Nova diretoria da Anfavea toma posse em 25 de abril

Está agendada para a segunda-feira, 25 de abril, a posse da diretoria eleita em chapa única para comandar a Anfavea no triênio de 2016 a 2019. A solenidade será novamente realizada no Clube Monte Líbano, na Zona Sul de São Paulo, onde tradicionalmente ocorrem as cerimônias de troca de bastão da associação que representa as montadoras brasileiras.

O economista Luiz Moan, à frente da associação desde 2013, será sucedido pelo engenheiro mecânico Antonio Megale, primeiro vice-presidente da gestão atual da Anfavea. O executivo de 59 anos possui ampla carreira no setor automotivo – já passou por Ford, Chrysler, Renault e atualmente é diretor de assuntos governamentais da Volkswagen do Brasil.

Megale possui também experiência associativa: foi presidente da AEA de 2011 a 2014.

O primeiro vice-presidente do próximo triênio também possui experiência associativa: será Rogelio Golfarb, vice-presidente de assuntos corporativos e governamentais da Ford. O engenheiro presidiu a própria Anfavea no triênio 2004-2007.Como usualmente o primeiro vice-presidente é o próximo presidente, Golfarb deverá ficar à frente da associação pelo triênio 2019-2022.

Marco Antonio Saltini, da MAN Latin America, e Antonio Carlos Ramos, da General Motors, foram eleitos vice-presidente tesoureiro e vice-presidente secretário para a atual gestão.

Compõem ainda a vice-presidência Alexandre Bernardes de Miranda, da Iveco; Alfredo Miguel Neto, da John Deere; Ana Helena Correa de Andrade, da AGCO; Antonio Carlos Morassutti, da Volvo; Antonio Sérgio Mello, da FCA; Carlos Eduardo Lemos, da Mercedes-Benz; Cledorvino Belini, da FCA; Fabricio Biondo, da PSA Peugeot Citroën; Francisco Satkunas, da Mitsubishi; Gleide Souza, da BMW; Guilherme Ebeling, da International; Henry Joseph Júnior, da Volkswagen; Hugo Zattera, da Agrale; Ivan Lorenzini, da Mahindra; Jeferson Biaggi, da Komatsu; João Alecrim Pereira, da Ford; Jorge Görgen, da CNH; Klaus Kühne, da Audi; Luiz Carlos Moraes, da Mercedes-Benz; Marcelo Elias, da Hyundai-CAOA; Marcelo Teixeira, da Renault; Márcia Cozzi Ribeiro, da Nissan; Marcos Munhoz, da General Motors; Marcus Vinicius Aguiar, da Renault; Paulo Takeuchi, da Honda; Ricardo Martins, da Hyundai; Ricardo Bastos, da Toyota; Roberto Matarazzo Braun, da Toyota; Rogério Rezende, da Scania; Suely Agostinho, da Caterpillar; e Ulisses Chaves, da DAF.

Ricardo Bastos, Carlos Eduardo Lemos e Rogério Rezende formarão o Conselho Fiscal da entidade no próximo triênio.

Moan, atual presidente, deixará a associação após seu mandato, ao contrário dos últimos ex-presidentes, que continuaram a compor a diretoria no triênio exatamente posterior.

Na mesma ocasião tomará posse também a diretoria da Sinfavea, que também será presidida por Megale com Golfarb como primeiro vice-presidente.

Brasil foi apenas o nono produtor mundial de veículos em 2015

O Brasil fechou o ano passado como o nono maior produtor mundial de veículos, com 2,4 milhões de autoveículos produzidos, em queda de 23% ante 2014. Com isso o País desceu mais um degrau no ranking global, ao ser ultrapassado pela Espanha.

O dado foi revelado pela Oica,  a Organisation Internationale des Constructeurs d’Automobiles, associação global que reúne as entidades representantes das montadoras em todo o mundo.

Nos últimos dois anos o Brasil perdeu uma posição por exercício. Em 2013 foi o sétimo, mas terminou 2014 em oitavo, ao ser ultrapassado pelo México. Agora perdeu este posto para a Espanha, que no ano passado cresceu sua produção de veículos em 13,7% e chegou às 2,7 milhões de unidades.

