Produção global da Toyota cresce em outubro

A Toyota divulgou na quarta-feira, 29, os resultados de sua operação global em outubro. A produção fora do Japão cresceu pelo segundo mês consecutivo em mercados como América Latina, Europa e Ásia. A soma da produção nessas regiões, em outubro, chega a 502 mil 153 unidades, alta de 2,2% com relação a outubro de 2016. No acumulado dos dez meses foram 4 milhões 885 mil 126 unidades, alta de 1,3%.

 

Já a produção de veículos no Japão alcançou um total de 268 mil 727 unidades, entre automóveis, caminhões e ônibus, alta de 3,2% na comparação com o volume produzido em outubro do ano passado. No acumulado do ano, saíram das linhas da fabricante naquele país 2 milhões 631 mil 524, leve queda de 0,7% na comparação com o desempenho no mesmo período ano passado.

 

As vendas no Japão, em outubro, atingiram um total de 123 mil 809 veículos, mais 0,7%. É o primeiro resultado positivo obtido nos últimos quatro meses. De acordo com a Toyota, melhoraram o desempenho as vendas dos veículos Lexus, a linha de luxo da fabricante. Foram comercializadas 3 mil 904 unidades, 2,3% mais que em outubro do ano passado. Até outubro, foram vendidos no Japão 1 milhão 373 mil 90 veículos Toyota, alta de 3,9%.

 

Nas exportações, a Toyota embarcou em outubro 158 mil 149 veículos, 1,3% mais que no mesmo mês de 2016. Destaque para mercados como Oceania, Oriente Médio e países da América Latina que não são abastecidos pelos veículos produzidos pelas fábricas locais da companhia instaladas na Argentina e Brasil, por exemplo. A partir do Japão já foram exportadas, no acumulado do ano, 1 milhão 470 mil 658 veículos, alta de 3,5%.

 

Foto: Divulgação

Empresas brasileiras reforçam presença na China

A Fras-le programou para esta quinta-feira, 30, a inauguração das novas instalações de sua fábrica em Pinghu, na província de Zhejiang, na China, onde já opera há oito anos em instalações próprias. A nova planta, que faz parte da estratégia da companhia de duplicar seu faturamento em cinco anos, foi planejada para se transformar em plataforma de exportações para os países da região. A inauguração ocorre durante a realização da Automechanika Shangai 2017, que teve início na quarta, 29, e segue até sábado 2, e onde a Fras-le expõe sua linha de produtos.

A unidade terá 15 mil m² de área construída, o que representa mais do que o dobro da atual, na mesma localidade, com 6 mil m². Os investimentos contemplam novos equipamentos e incremento de 2,5 vezes na área de manufatura que passa de 4,5 mil m² para 11 mil m², onde serão produzidas lonas e pastilhas de freio para veículos comerciais. Eduardo Manenti Vargas, general manager – Ásia, estima que sejam abertos 200 novos empregos nos próximos anos.

A Fras-le Ásia terá capacidade para produzir anualmente até 5 milhões de peças em pastilhas e até 10 milhões de unidades de lonas. O volume inicial será de 1 milhão 750 mil pastilhas e 4 milhões em lonas, com aumento gradual ao longo dos anos.

A Fras-le atua no mercado chinês desde 2001. Desde 2006 passou a atendê-lo por meio de uma operação comercial fixada na China, até a instalação da fábrica em 2009. O presidente das empresas Randon, David Randon, que prestigiará a inauguração, considera que: “Nossa presença na China foi fundamental para o projeto de internacionalização”.

A Marcopolo, também de Caxias do Sul, RS, que tem fábrica na China desde 2005, recebeu autorização para operar em uma zona de estímulos às exportações. A empresa poderá importar componentes sem impostos e reexportar carrocerias prontas. De acordo com o CEO Francisco Gomes Neto, a companhia deverá investir em torno de US$ 1 milhão, cerca de R$ 3,2 milhões, em adequações na fábrica já existente, projetando o início destas operações para o primeiro trimestre de 2018.

Atualmente são exportadas em torno de trezentas unidades, número que deve triplicar nos próximos cinco anos, de acordo com Gomes Neto. A fábrica está localizada em Chuangxin, na província de Jiangyin, e os principais clientes sediados no Leste da Ásia e na Região Asiático-Pacífica.

Mercedes-Benz: 72 unidades da Sprinter para São Paulo

A Mercedes-Benz entregou 72 unidades do modelo Sprinter para a cidade de São Paulo. Os veículos são adaptados para atender pessoas portadoras de necessidades especiais.  

 

Os veículos foram entregues ao serviço de transporte porta-a-porta do conselho da cidade. Com telhado alto, o Mercedes-Benz Sprinter oferece espaço mais amplo para pessoas que dependem da cadeira de rodas. A porta deslizante facilita a entrada e saída do transportador graças a uma rampa hidráulica personalizada. A manobrabilidade e agilidade do Sprinter são úteis para os motoristas que têm de pilotar os veículos com segurança pelas ruas estreitas e becos de São Paulo.

