Ghosn quer carros elétricos mais baratos.

Para Carlos Ghosn, presidente da Aliança Renault Nissan Mitsubishi, superar a barreira dos 300 quilômetros de autonomia dos veículos elétricos — o que já fazem os últimos modelos anunciados pelas empresas fabricantes — é suficiente para o desenvolvimento destes automóveis. Segundo o Flash de Motor, parceiro da Agência AutoData na Venezuela, a próxima meta traçada pelo executivo é reduzir o preço dos modelos elétricos.

 

Ele afirmou em entrevista coletiva concedida em Hong Kong, China, que a maioria dos condutores não percorre mais de 50 quilômetros por dia. Segundo ele, particularmente no mercado chinês – o maior do mundo – “o preço agora é a questão chave. Os automóveis elétricos chineses que estão sendo vendidos são muito, muito mais acessíveis”.

 

Mais: Ghosn acrescentou que mesmo o preço do Leaf, da Nissan, não é adequado para os chineses. Por isso a Nissan apresentou há algumas semanas o Sylphi ZE, um sedã elétrico especialmente desenvolvido para aquele mercado.

Vendas do Nissan Kicks crescem 75% no jan-abr

O Nissan Kicks foi o modelo que mais cresceu em vendas no primeiro quadrimestre, considerando os cinco modelos mais vendidos de cada segmento. Foram comercializadas 16 mil 20 unidades, alta de 75,3% na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com os números do Renavam divulgados pela Fenabrave.

 

O modelo ganhou espaço no segmento de utilitários esportivos, no qual alcançou a terceira colocação do ranking. À sua frente ficaram o Jeep Compass, 17 mil 584 unidades vendidas, e Honda HR-V, com 16 mil 354.

 

No segmento de maior volume do mercado brasileiro, o dos hatches, o Ford Ka foi o modelo que mais cresceu em vendas, com 32 mil 790 unidades comercializadas no período, alta de 19,8% com relação ao mesmo período do ano passado. Na liderança do segmento ficou o Chevrolet Onix, que vendeu 58 mil 390 unidades até abril, alta de 9,5% na mesma base de comparação.

 

Nos hatches médios o Chevrolet Cruze foi o que mais aumentou suas vendas, alta de 9,7% e 2 mil 56 emplacamentos. Também foi líder em vendas no segmento no período, à frente de Volkswagen Golf e Ford Focus.

 

No disputado segmento dos sedãs pequenos o automóvel que mais cresceu em vendas no ano foi o Ford Ka Sedan, com 10 mil 745 unidades vendidas, alta de 44,2% com relação ao mesmo período do ano passado. Mesmo com o grande crescimento o modelo ainda ficou atrás do Chevrolet Prisma, que foi o mais vendido do mercado, com 23 mil 17 licenciamentos e crescimento de 29,6%.

 

O Volkswagen Virtus, lançado em janeiro, está mexendo com o segmento de sedãs compactos: foram emplacadas 8 mil 462 unidades. Ao mesmo tempo as vendas de seus dois principais concorrentes, Chevrolet Cobalt e Honda City, caíram: no caso do Cobalt as vendas recuaram 29,9% e no do City 11,2%.

 

O Cruze Sedan, situado no segmento de sedãs médios, foi o que mais aumentou suas vendas, 25,3% e 6 mil 680 unidades comercializadas. Mesmo com grande crescimento o modelo ficou distante do líder, o Toyota Corolla, que vendeu 19 mil 413 unidades, crescimento de 8,4% na mesma base de comparação.

 

Foto: Divulgação

Delphi chega a US$ 1,3 bilhão de receita, alta de 5% em jan-mar

A Delphi Technologies divulgou seu balanço financeiro do primeiro trimestre na quarta-feira, 9, com receita de US$ 1,3 bilhão, alta de 5% na comparação com o mesmo período do ano passado, impulsionada pelo bom desempenho na Ásia.

 

O lucro líquido foi de US$ 98 milhões, queda de 4,9% com relação ao mesmo período do ano passado. O lucro operacional ajustado foi de US$ 159 milhões, com margem de 12,3%.  

 

Liam Butterworth, presidente e diretor executivo da Delphi, disse que o começo de ano foi forte e que a expectativa é a de que continue assim, com as tecnologias desenvolvidas pela empresa sustentando o crescimento.

