Fábrica de cabines da Volvo completa 20 anos no Brasil

A fábrica de cabines de caminhões da Volvo está completando 20 anos. Está instalada em 1997 no complexo industrial da empresa em Curitiba, Paraná, que produz caminhões das linhas F e VM.

 

Na época que foi instalada a Volvo investiu US$ 50 milhões, como parte de um projeto de expansão no continente, que previa US$ 400 milhões de investimentos no Brasil, sendo o maior volume de recursos aplicados pela Volvo no País, com a fábrica tratada como decisiva no crescimento da empresa na América Latina

 

Jorge Marquesini, vice-presidente industrial do Grupo Volvo América Latina, falou sobre a importância da fábrica: “A produção de cabines no Brasil foi um ponto de inflexão na história do Grupo Volvo na América Latina. Ela permitiu ampliar nossos negócios na região, com novos veículos e tecnologias mais avançadas”.

 

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GM: série especial e livro marcam 100 anos de picapes

A Chevrolet está comemorando 100 anos da sua produção de picapes no mundo e para marcar a data lançou no Brasil uma série especial da S10 e o livro Picapes Chevrolet, que já está nas lojas, escrito por Fábio C. Pagotto e Rogério de Simone.

 

A S10 100 Years será vendida por R$ 187 mil 590, com produção limitada a 450 unidades, com cor exclusiva e numeração de série. O preço é R$ 6 mil mais caro que a versão topo de linha, High Country, que foi usada como base para a série especial.

 

O livro conta a história dos principais modelos vendidos no Brasil, em quase 60 anos de vendas, como D20, Silverado, Corsa picape, Montana e S10.

 

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Atividade econômica cresce no ano e setor automotivo tem grande participação

A atividade econômica nacional cresceu 0,4% no acumulado deste ano  segundo os dados divulgados pela Serasa Experian, na semana passada. A alta é de 0,3% no terceiro trimestre, se compararmos trimestre anterior. Na comparação com o mesmo período do ano passado o crescimento foi de 1,2%. 

 

Segundo Luis Rabi, economista da Serasa Experian, alguns fatores são os grande responsáveis por esse crescimento: “O aumento das exportações é um deles, o mundo está crescendo mais e isso tem ajudado no aumento do volume vendido para outros países. Houve também uma leve alta nos investimentos, 0,8% e isso mostra que os empresários estão mais confiantes e desengavetando alguns projetos de investimentos”.

 

Considerando a oferta agregada, houve crescimento de 1,1% da indústria no terceiro trimestre e o setor automotivo tem grande participação: “O setor automotivo ajudou bastante e não foi só com o crescimento das exportações. Percebemos que o volume de crédito liberado para pessoas físicas cresceu 20% até agora, isso mostra que o consumo interno também está melhorando, com a população saindo da inadimplência e pagando suas dívidas”, avalia Rabi.

 

O economista também destaca que esse cenário mudou completamente: “Em 2017 tudo mudou com relação ao ano passado, com melhora da renda da população e leve crescimento dos empregos formais, com isso, o crédito fica mais acessível, sendo muito importante no segmento de bens duráveis, onde estão os automóveis, eletrodomésticos e eletrônicos”.

 

 Se a oferta agregada da indústria cresceu no trimestre, no acumulado do ano ocorreu queda de 0,9%, mas Rabi destaca que esse número está diminuindo: “No meio do ano esse número era de 1,5%, agora é de 0,9% e está diminuindo. Esperamos fechar o ano no zero a zero. Os setores que estão puxando a indústria para baixo são o de máquinas e equipamentos, que caiu muito durante a crise e ainda não se recuperou e o de material de construção”.

 

No caso da demanda agregada, onde estão as exportações, houve crescimento de 2,4% nas vendas para outros países. Com relação a valores, o Brasil exportou US$ 210 bilhões até setembro e o setor automotivo representou 7%, volume 33% maior do que no mesmo período do ano passado.

 

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Volvo fornecerá 24 mil carros para primeira frota da Uber

A Volvo anunciou na segunda-feira, 20, acordo de forcecimento de 24 mil veículos para a Uber, empresa de transporte de passageiros que formará sua primeira frota de automóveis – hoje os serviços da companhia são prestados exclusivamente por meio dos carros de motoristas cadastrados em sua base. A frota será composta pelo modelo SUV XC90 e circulará em cidades dos Estados Unidos ainda não divulgadas pela empresa. O acordo entre as empresas tem duração de três anos.

 

Este é também o maior contrato fechado pela fabricante de veículos. De acordo com Jeff Miller, diretor da área de alianças automotivas da Uber, pesou a favor da Volvo no processo de escolha de fornecedor o fato da fabricante ter a plataforma SPA em seus veículos, com a qual é possível que tenham condução autônoma: “Isso foi importante porque era a arquitetura elétrica mais moderna da indústria automotiva, o que nos permitiu integrar muitos dos nossos sistemas dentro dela de forma mais perfeita”.