DHL e Fortigo encomendam caminhões Tesla Semi

A DHL, gigante do setor de logística,  e a Fortigo Freight Services, uma das maiores empresas de gestão de frotas do Canadá, efetuaram pré-encomendas do caminhão elétrico da Tesla, apresentado no início do mês para testar rotas limitadas. O anúncio da encomenda foi feito na terça-feira, 28, pelas empresas.

 

O Semi, que tem lançamento programado para 2019, é o próximo passo da Tesla para atuar na economia de combustíveis fósseis por meio de veículos elétricos, telhados solares e armazenamento de energia.

 

A DHL Supply Chain, que fornece serviços de transporte, armazenagem e distribuição para os fabricantes e varejistas dos Estados Unidos, disse em comunicado que pediu dez caminhões para testar nas instalações do cliente nas principais cidades do país.

Indústria de máquinas e implementos agrícolas cresce 10,6% até outubro

O faturamento da indústria de máquinas e implementos agrícolas apresentou crescimento de 10,6% de janeiro a outubro na comparação com o mesmo período do ano passado: o setor faturou R$ 11,6 bilhões contra R$ 10,5 bilhões. Os dados foram divulgados na quarta-feira, 29, pela Abimaq, Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos.

 

As exportações brasileiras do setor tiveram alta de 84,5% nos dez meses, atingindo US$ 754,6 milhões, algo em torno de R$ 2,4 bilhões. E as importações atingiram US$ 251,1 milhões, pouco mais de R$ 803,5 milhões, expansão de 12,3% na comparação com o mesmo período de 2016.

 

O número de trabalhadores na indústria de máquinas e implementos ficou praticamente estável no período, com 43,6 mil trabalhadores empregados até outubro contra 43,1 mil no mesmo período do ano passado.

 

O nível de utilização da capacidade instalada, por sua vez, saltou de 69% na média no período em 2016 para 75,7% este ano.

 

Foto: Agência Pública/Ivan Bueno/APPA.

PSA quer de volta parte do dinheiro aplicado na compra da Opel

O Grupo PSA, que engloba Peugeot, Citroën e DS, estaria pleiteando a devolução de metade do valor gasto na compra da Opel, negócio fechado com a General Motors em agosto por € 1,3 bilhão. Aparentemente a empresa quer o distrato após analisar, e confirmar, que os motores da Opel são ineficientes a ponto de tornarem inviável o alcance das metas de redução de emissões de CO2 estipuladas pela Comissão Europeia para entrar em vigência em 2021, de acordo com a Reuters.

 

Porta-voz da PSA disse, no início de novembro, que será necessário atualizar os modelos da Opel, com tecnologias mais eficientes em termos de consumo de energia, mais rápido do que o planejado para reduzir as emissões de CO2 antes que os novos limites sejam incorporados gradualmente de 2020 a 2021, respaldados por fortes penalidades.

 

Por causa disso o Grupo PSA acredita que a GM lhe deve mais de € 500 milhões e pretende dar início a uma reivindicação legal alegando que foi enganado sobre a estratégia de emissões da Opel. O grupo estaria buscando até € 800 milhões, de acordo com uma das fontes da Reuters, e as partes já estariam negociando um acordo.

 

Os fabricantes de automóveis estão se organizando para reduzir as emissões de carbono até 2021, quando os limites impostos pela cairão para uma média de 95 gramas por km. Hoje o limite é de 130 gramas por km. Investimentos estão sendo feitos em motores menores e novas tecnologias de powertrain, desde carros com bateria até híbridos recarregáveis, para que seja atendida a determinação.

 

As empresas que não atingirem as metas estabelecidas podem receber multa de € 95 por grama excedente de CO2 em cada unidade de veículos vendida.

 

Foto: Divulgação.

Dunlop acredita na retomada e quer ganhar mercado

A fabricante de pneus Dunlop, que faz parte do grupo Sumitomo, voltou ao mercado nacional em 2012 e já acredita na retomada da indústria automotiva a partir do ano que vem, com expectativa de que o mercado de pneus leves cresça de 1% a 2% no segmento de reposição — mas pretende crescer 4%, assim como no mercado original. No caso do segmento de pneus para caminhões e ônibus a expectativa é de crescimento de 4% e de 20% especificamente para a empresa. A participação de mercado da Dunlop, hoje, é de 13% na reposição e de 5% no fornecimento original.

 

Mesmo com essas boas perspectivas para o setor de pneus no ano que vem Rodrigo Alonso, gerente sênior de vendas e marketing, é cauteloso ao falar do País no seu figurino 2018: “O Brasil acreditou em um aumento do PIB nos últimos dois anos e isso não ocorreu. Optamos, então, por uma posição mais conservadora, pois é melhor que a empresa seja surpreendida do que frustrada por resultados não atingidos. Nossa expectativa para o PIB é de 1%”.

