MAN planeja dobrar as exportações

A MAN acelera seu projeto de tornar o Brasil base relevante de exportação de caminhões e ônibus. O trabalho já vem sendo feito há alguns anos e os resultados mostraram que a empresa está no “meio do caminho”, segundo Roberto Cortes, seu presidente e CEO para a América Latina.

 

“Somos muito fortes no Brasil, mas reconhecemos que temos espaço para crescer em outros mercados. Por isso desenvolvemos esse plano de internacionalização que já alcançou resultados expressivos.”

 

Ele se refere às 9 mil unidades que serão exportadas até o fim deste ano para mercados tradicionais, como a Argentina, e também para destinos pouco ortodoxos como a Nigéria e o México: “Nosso objetivo é alcançar 18 mil unidades exportadas nos próximos anos”.

 

Quase metade dos caminhões e ônibus exportados este ano foram para a Argentina. No total 3,9 mil unidades seguiram para o País vizinho, que registrou 60% de aumento das vendas de veículos comerciais: “É um crescimento importante. Fazendo um paralelo com o mercado brasileiro, esperamos que em 2018 alcancemos crescimento desse porte por aqui. Porque projetar aumento de vendas de 10%, 20% em uma base de comparação baixa é aceitar que teremos uma década perdida até atingirmos as 172 mil unidades de 2011. Sempre tive esse olhar otimista”.

 

Customização – Compreender as necessidades dos outros países “é um diferencial que a MAN tem”, de acordo com Marcos Vinícius Forgioni, vice-presidente de vendas e marketing internacional: “As características de robustez dos nossos produtos são reconhecidos em mercados da África, por exemplo. Mas podemos ir além configurando soluções necessárias para aplicações específicas nesses mercados”.

 

Ele cita o desenvolvimento do Uracan, um Volkbus 14.190 SCD desenvolvido especialmente para o mercado mexicano. O veículo tem o posto do motorista deslocado para o centro para que possa atuar também como cobrador ao lado da porta, uma prática comum ali. Com capacidade para 45 passageiros esse ônibus atua no segmento de 12 a 15 toneladas, que representa quase a metade das vendas de chassis urbanos.

 

Esse tipo de desenvolvimento será cada vez mais comum na MAN. Parte do novo ciclo de investimento de R$ 1,5 bilhão para o período de 2017 a 2021 será aplicado na customização dos produtos para atender necessidades específicas ou regulamentações de países onde atua.  E também em novas unidades produtivas na África e no Oriente Médio para montar kits de caminhões produzidos no Brasil. Mas essas novidades ainda estão para ser anunciadas. Talvez em 2018.

 

Dieselgate condena mais um: sete anos.

Oliver Schmidt, ex-executivo da Volkswagen, foi condenado a sete anos de prisão pelo envolvimento no escândalo de manipulação das emissões de motores a diesel, caso que ficou conhecido como dieselgate. A condenação ocorreu na quarta-feira, 6, em um tribunal dos Estados Unidos, conforme informações da agência France Press.

 

Schmidt também foi condenado pelo juiz federal Sean Cox, de Detroit, Michigan, a pagar multa de US$ 400 mil por ser considerado peça chave na fraude.

 

O executivo foi preso no aeroporto de Miami em janeiro, quando embarcava para a Alemanha. Em agosto ele confessou ser culpado das acusações de conspiração e violação da Lei do Ar Limpo.

 

Schmidt é o segundo executivo sentenciado nos Estados Unidos pelo dieselgate. O engenheiro James Liang cooperou com o FBI e recebeu pena menor, de quarenta meses. Outros seis executivos foram processados mas estão na Alemanha.

 

 

VW tem novo VP de finanças aqui

Oliver Schmidt é o novo vice-presidente de finanças da Volkswagen para a Região América do Sul e Brasil, sucedendo a Osmair Garcia, que se aposentou após 32 anos de trabalho na empresa. O anúncio foi feito por comunicado na quarta-feira, 6.

 

Schmidt é formado em administração de indústrias em Wolfsburg e Braunschweig, Alemanha, e iniciou sua carreira na Volkswagen em 1982. Como vice-presidente de finanças será responsável pela gestão do aporte de R$ 7 bilhões que a Volkswagen investirá no País até 2020, em linha com a criação da Nova Volkswagen, que promete ser uma empresa mais moderna, enxuta e eficiente.

