condicionado, nas mais variadas condições climáticas.

 

Foto: Divulgação.

VW e Apple se unem por vans autônomas

São Paulo – Volkswagen e Apple desenvolverão vans autonômas usando como base o T6 Transporter da montadora e as tecnologias de condução sem motorista desenvolvidas pela Apple, de acordo com as informações reveladas pelo site Flash de Motor, na sexta-feira, 25.

 

A intenção da empresa de tecnologia era desenvolver seu próprio veículo autônomo, mas diante dos custos que isso representaria, a ideia foi descartada e a busca por um parceiro do setor automotivo começou, chegando até a Volkswagen.

 

Inicialmente, o projeto consiste na criação das vans autônomas para serem usadas internamente nas fábricas da Apple, transportando funcionários, sem previsão vendas no mercado.

 

Foto: Divulgação.

Greve deixa setor sem Rota e sem produção

São Paulo – O setor automotivo brasileiro recebeu dois duros golpes nos últimos dias. No começo da semana os executivos esperavam com ansiedade a aprovação da nova política industrial, o Rota 2030, evento que acabou sendo relegado da pauta do governo por causa da greve dos caminhoneiros. Afora a postergação, a produção de veículos foi interrompida em ao menos dezenove fábricas de automóveis do País, na quinta-feira, 24. No segmento de caminhões, a produção parou em cinco unidades.

 

Segundo apurou AutoData com sindicatos regionais e as fabricantes, as linhas permanecerão paradas até a segunda-feira, 28. Seguem em operação a fábrica da BMW em Araquari, SC, a Hyundai instalada em Piracicaba, SP, onde são produzidos os modelos HB20 e Creta, e a fábrica de caminhões e ônibus da Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, SP, que voltou a produzir na quinta-feira após greve que durou nove dias.

 

O setor ainda não consegue dimensionar quantos veículos deixou de produzir na semana em função da greve, já que as linhas foram parando gradativamente até o quarto dia de protestos. Em abril, quando foram produzidos no País 266 mil 111 unidades, a média de produção semanal foi de 12,6 mil veículos em 21 dias úteis, a mesma quantidade de dias úteis de maio.

 

A situação desacelera a produção que vinha em ritmo crescente para abastecer as demandas do mercado interno e das exportações e pode afetar as projeções de produção traçada pelo setor em janeiro. A Anfavea estimou produção de 3 mil 55 veículos para o ano, o que representaria um volume 13,2% maior que o visto em 2017. No quadrimestre foram produzidos 965 mil 865 veículos, um crescimento de 20,7% na comparação com igual período ano passado.

 

Os danos à produção, no entanto, podem se estender para a próxima semana, pois a retomada não seria imediata após a resolução da crise que afetou a economia nacional os últimos dias. Segundo fonte do setor automotivo ouvida pela reportagem, são necessários em torno de dois dias, a partir de um eventual fim da greve, para que a produção nas linhas das fabricantes sejam normalizadas.

 

Há também outro agravante enfrentado pelas fabricantes no momento, afora o abastecimento interno. A paralisação dos caminhoneiros prejudicou também o escoamento de componentes produzidos por autopeças brasileiras para as unidades instaladas na Argentina, disse a fonte ouvida por AutoData.

 

As negociações do governo com os caminhoneiros seguiram durante toda quinta-feira, 24, sem resolução até o início da noite.

 

Foto: Marcelo Pinto/APlateia.
Arte: Romeu Bassi Neto.

Henkel inaugura centro de treinamento

São Paulo – A Henkel inaugurou na quarta-feira, 23, um novo centro de treinamento em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, Senai. Localizado na unidade do Ipiranga da entidade, em São Paulo, as instalações podem capacitar até 800 alunos por ano, com aulas teóricas e práticas para aplicação do portfólio completo da fornecedora química para o mercado de reparação, manutenção e embelezamento automotivo.

 

Segundo a empresa os investimentos superaram R$ 1,5 milhão. No espaço serão aprimorados os cursos já oferecidos gratuitamente para os alunos da unidade do Senai: será possível aprender na prática as aplicações para adesão, vedação, travamento e fixação para motores; adesivos, selantes e tratamento de superfície para a carroceria, além de técnicas de embelezamento, vitrificação e polimento profissional de veículos.

 

Os profissionais de clientes e parceiros da Henkel, como redes de concessionárias, funilarias e mecânicas, também poderão usar o espaço para participar de cursos de curta duração.

 

Foto: Divulgação.

Foton e Piaggio desenvolverão comerciais leves em conjunto

São Paulo – A Foton Motor e o Piaggio Group assinaram na Itália um acordo para desenvolver em conjunto novos veículos comerciais leves. Dando sequência a acordos assinados em 2016, as duas partes finalmente entraram no efetivo desenvolvimento do veículo, que tem como foco o mercado europeu.

 

Maior fabricante de motocicletas europeia, a Piaggio usará sua experiência no continente para ajudar a difundir o modelo, que terá como base a atual plataforma de caminhões pequenos da chinesa Foton.

 

A parceria tem potencial para se expandir: estão nos planos futuros das duas partes o desenvolvimento de veículos elétricos com sistema inteligente de interconectividade para os mercados do Oriente Médio, Sudeste Asiático, América Central e do Sul e da África.

