Groupe PSA foca motores elétricos

O Groupe PSA se uniu à Nidec Leroy-Somer, da Nidec, do Japão, para produzir motores elétricos com investimento de € 220 milhões, cerca de R$ 845 milhões, meio a meio. A expectativa da união é a de que o mercado de motores elétricos para automóveis dobre até 2030, chegando a € 45 bilhões, cerca de R$ 173 bilhões.

 

A joint-venture será responsável pela criação e produção dos principais componentes de motores elétricos, que serão usados por modelos do Groupe PSA e, possivelmente, de outras empresas.

 

A joint-venture começará a operar no primeiro trimestre de 2018, com sede em Carrières-sous-Poissy, França, onde manterá seu centro de pesquisa e de desenvolvimento. O centro de produção será em Trémery, França.

 

Foto: Divulgação.

 

MDIC: Rota 2030 será aprovado este mês.

O MDIC, Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, afirmou que a aprovação do Rota 2030, a nova política para o setor automotivo que deve substituir o Inovar-Auto, segue normalmente o cronograma estipulado para sua aprovação este mês, contradizendo informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda de que o programa estaria paralisado. O MDIC também garantiu, em comunicado distribuído na segunda-feira, 4, que a aprovação do documento não está atrelada ao acordo bilateral Mercosul-União Europeia e que a última fronteira para que saia do papel segue sendo a mesma: a alíquota do IPI.

 

Em evento realizado na semana passada, em São Paulo, João Manoel Pinho de Mello, chefe da assessoria especial de reformas microeconômicas do Ministério da Fazenda, fez declarações contundentes sobre o Rota 2030, dizendo que a política setorial não traria benefícios à sociedade e que a indústria não precisa de incentivos para se desenvolver. O MDIC rebateu informando, também por meio de comunicado, que “manifestações isoladas sobre o cronograma de conclusão do programa não refletem o posicionamento oficial e o compromisso do governo federal com a elaboração de uma nova política para o setor”.

 

Interlocutores do Ministério ouvidos em off por AutoData reafirmaram que, apesar do aparente antagonismo, ambos os ministérios trabalham em regime de parceria e que está mantida para dezembro a promessa de que o Rota 2030 será uma realidade em 2018. O MDIC informou que “segue trabalhando para concluir as discussões técnicas sobre o Rota 2030 ainda este mês, de modo que a nova política para o setor automotivo entre em vigor em janeiro de 2018”.

 

Procurado pela reportagem o pessoal do Ministério da Fazenda disse que não possui porta-voz para o tema e que a fonte oficial é o MDI que, por sua vez e ao longo de uma semana, deu continuidade ao empurra-empurra e tratou de buscar porta-vozes que pudessem esclarecer a situação em que se encontra o Rota 2030.

 

Ainda segundo o MDIC a aprovação da nova política não está condicionada à abertura do mercado ao bloco europeu, o que parecia ser a intenção do presidente da República. Ambos os processos – assinatura de acordo com a UE e a aprovação do Rota 2030 – correm caminhos paralelos e não dependem de uma interconexão: “As negociações ocorrem nas duas frentes ao mesmo tempo, em processos distintos. A expectativa é a de que a indústria brasileira esteja pronta para a abertura comercial completa prevista pelo acordo. O acordo Mercosul–União Europeia prevê um prazo de desgravação tarifária em quin ze anos, que coincide com o fim dos três ciclos do Rota 2030”.

 

Técnicos de ambos os ministérios estariam debruçados sobre a formatação da alíquota do IPI que incidirá sobre as fabricantes de veículos que descumprirem metas de eficiência energética, por exemplo. Eles buscam, segundo o MDIC, a “forma mais adequada de equilibrar compromissos e incentivos ao setor, com relação às metas de eficiência energética, investimentos em pesquisa e desenvolvimento, segurança e etiquetagem veicular”, previstas no programa.

 

Pelo Inovar-Auto, que vigora até 31 de dezembro, os fabricantes precisam atingir metas específicas para ter o benefício de abater 30 pontos de IPI. Com a proposta do Rota 2030 esse benefício cairia para 10 ou 15 pontos porcentuais. As fabricantes continuam recolhendo normalmente o IPI por cilindrada, que é de 7% para veículos até 1.0, de 11% de 1.0 até 2.0 bicombustíveis, de 13% para 1.0 até 2.0 a gasolina, de 18% acima de 2.0 bicombustível e de 25% acima de 2.0 movido a gasolina.

 

Foto: Divulgação.

