Recuperação de caminhões tempera resultado da Tupy

A recuperação da indústria brasileira de caminhões e ônibus — que cresceu 55% e 67%, respectivamente, no primeiro trimestre na comparação com o mesmo período de 2017 — ajudou a Tupy, tradicional fabricante de blocos e cabeçotes para motores diesel e outras peças automotivas, com sede em Joinville, SC, a superar pela primeira vez o valor de R$ 1 bilhão em receita em um único trimestre.

 

De janeiro a março seu faturamento cresceu 23,9% sobre igual período do ano passado, somando R$ 1 bilhão 59 milhões. Segundo a empresa os fatores que contribuíram para esse resultado foram o aumento no volume de vendas, o repasse de custos, a melhoria do mix de produtos e a depreciação cambial.

 

A fatia dessa receita que vem do mercado interno de veículos comerciais apresentou alta de 73,5%, de acordo com o presidente da Tupy, Fernando de Rizzo, puxada pelo próprio crescimento da indústria local: “As vendas para a indústria de caminhões e ônibus representaram 8,5% da nossa receita [no primeiro trimestre]”.

 

O executivo acredita que o mercado brasileiro passa por uma mudança de perfil, migrando para os pesados e extrapesados: “Esse fator fortalece a nossa carteira”.

 

Embora ainda seja relevante no faturamento a diversificação das operações que a Tupy promoveu nos últimos anos pulverizou as fontes de receitas. Além de veículos comerciais e automóveis de passageiros – setor no qual a Tupy cresceu muito especialmente no mercado externo, chegando a fornecer inclusive blocos para motores V8 –, a empresa trabalha em praticamente todos os setores em que há aplicação de motores diesel.

 

Rizzo colocou em destaque as demandas de máquinas agrícolas e de construção: “No primeiro trimestre fomos surpreendidos pelo aumento da demanda do setor de construção dos Estados Unidos. Fornecemos muitas peças para fabricantes de máquinas agrícolas, de mineração e para exploração em campos de petróleo e de gás no País”.

 

Segundo o presidente 64% do faturamento da Tupy vêm da América do Norte. A América do Sul representa 18% das vendas.

 

Mas é da indústria brasileira de caminhões que vem – e deverá continuar vindo – o crescimento mais forte da Tupy nos próximos trimestres. E Rizzo garantiu: está pronto para atender à demanda — tanto que a companhia fez mais de quinhentas contratações este ano.

 

Foto: Divulgação.

Vendas VW na América do Sul crescem 8%

Em balanço divulgado na quarta-feira, 9, a Volkswagen anunciou o crescimento de suas vendas na América do Sul, sobretudo no Brasil, o seu principal mercado regional. Foram 142,9 mil veículos vendidos na região, no primeiro quadrimestre. O resultado representa alta de 8,6% na comparação com igual período em 2017. No Brasil, no período, foram 90,4 mil veículos vendidos, crescimento de 14,9%.

 

O desempenho no Brasil foi o segundo melhor registrado pela companhia no período: superou o crescimento visto em mercados maiores, como Alemanha e China, onde apresentou alta de 9,4% e 8,8%, respectivamente. Só ficou abaixo do crescimento de mercado na Rússia — 20%.

 

As vendas globais feitas pela empresa, no quadrimestre, chegaram a 2 milhões 44 mil 900 unidades, um salto de 7,1% na comparação com igual período no ano passado.

 

Os números de abril da empresa, na América do Sul, mostraram a venda de 42,1 mil veículos. Representaram o aumento de 32,2% na região em comparação com o mês do ano anterior. No Brasil foram entregues 28,8 mil veículos, representando aumento de 43,3%. A empresa creditou o crescimento na região, no comunicado, à “considerável popularidade dos modelos Polo e Virtus”.

 

Foto: Divulgação.

Mercedes-Benz mantém liderança em ônibus

A Mercedes-Benz fechou o primeiro quadrimestre do ano com 62% de participação no segmento de ônibus acima de 8 toneladas de PBT, mantendo a liderança do segmento com quatro vezes o porcentual do segundo colocado.