 

As empresa trabalharam em conjunto nos últimos três anos desenvolvendo os veículos que serão utilizados na Uber. Miller disse que várias modificações precisam ser feitas nos sistemas de direção e freio do produto final: “Esses são dois elementos nos quais estamos fazendo modificações para que o veículo possa operar como um autônomo de nível 4 ao contrário do nível 2 ou nível 3. Nós também temos que incorporar sensores ao redor do veículo”.

 

Esse não é o primeiro trabalho em conjunto das duas companhias. Em agosto de 2016 elas anunciaram um acordo de US$ 300 milhões por 100 unidades do XC90 para o lançamento do primeiro programa autônomo de treinamento de Uber em Pittsburgh, nos Estados Unidos.

 

Os XC90 que a Volvo fornecerá à Uber virão da fábrica da montadora em Torslanda, Suécia. Hakan Samuelsson, CEO da Volvo, afirmou que a Uber também pode receber carros produzidos da fábrica da Volvo instalada em Charleston, Carolina do Sul.

 

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Serviços digitais abrem os caminhos da ABB no Brasil

Tradicional fornecedora de robôs para a indústria automotiva, a ABB se movimenta no mercado para se posicionar como empresa de serviços na área de automação – filão que, pelo menos no setor de veículos, avalia como pouco explorado. É uma espécie de mudança de paradigma após 105 anos, completados em 2017, se consolidando na vanguarda da robótica em processos como soldagem e pintura. A meta da empresa para a América Latina é deter em cinco anos uma fatia de até 10% dos US$ 20 bilhões que estima ser o tamanho do mercado global de serviços digitais. Para atingi-la, o caminho aponta para as montadoras parceiras que estão experimentando evolução tecnológica em suas linhas.

 

O ciclo de lançamentos de veículos no Brasil e uma onda de investimentos que têm sido anunciados para fábricas aqui e na Argentina, com vistas aos próximos anos, foram os fatores que fizeram a empresa a ajustar o radar de sua área de serviços para a região – no terceiro trimestre, a receita global com serviços cresceu 11% na comparação com o resultado obtido no mesmo período em 2016, segundo balanço da companhia divulgado em outubro. A expectativa é a de que a ofensiva dos seus serviços nos clientes com quem já tem longo relacionamento faça esta porcentagem aumentar em 2018.

 

Isso porque as empresas estariam inclinadas a absorver novas tecnologias que melhoram a produção, de acordo com o presidente global, Ulrich Spiesshofer: “Temos dentro da empresa o conhecimento acumulado ao longo de todos esses anos sobre a operação de diversos clientes ao redor do mundo. O que fizemos foi reunir essa experiência em plataformas digitais que podem render melhorias e economias a estas companhias com quem já temos relacionamento. Chegou o momento do setor entrar na onda digital”.

 

O executivo esteve no Rio de Janeiro no início do mês para apresentar os planos na área de serviços para os próximos anos em evento que também celebrou o aniversário da empresa. Na oportunidade foi lançado o pacote de serviços ABB Ability, a aposta da companhia para diversos setores, inclusive o automotivo. Trata-se de um conjunto de serviços que envolvem monitoramento de máquinas, simulação de linhas de produção, gestão de energia e conectividade, para citar os serviços voltados para a manufatura, segmento no qual está inserida a indústria automobilística.

 

A introdução dessa tecnologia nas fabricantes que atuam na América Latina pode representar o salto de patamar que a indústria tem demonstrado buscar para aumentar a competitividade do veículo local em outros mercados. Sobre este tema, Spiesshofer disse que apostar neste tipo de tecnologia levou a indústria de alguns países a ocuparem posições de destaque atualmente: “O avanço da robotização na Coreia do Sul, para citar o exemplo de uma indústria que cresceu rapidamente, a transformou em uma referência na fabricação de veículos, entre outros produtos. As empresas sul-coreanas estão hoje entre as mais avançadas em termos de tecnologia e geração de emprego”.

 

A indústria brasileira possui um nível considerado baixo de robotização. Estima-se que haja proporção de um robô para dez mil funcionários, ao passo que na Coreia, por exemplo, a proporção seja de 478 para dez mil. Ainda assim, 70% dos cinco mil robôs ABB em operação nas montadoras do Brasil formam um volume que torna interessante a oferta de serviços digitais aqui. Junto com a estratégia anunciada em agosto, de dobrar o número de robôs conectados no País, a ABB deverá envolver Ability e outros serviços nas negociações com as fabricantes de veículos.

