Justiça mantém contrato de Caoa com Hyundai

A Caoa conseguiu na justiça, na sexta-feira, 11, a manutenção do contrato que permite a distribuição de veículos Hyundai no Brasil. O juiz da 2a Vara Empresarial de São Paulo expediu decisão favorável à empresa no processo em que a Caoa questionava posicionamento da Hyundai Motor Company de articulação de distrato do contrato que as empresas celebram desde 2008. Com a decisão a Caoa segue como distribuidora HMC por mais dez anos. Cabe recurso no Tribunal de Justiça de São Paulo.

 

O processo requerido pela empresa de Carlos Alberto de Oliveira Andrade tramita na justiça paulista desde 24 de abril. A decisão foi motivada após a Hyundai comunicar a Caoa, por meio de uma série de cartas, suspostas penalidades cometidas pela empresa que poderiam causar o destrato ao fim do primeiro decênio do contrato, vencido em 30 de abril. No dia 12 do mesmo mês, a HMC enviou à Caoa notificação de “não renovação e solicitação de negociação de uma nova relação contratual para veículos HMC”.

 

Consta no processo, que não tramitou em segredo de justiça e foi obtido por AutoData, que a Hyundai comunicou a não prorrogação automática do contrato por mais dez anos. Essa possibilidade é celebrada no documento desde que a empresa não descumprisse alguns itens. A Hyundai alegou em carta anexada no processo que a Caoa estaria vendendo veículos novos da Chery [com quem mantém sociedade desde janeiro] em suas concessionárias. Também argumenta sobre a divulgação de dados, considerados confidenciais pelos sul-coreanos, em entrevista veiculada na revista AutoData de abril.

 

Ouvida pela reportagem, a defesa da Caoa afirmou que as alegações da Hyundai no caso eram “inconsistentes” e que a correspondência enviada avisando a empresa do destrato “não trazia nenhuma justificativa que validasse o fim do acordo”. Sergio Bermudes, advogado da Caoa, disse: “Há no contrato cláusulas que estabelecem o destrato automático caso haja descumprimento. Não foi o caso, a empresa seguiu à risca os termos contratuais. Afora isso, a alegação de venda de veículos Chery é infundada”.

 

Diz a petição enviada à Justiça, em abril: “A correspondência pretendeu mutilar uma relação contratual altamente propícia à Hyundai, que deve à Caoa a expansão dos seus negócios, a difusão da sua marca e os seus substanciosos proveitos, que alcançou cifras descomunais. Ao longo dos primeiros dez anos do prazo contratual, a Hyundai, então desconhecida, passou a ocupar lugar proeminente no mercado brasileiro”.

 

No processo constam imagens que foram anexadas pela Hyundai às cartas enviadas à Caoa. Nas fotos, veículos novos da marca chinesa estavam expostos em lojas de seminovos da Caoa mantidas em São Paulo, nos bairros da Vila Guilherme, Tatuapé, Belém, e na Grande São Paulo, em Guarulhos.

 

O despacho deferido pelo juiz Eduardo Palma Pelegrinelli na sexta-feira, 11, seguiu na mesma linha da defesa da Caoa: “Em um exame preliminar e de probabilidade, concedo a tutela de urgência, para determinar a prorrogação do contrato de distribuição celebrado entre as partes”.

 

Procurada pela reportagem, a Hyundai informou que a subsidiária brasileira não tem autorização para comentar processos que estão em andamento.

 

A Caoa tem licença para importar veículos da HMC no Brasil desde 2008. Atualmente vende os modelos i30, Sonata, Elantra, Azera e Santa Fe. A empresa também mantém contrato de produção na fábrica instalada em Anápolis, GO, dos modelos Tucson, ix35 e do caminhão HD 80. A Hyundai, por sua vez, produz no Brasil, em fábrica em Piracicaba, SP, os modelos HB20 e o SUV Creta. A rede Caoa tem 59 lojas com a bandeira Hyundai.

 

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Vendas no México caem 9% no ano

As vendas de automóveis no México seguem em queda no acumulado do ano, com 446 mil 494 unidades emplacadas, retração de 9,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os dados divulgados pela Amia, entidade que representa as montadoras do país. Em abril foram comercializadas 109 mil 265 unidades, alta de 4,6% com relação ao mesmo período do ano passado.