Dos dez primeiros colocados três viram resultado menor em 2015 ante 2014: além do Brasil a produção caiu 5% no Japão, o terceiro colocado, índice semelhante ao do Canadá, décimo – o que ajudou o Brasil a não cair uma posição a mais, no limite do top-10.

E dos sete países que registraram variação positiva em 2015 ante 2014 o melhor resultado foi justamente da Espanha, única a registrar crescimento de dois dígitos.

A China mais uma vez liderou com folga o ranking global da Oica, com impressionantes 24,5 milhões de unidades fabricadas no ano passado, aumento de 3%. Estados Unidos vêm na vice-liderança com 12,1 milhões, alta de quase 4%, enquanto o Japão fecha o pódio com 9,3 milhões.

Na sequência estão, pela ordem, Alemanha, com 6 milhões, Coréia do Sul, 4,5 milhões, Índia, 4,1 milhões, México, 3,5 milhões, Espanha, Brasil e Canadá.

Ao todo a produção automotiva global atingiu em 2015, segundo a Oica, 90,6 milhões de unidades, crescimento de 1%.

Nuno Coutinho é o novo diretor de marketing da Citroën e DS

O português Nuno Coutinho assumiu a diretoria de marketing da Citroën e DS, duas marcas do Grupo PSA Peugeot Citroën. Natural da Capital Lisboa, o executivo de 40 anos substitui o francês Laurent Barria, que ocupava o cargo desde agosto de 2013 e agora assume novas funções dentro da companhia.

Formado em Administração de Empresas no Instituto Superior de Gestão de Lisboa, Coutinho fez pós-graduação em Gestão e Administração Financeira na mesma instituição de ensino.

Possui larga experiência na indústria automotiva, com passagem por importantes montadoras, incluindo a PSA Peugeot Citroën. Pela Peugeot foi responsável pelo lançamento global de produtos como o 3008 Hybrid4, 301 e 108. Atua na América Latina desde 2013, na área de definição de estratégia de preço e produto.

O devido lugar do ônibus no mundo

A sexta edição do Busworld Turquia será inaugurada em abril, um evento bienal que começou em 2004 e que conta com muitas das maiores fabricantes mundiais de ônibus. Terá pelo menos 250 empresas como expositoras, das quais 170 locais e oitenta do Exterior, de 26 países, e deverá receber 15 mil visitas técnicas. A mostra tem como foco o mercado mundial, pois os fabricantes locais tornaram-se grandes exportadores de ônibus e seus componentes.

Cabe as perguntas: como é que um país com mercado interno tradicionalmente menor do que o brasileiro pode mobilizar o setor mundial de ônibus?, por que as mais expressivas companhias participam para expor avançadas tecnologias para uma demanda de 16 mil unidades/ano e, aqui, o setor enfrenta sérias dificuldades, com produção de 21,5 mil unidades e exportação de 4,2 mil, sendo que há cinco anos produzia-se 49 mil?

A resposta é simples: ali o ônibus, de formas diferentes, é prioridade, independente do tamanho do mercado e do nível de tecnologia exigido. Na Turquia, desde janeiro, passou-se a exigir os limites de emissão Euro 6, a mesma em adoção na Europa, para todos os novos veículos produzidos e comercializados. Mais: o segmento rodoviário é o responsável por grande parte do transporte de pessoas e, nas grandes cidades, os planos são de adoção de sistemas modernos com veículos híbridos e/ou movidos a gás.

Da Turquia também vem outro exemplo. O país tornou-se um grande exportador de ônibus e passou a ser um forte concorrente dos fabricantes brasileiros em mercados como a Europa, Oriente Médio, Norte da África, Rússia e Ásia Central. No ano passado, de acordo com OSD, a associação comercial dos fabricantes europeus de ônibus, foram exportadas 44 mil 440 unidades de todos os tamanhos, no valor de US$ 1 bilhão 150 milhões, sem contar componentes e acessórios, pelos fornecedores turcos. O resultado foi que as empresas locais investiram e, em poucos anos, se transformaram em grandes players mundiais – independente de o mercado local consumir o mesmo que o México e a metade que o Brasil de hoje.