 

As vendas de sistemas de powertrain cresceram 13%, chegando a US$ 1 bilhão 150 milhões, e os negócios no mercado de reposição caíram 2%, para US$ 217 milhões.

 

Projeções revisadas – Após o resultado do primeiro trimestre a companhia revisou para cima suas projeções para o ano e espera que a receita fique em US$ 5 bilhões a US$ 5,2 bilhões, aumento de US$ 100 milhões com relação a projeção inicial.

 

A margem do lucro operacional esperada é de 12,3% a 12,5%, 10 pontos porcentuais acima da projeção anterior.

Receita líquida da Fras-le cresce 39% no jan-mar

A Fras-le registrou crescimento de 39% em sua receita líquida no primeiro trimestre, somando R$ 246,6 milhões, informou a empresa em balanço financeiro divulgado na noite de quarta-feira, 9. O lucro evoluiu 61,2% no período, para R$ 62,8 milhões, puxado pelas recentes aquisições ou constituições de novas empresas, como a Jurid, em Sorocaba, SP, ASK Fras-le, na Índia, Armetal e Farloc, na Argentina, e Fanacif, no Uruguai.

 

A aquisição da Jurid, em especial, gerou ganho de R$ 52,5 milhões no resultado operacional. Com isso o EBITDA, lucro antes dos impostos, chegou a R$ 80,7 milhões, observou a Fras-le no comunicado.

 

Sérgio Carvalho, diretor presidente da empresa, disse que a Fras-le segue atenta a oportunidades de aquisições de empresas no mundo. Atualmente, segundo ele, as operações externas representam 53% dos negócios da companhia.

 

“Tem sido recorrente na estratégia da companhia a busca por expansão, fortalecimento de posição de mercado, robustez na rentabilidade e internacionalização, por meio de ações que se mostraram eficientes.”

 

As recentes aquisições mexeram na composição do portfólio Fras-le. O grupo de materiais de fricção segue com a maior fatia, compondo 80,7% da receita liquida, mas dentro dele ganhou espaço o segmento de pastilhas de frio, com 7,7 milhões de peças comercializadas – e segundo produto mais vendido pela Fras-le no trimestre, atrás apenas de lonas de freios para veículos comerciais.

 

As exportações a partir do Brasil somaram US$ 18,8 milhões no primeiro trimestre, evolução de 28,8% sobre o mesmo período de 2017, com grande aumento nas compras de clientes dos Estados Unidos e México. Segundo a empresa a carteira de pedidos da Argentina fechou março em alta, o que indica demanda forte nos próximos meses. A companhia também tem conseguido conquistar novos negócios no Oriente Médio, fato importante para o horizonte de crescimento no médio prazo.

 

Já o faturamento em moeda estrangeira chegou a US$ 40,2 milhões, reflexo dos fatores que influenciaram as exportações e a soma do desempenho das controladas adquiridas fora do Brasil — Armetal, Farloc, Fanacif e ASK Fras-le.

 

Foto: Divulgação.

MWM usinou 100 mil blocos em quase onze anos

A MWM Motores alcançou o marco histórico de 100 mil blocos usinados na fábrica de Santo Amaro, em São Paulo. Inaugurada em 2007 a linha atende à demanda por motores Big Bore de 11 e 13 litros produzidos na unidade da Navistar em Huntsville, Alabama. Segundo informações contidas em comunicado todo o ciclo de operação de usinagem leva em torno de 8 horas – por dia, são usinados sessenta blocos.

 

A linha tem 28 estações de trabalho, dezenove máquinas de usinagem e produz uma média de 10 mil blocos por ano, sempre para exportação.

 

Cristian Malevic, diretor da unidade de negócios de motores da MWM, celebrou o marco histórico: “É um grande orgulho para todos da MWM. Nestes dez anos aprimoramos os processos com os fornecedores e os internos, evoluímos em produtividade, sempre em busca da qualidade nos nossos produtos, e isso se reflete na longa parceria de fornecimento para a  Navistar Estados Unidos”.

 

Em 2018 a MWM comemora, também, 65 anos de história no Brasil e mais de 4,3 milhões de motores produzidos.