 

A companhia vendeu 2 mil 217 chassis, avanço de 95% sobre o período janeiro-abril de 2017. A liderança está nos dois segmentos, urbanos e rodoviários, segundo Walter Barbosa, seu diretor de vendas e marketing de ônibus:

 

“Estamos notando um aumento de vendas nos rodoviários e no fretamento neste início de ano. As renovações de frota das empresas de transporte de passageiros continuam puxando as vendas, tanto no urbano como no rodoviário”.

Palio, Gol e Fiesta foram os mais buscados na internet

Os modelos Fiat Palio, Volkswagen Gol e Ford Fiesta foram os três veículos mais buscados, no primeiro trimestre, na plataforma AutoAvaliar na categoria seminovos. Essa plataforma é usada por 2,5 mil concessionárias e 20 mil revendedores no País.

 

No sistema criado pela empresa as concessionárias anunciam seus veículos para repasse e os lojistas arrematam os modelos que interessam em sistema de pregão online. Até março as concessionárias repassaram cerca de 78 mil veículos usados aos revendedores multimarcas no País, informou a AutoAvaliar.

 

Seu levantamento mostrou, também, que o custo médio com as transações de seminovos e usados cresceu: no trimestre a média foi de R$ 28 mil por veículo, ante R$ 25 mil em igual período em 2017.

 

Completam a lista dos dez modelos mais vendidos no trimestre VW Fox, Renault Sandero, Fiat Uno, Chevrolet Celta, Ford Ecosport, Citroën C3 e Hyundai HB20.

 

Foto: Divulgação.

Marcopolo entrega ônibus para Ipojucatur

A Marcopolo entregou catorze ônibus dos modelos Paradiso e Viaggio para a Ipojucatur, operadora de transporte rodoviário de passageiros da região metropolitana de São Paulo. O lote faz parte do processo de renovação da frota da empresa e os ônibus serão usados em serviços de fretamento contínuo.

 

São treze unidades Paradiso 1050, com chassi Mercedes-Benz O500R, e uma unidade Viaggio 1050, com chassi Mercedes-Benz OF1724L, todos equipados com poltronas do tipo executivo soft, vidros colados, ar-condicionado, tomadas com USB, monitores, DVD e internet wi-fi.

 

Rodrigo Pikussa, diretor do negócio ônibus da Marcopolo, disse que os veículos oferecem o que há de mais moderno e sofisticado: “E estamos muito satisfeitos porque a Ipojucatur, que sempre foi um cliente tradicional no segmento de micro-ônibus, amplia sua frota com modelos maiores, o que demonstra a sua satisfação com os nossos produtos”.

 

Foto: Divulgação.

Argentina tem quadrimestre positivo nas vendas

As vendas de veículos na Argentina seguem em ritmo de crescimento comparado com o desempenho do ano passado. Até abril foram emplacadas no país vizinho, e principal parceiro comercial do Brasil no setor automotivo, 290 mil 495 unidades, um volume que supera em 13,8% o vendido nos quatro primeiros meses do ano passado.

 

Segundo balanço divulgado pela Adefa, a associação dos fabricantes instalados na Argentina, divulgado na sexta-feira, 4, os concessionários venderam em abril menos do que em março, apesar do desempenho positivo no acumulado do ano: 72 mil 748 unidades, 8,6% abaixo do mês anterior. No entanto, na comparação com o volume vendido em abril de 2017, o desempenho foi melhor: alta de 6,8%.

 

Do total vendido de janeiro a abril, os automóveis foram 230 mil 708 unidades, o que significou aumento de 19,9% na comparação com igual período do ano passado. Cenário de queda nas vendas dos utilitários: o mercado argentino consumiu 59 mil 787 comerciais leves, volume que representa queda de 4,7% na comparação com o primeiro quadrimestre de 2017.

 

O modelo mais vendido no primeiro quadrimestre do ano, segundo dados da Acara, a associação que agrupa os concessionários argentinos, foi o Toyota Etios: 13 mil 982 unidades. O modelo ficou à frente do Chevrolet Onix, 13 mil 890 unidades vendidas, e Ford Ka, 13 mil 416 unidades.