 

Já a produção se manteve estável, com 1 milhão 254 mil 197 automóveis produzidos, leve alta de 0,2% na comparação com o primeiro quadrimestre do ano passado. Considerando apenas o mês de abril, quando saíram das linhas de produção 290 mil 981 unidades, houve leve expansão de 0,3% com relação ao mesmo mês de 2017.

 

A Amia também divulgou no balanço a projeção de crescimento do PIB do México: 2,2% para esse ano e 2,3% para 2019, de acordo com analistas econômicos do país.

 

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Basf é Fornecedor do Ano da GM América do Norte

A General Motors América do Norte reconheceu a Basf como Fornecedor do Ano 2017 em cerimônia realizada em 26 de abril em Orlando, na Flórida, Estados Unidos. O evento, que está em sua 26ª edição, premia os fornecedores que se destacaram por atender aos padrões de desempenho de qualidade, execução, inovação e custo total da divisão norte-americana da montadora.

 

Foi a décima-terceira vez desde 2002 que a Basf foi reconhecida pela GM. A divisão de tintas da empresa fornece à divisão norte-americana o Processo de Pintura Integrada, que, segundo a Basf, traz economia de tempo e recursos para a produção de veículos da companhia.

 

Teressa Szelest, presidente da divisão de desenvolvimento de mercados e negócios da BASF América do Norte, destacou o relacionamento duradouro de confiança das duas empresas.  “Juntos, colaboramos para impulsionar a inovação, atendimento ao cliente, segurança e sustentabilidade, além de abrirmos novos caminhos para o futuro da mobilidade”.

Volvo Trucks apresenta segundo caminhão elétrico

A Volvo Trucks apresentou seu segundo caminhão com motorização elétrica, o FE Eletric, com autonomia de até 200 quilômetros, de acordo com as informações reveladas pelo site Flash de Motor, na sexta-feira, 11.

 

O FE Eletric começará a ser vendido na Europa a partir de 2019 com foco na distribuição e na coleta de lixo urbana. Tem capacidade máxima de carga de 27 toneladas e as primeiras operações do modelo serão em Hamburgo, na Alemanha, no início do ano que vem.

 

Com a bateria zerada, o caminhão precisa de até 10 horas para recarregar 100%, dependendo do sistema de carregamento.

 

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Acordo com governo mantém General Motors na Coreia do Sul

A General Motors anunciou, na quinta-feira, 10, que manterá produção na Coreia do Sul nos próximos dez anos em função de acordo assinado com o governo. A empresa passou os últimos meses negociando com governo e sindicatos a manutenção de sua operação no país, que vinha registrando prejuízos nos últimos anos, segundo a GM.

 

Segundo o acordo a fabricante não poderá vender sua participação de 77% da GM Coreia nos próximos cinco anos nem deixar sua participação cair abaixo de 35% até 2028.

 

O acordo também implica um determinado volume de investimentos que será aportado no país nos próximos dez anos.

 

A empresa e o banco estatal KDB, equivalente ao BNDES no Brasil, deverão aportar US$ 7 bilhões 150 milhões, incluindo US$ 2 bilhões em gastos de capital da GM e uma troca de dívida de capital por US$ 2,8 bilhões para empréstimos existentes.

 

A GM também se comprometeu a comprar mais peças de fornecedores sul-coreanos para suas operações no exterior, aumentando as compras em cerca de US$ 1 bilhão 850 milhões por ano.

 

Em troca a Coreia do Sul fornecerá financiamento a fornecedores locais da GM e de outras montadoras sul-coreanas para o desenvolvimento de peças para carros elétricos e autônomos, além de outras peças automotivas importantes.

Ghosn quer carros elétricos mais baratos.

Para Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault Nissan Mitsubishi, superar a barreira dos 300 quilômetros de autonomia dos veículos elétricos — o que já fazem os últimos modelos anunciados pelas empresas fabricantes — é suficiente para o desenvolvimento destes automóveis. Segundo o Flash de Motor, parceiro da Agência AutoData na Venezuela, a próxima meta traçada pelo executivo é reduzir o preço dos modelos elétricos.