 

A empresa planeja realizar maior ofensiva de produtos na sua história no Brasil, com o lançamento nos próximos três anos de vinte modelos, dos quais treze serão produzidos aqui.

 

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Anfir anuncia queda acumulada de 5,26%

A indústria de implementos rodoviários ainda sente os reflexos da crise financeira, apesar de o segmento de reboques e semirreboques dar sinais de recuperação. Acumulou resultado negativo de 5,26% de janeiro a novembro, com o emplacamento de 53 mil 768 unidades, ante 56 mil 755 unidades no mesmo período do ano passado. Os dados foram divulgados na quinta-feira, 7, pela Anfir, Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários.

 

O segmento de reboques e semirreboques registrou desempenho positivo na quantidade de emplacamentos de janeiro a novembro. No período o segmento entregou ao mercado 22 mil 454 produtos contra 21 mil 492 em igual período de 2016, crescimento de 4,48%. Segundo o presidente Alcides Braga “o segmento está completando sua recuperação e deverá seguir em rota ascendente daqui para diante”.

 

No entanto o setor leve, carrocerias sobre chassis, ainda apresenta retração. De janeiro a novembro foram emplacados 31 mil 314 produtos ante 35 mil 263 no mesmo período do ano passado, queda de 11,2%. A expectativa da Anfir é a de que o segmento leve somente deverá reverter os resultados negativos após a virada do ano.

 

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Argentina: melhores vendas desde 2013.

As vendas na Argentina, principal parceiro comercial do Brasil na América Latina, atingiram a marca de 793 mil 495 veículos até novembro, volume que representa crescimento de 22% na comparação com o mesmo período ano passado. É o melhor resultado obtido desde 2013, quando foram emplacadas 963 mil 917 unidades, o recorde histórico local.

 

O desempenho do mercado local — cujo governo aqueceu o mercado de veículos baixando os juros e, assim, tornando os financiamentos amigáveis para os cidadãos — exerceu influência direta nas exportações dos veículos produzidos no Brasil: segundo dados da Anfavea até novembro foram exportados 700 mil 893 veículos, sendo 70% deles para a Argentina.

 

Do outro lado da via a Argentina exportou, até novembro, 191 mil 385 veículos, sendo o Brasil responsável pela absorção de 64,3% do volume, ou 123 mil 36, queda de 2% com relação aos primeiros onze meses do ano passado, de acordo com dados da Adefa, a associação das fabricantes locais, divulgados na quarta-feira, 6.

 

Sobre a produção, saíram das linhas argentinas, até novembro, 438 mil 878 veículos 1,4% mais do que o volume produzido no ano passado. A produção do mês passado, aliás, foi a maior do ano: 45 mil 228 unidades, um volume que supera em 3,1% a de mês de outubro, mas que foi 3,7% menor do que a registrada em novembro do ano passado.

 

A metade da produção argentina é destinada ao mercado interno, que em 2017 passou a contar, também, com a presença de mais veículos importados por causa do processo de abertura econômica promovida pela política governista. Isso tem provocado a queda das vendas de veículos nacionais. De acordo com a Adefa a participação de veículos nacionais nas vendas internas caiu 9% em novembro com relação ao mesmo mês ano passado, chegando a 234 mil 545 unidades, ou 29,5% das vendas totais feitas nos onze meses.

 

Com a diminuição da participação no mercado interno as fabricantes nacionais trataram de buscar volume em outros mercados além do brasileiro, com quem manter acordo bilateral. É o caso dos países da América Central, como Costa Rica, Guatemala, Honduras e Jamaica. A região recebeu até novembro 16 mil 137 veículos, o que representou 8,4% das exportações argentinas. Chile, México e Peru fecham o grupo dos cinco principais mercados para os veículos argentinos.

 

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Toda a frota nacional do Fiat Argo em processo de recall

A FCA anunciou, na quinta-feira, 7, recall do Argo nas suas versões Drive, Precision e HGT, ano/modelo 2017/2018. No total 21 mil 778 veículos devem passar por reparos. Significa dizer que quase todas as unidades comercializadas, 22 mil 336, passarão pelo processo.

