China corta 10 pontos porcentuais da tarifa sobre importação de automóveis

A China reduzirá a tarifa de importação vigente sobre automóveis, de 25% para 15%, a partir de 1º de julho. A medida é uma concessão às reclamações comerciais dos Estados Unidos, mas as maiores beneficiadas serão as montadoras alemãs e os próprios consumidores chineses.

 

As tarifas de importação de autopeças também serão reduzidas para 6% — atualmente varia de 8% a 25%, segundo informações divulgadas pela Comissão de Tarifas Aduaneiras do Conselho de Estado. O Ministério de Finanças da China classificou a ação como uma “medida importante para abrir ainda mais” sua economia.

BYD vende duzentos caminhões elétricos para Corpus

A BYD fechou a venda de duzentos caminhões elétricos dedicados à operação de coleta de lixo para a Corpus, empresa de saneamento que atua em Indaiatuba, SP, na segunda-feira, 21. Os veículos serão produzidos na China, onde está a matriz da fabricante, ainda que mantenha fábrica no País, em Campinas próximo à cidade de operação da Corpus.

 

Segundo Adalberto Maluf, seu diretor de marketing, o fornecimento se dará via China porque a instalação de uma linha de caminhões aqui depende da aprovação do Rota 2030, a nova política para o setor automotivo nacional, que está em curso: “É ainda muito incerto construir uma linha aqui. Mas, dependendo do cenário, os próximos modelos poderão serão produzidos aqui”.

 

O custo de cada unidade negociada com a Corpus será de R$ 1,5 milhão, e as primeiras 21 unidades chegarão ao Brasil em setembro. As entregas, segundo a companhia, serão feitas até 2023. Há um ano e meio já circulava por Campinas um caminhão de lixo da BYD.

 

A fábrica da BYD instalada em Campinas foi inaugurada em 2017 para produzir ônibus elétricos, baterias e paineis solares e demandou investimento de R$ 400 milhões. Sua capacidade é de produzir 900 chassis/ano, e a expectativa da companhia é a de que o volume produzido em 2018 seja de 200 unidades.

 

Foto: Divulgação.

Protestos de caminhoneiros afetam produção de veículos

O protesto feito por caminhoneiros de todos o País contra a alta do preço do óleo diesel, iniciado na segunda-feira, 21, afetou a produção de fabricantes de veículos. Na terça-feira, 22, unidades enfrentaram problemas no abastecimento de peças, o que fez com que algumas paralisassem a produção e que outras calculassem quanto tempo ainda resta de produção com o que possuem em estoque.

 

A reportagem de AutoData apurou que a fábrica da Volkswagen de São Bernardo do Campo, SP, parou as linhas no segundo turno da terça-feira. A fábrica da Ford instalada na mesma região, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, tem peças disponíveis apenas para manter as linhas funcionando até a quarta-feira, 23. A empresa confirmou por meio comunicado que a produção das fábricas de Camaçari, BA, e Taubaté, SP, também sofreram impactos, sem especificar quais.

 

A fábrica da General Motors mantida em São Caetano do Sul, SP, passou o dia com as linhas paralisadas em função da interrupção do abastecimento de componentes. A empresa também disse que há problemas com a distribuição de veículos às concessionárias.

 

Em Curitiba, PR, o sindicato dos metalúrgicos local informou que a fábrica de caminhões da Volvo também teve o segundo turno interrompido por causa da falta de peças e que as horas extras programadas para o dia foram canceladas. Na fábrica da Renault, na vizinha São José dos Pinhais, as linhas seguiram em produção na terça-feira, mas há riscos caso os protestos continuem, de acordo com o sindicato.

 

A FCA, também por meio de comunicado, informou que a produção da unidade instalada em Betim, MG, já “sente os primeiros reflexos no fluxo logísitico”.

 

O protesto dos caminhoneiros chegou a afetar o fluxo nas estradas de 21 estados. A categoria quer a redução do preço do óleo diesel, que tem aumentado nas refinarias. A Petrobras já anunciou que a partir da quarta-feira, 23, o valor cairá 1,54% e o governo anunciou que vai zerar a Cide que incide sobre o diesel, o que deverá ajudar a reduzir os preços nas bombas. A escalada dos preços aconteceu em meio à disparada dos preços internacionais do petróleo.

 

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Greve mantida na M-Benz e empresa vai à Justiça

Os funcionários da Mercedes-Benz de São Bernardo do Campo, SP, seguem em greve pelo oitavo dia e, em assembleia realizada no turno da manhã na terça-feira, 22, o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC informou que não houve avanço nas negociações e que a companhia levará o caso para a Justiça do Trabalho, de acordo com comunicado divulgado.