FCA quer parceria com Hyundai

A FCA e a Hyundai negociam parceria tecnológica, informou o executivo chefe da Fiat, Sergio Marchionne, segundo notícia divulgada pela Reuters, na segunda-feira, 4. As declarações de Marchionne foram feitas no sábado, 2, quando ele afirmou que a Fiat já compra componentes da Hyundai e que considera muito seriamente a execução de um acordo mais abrangente, incluindo o desenvolvimento conjunto de transmissões e de tecnologias para motores movidos a célula de hidrogênio.

 

Ele não acredita que isso leve à fusão das duas empresas mas alguns sites internacionais tratam o futuro acordo como uma aproximação da FCA para, depois, negociar a posição de união. A imprensa internacional divulgou um possível interesse da Fiat em se unir com uma empresa da China mas que isso seria apenas para tirar o foco do seu real interesse, que á fusão com a Hyundai.

 

A Hyundai divulgou comunicado afirmando que não existem discussões concretas com a Fiat mas reconhece que gostou do interesse demonstrado pela empresa com relação às suas tecnologias de mobilidade.

 

Foto: Divulgação.

Crédito teve R$ 81,4 bilhões até outubro

O valor do crédito para o financiamento de veículos liberado de janeiro a outubro chegou a R$ 81,4 bilhões, quase o mesmo de todo o ano passado, quando foram concedidos R$ 82,2 bilhões. Considerando doze meses, de novembro do ano passado até outubro deste ano, houve aumento de 22,6%, segundo o balanço divulgado pela Anef, Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras.

 

Outro indicador que sinaliza a recuperação do mercado é a taxa de inadimplência, 3,8%, a mais baixa do ano. Luiz Montenegro, presidente da Anef, disse, em comun icado, que “uma das principais razões para o aumento na procura pelo crédito se deve à queda das taxas de juros. Com isso o consumidor tem se sentido mais confiante em investir num bem de maior valor”:

 

“Se for mantida a previsão atual para o cenário econômico a tendência para os próximos meses deverá ser de juros mais baixos, aumento da confiança do consumidor, crescimento na procura pelo financiamento e redução no número de não pagadores”.

 

Dos R$ 81,4 bilhões concedidos R$ 79,9 bilhões foram para contratos de CDC, crédito direto ao consumidor, e R$ 1,5 bilhão para operações de leasing. Na comparação com o mesmo período do ano passado houve aumento de 23,5% no CDC e o leasing registrou queda de 12,1%.

 

Saldo das carteiras – O saldo das carteiras em outubro foi de R$ 165,9 bilhões, alta de 0,9% na comparação com setembro e de 1,5% com relação a outubro do ano passado. As operações feitas via CDC respondem por R$ 162,2 bilhões, aumento de 1% com relação a setembro e de 2,1% em doze meses. Para o leasing foram usados R$ 3,7 bilhões, queda de 2,6% na comparação com setembro e 19,6% com o mesmo período do ano passado.

 

Inadimplência – O nível de inadimplentes em outubro foi o menor do ano e chegou a 3,8%, queda de 0,1% com relação a setembro e de 0,9% ponto porcentual na comparação com o mesmo mês do ano passado. Considerando apenas as pessoas jurídicas a taxa foi de 3%, queda de 0,1% contra setembro e de 2,2 pontos porcentuais em doze meses.

 

Taxas de juros – As taxas de juros praticadas em outubro pelos bancos de montadoras foram de 19,7% ao ano e de 1,5% ao mês, enquanto as financeiras independentes trabalharam com índices de 22,5% e 1,7%, respectivamente. O prazo médio das concessões ficou em 42,2 meses e o prazo máximo oferecido pelos bancos é de sessenta meses.

 

Foto: Fotos Públicas/Marcos Santos.

FCA premia profissionais de sua rede

A FCA exerceu, de maio a outubro, o Game of Talents, programa de qualificação que englobou várias categorias profissionais envolvidas na operação da sua rede de concessionárias. Cerca de 9 mil profissionais da rede Fiat e Jeep participaram do programa, que buscou identificar e reconhecer os melhores colaboradores. 

 

A iniciativa  está inserida no programa WCD, World Class Dealer ou Concessionário de Classe Mundial, da FCA, que tem como objetivo aprimorar os serviços de venda e pós-venda, e desenvolver e reconhecer talentos.

 

Dos 9 mil profissionais inscritos 7 mil são da rede Fiat e 2 mil da rede Jeep. Na fase inicial foram selecionados os trinta melhores por marca, nas modalidades gestor de vendas, consultor de vendas, atendimento ao cliente, gestor da qualidade, entregador técnico, gestor de serviços, consultor de serviços, gestor de peças, técnico master e gestor de recursos humanos. Na última fase do programa foi construída uma concessionária modelo e uma companhia de teatro foi contratada para criar as mais diversas situações, algumas delas extremas. Os participantes do programa, avaliados por especialistas da FCA, tiveram de interagir com os atores e demonstrar suas habilidades no processo de vendas, gestão de pessoas, negócios, peças e solução de problemas.