 

Nas exportações o cenário foi positivo, ainda que o desempenho de abril tenha sido menor 28,2% do que o visto em março. Foram embarcados 77 mil 245 unidades no quadrimestre, alta de 31,4% ante igual período em 2017. O Brasil foi o destino de 69,9% dos veículos argentinos exportados. Mercados da América Central absorveram 7,2% das exportações. Peru, Chile e Colômbia, na sequência.

 

A Argentina tem como meta exportar 300 mil veículos este ano, o que significaria uma alta de 43% ante o volume embarcado ano passado. Se alcançar a meta, será o melhor resultado desde 2014, quando foram vendidas ao exterior 357 mil 847 unidades.

 

A manutenção do crescimento nos mercados interno e externo aumentou o volume de produção das fábricas mantidas no país vizinho. No primeiro quadrimestre saíram das linhas argentinas 156,4 mil veículos, 20,4% a mais do que o volume produzido de janeiro a abril de 2017. Em abril, a produção foi de 45 mil 802 unidades, queda de 7,8% com relação a março. Na comparação com abril do ano passado, alta de 21,4%.

 

Foto: Divulgação.

Anfir: vendas de implementos avançam 60%.

No embalo do bom momento da indústria de caminhões, o segmento de implementos rodoviários fechou o primeiro quadrimestre com um avanço de 59,4% nas vendas, de acordo com dados divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários, Anfir, na terça-feira, 8.

 

De janeiro a abril, os emplacamentos de reboques, semirreboques e carrocerias sobre chassis alcançaram 24,6 mil unidades, contra 15,4 mil implementos do mesmo período de 2017. Em nota, Norberto Fabris, eleito presidente da Anfir no fim do mês passado, afirmou que “esses números indicam que a retomada segue em seu curso e a indústria poderá recuperar uma parte de suas perdas acumuladas ainda este ano”.

 

A entidade destacou que a indústria perdeu cerca de dois terços do mercado doméstico nos últimos quatro anos: em 2013, as vendas de implementos chegaram a 177,9 mil unidades. No ano passado, somaram 60,5 mil veículos.  “Foram tempos muito difíceis e que estão sendo superados aos poucos. Toda queda é rápida, assim como toda retomada é lenta”.

 

As vendas de reboques e semirreboques, a linha pesada, apresentou crescimento mais substancial: 83,8% no quadrimestre ante janeiro a abril de 2017, para 12,1 mil unidades. A linha leve registrou 12,4 mil licenciamentos, uma alta de 41,1%.

VW Caminhões e Ônibus apresenta novo veículo para coleta de resíduos

A Volkswagen Caminhões e Ônibus e a Solví, em parceria com a KLL e a Usimeca, desenvolveram uma versão do Constellation 17.260 8×2 Compactor para o segmento de coleta de resíduos. Chamado de Super Brutus Centopeia LB, o caminhão traz uma caixa compactadora de 19 m³ de alta capacidade,

 

A linha Compactor, da Volkswagen, é líder em vendas no segmento de coletas de resíduos graças às suas características técnicas especificas e maior facilidade de instalação de implementos, além de seu bom desempenho e custo operacional.

 

A montadora e o Grupo Solví são parceiros já há 23 anos, uma história que já gerou inúmeros benefícios. Um deles é o pacote Robust, que atende não só as demandas do segmento como também são aplicadas em outros veículos de produção da linha Constellation.

Vendas da Audi crescem 3,1% em abril

 

As vendas globais de carros premium da Audi cresceram 3,1% em abril, informou a montadora em comunicado. Foram entregues 160,9 mil unidades no mês, resultado puxado pela boa demanda nos mercados da China e América do Norte, compensando o recuo das vendas na Europa.

 

No mercado chinês a Audi viu suas vendas elevarem 13,5%, chegando a 52,4 mil veículos. O grande responsável é o SUV Q5, responsável por um quinto das vendas da marca no país.

 

“O desafiador mercado chinês é pioneiro na digitalização e na mobilidade elétrica. Aqui ainda temos muito potencial inexplorado”, diz Bram Schot, membro do Conselho de Vendas e Marketing da Audi AG. “Até 2022 vamos mais que dobrar a nossa gama de modelos produzidos localmente, sendo quatro veículos totalmente elétricos”.