 

Ele afirmou em entrevista coletiva concedida em Hong Kong, China, que a maioria dos condutores não percorre mais de 50 quilômetros por dia. Segundo ele, particularmente no mercado chinês – o maior do mundo – “o preço agora é a questão chave. Os automóveis elétricos chineses que estão sendo vendidos são muito, muito mais acessíveis”.

 

Mais: Ghosn acrescentou que mesmo o preço do Leaf, da Nissan, não é adequado para os chineses. Por isso a Nissan apresentou há algumas semanas o Sylphi ZE, um sedã elétrico especialmente desenvolvido para aquele mercado.

Entrou no ar a Agência AutoData em inglês

Está no ar a AutoData Weekly Edition, edição semanal em inglês das principais notícias publicadas pela Agência AutoData. O destaque é o lançamento do VW Delivery Express, a entrada da MAN Latin America no segmento de veículos leves. Segundo Ricardo Alouche, vice-presidente de vendas, marketing e pós-vendas da empresa, a novidade atende a um desejo de longo tempo da companhia: o de participar deste segmento de até 3,5 toneladas de PBT.

 

A edição traz, ainda, versões em inglês da reportagem sobre a Hella, o balanço de vendas de abril com os dados da Fenabrave e da Abeifa — dentre outras reportagens. Para acessar clique aqui.

Ford: utilitários serão 90% da oferta na América do Norte

Os principais executivos da Ford se reuniram na quinta-feira, 10, na sede da companhia em Dearborn, nos Estados Unidos, para tratar de assuntos financeiros com acionistas da companhia e também esclarecer a estrategia de descontinuar a produção de todos os sedãs norte-americanos.

 

O CEO Jim Hackett, e o presidente executivo Bill Ford, reforçaram, segundo a agência de notícias Reuters, que a empresa deixa de fabricar os modelos Fiesta, Fusion, Taurus e uma variante do Focus no mercado estadunidense, nos próximos anos, para que a fabricante se concentre naquilo que avaliam ser o desejo de seu cliente:

 

Disse Hackett: “Isso não significa que pretendemos perder esses clientes. Queremos dar a eles o que eles estão nos dizendo que realmente querem. Estamos simplesmente reinventando o carro americano”. A empresa anunciou recentemente que se concentrará sua produção em modelos SUV, crossovers e picapes, que possuem maior margem de lucro.

 

Os executivos contaram que os modelos comerciais leves representarão cerca de 90% de seu mix de vendas na América do Norte até 2020. Somente o carro esportivo Mustang e o próximo Focus Active Wagon permanecerão na carteira de automóveis.

 

A empresa, entretanto, revelou que continuará a adicionar modelos que possam competir em diversas categorias: “Não queremos que ninguém pense que estamos deixando nada. Estamos apenas mudando para uma versão moderna. Estamos entusiasmados com a nova geração de veículos que virá”.

 

Está nos planos da empresa, segundo os executivos, cortar custos e tornar a operação mais enxuta. A expectativa é a de que nos próximos anos sejam cortados US$ 25 bilhões em custos até 2022.

 

A reunião com acionistas ocorrida na quinta-feira foi a primeira desde que Hackett assumiu a presidência da companhia, em maio passado. Bill Ford elogiou o executivo pelo seu primeiro ano no cargo: “Acredito que Jim é a pessoa certa para nos liderar durante esse período de transformação na indústria automobilística”.

 

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Ford paralisa produção da F-150 por causa de incêndio em fornecedor

A Ford paralisou a produção da picape F-150 nos Estados Unidos em sua planta de Dearborn, Michigan, depois que um incêndio atingiu as instalações de um dos seus fornecedores, de acordo com as informações divulgadas pelo site Flash de Motor, de Caracas, Venezuela.

O incêncio provocou, também, a paralisação da unidade Ford de Kansas City, Missouri, a outra planta que fabrica a F-150, o modelo mais vendido no país.

O incêndio ocorreu nas instalações da Meridian Magnesium de Eaton Rapids, Michigan, em 2 de maio.