O que falta para os brasileiros entenderem que, gostem ou não e queiram ou não, o transporte coletivo precisa ser prioridade? O que falta para que os governantes adotem e apliquem medidas e programas viáveis para impulsionar o setor? Vejam todos os projetos viários prometidos para serem lançados da Copa do Mundo de futebol aos Jogos Olímpicos? Poucos foram totalmente concluídos e os investimentos não chegaram a um terço do anunciado – assim como a adoção de novos e modernos veículos, que resultariam em maior produção para a indústria local.

No caso brasileiro o programa Caminho da Escola, que injetou em seis anos cerca de 50 mil novos ônibus escolares nas zonas rurais do País, está indefinido. O que não é nada bom para a indústria, que investiu e se preparou para produzir 20% a mais de veículos por ano e agora amarga capacidade ociosa.

Neste momento a indústria brasileira do ônibus sobrevive das exportações. E depende daquele mercado que acabou sendo posto de lado na última década pela falta de competitividade do câmbio e pela forte demanda interna, agora paralisada. Mas não é fácil voltar a disputar espaços cedidos a concorrentes focados e que, por este ou aquele motivo, ao contrário, investiram mais e mais para serem fortes competidores internacionais. E como desbancá-los?

Só com novos investimentos no desenvolvimento de produtos e serviços que façam o cliente internacional voltar a preferir o produto brasileiro.

 

Mercedes-Benz mantém estratégia para fábrica de Juiz de Fora

A forte retração do mercado de caminhões no País – queda de 35% no primeiro bimestre na comparação com o mesmo período de 2015, que ao todo já representara baixa de 48% ante 2014 – não significará mudança na estratégia arquitetada pela Mercedes-Benz para complementaridade produtiva das fábricas de São Bernardo do Campo, no ABCD paulista, e Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Em outubro de 2014 a Agência AutoData revelou com exclusividade que a Mercedes-Benz encerraria a produção de caminhões em Juiz de Fora, permanecendo ali apenas a montagem de cabines. À época a fabricante recusou-se a comentar a informação, mas algum tempo depois reconheceu a iniciativa.

Em entrevista à reportagem concedida na quarta-feira, 23, durante a inauguração da unidade de automóveis em Iracemápolis, no Interior de São Paulo, Philipp Schiemer, presidente da empresa, afirmou que a estratégia será mantida e que, diante do atual cenário, mostra-se ainda mais acertada. “Em tempos como estes temos que pensar na eficiência. Hoje temos duas fábricas fazendo a mesma coisa. É melhor fazer cada operação em uma delas.”

Assim a unidade mineira será a responsável pela montagem bruta, pintura e montagem final de todas as cabines dos caminhões Mercedes-Benz. E ao mesmo tempo São Bernardo concentrará estamparia, produção de motores, chassis e eixos, e montagem final dos veículos. Portanto não mais haverá pintura no ABCD – a área, bastante defasada tecnologicamente, será desativada – e tampouco montagem de veículos em Minas Gerais.

Na prática as peças estampadas sairão do ABCD para Juiz de Fora, que fará a armação, solda, pintura e instalação dos componentes da cabine, como acabamentos, painel, vidros e bancos. Estas então seguirão, prontas, no trajeto inverso para instalação nos caminhões em São Bernardo do Campo.

Hoje Juiz de Fora monta o leve Accelo, originalmente feito no ABCD, e o pesado Actros. Schiemer confirmou que a produção do Accelo retorna para São Paulo no fim deste ano enquanto o processo para o Actros demorará um pouco mais: apenas a nova geração do caminhão, que deverá chegar ao País em aproximadamente mais dois anos, é que passará a ser fabricada em São Bernardo.

No começo de 2012 a M-B promoveu uma espécie de reinauguração da planta mineira, originalmente desenhada para produção de automóveis, em particular o Classe A. A montadora investiu então R$ 450 milhões para transformá-la em unidade produtora de caminhões, em uma época que o segmento crescia e São Bernardo já operava perto do limite. A maior parte do aporte foi destinada justamente à adaptação da cabine de pintura. E neste 2016 a montadora finalizou investimento de mais R$ 600 milhões para construir outra fábrica de automóveis no País, agora em Iracemápolis.

Segundo Schiemer este processo todo ocorreu porque quando a decisão de voltar a produzir automóveis de luxo no País foi tomada, em 2011, a transformação da unidade de Juiz de Fora já estava em curso – a iniciativa fora anunciada em meados de 2010.