 

Segundo o sindicato os trabalhadores seguem pedindo aumento salarial e mudanças no cálculo da PLR, assim como a manutenção de cláusulas sociais sociais previstas no acordo anterior — e a companhia não aceita. De acordo com Moisés Selerges, diretor executivo do sindicato, a posição da empresa representa um retrocesso com relação à negociação que sempre ocorreu com o sindicato.

 

A Mercedes-Benz informou que, antes de qualquer impasse nas negociações, foi surpreendida com o começo da greve na unidade de São Bernardo do Campo e, durante todo o período de paralisação, esteve à disposição para negociar e tentou um acordo com o sindicato.

 

No entanto, com a rejeição de sua última proposta e a impossibilidade de chegar a uma solução com os trabalhadores, a companhia decidiu submeter a discussão à Justiça do Trabalho.

 

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Bosch volta a crescer na América Latina

Puxada pela recuperação da produção brasileira de veículos a Bosch fechou o ano passado com alta de 7% na sua receita da América Latina, que somou R$ 6,1 bilhões. Segundo o presidente Besaliel Botelho o resultado positivo reverteu dois anos de queda no faturamento: “Voltamos a crescer na região”.

 

O Brasil, responsável por 80% dos negócios latino-americanos, registrou R$ 4,9 bilhões em vendas. A área de mobilidade, na qual se inserem os negócios automotivos, é a mais relevante dentro do Grupo Bosch, que também atua na área de bens de consumo, tecnologia industrial, energia e tecnologia predial. Como representa 65% das vendas na região, a retomada da indústria automotiva no Brasil foi fundamental para essa retomada no crescimento.

 

“Começamos 2018 muito bem: fechamos o primeiro quadrimestre com crescimento superior a 20%.”

 

Segundo o presidente da Bosch as fábricas passaram por muitos ajustes nos últimos anos. A força de trabalho foi reduzida em 1,6 mil pessoas – hoje, a empresa emprega 8,3 mil pessoas no País: “Aumentamos a produtividade, mudamos o portfólio e buscamos novos negócios em outros segmentos, como o agronegócio. Mas mesmo na recessão investimos R$ 100 milhões por ano”.

 

Em 2017 o investimento foi maior, R$ 127 milhões, divididos em três partes: modernização das linhas e estrutura, no desenvolvimento do portfólio e em indústria 4.0. Outros R$ 162 milhões foram aplicados em pesquisa e desenvolvimento — são 400 profissionais atuando na área, dos quais 360 focados em mobilidade.

 

Botelho afirmou que um dos poucos segmentos que apresentou queda no ano passado foi o de vendas externas, “que, por causa do câmbio, caíram para 28% do faturamento. Mas é um índice sadio e que em 2018 deverá crescer, pois temos competitividade nos Estados Unidos, Europa e Ásia”.

 

Desafio do diesel – Em um âmbito mais global o grande desafio da Bosch é preparar os motores a diesel para as novas normas de emissão na Europa, muito mais rígidas. Uma solução foi apresentada nas últimas semanas: um veículo movido a motor diesel com emissões equivalentes a um décimo dos propulsores atuais.

 

Botelho projetou que o motor diesel ainda terá seu espaço na indústria, mesmo com as soluções elétricas, híbridas e de células de hidrogênio. Segundo ele a discussão sairá do escapamento para toda a cadeia de produção de eletricidade – em alguns países com produção de energia a carvão, as emissões dos elétricos, em toda a cadeia, poderá superar a do motor diesel.

 

O Brasil, porém, deveria ter um papel à parte nessa discussão, de acordo com o presidente da Bosch. Embora Botelho admita que os híbridos e elétricos terão presença maior no País, ainda mais com os incentivos que deverão surgir junto com o Rota 2030, o etanol, na sua opinião, deveria ganhar um papel mais relevante aos olhos do governo.

 

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Sorocaba produziu meio milhão de Etios

Na sexta-feira, 4 de maio, a Toyota celebrou a produção do Etios número 500 mil em Sorocaba, SP. O compacto começou a sair das linhas de montagem em 2012 em suas versões hatch e sedã e no ano passado alcançou seu melhor desempenho desde o lançamento, com mais de 70 mil unidades comercializadas no mercado brasileiro, tornando-se o Toyota mais vendido no País.

 

Um Etios hatch XLS prata foi o escolhido para comemorar o marco, em cerimônia realizada com a presença dos funcionários, de Steve St Angelo, CEO da Toyota para América Latina e chairman da Toyota do Brasil, e Rafael Chang, presidente da Toyota do Brasil e Venezuela.