 

Crédito: Divulgação.

Porquê Hakan Samuelsson tornou-se o executivo do ano

Hakan Samuelsson, CEO global da Volvo Cars, foi eleito o executivo do ano pela premiação World Car Awards na categoria World Car Person of the Year 2018, uma das premiações mais importantes da indústria automotiva mundial. Para receber esse reconhecimento ele tomou uma série de decisões importantes que fizeram a Volvo crescer no mercado e a avançar em diversas áreas de pesquisa e desenvolvimento.

 

À frente da empresa desde 2012, Samuelsson promoveu ações consideradas visionárias pela indústria no modelo de gestão da Volvo Cars. Uma das mais importantes foi o aumento de vendas e o lucro da companhia, que em 2017 registrou aumento de 27,7% no lucro operacional e vendas de 571 mil 577 unidades. Os dois resultados marcaram o quarto recorde anual consecutivo da empresa.

 

Para atingir esses números a Volvo adotou nos últimos três anos duas novas plataformas modulares que sustentam a produção de sete modelos novos, incluindo as novas gerações do XC90 e do XC60 — este, eleito o Melhor Carro do Mundo, enquanto o XC40, novo SUV de entrada e volume da empresa, foi o Carro do Ano Europeu de 2018 pela mesma premiação que elegeu Samuelsson o melhor executivo.

 

Além de renovar a gama de modelos Volvo e inserir novas plataformas de produção nas fábricas, Samuelsson também criou planos ousados para a companhia, como a meta de eletrificar totalmente sua gama de automóveis até 2019, com uma versão híbrida ou elétrica para cada modelo do portfólio. O objetivo é vender 1 milhão de carros eletrificados até 2025.

 

Outro plano importante criado por Samuelsson foi o Visão 2020, que visa zerar acidentes fatais ou com ferimentos graves em veículo da Volvo até 2020. Para atingir essa meta a companhia trabalha no desenvolvimento e aprimoramento de tecnologias de direção autônoma e, para isso, criou o projeto Drive Me, programa de pesquisa colaborativo que une setores público, privado e acadêmico.

 

Mudanças no modelo de negócios também aconteceram na gestão de Samuelsson, como o serviço de assinatura Care by Volvo, adotado na Europa e nos Estados Unidos: os consumidores não precisam comprar um modelo da companhia, mas podem locar um automóvel pelo tempo que precisarem, dando o pontapé inicial no rompimento do modelo tradicional de propriedade de automóveis.

 

Foram essas mudanças internas na companhia e o crescimento de vendas e lucro que fizeram Hakan Samuelsson ser premiado como executivo do ano da indústria automotiva. O anúncio do prêmio foi realizado durante o Salão do Automóvel de Genebra, na Suíça, em março.

 

Trajetória – Hakan Samuelsson começou sua carreira profissional na Scania, em 1977. Lá trabalhou por mais de vinte anos, ocupou cargos de liderança na organização técnica de pesados e se juntou ao conselho executivo, em 1996, sendo o responsável pelo desenvolvimento e produção.

 

Em 2000 assumiu a direção da MAN Nutzfahrzeuge, uma subsidiária da MAN AG. Tornou-se CEO da empresa em 2005, iniciando uma ampla reestruturação do grupo.

 

Foto: Divulgação.

Cade fecha acordo em processos de cartel de autopeças

Duas empresas fabricantes de autopeças assinaram termo de compromisso com o Cade, Conselho Administrativo de Defesa Econômica, em processos administrativos que apuram a prática de cartel no mercado de reposição de autopeças. As multas, aplicadas à TRW Automotive, do Grupo ZF, e à Leoni Wiring Systems France, somaram mais de R$ 2,8 milhões, segundo o Cade.

 

Comunicado divulgado na quarta-feira, 9, informa que as duas empresas admitiram participação no cartel e se comprometeram a cessar a prática e a colaborar com as investigações do órgão antitruste.

 

No caso da TRW a prática estava nos segmentos de válvulas para motor, guia de válvulas e assentos de válvula, tanto no Brasil quanto na Argentina. O Cade alegou que “há evidencias de que algumas empresas fixaram preços e condições comerciais, dividiram mercado entre concorrentes e trocaram informações comercial e concorrencialmente sensíveis, alinhando aumento de preços, combinando porcentuais e datas para reajustes”.