 

Nas Américas, a participação da área de robótica representou no terceiro trimestre 34% do faturamento da região, tendo a área automotiva como um dos principais vetores de crescimento local. As vendas da divisão cresceram 4% na comparação com o mesmo período em 2016, cenário que resultou na elevação da receita, que cresceu 8% com relação ao trimestre do ano passado.

 

O desempenho comercial da empresa pode seguir em rota de crescimento por causa dos lançamentos esperados no setor automobilístico: serão onze ano que vem, e com eles chegam investimentos em novas linhas de produção. Ainda que os acordos de fornecimento geralmente sejam fechados pelas matrizes, tanto da ABB quanto da fabricante, a divisão brasileira de serviços da companhia desempenha papel importante na prospecção e na indicação de novas tecnologias às fabricantes que, segundo a ABB, estão dispostas a ouvir o que ela tem a dizer sobre serviços digitais.

 

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VW: investimento de US$ 12 bilhões na China até 2025

A Volkswagen investirá US$ 12 bilhões no mercado de veículos elétricos chinês, nos próximos sete anos, junto com seus parceiros locais, segundo as informações reveladas pelo site Flash de Motor.

 

A intenção é produzir cerca de 40 modelos com motorizações alternativas até 2025, sendo que o planejamento inicial da empresa era de produzir 15 novos modelos no período. De acordo com a Volkswagen, o mercado de veículos elétricos na China está se desenvolvendo mais rápido que em outros mercados e a empresa quer vender 400 mil carros elétricos por ano até 2020 e subir esse número para 1,5 milhão em 2025.

 

O investimento também ajudará a empresa a cumprir a meta de produção de veículos verdes na China a partir de 2019, onde 10% do volume produzido pelas montadoras deve usar propulsor alternativo.

 

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VW investirá US$ 40 bilhões em carros elétricos, autônomos e compartilhados

A Volkswagen anunciou na sexta-feira, 17, um investimento de US$ 40 bilhões nos próximos cinco anos para o desenvolvimento de carros elétricos, veículos autônomos, e serviços de mobilidade parecidos com o Uber.

 

O investimento também será usado para reestruturação da fábrica de Zwickau, Alemanha. A intenção é que a empresa da Europa comece a produzir carros elétricos.

 

Matthias Müller, diretor-presidente da VW, falou sobre os planos da empresa: “O carro está sendo reinventado e esse investimento da condições para Volkswagen ser a maior fabricante de carros elétricos até 2025”.

Nissan: 20 mil veículos exportados a partir do RJ

O complexo industrial da Nissan, instalado em Resende, RJ, onde são fabricados os modelos Versa e March, alcançou a marca de 20 mil veículos exportados. O projeto de exportações da Nissan teve início em março do ano passado e em abril deste ano já havia chegado às 10 mil unidades enviadas ao mercado externo.

 

Sérgio Casillas, diretor de operações de manufatura da empresa, disse que há uma preparação para a fábrica se transformar em um polo exportador maior: “Quando iniciamos o projeto de exportações, sabíamos que a demanda da América Latina estava em crescimento. Nos preparamos para isso e queremos transformar Resende num polo de exportação ainda mais poderoso”.

 

A capacidade de abastecer os mercados externos com veículos brasileiros entrou em um novo patamar com a adoção, em julho, do segundo turno de produção na unidade. Para isso, a Nissan contratou 600 funcionários.

 

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Tintas MC fecha parceria para atuar no segmento automotivo

De olho no setor automotivo, a Tintas MC fechou uma parceria com a PPG Refinish, para atuar no mercado de repintura. A intenção é aumentar a presença no segmento de reparação automotiva.

 

Segundo a Tintas MC, a expectativa para 2018 é bastante positiva e esse segmento poderá representar uma fatia significativa no faturamento em 2018, aumentando também a participação de mercado da empresa.

 

Com a parceria, a rede de lojas da Tintas MC terá atendimento voltado ao mercado automotivo, após receber capacitação da equipe técnica da PPG Refinish.

MAN investirá mais de 2,4 bilhões de euros até 2020

A MAN anunciou ciclo de investimento de € 2,4 bilhões até 2020, na Alemanha. O aporte será feito inicialmente em uma ala de pintura de cabines e em uma nova edificação da fábrica instalada em Munique. Com o investimento, a companhia prometeu melhorar a eficiência em todas as divisões e reforçar sua rede de produção internacional. A empresa deve investir cerca de € 1,1 bilhão em Munique entre 2015 e 2020. A nova ala de pintura será instalada em uma área de 18 mil m2, em um edifício com 150 metros de comprimento e 30 metros de altura. O volume de investimento apenas na unidade é estimado em € 85 milhões.