 

De janeiro a abril foram vendidos 24 mil Etios no mercado nacional, avanço de 5,2% sobre o mesmo período do ano passado. Além do Brasil o modelo é exportado para Argentina, Costa Rica, Honduras, Paraguai, Peru e Uruguai – cerca de 35% da produção é exportada.

 

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Produção de etanol crescerá este ano

A produção nacional de etanol deverá ser maior, ou pelo menos igual, à do ano passado, de acordo com Antônio de Pádua, diretor técnico da Unica, União da Indústria de Cana-de-Açuçar: “No ano passado foram produzidos 27,3 bilhões de litros de etanol e a expectativa para este ano é que a produção varie de 28 bilhões a 29 bilhões de litros, dependendo da oferta de cana”.

 

Segundo Pádua existe uma limitação, que é a produção de cana, mas este ano a maior parte da cana processada está sendo destinada à produção de etanol, mais lucrativo para as usinas do que a produção de açúcar.

 

“Algumas regiões estão sofrendo com a seca e, com isso, a colheita da cana realizada de agosto a setembro será prejudicada. Mesmo assim o setor indica que produzirá 5 milhões toneladas a menos de açúcar e, apenas com essa redução, será possível produzir 3 bilhões de litros a mais de etanol. A projeção da produção de cana para o ano ainda não foi fechada por causa da instabilidade climática e de algumas outras questões, mas no ano passado foi de 640 milhões de toneladas”.

 

Com a alta do dólar, que mexe com o preço do barril de petróleo e, consequentemente, com o preço da gasolina, que já segue tendência de alta, o etanol se tornará uma opção mais econômica e a demanda deverá aumentar — mas Pádua garante que a indústria está pronta para atender à demanda:

 

“Não sei se essa movimentação realmente acontecerá, teremos que acompanhar o dia a dia do mercado, mas acredito que a participação do etanol no mercado será maior do que ano passado. A indústria está pronta para atender uma demanda maior”.

 

Do total do etanol produzido no Brasil, 93% tem como destino o mercado carburante, ou seja, para ser usado em veículos. Os outros 7% são divididos em duas partes, com aproximadamente metade sendo exportada e a outra metade comercializada para outras finalidades no País, principalmente para as indústrias química e farmacêutica.

 

O faturamento do setor no ano passado foi de R$ 85 bilhões e, segundo o diretor da Unica, para este ano ainda não é razoável fazer projeções pois a produção de cana ainda não está definida.

 

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Superávit da balança ultrapassa US$ 5 bilhões em maio

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 5 bilhões 59 milhões até a terceira semana de maio, de acordo com comunicado divulgado pelo MDIC na segunda-feira, 21. No mês as exportações somaram US$ 14 bilhões 193 milhões e as importações US$ 9 bilhões 133 milhões.

 

Compararadas as médias de vendas para outros países até a terceira semana de maio com o mesmo período do ano passado, houve alta de 21,4%. As importações cresceram 27,4% na mesma base de comparação.

 

No ano a balanço comercial registrou saldo acumulado positivo de US$ 25 bilhões 381 milhões, com exportações de US$ 88 bilhões 725 milhões e importações de US$ 63 bilhões 344 milhões.

 

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Produção de aço cresce 4,1% até abril

A produção de aço bruto nacional chegou a 11,6 milhões de toneladas de janeiro até abril, o que implicou alta de 4,1% com relação ao mesmo período do ano passado, segundo comunicado divulgado pelo Instituto Aço Brasil na terça-feira, 22.

 

Os laminados tiveram produção de 7,8 milhões de toneladas, crescimento de 7,1% na mesma base de comparação. A produção de semiacabados chegou a 3,1 milhões de toneladas, volume estável com relação a igual período do ano passado,

 

As vendas internas foram de 5,9 milhões de toneladas no quadrimestre, elevação de 14,7% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Jaguar Land Rover anuncia novo gerente de marketing

A Jaguar Land Rover anunciou Paulo Manzano como seu novo gerente de marketing e produtos no Brasil, de acordo com comunicado divulgado pela companhia na terça-feira, 22. Ele tem quase 25 anos de experiência no setor automotivo nacional, é formado em engenharia pela FEI e pós-graduado em marketing pela ESPM.

 

Antes de assumir o cargo na Jaguar Land Rover, Paulo Manzano trabalhava no Grupo PSA.

 

A mudança, contou o comunicado, faz parte da nova estrutura da empresa para gerar maior autonomia e agilidade nos departamentos.