CAOA-Chery terá carro em julho e criará 4,7 mil empregos novos em Anápolis

O presidente do Grupo CAOA, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, manteve reunião, na segunda-feira, 27, com o governador de Goiás para tratar de assuntos relacionados às instalações da CAOA-Chery no Estado, onde já opera fábrica que, por enquanto, produz veículos Hyundai.

 

Ele disse que a unidade de Anápolis receberá a maior parte dos US$ 2 bilhões anunciados como investimento na operação da nova empresa, que também envolve aporte na unidade de Jacareí, SP. O empreendimento deverá somar até 6 mil empregos diretos com a chegada de empresas fornecedoras, e que a CAOA-Chery terá seu primeiro veículo produzido, ali, em julho. Atualmente a empresa tem 1,3 mil funcionários em Anápolis.

 

Oliveira Andrade afirmou, também, que o desenvolvimento do setor no País se dará com a criação de uma empresa nacional — como a sua: “Nenhum país é genuinamente rico sem ter uma fábrica de automóveis nacional. E o mais importante é que essa fábrica é, hoje, campeã na China e explodirá no mundo como campeã em qualidade, tecnologia de ponta e design. Será das melhores do mundo”.

 

Com a confirmação da vinda da Chery Goiás passa a ter, além da Hyundai, linhas de montagem John Deere, Mitsubishi e Suzuki, essas três em Catalão.

 

Foto: Wagnas Cabral.

Hyundai encara seu dilema:como liderar o segmento de SUVs com o Creta?

O segmento do setor automotivo que mais cresce no Brasil, hoje, é o de SUVs compactos — e é, também, o que mais recebe novos concorrentes, pois as empresas fabricantes precisam estar dentro desse mercado. No caso da Hyundai a aposta é o Creta, lançado em novembro do ano passado e que este ano teve 32 mil 362 unidades emplacadas até outubro, segundo os dados da Renavam: é o segundo SUV mais vendido da categoria, batendo concorrentes como Jeep Renegade e Chevrolet Tracker e perdendo para o Honda HR-V, que vendeu 39 mil 414 unidades no mesmo período.

 

O resultado de vendas do Creta no ano “é muito bom”, mas a Hyundai quer o topo do ranking, afirma Cássio Pagliarini, diretor de marketing da Hyundai Motor Brasil: “A liderança do segmento de SUVs compactos é a nossa meta, ainda em 2017, e o plano para 2018 será o mesmo”.

 

A intenção de assumir a liderança este ano certamente não é tão simples por causa da limitação de produção que a Hyundai tem em Piracicaba, SP: lá a capacidade instalada total é de 180 mil unidades/ano e sua expectativa, de produzir 36 mil unidades Creta e 144 mil da família HB20, então, ainda não permite ao Creta alcançar o HR-V, que já emplacou mais do que a Hyundai pretende produzir este ano. A projeção é a de que o Honda emplacará mais de 40 mil unidades em 2017.

 

Para 2018 o objetivo pode ser viável à medida que o volume de emplacamentos mensais do Creta tem sido próximo ao do HR-V em diversos meses, mas a empresa terá que rever a distribuição de sua capacidade produtiva para aproveitar o bom momento do segmento dos SUVs compactos e disputar a liderança.

 

Com foco na liderança em 2018 à Hyundai restará inverter um pouco o seu perfil de produção: menos unidades da família HB20 para contar com mais unidades Creta. Mas essa hipótese traz outra questão complicada para a empresa: a retomada do mercado e o aumento das vendas por segmento. Se isso acontecer a Hyundai terá que pensar em novo investimento para aumentar sua capacidade produtiva no Brasil, pois a fábrica de Piracicaba já opera em três turnos e suas principais concorrentes conseguem produzir mais e atender à demanda crescente do mercado, enquanto a Hyundai ficará amarrada ao limite de 180 mil veículos produzidos por ano.

 

Para produzir o Creta o investimento Hyundai foi de US$ 130 milhões. 

 

Foto: Divulgação.

Detroit festeja Mahindra e sua fábrica na cidade: a primeira em 25 anos.

A fabricante de veículos Mahindra, de Mumbai, Índia, anunciou investimento de US$ 230 milhões na construção de fábrica em Detroit, Michigan. É a primeira instalação automotiva a ser erguida na cidade em 25 anos: Detroit ostentou, durante décadas, o posto de maior polo automobilístico do mundo até decretar falência, em 2013, por causa da crise que abalou a economia local. A última fábrica construída na cidade foi investimento Chrysler, em 1992, uma planta concebida para produzir mais de 300 mil veículos/ano.