 

No comunicado a empresa informa ter detectado a possibilidade do rompimento do chicote elétrico do volante de direção devido a um possível esmagamento provocado pela cobertura do airbag, podendo provocar a sua desativação e o acionamento involuntário do airbag do motorista, com consequentes danos físicos e materiais ao condutor, aos passageiros e a terceiros.

 

Os proprietários devem agendar o reparo junto a uma concessionária, a partir da segunda-feira, 11. O trabalho completo demora cerca de 1 hora.

 

Para agendamento e mais informações o telefone é 0800 707 1000 e o site www.fiat.com.br

 

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Banco Central corta Selic para 7%, menor taxa da história

O Copom, Comitê de Política Pública do Banco Central, reduziu na quarta-feira, 6, a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual, para 7% ao ano. É a menor taxa histórica da Selic. Esta foi a décima redução seguida do juro básico, teve o apoio unânime dos integrantes do comitê e veio em linha com a expectativa do mercado.
 
 
Em comunicado o Copom disse que “a evolução do cenário básico, em linha com o esperado, e o estágio do ciclo de flexibilização tornaram adequada a redução da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual nesta reunião. Para a próxima reunião, caso o cenário básico evolua conforme esperado, e em razão do estágio do ciclo de flexibilização, o comitê vê como adequada uma nova redução moderada na magnitude de flexibilização monetária”.
 
 
Para a frente o comitê entende que o atual estágio do ciclo recomenda cautela na condução da política monetária: “O Copom ressalta que o processo de flexibilização monetária continuará dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos, de possíveis reavaliações da estimativa da extensão do ciclo e das projeções e expectativas de inflação”.

BMW e EDP construirão corredor elétrico no Brasil

O Grupo BMW e a EDP Brasil construirão o primeiro corredor elétrico com postos de carregamento para carros elétricos que interligará São Paulo ao Rio de Janeiro, RJ. Serão seis os postos de carregamento, instalados e aperativos no primeiro trimestre de 2018 na rodovia Presidente Dutra.

 

Helder Boavida, CEO e presidente do Grupo BMW no Brasil, disse que “temos uma visão clara de futuro: a mobilidade será autônoma, compartilhada, eletrificada e totalmente conectada. Esses preceitos chamamos de ACES, de automated, connected, electrified and shared, em inglês, e não iremos nos furtar do papel de protagonistas nas discussões sobre o assunto”.

 

A BMW destaca que foi uma das pioneiras na venda de veículos elétricos no Brasil, com o i3 e o híbrido i8, o sendo, também, na instalação de pontos de carregamento, com setenta estações em todo o País.

Setor de caminhões sai do atoleiro

As fabricantes de caminhões passaram o ano trabalhando para reduzir as perdas nas vendas do ano passado e, a um mês do fim, o êxito na missão é dado como certo. Se em janeiro o desempenho era 33,3% negativo na comparação com 2016, em novembro a diferença para as vendas do ano passado chegou a menos 0,5%, sendo emplacadas nos onze meses 45 mil 865 unidades.

 

Segundo Antonio Megale, presidente da Anfavea, o segmento fechará o ano no azul com as vendas de dezembro: “Já está no positivo com as vendas feitas até a terça-feira. Somadas as vendas de dezembro o segmento conseguiu voltar a crescer embora a base de comparação seja pequena e o País precise melhorar para que sejam vendidos mais caminhões”.

 

Apenas em novembro foram vendidos 5 mil 472 caminhões aqui, melhor desempenho comercial desde dezembro de 2015, segundo números da Anfavea divulgados na quarta-feira, 6. Embora o cenário tenha sido favorável ao crescimento de janeiro a novembro, com Selic menor e a realização da Fenatran, evento que animou o setor em termos de negócios fechados, as empresas esperam terminar o ano com vendas no mesmo nível de 2017, na faixa das 50 mil unidades:

 

“Acreditamos que teremos um primeiro trimestre de 2018 bastante positivo porque será o período em que poderemos contabilizar as vendas feitas durante a Fenatran”.