 

Com base nos resultados foram escolhidos os vencedores:

 

Fiat

Atendimento ao cliente: Jandir Salvador, Fipal, de Cascavel, PR; gestor de qualidade: Cristiano Basílio da Silva, Domani, de Várzea Grande, SP; gestor de RH: Gérson Bottura de Souza, Fipal, de Cascavel, PR; consultor de serviços: Bruna Cicerelli Salemme, Savol, de Santo André, SP; gestor de peças: Micheline Maria de Oliveira Rosa, Revemax, de Itauna, MG; gestor de pós-venda: Augusto de Arruda Graeff, Marina, de Carazinho, RS; entregador: Mateus Oliveira Souza Gonçalves, Cevema, de Juazeiro, BA; técnico master: Márcio de Souza Bassano, Ideal, de São Lourenço, MG; consultor de vendas:Gioivanni Alvarega Gajo, Laveli, de Lavras, MG; e gestor de vendas: Leandro da Silva, Fipal, de Cascavel, PR.

Jeep

Atendimento ao cliente: Tatiana Crescencio Kachuba, Fipal, de Maringá, PR; gestor de qualidade: Tamires de Cássia Duarte Marin, Dahruj, de São Paulo; gestor de RH: Thayane Serrano, Colorado, de Santos, SP; consultor de serviços: Juliano César Silva Pereira, Stecar, de Ribeirão Preto, SP; gestor de peças: Marcelo Capra, Divesa, de Tarumã, SP; gstor de pós-vendas: Acilino Alves de Souza Filho, Divesa, de Curitiba, PR; técnico master: Francisco Cordeiro de Lima, Europa, de São Paulo, SP; consultor de vendas: Rafael Ribeiro Rocha Freitas, Strada, de Belo Horizonte, MG, e gestor de vendas: Igor Guimarães Geraldi, Europa, de São Paulo, SP.

Meritor inaugura primeiro posto de serviço no Chile

A Meritor, fornecedora de eixos e sistemas para o drivetrain de veículos comerciais na América do Sul, inaugurou no Chile seu primeiro posto de assistência técnica preventiva e corretiva. A iniciativa está dentro dos planos da empresa de criar uma rede de atendimento autorizada e expandir sua atuação no mercado de reposição em regiões estratégicas.

 

O estabelecimento localizado na capital Santiago pertence à empresa chilena Star Clutch e prestará serviços de manutenção em eixos diferenciais e seus respectivos componentes, fabricados na unidade brasileira da Meritor, e que são exportados para aquele país.

 

A Meritor possui planos para expandir a rede a partir do início do ano que vem e a previsão é inaugurar um segundo ponto em São Paulo, no primeiro semestre de 2018.

 

Foto: Divulgação.

Grupo PSA tem novo diretor digital

O Grupo PSA anunciou na sexta-feira, 1, Christophe Rauturier como o novo diretor digital, CDO na sigla em inglês para o cargo Chief Digital Officer, do grupo.

 

Christophe Rauturier ocupava a função de diretor na unidade de produção digital, a Customer Digital Factory, que foi criada por ocasião da implantação do plano Push to Pass e dedicada à realização dos projetos de transformação digital do comércio e do relacionamento com os clientes.

 

Ele também foi diretor de sistemas de informação clientes, veículos conectados, serviços e peças, função que lhe permitiu acompanhar a digitalização das atividades ligadas ao comércio.

PIB fica estável no terceiro trimestre com alta de 0,1%

O Produto Interno Bruto, PIB, ficou estável no terceiro trimestre do ano, com crescimento de apenas 0,1% com relação ao segundo trimestre. Na comparação com o mesmo período do ano passado, houve expansão de 1,4% e no acumulado do ano até setembro o incremento foi de 0,6%, segundo dados divulgados pelo IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, esta sexta-feira, 1. Em valores, o PIB superou R$ 1,6 trilhão.

 

Pelo lado da oferta, a indústria cresceu 0,8% ante o segundo trimestre, sendo impulsionada pelas indústrias de transformação que subiram 1,4% e as extrativas com alta de 0,2%. Amanda Tavares, técnica do IBGE, destacou que outros setores também tiveram participação no aumento: “A indústria automotiva também tem seu peso, assim como máquinas e equipamentos, eletrônicos e informática e a indústria de móveis”. De janeiro a setembro a indústria acumula queda de 0,9%, sendo puxada para baixo por causa do setor de construção civil, que tem queda de 6,1% no período.