 

A nova fábrica criará 250 postos de trabalho. A Mahindra disse que começará a produzir veículos off-road em Auburn Hills, na região metropolitana da cidade, no início do ano que vem. E indicou que isso pode ser apenas um primeiro passo em suas ambições para os mercados da América do Norte.

 

A Mahindra é um dos principais produtores de carros e caminhões na Índia e na Coréia do Sul, mas até agora era principalmente conhecida nos Estados Unidos como fabricante de tratores. O presidente e fundador da companhia, Anand Mahindra, disse que Detroit era um ponto focal para o crescimento da empresa no país.

 

Durante o anúncio, feito na segunda-feira, 20, o governador do Estado de Michigan disse que o investimento representa a retomada dos negócios no Estado: “É bastante raro e extraordinário um anúncio como este. É uma parte importante e vital do ressurgimento de Detroit”.

 

Até 2020 mais qautrocentos empregos deverão ser criados pela empresa, e investidos novos US$ 600 milhões no local. A empresa espera construir cerca de 5 mil veículos off-road no primeiro ano  e depois adicionar capacidade para mais do que o dobro. 

 

A Mahindra tem atualmente trinta instalações nos Estados Unidos e já investiu US$ 1 bilhão. Detroit, hoje, é considerada uma região que detém os talentos de engenharia e conhecimento de fabricação, bem como uma incubadora de tecnologia para carros elétricos e sistemas de auto-condução. Por causa desse perfil –que resistiu à crise — a companhia construiu centro de design e engenharia em Troy, ali perto.

 

Outras empresas estrangeiras também fizeram investimentos na área de Detroit e em todo o Meio-oeste estadunidense: chinesas compraram uma antiga divisão de transmissão da General Motors em Saginaw, e uma fábrica de vidro automotivo em Moraine, Ohio. Um dos maiores fornecedores de automóveis em Detroit é a empresa indiana Sakthi Automotive, que trata de expandir suas operações locais.

 

A entrada da Mahindra nos mercados da América do Norte é vista como promissora, embora empresas como General Motors, Toyota e Volkswagen estejam investindo no país para a produção de novos modelos, sobretudo elétricos. Conta a favor da companhia seu portfólio de SUVs e picapes que obtiveram sucesso no mercado asiático. E, agora, contar com a parceria da Ssangyong e da Pininfarina pode ajuda-la a se adaptar mais rápido àqueles mercados. 

Foto: Divulgação.

Mais uma joint-venture da VW com a JAC na China

A Volkswagen e a JAC Motors assinaram na segunda-feira, 27, em Pequim, China, um memorando de intenções para a criação de uma joint-venture que desenvolverá veículos comerciais. Esta é a terceira parceira firmada entre as duas companhias, que já atuam em conjunto, na China, na produção de veículos VW e também no desenvolvimento de modelos de carros elétricos.

 

A Volkswagen Commercial Vehicles assumirá a gestão do empreendimento, informou a JAC. O acordo trata da criação conjunta de design, novas tecnologias e também das vendas dos veículos que surgirão a partir da joint-venture. A JAC terá uma participação de 50% no negócio, com o Grupo Volkswagen respondendo pelos outros 50%. Está previsto a construção de uma fábrica em Hefei, cidade onde está sediada a fabricante chinesa.

 

Volkswagen e JAC anunciam mais uma joint-venture na China: é a Anhui Jianghuai Automobile, que se pretende uma das maiores fabricante locais de veículos comerciais. A gama de produtos inclui caminhões pesados, médios e leves, veículos comerciais multifuncionais, SUVs, sedãs e ônibus, bem como componentes, como chassi, transmissões, motores e unidades de eixos. A companhia comercializa, ali, seus veículos sob duas marcas: Jianghuai e Ankai.

 

Veículos multifuncionais são aqueles destinados a aplicações comerciais específicas, como caminhões de lixo, de transporte de entulho, limpeza urbana.