Ceva inaugura Centro de Excelência em logística

Desde novembro do ano passado, a Ceva Logistics está em nova sede administrativa, localizada na Zona de Sul da cidade de São Paulo. Nela a empresa instalou o primeiro Centro de Excelência Logística da América do Sul, juntando-se aos outros três que a companhia possui nos Estados Unidos, Cingapura e Reino Unido.

“É uma ferramenta comercial mas que não se resume a um showroom”, observa Fábio Mendunekas, vice-presidente de desenvolvimento de negócios da Ceva. “No centro o cliente interage com os sistemas e serviços oferecidos pela empresa, fazendo com que enxergue toda a operação e daí partimos para resolver problemas na sua cadeia de suprimentos ou customizar processos.”

De acordo com o executivo o esforço é conhecer as necessidades do cliente e, então, apresentar receitas que possam adicionar rentabilidade à operação logística, seja qual for a etapa do processo – do desembaraço aduaneiro, passando pela gestão do transporte ao armazenamento ou expedição de mercadorias.

A área, resultado de um investimento realizado com parceiros de tecnologia, o qual o executivo prefere não revelar, permite aos clientes e potenciais experimentar as ferramentas e metodologias utilizadas pela empresa com o objetivo de solucionar eventuais gargalos ou mesmo criar novas metodologias. Após preenchimento de questionário feito pelo cliente um estudo do caso pela Ceva é iniciado e, então, uma visita agendada. Daí, no Centro de Excelência Logística, o cliente enxerga as possíveis soluções para a criação de um projeto destinado à operação investigada.

A Ceva logistics encerrou o ano passado com receita em torno de US$ 7 bilhões. Segundo a empresa, o resultado global é contínuo e acima da média, com destaque para o crescimento da Ebitda de 22% em relação ao mesmo período do ano anterior, para US$ 292 milhões.

Segundo Nadia Ribeiro, recém-nomeada vice-presidente executiva para a América do Sul, a região contribui com 5% a 10% do faturamento global. “Apesar do cenário difícil, com volumes de carga menores, excesso de capacidade ociosa e preços mais baixos, a empresa conseguiu se manter do mesmo tamanho.”

A executiva adianta que especialmente na América do Sul a empresa espera crescimento de 10% a 15% em 2016, sustentado na diversificação dos negócios e conquista de novos clientes. A operação brasileira deve responder por 70% no desempenho da expansão na região. “No Brasil tínhamos uma dependência muito grande no setor automotivo e com ele crescemos, ainda hoje ele representa cerca de 40% do volume de negócios. Mas já vínhamos nos diversificando e avistamos muito potencial em setores como tecnologia, varejo e consumo, energia e cosméticos.”

Apesar do desaquecimento no mercado automotivo, a vice-presidente ainda lembra o setor de reposição como um atenuador de perdas. “Cai a produção automotiva mas cresce a necessidade de manutenção e, com ela, a reposição de peças.”

Randon interrompe a produção em Guarulhos

Menos de dois meses depois de reorganizar a produção da fábrica de Guarulhos, na Grande São Paulo, para se concentrar em produtos da linha leve a Randon Implementos decidiu interromper as atividades daquela unidade. A partir de 8 de abril não será produzido mais nenhum implemento na fábrica inaugurada em 1965 – mas que permanecerá aberta, com as áreas comerciais e de suporte em funcionamento.

Segundo a Randon, em comunicado, foram tomadas diversas ações para minimizar os efeitos da crise e manter a atividade industrial, como jornada de trabalho flexível, férias coletivas e paradas prolongadas em feriados. Não foram suficientes, no entanto, para compensar a queda na demanda – que, ao mesmo tempo, trouxe redução no preço dos produtos, devido à alta competição das empresas do setor, que têm capacidade ociosa.

“Somente no último ano as vendas e a produção de caminhões, semirreboques e carrocerias sobre chassi recuaram perto de 50%”, afirmou a Randon na nota distribuída à imprensa. “No primeiro bimestre de 2016 o recuo persistiu e os indicadores continuam apontando reduções. Será o terceiro ano consecutivo de recesso neste segmento industrial”.