 

As vendas de pesados de janeiro a novembro foram maiores do que as realizadas em igual período ano passado, uma realidade que não pode ser vista nas demais categorias, que apresentaram queda quando comparadas com as vendas feitas em 2016.

 

No acumulado do ano foram vendidos 16 mil 576 caminhões pesados no Brasil, 19,7% a mais do que em 2016: “É um número positivo, mas o País precisa sair da letargia em termos de obras de infraestrutura, por exemplo, que é um vetor que torna vikável a venda de caminhões”.

 

Para Megale puxaram as vendas as renovações de frotas promovidas em empresas que atuam nos setores de bebida e varejo.

 

Quando comparado o desempenho de vendas de novembro deste ano com o de 2016 percebe-se  o crescimento em todas as categorias. No mês foram vendidos 2 mil 57 pesados, 80,8% a mais do que em novembro do ano passado, 1 mil 434 semipesados, 34,5% a mais, e 1 mil 159 leves, 15,7% a mais do que em novembro anterior.

 

Em volume, nos pesados, a Volvo emplacou 4 mil 510 veículos, 21,1% a mais do que nos primeiros onze meses de 2016. Desempenho seguido de perto pela Mercedes-Benz, que emplacou 4 mil 398 unidades, 18,3% mais. A Scania as segue, com 4 mil 238 unidades, volume 28,9% mais alto que o do ano passado. A MAN vem na sequência: 1 mil 704 unidades emplacadas, volume 7,2% maior do que nos onze meses de 2016.

 

Foto: Gleilson Miranda/Secom/Fotos Públicas.

Seminário em Caxias do Sul debaterá o futuro do mercado de veículos comerciais

Caxias do Sul, localizada no Rio Grande do Sul, na região da Serra, que abriga um dos mais importantes polos de produção metalmecânica do Brasil, será o palco, na terça-feira, 12 de dezembro, de mais um importante seminário promovido por AutoData, desta vez para analisar as reais possibilidades futuras do mercado de caminhões e ônibus para os próximos meses no Brasil.

 

O evento, batizado de Fórum AutoData Perspectivas Caminhões e Ônibus, terá o apoio oficial do Simecs, Sindicato das Indústrias Metalúrgicas, Mecânicas e de Material Elétrico de Caxias do Sul, será realizado com inscrições gratuitas no auditório do CIC, Centro das Indústrias de Caxias, reunindo alguns dos líderes das principais montadoras de veículos comerciais e encarroçadoras do País, que mostrarão seus pontos de vista a respeito do atual momento de recuperação do mercado brasileiro.

 

“A atividade industrial metalúrgica é muito importante para a região de Caxias”, lembra Márcio Stéfani, diretor da AutoData Editora. “Alguns dos maiores fabricantes de carroçarias de ônibus e implementos para caminhões do mundo estão localizados na cidade. Além disso várias centenas de empresas dos mais diversos portes também estão instaladas na região, atuando não só como fornecedoras destas grandes fabricantes de implementos como, também, das próprias montadoras de veículos comerciais estabelecidas aqui.”

 

Como o segmento de veículos comerciais viveu momentos muito conturbados nos últimos anos a indústria de Caxias, por sua especialização, obviamente também teve graves problemas no período. Felizmente, no entanto, este panorama negativo começou a se reverter neste segundo semestre e, a partir daí, AutoData entendeu que a realização de um evento que pudesse explicar este novo momento seria muito interessante para a busca de informações para balizar os planejamentos de curto e médio prazos das empresas.

 

“Sempre tivemos uma ligação editorial muito forte com a região de Caxias do Sul, que entendemos ser um dos maiores polos industriais automotivos do País e, em razão disto, levar esta nossa colaboração e experiência à comunidade empresarial local.”

 

Além de representantes de algumas das principais montadoras de veículos comerciais do Brasil o evento trará, também, a visão da  Power Systems Research, uma das principais consultorias especializadas na análise deste mercado no Brasil, além dos presidentes da Fabus e da Anfir, respectivamente as principais entidades representativas dos fabricantes de ônibus e de implementos rodoviários.

 

As inscrições para este Fórum AutoData Caminhões e Ônibus são gratuitas e são feitas pelo telefone 11 5189 8900 e pelo e-mail seminário@autodata.com.br.

 

Foto: Divulgação.