 

De acordo com Jochem Heizmann, CEO do Grupo Volkswagen China, ambas as empresas possuem experiência na produção de veículos multifuncionais: “É uma oportunidade de prosseguir a cooperação com a JAC no país. Ambos os grupos possuem pontos fortes complementares no campo dos veículos multifuncionais. A JAC é uma marca estabelecida no mercado chinês com um forte histórico de produção de veículos populares no meio dos consumidores, e a Volkswagen tem uma longa herança na produção de veículos versáteis com tecnologia avançada”.

 

Foto: Divulgação.

ZF inaugura centro de treinamento para reposição

A ZF Aftermarket, braço ZF para o mercado de reposição, inaugurou em Itu, SP, um centro de treinamento para funcionários de concessionárias ZF que atendem veículos comerciais e equipamentos fora de estrada em toda a América do Sul. Localizado no mesmo espaço onde já operam os centros de distribuição e administrativo terá oficina para treinamentos e sala para aulas teóricas.

 

O objetivo do novo centro é de continuar o processo de capacitação da rede da companhia, para que tenha acesso a informações técnicas atualizadas. Há planos que tratam de expandir o conteúdo dos treinamentos para outras áreas nas quais a empresa atua, como sistemas de freios, direção, suspensão, embreagem e amortecedor.

 

De acordo com Fernando Martins Rodrigues, gerente de vendas e serviços, os treinamentos da ZF ganharão novo reforço com o novo espaço: “Somar-se-ão à capacitação já existente e realizada pelas equipes em campo e ao trabalho de gestão e de desenvolvimento da rede em toda a América do Sul”.

 

Numa primeira fase técnicos especialistas participarão de treinamentos sobre transmissões presentes na frota da América Latina, como 5S, 6S, 9S, AS Tronic, Ecolife. Os treinamentos serão organizados em módulos com duração de três a cinco dias. Interessados deverão se cadastrar no site da ZF para participar dos treinamentos.

 

Foto: Divulgação.

Grupo Disal cria área de planejamento estratégico

O Grupo Disal anunciou a contratação de José Fernando Alves para o cargo de diretor da área de planejamento estratégico, inovação e recursos humanos, diretoria recém-criada. O executivo é especialista em gestão de riscos em processos de negócios e em tecnologia da informação, com experiência em vários segmentos da economia, dentre eles o financeiro e o automotivo.

 

Contador por formação Alves iniciou sua carreira em 1980 como auditor financeiro, migrando para a área de tecnologia da informação em empresas de auditoria e consultoria pertencentes ao grupo das quatro grande consultorias globais, encerrando esse ciclo em dezembro de 2016 na Deloitte.

 

Foto: Divulgação.

Silvio Campos assume marketing de produto da Case IH

Silvio Campos é o novo responsável pela área de marketing de produto da Case IH. O anúncio do executivo para o cargo faz parte da estratégia de reformulação da gestão da empresa.

 

Campos, que está na CNH Industrial, vai atuar no desenvolvimento da gama de produtos oferecidos pela montadora na América Latina e seguirá reportando para o vice-presidente da Case IH para América Latina, Mirco Romagnoli.

 

Formado em engenharia mecânica pela Universidade Federal de Santa Catarina, em Florianópolis, SC, Silvio Campos fez mestrado em economia industrial e gestão internacional, em Nancy, na França.

 

A carreira de Campos na CNH Industrial teve início em 2007 na área de marketing de produto da Case IH, cargo que ocupou até 2010 em Curitiba, PR. Na sequência assumiu a gerência de negócios, sendo responsável até 2017 pela área comercial de mercados das regiões Sul e Centro-Oeste, bem como do atendimento às grandes contas.

 

Honda HR-V é o automóvel com maior valor de revenda

O utilitário esportivo Honda HR-V foi escolhido como o modelo com maior valor de revenda em premiação da AutoInforme. Estudo feito com base na cotação da Molicar registrou um índice de depreciação de 8,8% após um ano de uso. O prêmio, realizado na quinta-feira, 23, escolheu os melhores em 19 categorias. A pesquisa considerou os 132 modelos zero km mais vendidos, de 24 fabricantes.

 

A categoria de picape compacta foi vencida pela Fiat Toro, que apresentou 9,3% de depreciação. Em elétricos e híbridos, Toyota Prius obteve índice de 11,3%. A Citroën foi eleita a marca que apresentou a maior evolução no desempenho de valor de revenda. Na média dos seus produtos, registrou o índice de depreciação de 12,4%, contra 18,1% no ano passado.