 

As exportações aumentaram 4,1% no trimestre: “Dentro do volume vendido para outros países, os destaques foram os produtos agropecuários e a indústria automotiva”. Vale destacar que a indústria automotiva quebrou recorde de vendas externas, com 566 mil unidades exportadas para outros países até setembro, crescendo 55,7% no ano. “No caso dos produtos agropecuários, muitos produtores seguraram as exportações buscando preços melhores ao longo do ano, porém, agora isso não é mais possível e eles estão exportando mais”.

 

O consumo das famílias no terceiro trimestre foi 1,2% maior que nos três meses anteriores, graças a uma conjuntura econômica favorável: “Alguns fatores como liberação do FGTS, redução do endividamento e da inadimplência, mais liberação de crédito para pessoas físicas e juros menores, ajudaram bastante”, avaliou Tavares. A formação bruta de capital fixo, que é medida pelos investimentos em máquinas e construção civil, cresceu 1,6% no trimestre, na comparação com o anterior, graças ao incremento nas importações de 6,6% e pela produção nacional de bens de capital, pois a construção civil acumulado queda e tem registrado desempenho abaixo do esperado.

 

Histórico do ano – No primeiro trimestre do ano o PIB avançou 1% com relação aos três últimos meses de 2016, quando os resultados apresentados ainda eram afetados pela crise. O setor agropecuário foi o grande responsável pelo crescimento no começo do ano, com salto de 13,4% na comparação com o trimestre imediatamente anterior.

 

No segundo trimestre o aumento do PIB foi de 0,2% com relação ao primeiro, que teve crescimento expressivo. Neste período o setor agropecuário se manteve estável e não registrou queda nem aumento.

 

Já neste trimestre, quando o PIB subiu 0,1%, o setor agropecuário registrou queda de 3%, pois algumas plantações como a de soja já tiveram sua colheita e não contribuirão mais para os resultados do ano.

 

Foto: Divulgação.

Indicador sobre expectativa do consumidor fica estável em novembro

O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor, INEC, manteve-se estável em novembro na comparação com outubro. O indicador, avaliado mensalmente pela Confederação Nacional da Indústria, CNI, registrou queda de 0,2%, recuando para 101 pontos. A confiança do consumidor permanece em patamar baixo, 2,1% menor que o verificado em novembro de 2016 e 6,6% inferior à média histórica.

 

De acordo com a pesquisa, a estabilidade do INEC decorre de movimentos contrários de seus componentes. Enquanto os índices de endividamento e de expectativa de renda e de inflação caíram em relação ao mês anterior, os indicadores de situação financeira, de expectativa de desemprego e de compras de bens de maior valor registraram alta.

 

Para o economista da CNI Marcelo Azevedo, “a manutenção do pessimismo do consumidor indica que a recuperação da demanda nos próximos meses tende a ser moderada”.

Vendas: média diária segue acima das 10 mil unidades em novembro

As vendas de veículos no País estão cada vez mais próximas das 2,2 milhões unidades projetadas pelo setor automobilístico para este ano, um volume que representa crescimento de 7,3% frente ao desempenho de vendas de 2016, segundo dados do Renavam. Em novembro foram emplacados 204 mil 816 unidades no País, volume 14,9% maior que o registrado em novembro do ano passado, quando o setor vendeu 178 mil 156 unidades.

 

O volume alcançado posiciona novembro como segundo melhor mês do ano em vendas, atrás apenas do desempenho de agosto, quando o setor vendeu 210 mil 142 unidades. Com o resultado verificado no mês, foram comercializadas até novembro 2 milhões 27 mil 632 unidades, 9,8% mais que o volume vendido nos onze meses do ano passado. Considerando o número de dias úteis do período, 19, a média diária de licenciamentos ficou acima das 10 mil unidades e está alinhada com as expectativas da Anfavea para o último trimestre.

 

Dados da Fenabrave, entidade que representa as concessionárias, mostram um total de 197 mil 247 unidades vendidas via varejo em novembro e, no acumulado dos onze meses, 1 milhão 967 mil 392 unidades. Para seu presidente, Alarico Assumpção Júnior, os resultados obtidos em novembro confirmam as expectativas de retomada do crescimento em 2017, mantendo as projeções positivas da entidade: “A alta nos índices de confiança e a contínua queda na inadimplência, que registrou o menor índice desde 2011, fez com que o comprador voltasse às concessionárias”.

 

O mercado total, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões, ônibus, motocicletas, implementos rodoviários, somou, em novembro, 280 mil 405 unidades, alta de 7,25% sobre o mesmo mês de 2016. Ante as vendas de outubro, queda de 0,69%. No acumulado do ano, a alta de todos os segmentos somados foi de 1,38%, na comparação com o mesmo período do ano passado, chegando a 2 milhões 915 mil 511 unidades comercializadas de janeiro a novembro.

 

Foto: Ivan Bueno/APPA.