 

No quadrimestre, as vendas da marca subiram 8%, somando 624,7 mil unidades.

Marcopolo tem melhor início de ano desde 2013

A Marcopolo alcançou no primeiro trimestre de 2018 o seu melhor desempenho operacional desde 2013, na comparação com o mesmo período de anos anteriores. A empresa registrou receita líquida consolidada de R$ 764,8 milhões e lucro líquido consolidado de R$ 30,9 milhões, contra receita de R$ 554,6 milhões, um crescimento de 37,9%, e lucro de R$ 3,2 milhões do mesmo período do primeiro trimestre de 2017.

 

O crescimento da receita líquida consolidada é reflexo do maior faturamento no mercado doméstico e de exportações, que apresentaram, respectivamente, aumentos de 122,7% e 39,6%, em valores, quando comparados com o primeiro trimestre do ano anterior. A receita no mercado interno alcançou R$ 333,6 milhões, ou 43,6% do total, e as exportações e os negócios no exterior totalizaram R$ 431,2 milhões. 

 

De acordo com o diretor-geral da Marcopolo, Francisco Gomes Neto, os resultados reforçam a expectativa de recuperação consistente do mercado brasileiro de ônibus para este ano, com o volume de produção crescente em todos os segmentos. “Ampliamos em 76,7% a produção nas nossas fábricas brasileiras em relação ao ano anterior, mais do que o crescimento registrado pelo mercado nacional, que foi de 59,4%”.

 

A empresa fechou o trimestre com participação de 53,7% na produção brasileira de carrocerias contra 46,8% no primeiro trimestre do ano passado e cresceu 25,8 pontos percentuais no segmento de urbanos na mesma base de comparação.

 

No mercado doméstico, as receitas da Marcopolo nos segmentos de rodoviários e urbanos cresceram, respectivamente, 294,3% e 123,1% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O setor de rodoviários continua aquecido, especialmente pelos veículos para fretamento e em linhas interestaduais, e pela vigência da norma que prevê a redução da idade média da frota de ônibus voltados ao transporte interestadual e internacional para seis anos em 2018.

 

Em urbanos, o destaque é a recuperação expressiva de volumes, com crescimento de 101,9% na produção brasileira. No trimestre, a Marcopolo conquistou a liderança deste segmento, com 51% de participação de mercado. O desempenho decorre do maior volume de unidades produzidas para exportação, que cresceram 1.239,3% em relação ao primeiro trimestre de 2017, e da maior renovação de frota no mercado interno.

 

A companhia iniciou a produção de parte das 4,4 mil unidades do programa Caminho da Escola, o que deverá afetar positivamente os segmentos de micros e urbanos nos próximos meses. A demanda oriunda das licitações, somada à atual carteira de pedidos, indica ano positivo para o segmento e deve contribuir para uma maior ocupação da capacidade fabril. “Para atender ao crescimento previsto de demanda, estamos preparando a planta de São Mateus, voltada inicialmente à produção de veículos Volare, para a fabricação de outros modelos, dando sequência ao projeto de otimização de nossas fábricas”.

 

Mercado externo segue forte – As exportações continuam fortes, com crescimento de 46,3% no volume na comparação com o primeiro trimestre de 2017. As vendas ao continente africano permanecem em destaque, reflexo do amadurecimento de iniciativas estratégicas voltadas à exportação, como o Projeto Conquest, e a abertura de escritórios regionais para maior aproximação com os mercados internacionais.

 

Em relação às operações no exterior, o destaque foi o crescimento de 11% em unidades produzidas na Austrália, resultando numa receita 16,5% maior e que deverá se acentuar ao longo do próximo trimestre. Quanto às demais unidades, embora tenham reportado produção e receita inferiores, a expectativa para o restante do ano é de recuperação de volumes e receita. Na China, com a obtenção em março de autorização para operar em Zona de Processamento de Exportações, a Marcopolo passou a produzir ônibus para o mercado de exportação também naquela unidade.