Procurada pela reportagem, a Randon afirmou que usará suas outras plantas industriais – além de Guarulhos, SP, a companhia possui fábricas em Caxias do Sul, RS, Chapecó, SC e em Rosário, na Argentina – para atender as encomendas de produtos da linha leve. “A demanda caiu muito e os pedidos, em decorrência, também”, afirmou Daniel Ely, diretor de recursos humanos da empresa.

Em Guarulhos serão dispensados 130 trabalhadores.

Balanço – As Empresas Randon fecharam o ano passado com R$ 24,6 milhões de prejuízo líquido, uma margem líquida de 0,8% negativa. Em 2014 a companhia havia lucrado R$ 202 milhões.  O faturamento bruto da companhia somou R$ 4,2 bilhões, queda de 22,4% com relação a 2004.

As vendas de implementos cederam 36,3%, para 10,6 mil unidades.

Brasil estabelece cronograma para chegar ao B10 em 2019

O porcentual de biodiesel vegetal adicionado ao óleo diesel fóssil oferecido nas bombas de postos de combustível subirá gradativamente até 2019, quando representará 10% da mistura. A lei com o cronograma foi sancionada na quarta-feira, 23, pela presidenta da República em cerimônia que reuniu diversos representantes do setor sucroalcooleiro no Palácio do Planalto, em Brasília, DF.

Atualmente a mistura possui 7% de biodiesel, chamada B7. Pelo cronograma será adicionado um ponto porcentual a cada doze meses: 8% em 2017, 9% em 2018 até, finalmente, chegar a 10%, ou B10, em 2019. Segundo a presidenta, em declaração ao Blog do Planalto, a medida garante demanda para o Brasil, segundo maior mercado consumidor de biodiesel do mundo – a capacidade instalada alcançou 7,3 milhões de metros cúbicos do mundo, com 50 usinas aptas a operar comercialmente em todas as regiões.

A lei prevê ainda que a adição de biodiesel supere 15% após 2009, após teste e ensaios de combustíveis que durarão 36 meses. Caso os resultados sejam aprovados pelo Conselho Nacional de Política Energética, o País adotará o B15.

“Todos nós ganhamos com isso: a agricultura familiar, a agricultura comercial, as usinas de biodiesel, o consumidor no Brasil e o meio ambiente. Ao ganhar o meio ambiente, ganha também toda a população brasileira. E espero que nessa flexibilidade de combinação nós tenhamos também preços mais baratos para o combustível”.

No Brasil o biodiesel é produzido a partir de mamona, pinhão manso, palma e soja. É uma fonte de energia renovável menos danosa ao meio ambiente, comparado com o diesel fóssil, obtido a partir do petróleo.

Na última COP21, Conferência do Clima realizada em Paris, França, o Brasil assumiu compromisso para reduzir as emissões de poluentes e ampliar o uso de energias renováveis na matriz energética nacional.

Balão de ensaio para o mundo

A fábrica de automóveis de luxo Mercedes-Benz em Iracemápolis, SP, veio oficialmente ao mundo na quarta-feira, 23, com missão bem mais gloriosa do que se poderia imaginar inicialmente.

Ela é a primeira das 26 unidades produtivas da montadora no mundo a adotar um novo processo produtivo no qual a flexibilidade é o pilar principal. A unidade consegue produzir dois modelos de duas plataformas bem distintas – sedã de tração traseira e utilitário com tração dianteira – em uma mesma linha.

Segundo Markus Schäfer, membro do board Mercedes-Benz Automóveis, Produção e Logística, a experiência está “empolgando os engenheiros” e, se totalmente aprovada conforme os volumes produtivos se elevarem, deverá ser replicada para outras fábricas ao redor do mundo, inclusive na Alemanha.

“Temos um plano agressivo de liderar o mercado premium global em 2020. E para isso precisamos aumentar o portfólio. Já saímos de 20 modelos para quase 40, o dobro. E descobrimos que para acompanhar essa alteração produtiva precisávamos de flexibilidade. E Iracemápolis é desde já o benchmark global neste quesito.”