 

Além da TRW uma pessoa física assinou o TCC, termo de compromisso de cessação. O Cade aplicou multa de R$ 865,7 mil à TRW. Procurado pela reportagem o Grupo ZF afirmou que não se pronunciará a respeito.

 

A Leoni Wiring Systems France também assinou TCC com o Cade referente a processo que analisa cartel no mercado de chicotes elétricos  e componentes automotivos elétricos e eletrônicos, como unidades de controle eletrônico, caixas de junção, painéis automotivos, sistemas com cabo sensor ABS, cabos de alta tensão e componentes para veículos elétricos, híbridos, cabo antena e conectores. O órgão antitruste encontrou evidências de fixação de preço, combinação de informações e troca de pedidos de cotações de clientes.

 

A empresa pagará R$ 2 milhões de multa, sendo que R$ 68 mil ficarão a cargo da pessoa física que assinou o acordo.

 

Foto: Divulgação.

Rota 2030 reuniu Anfavea e MDIC

Representante da Anfavea e o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços se reuniram em Brasília, DF, na quarta-feira, 9, para tratar dos desdobramentos do programa Rota 2030, a nova política para o setor automotivo. Antônio Megale, presidente da entidade que agrupa as fabricantes instaladas no País, esteve presente e disse que a reunião refletiu a preocupação do governo em atualizar a indústria sobre o andamento da aprovação do programa:

 

“Está tudo encaminhado. Hoje fomos informados a respeito da evolução do assunto desde a última reunião intragoverno”.

 

Na semana passada integrantes da Casa Civil da Presidência da República e dos ministérios da Fazenda e da Indústria se reuniram com o presidente da República, no Palácio do Planalto, para tratar do Rota 2030.

Toyota vende menos e lucra mais

Embora tenha vendido menos carros no ano fiscal de 2017 do que em seu equivalente de 2016, a Toyota registrou lucro maior no período encerrado em 31 de março, de acordo com seu balanço financeiro divulgado na quarta-feira, 9. O ganho alcançou US$ 23 bilhões, 36% superior aos US$ 17,2 bilhões do ano fiscal anterior.

 

No ano fiscal de 2017 foram vendidos 8 milhões 971 mil veículos, cerca de 6 mil unidades a menos na comparação com o período anterior. Os resultados foram inferiores nos principais mercados da Toyota: Japão, América do Norte e Ásia, enquanto Europa e outras regiões, como a América Latina, registraram crescimento.

 

As projeções divulgadas pela companhia indicam que o fenômeno se repetirá no próximo ano fiscal, que fechará em 31 de março de 2019: a Toyota acredita que as vendas de veículos cairão para 8 milhões 950 mil veículos, com queda em todas as regiões com exceção da Ásia, que deverá recuperar um pouco das perdas de 2017.

 

No entanto, ao contrário do que ocorreu em 2017, no próximo ano fiscal a Toyota espera por queda no lucro líquido, muito motivado pela valorização do iene frente ao dólar.

 

Foto: Divulgação.

Audi projeta vender 800 mil carros elétricos até 2025

A Audi pretende vender aproximadamente 800 mil carros elétricos e híbridos plug-in até 2025. O planejamento foi divulgado pela empresa depois da assembleia geral anual de acionistas, realizada na quarta-feira, 9, em Ingolstadt, Alemanha. A meta é parte integrante do programa Audi.Vorsprung.2025 e envolve, também, a criação de uma opção sustentável de veículo para cada linha de produtos da companhia.

 

O programa deve fazer com que a empresa explore novas fontes de receita, melhore as estruturas de custos e acelere a transformação corporativa com relação a novos modelos de negócios. Até 2025 aproximadamente 40 bilhões de euro deverão fluir, segundo a Audi, para áreas estratégicas, como e-mobilidade, direção autônoma e digitalização. Isso também se aplica à digitalização da produção.

 

Estão programados lançamentos de produtos que incluem mais de vinte modelos eletrificados. Em 2019 o e-tron Sportback será o segundo carro totalmente elétrico a ser lançado pela marca, seguido pelo e-tron GT da Audi Sport em 2020.