 

Seis carros receberam o prêmio pela quarta vez seguida em suas categorias: Chevrolet Ônix, na categoria hatch compacto, com depreciação de 9,2%; Volkswagen Golf, na categoria hatch médio, com índice de 12%; Honda Fit, na categoria minivan/monovolume, com índice de 9,7%; Toyota Hilux, na categoria picape média, com índice de 14,2%; Hyundai HB20S, categoria sedã de entrada, com depreciação de 10,2%; e Toyota Corolla, sedã médio, com índice de 9,3%.

 

Foto: Divulgação

Produção de aço manteve crescimento em outubro

De janeiro a outubro deste ano saíram dos fornos das usinas brasileiras 28 milhões 513 mil toneladas de aço bruto, uma produção que supera em 8,5% o volume do insumo beneficiado no mesmo período do ano passado, indicador de que a atividade industrial manteve crescente o consumo do material. Afora o desempenho de alguns setores da economia, a reativação da produção da Companhia Siderúrgica do Pecém, CSP, no segundo semestre de 2016, influenciou na alta da produção.

 

De acordo com a Worldsteel, associação dos produtores mundiais de aço, a produção brasileira no mês de outubro foi de 3 milhões 45 mil toneladas, alta de 3,9% na comparação com o volume de setembro. O setor automotivo ajudou a puxar o consumo do aço no mês passado: foram produzidos 249,9 mil veículos para atender tanto ao mercado externo quanto ao mercado interno que vem recuperando o ritmo de vendas.

 

No contexto global, a produção de aço chegou a 145 milhões 254 mil toneladas, alta de 5,9% na comparação com a produção de setembro. No acumulado do ano, já saíram dos fornos 1 bilhão 410 milhões 527 mil toneladas, 5,6% mais que o volume beneficiado nos dez meses de 2016. A produção global alcançada em outubro manteve a ocupação das usinas em 73%.

 

A China segue como o maior produtor mundial de aço: de janeiro a outubro produziu 709,5 milhões de toneladas, 6,1% a mais do que o volume produzido no mesmo período do ano passado. O Japão vem na sequência, com 87 milhões 239 mil toneladas, queda de 0,2% sobre o mesmo período. Crescimento verificado também na Índia, terceiro maior produtor global, que produziu 84 milhões 123 mil toneladas, mais 6,4%. Fecham o grupo dos cinco maiores produtores Estados Unidos, com 68 milhões 364 mil toneladas, e Coreia do Sul, com 59 milhões 148 mil.

 

Foto: Divulgação

Confiança da indústria é a maior desde abril de 2013

O empresário está mais confiante. Isso é o que revela Índice de Confiança do Empresário Industrial, ICEI, da Confederação Nacional da Indústria, CNI. De acordo com a pesquisa divulgada esta quinta-feira, 23, o indicador subiu para 56,5 pontos este mês e alcançou o maior valor desde abril de 2013, antes do início da crise econômica. O índice de novembro é 0,5 ponto superior ao de outubro e está 2,5 pontos acima da média histórica, de 54 pontos. Foi o terceiro mês consecutivo que o indicador ficou acima da média histórica. Os indicadores da pesquisa variam de zero a cem pontos. Quando estão acima de 50 pontos mostram que os empresários estão confiantes.

 

O aumento da confiança em novembro é resultado, especialmente, da melhora da percepção dos empresários sobre as condições atuais dos negócios e da economia, conforme explica o economista da CNI, Marcelo Azevedo: “Há a redução dos juros, da inflação e do desemprego. A economia está em um momento melhor do que há seis meses”.

 

O indicador de confiança nas condições atuais da empresa e da economia alcançou 51,5 pontos, se afastando da linha divisória dos 50 pontos, que separa percepções de piora e de melhora das condições atuais de negócio. O índice deste mês é o maior desde abril de 2011 e está 7,7 pontos acima do registrado em novembro do ano passado.

 

No setor automotivo, o crescimento das vendas já reflete em aumento de turnos de trabalho. A Volkswagen, por exemplo, anunciou na quinta, 23, a retomada da produção em três turnos na sua fábrica de São Bernardo do Campo, SP, em função da produção dos modelos Polo e Virtus.

 

Essa edição da pesquisa foi feita entre 1º a 14 de novembro com 2.980 empresas de todo o País, das quais 1.162 são pequenas, 1.129 são médias e 689 são de grande porte.