Na prática isso se traduz, por incrível que possa parecer à primeira vista, em menor automação e maior número de funcionários. “A automação nos tira flexibilidade. Temos robôs e máquinas em Iracemápolis onde é necessário para assegurar a qualidade. Mas o elemento humano é muito mais flexível e é nele que estamos focados agora. Este processo de redução da automação já começou também na Alemanha.”

São 600 funcionários para uma capacidade teórica de 20 mil unidades/ano em dois turnos, mas nesse momento serão 12 mil/ano em turno único. Segundo Philipp Schiemer, presidente da Mercedes-Benz do Brasil, o plano inicial previa entrada em funcionamento do segundo turno no início do ano que vem, mas este já foi suspenso por enquanto.

Os executivos tergiversam quando o assunto é fornecimento local. Schäfer argumenta que “todos os fornecedores são locais” pois são globais com operação no Brasil, mas não enumera quantos já vendem a partir daqui nem o índice de nacionalização.

Fato é que por enquanto Iracemápolis só monta o Classe C com aparentemente quase tudo importado – são visíveis caixas e caixas de equipamentos trazidos de fora como para-choques, grades dianteiras, tanques de combustível e outros. As áreas de armação de carroceria e pintura entram em funcionamento no segundo semestre, junto com o GLA, segundo modelo Made in Brazil.

Schiemer jura que não há planos de exportação, nem mesmo para a vizinha Argentina e com a situação do câmbio favorável aos embarques. “Quando fizemos o projeto não fazia sentido exportar, o que não significa que será sempre assim, um dia pode passar a fazer sentido. Mas por enquanto o objetivo é só o mercado interno.”

A Mercedes-Benz corrigiu o valor do investimento de R$ 500 milhões para perto de R$ 600 milhões, pela desvalorização do Real: “muitas máquinas foram importadas com pagamento em dólar”, explicou Schiemer.

Honeywell lança programa Reman

Por que arriscar? é o tema de campanha continental da Honeywell Transportation Systems, a Reman Original Garrett, de incentivo à compra de turbocompressores recondicionados de fábrica como caminho de fuga de produtos recondicionados existentes no mercado– mais baratos e de procedência duvidosa, e extremamente sujeitos a encrencas.

O lançamento da campanha coincide com a vinda ao Brasil de Eric Fraysse, vice-presidente mundial da companhia para o mercado da reposição. De acordo com ele a ideia é “abastecer todo o mercado sul-americano, Brasil à frente, com produtos de preços coerentes com a desvalorização dos veículos e com garantia e qualidade de turbo novo”.

O primeiro passo, então, é tratar de conscientizar o mundo dos transportadores a respeito do papel importante que tem a instalação de turbos remanufaturados de fábrica no lugar “daqueles existentes no mercado”. O risco, no caso da escolha dos recondicionados, são pesados custos e problemas posteriores gerados pela parada dos veículos para a necessária reparação: caminhão na oficina não fatura.

O Reman Original Garrett se propõe a colocar no mercado “turbocompressores totalmente remanufaturados pela própria fábrica, com a substituição das peças desgastadas por componentes novos” – montados e testados de acordo com os mesmos procedimentos pelos quais passam turbos entregues à montadoras como equipamentos originais. Com garantia e “com preço competitivo”.

A empresa aposta nessa garantia, de um ano de uso sem limite de quilometragem, como o principal diferencial do programa Reman, que será realizado em parceria muito próxima com suas redes de distribuição, vendas e prestação de serviços.

O VP Fraysse acredita no sucesso do programa, que considera “perfeitamente adequado a momentos como este que vivemos, de retração das atividades econômicas”:

“Nosso programa tem o objetivo de facilitar o acesso dos transportadores a um produto de qualidade, garantido pela fábrica e com preço reduzido, evitando que os caminhões fiquem parados nas estradas ou nas oficinas por problemas mecânicos e ajudando a economia a rodar”.

O Reman Original Garrett é programa mundial “idealizado para veículos usados, cuja desvalorização natural torna incoerente o investimento para a instalação de um turbo novo. O programa sul-americano é exatamente igual ao lançado na Europa há dois anos, cujos resultados são muito positivos”.

Os remanufaturados dispõem dos mesmos níveis de durabilidade e eficiência dos novos, com “o mesmo desempenho e com economia de combustível, custo reduzido e óbvia preservação do meio ambiente”.