 

Outro fator que leva a empresa a ter posição cautelosa para o ano que vem é o processo eleitoral: “Ano de eleição, Ninguém sabe o que vai acontecer em ano de eleição: tanto pode trazer problemas que não esperamos como pode ser um período tranquilo”.

 

Em 2017, aqui, a Dunlop pretende vender 75% dos seus pneus no segmento de reposição, 20% no original e 5% devem ser exportados. O volume total chegará a 5,3 milhões de unidades, com 4 milhões destinadas ao mercado de reposição,1 milhão para o original e 300 mil unidades para caminhões e ônibus, também destinados a reposição. Vale ressaltar que 90% desse volume é produzido em Curitiba, PR, e 10% importados.

 

No mercado original, do qual a empresa começou a participar no ano passado fornecendo para Fiat, Toyota e Volkswagen, a expectativa é crescer no ano que vem: “Nossa ideia é entrar em outras fabricantes e fornecer pneus para modelos que surgirão no mercado. Também estamos olhando para o segmento de SUVs”.

 

Desde a sua volta ao Brasil a Dunlop fez dois grandes investimentos: o primeiro em 2012, de R$ 750 milhões, para a construção de sua fábrica, e o segundo, de R$ 487 milhões, no ano passado, para a expansão da unidade, que conseguirá entregar 18 mil pneus leves por dia, e para a construção de planta nova, na mesma área de Curitiba, que produzirá quinhentos pneus de carga por dia a partir de 2019.

 

Atualmente a fábrica de pneus leves tem capacidade para produzir 15 mil pneus por dia, com 1,8 mil funcionários. A nova unidade provocará a abertura de 240 novos postos de trabalho para começar a operar.

 

Revendas em crescimento

 

A Dunlop tem 186 pontos de vendas e espera encerrar o ano com 190. Para 2018 a expectativa é abrir mais 26 lojas e seguir nesse ritmo até 2022, inaugurando de 25 a trinta novos pontos por ano.

 

Foto: Divulgação.

Bandag, da Bridgestone, comemora 20 anos de operação

A Bandag, empresa da Bridgestone dedicada à pesquisa, desenvolvimento e manufatura de bandas de rodagem, comemora o vigésimo aniversário da sua unidade de Mafra, SC. Importante player do segmento de recapagem de pneus para caminhões e ônibus a empresa produziu, nesse período, 100 mil toneladas de bandas de rodagem e realizou mais de 80 milhões de recapagens de pneus.

 

De acordo com Fábio Fossen, presidente da Bridgestone do Brasil, há 20 anos em Mafra a Bandag produz bandas de rodagem que são comercializadas para todo o Brasil e Região Mercosul, contribuindo para o desenvolvimento socioeconômico da região. 

 

A Bandag tem mais de 650 concessionários no mundo todo. Na América do Norte opera a maior rede de reparos e serviços, com mais de 240 reformadoras e 1,7 mil pontos de serviço. No Brasil são duas fábricas: em Campinas, SP, e a de Mafra. A empresa mantém rede com 147 centros de serviços voltados para o segmento de transporte, denominado BTS, Bandag Truck Service, além de 95 recapadoras.

Mercedes-Benz já tem o Vito elétrico na Europa

A Mercedes-Benz Vans lançou na terça-feira, 28, o Vito, da categoria de vans médias, em versão elétrica. As vendas do eVito já estão disponíveis na Europa, com entregas previstas para o segundo semestre de 2018. O lançamento faz parte de plano da empresa de oferecer ao mercado todas as suas linhas de veículos comerciais leves com propulsão elétrica.

 

A Mercedes-Benz Vans apresentou sua ideia de utilização de propulsão elétrica no seminário eDrive@VANs em Berlim, Alemanha. O foco não está centrado somente no veículo elétrico, “mas também na ampla solução tecnológica customizada especificamente para as necessidades comerciais do cliente. O eVito é o primeiro veículo de produção em série desenvolvido dentro dessa abordagem estratégica”.

 

Volker Mornhinweg, CEO da Mercedes-Benz Vans, considera que a propulsão elétrica é uma necessidade do mercado: “Estamos convencidos da necessidade da propulsão elétrica em nossos veículos comerciais leves, especialmente nas aplicações urbanas. Com a iniciativa eDrive@VANs, estamos mostrando que somente soluções completas de mobilidade, que vão além da propulsão, apresentam uma alternativa real para os clientes. O eVito é o ponto de partida e será seguido pela nova geração da Sprinter, bem como pelo Citan”.

 

De acordo com a empresa se a eletrificação de veículos quiser competir em igualdade de condições com o motor clássico, de combustão interna, precisará de mais do que simplesmente parâmetros econômicos, como o custo de aquisição e o custo operacional: “Nesse sentido tão importante quanto o TCO, Custo Operacional Total, é a implementação de uma infraestrutura robusta para recarga das baterias, bem como a oferta de serviços e conectividade”.