Recall para o M-Benz GLC por problema nos cintos

São Paulo – A Mercedes-Benz anunciou um recall para o modelo GLC, fabricado de 2015 a 2018, para reparar uma possível falha nos cintos de segurança traseiros, de acordo com comunicado divulgado na quarta-feira, 23.

A companhia informou que as fivelas dos cintos traseiros podem se retrair de maneira inadequada, tornando inviável a fixação correta do cinto. Em caso de acidente há o risco de ferimentos.

O reparo será gratuito e demora aproximadamente uma hora.

Produção industrial recua 7 pontos em abril

São Paulo – A Confederação Nacional da Indústria, CNI, divulgou que o índice de evolução da produção industrial caiu 7 pontos em abril, na comparação com março. De acordo com a pesquisa mensal Sondagem Industrial, divulgada na quinta-feira, 24, o nível fechou em 48,8 pontos no mês passado, contra 55,2 pontos um mês antes.

 

O indicador da evolução dos empregos na indústria foi de 49,2 pontos no mês passado, ante 49,6 pontos em março, queda de 0,4 pontos. Isso indica que em abril a indústria gerou menos postos de trabalho.

 

O nível de utilização da capacidade instalada permaneceu estável em 66%.

 

Foto: Divulgação.

EUA querem sobretaxar importação de veículos

São Paulo – O presidente dos Estados Unidos pediu uma investigação sobre os possíveis efeitos das importações de veículos e autopeças sobre a segurança nacional. A intenção do governo, segundo informações de agências internacionais, é elevar o imposto de importação desses produtos, a exemplo do que foi feito com o aço e o alumínio em março.

 

Essa investigação pretende apurar se as importações de veículos e peças ameaçam a saúde e a capacidade da indústria de desenvolver novas tecnologias. “Há evidências que sugerem que, por décadas, as importações corroeram nossa indústria automobilística”, disse o secretário de comércio Wilbur Ross em comunicado na quarta-feira, 23, prometendo uma “investigação completa, justa e transparente”.

 

O governo local já usou tática parecida no caso do aço e do alumínio. De acordo com informações publicadas pelas agências, os estadunidenses desejam impor tarifas de até 25%.

 

Segundo o secretário a investigação está em estágio inicial, mas já se sabe que as barreiras artificiais de outros países, como tarifas elevadas e outras intervenções, acabaram por distorcer o mercado. “Agora é muito difícil voltar a um acordo recíproco”, disse Ross em uma entrevista à CNBC.

 

Ao encomendar esses estudos, o governo tenta frear as importações especialmente da Ásia. A maioria dos veículos vendidos no mercado estadunidense é produzida lá, mas grande parte das montadoras também importa de fábricas asiáticas, do México, Canadá e outros países. No ano passado, foram 8,3 milhões de veículos importados — no total, foram 17,3 milhões de unidades comercializadas no mercado estadunidense.

 

Foto: Reprodução/Twitter

Dunlop entra no segmento de ônibus urbanos

As lojas e distribuidores da Dunlop já estão vendendo o SP176, seu primeiro pneu especialmente desenvolvido para ônibus urbanos lançado no mercado brasileiro. Com tecnologia japonesa – a empresa, que tem fábrica em Curitiba, PR, faz parte do Grupo Sumitomo –, é recomendado para modelos articulados, biarticulados e tradicionais que rodam nas cidades.

 

Como diferenciais a fabricante indica a lateral reforçada com maior espessura de borracha, a banda de rodagem com três sulcos centrais e um novo composto que minimiza a transferência de umidade para a carcaça de aço e que, por isto, oferece mais resistência.

 

O modelo está disponível nas medidas 295/80R22.5 152/148J e 275/80R22.5 149/146J.

Acordo encerra greve na M-Benz de SBC

São Paulo – A Mercedes-Benz e o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC entraram em acordo e os trabalhadores do turno da manhã, em assembléia, encerraram a greve na unidade de São Bernardo do Campo, SP, na quinta-feira, 24. A greve durou nove dias e já estava na agenda da Justiça do Trabalho, de acordo com comunicados divulgados pela companhia e pelo sindicato.

 

A proposta da empresa aprovada pelos trabalhadores garante a reposição salarial pelo INPC integral, aumento real de 3% — 1,5% este ano e 1,5% no ano que vem –, abono de R$ 2,5 mil previsto para este ano e para o próximo e pagamento da PLR em duas parcelas, em junho e em dezembro.

 

O acordo, com validade de dois anos, ainda prevê a renovação das cláusulas sociais e uma correção no valor da PLR em 2019 – reposição pelo INPC integral mais reajuste de 1,5%. A Mercedes-Benz abrirá um PDV para funcionários mensalistas e não reduzirá a jornada de trabalho e o salário, conforme pretendia fazer durante as negociações.

 

Aroaldo Oliveira, secretário geral do sindicato, disse que “a paralisação mostrou à direção da empresa o quanto estávamos unidos. Com certeza foi o que nos permitiu avançar na proposta e garantir um acordo que contemplasse nossas reivindicações”. Em seu comunicado, a Mercedes-Benz reforçou a importância desse acordo para a retomada da produção na unidade.

 

Com a aprovação da proposta foi cancelada a audiência no TRT, Tribunal Regional do Trabalho, de São Paulo, agendada para sexta-feira, 25. Após a assembleia que aprovou o acordo, os funcionários do primeiro turno retornaram ao trabalho.

 

A unidade da Mercedes-Benz em São Bernardo tem 8 mil trabalhadores.

 

Foto: Divulgação.