Oito marcas ocupam o top-10 de fevereiro

Nada menos do que oito marcas conseguiram emplacar seus modelos no ranking dos dez veículos mais vendidos no mercado brasileiro em fevereiro, comprovando que o cenário local está cada vez mais diverso e desafiador.

Apenas Fiat e General Motors contam com dois modelos na lista. O Palio, em quarto, e Strada, em oitavo, representam a Fiat, enquanto o Onix, em primeiro, e o Prisma, em nono, a Chevrolet.

Do restante a Hyundai colocou o HB20 em segundo, a Ford o Ka em terceiro, a Toyota o Corolla em quinto, a Honda o HR-V em sexto, a VW o Fox/CrossFox em sétimo e a Jeep o Renegade em décimo.

Outro indicativo confirma a constante movimentação do ranking e da mudança do perfil do consumidor, de um lado justificada pela crise, que afeta mais os modelos de entrada, e do outro pelo aumento da oferta de marcas e modelos: a renovação no top-10 ante um ano é de 40% – ou seja, dos dez mais vendidos no mês passado quatro não estavam na lista em fevereiro de 2015.

São eles Corolla, Prisma, HR-V e Renegade, que derrubaram do top-10 Uno, Gol, Up e Siena. Os sedãs de Toyota e Chevrolet melhoraram seu desempenho, uma vez que há um ano ocuparam respectivamente a 14ª. e a 11ª. posições, enquanto que os dois SUVs compactos ainda estavam em vias de lançamento.

No outro lado, no comparativo anual, o Uno caiu de sexto para 14º., o Gol de sétimo para 11º., o Up! de oitavo para 15º. e o Siena de nono para 16º.

Cabe neste cenário importante observação: à exceção do Prisma os outros três – Corolla, HR-V e Renegade – são bem mais caros do que os modelos que conseguiram suplantar no top-10, chegando a custar mais que o dobro destes, na maioria dos casos.

Ford Cargo: reforços no meio.

Como um ponto fora da curva dos executivos do setor, em especial da indústria de caminhões, Antônio Baltar, gerente geral de vendas e marketing da Ford Caminhões, diz que a empresa não pode reclamar de 2015. Não para menos.

No ano de verdadeiro tombo do mercado interno, a montadora cresceu sua participação de 14,3% em 2014 para 18% no ano passado, muito em função da retomada da Linha F e demais modelos leves.

Mas o crescimento poderia ser até maior caso a Ford tivesse atualizado sua linha de médios, semipesados e pesados, reconhece João Pimentel, diretor de Operações de Caminhões da Ford. Algo que a empresa pretende corrigir oficialmente a partir desta semana com o lançamento dos Cargo Torqshift, já na linha ano-modelo 2016/2107.

São seis novos modelos que chegarão aos 120 pontos de venda da marca na primeira quinzena deste mês – Cargo 1723 Torqshift, Cargo 1723 Kolector Torqshift, Cargo 1729R Torqshift, Cargo 2429 Torqshift, Cargo 1729T Torqshift e Cargo 1933T Torqshift – e que tem como grande diferencial a oferta de câmbios automatizados Eaton de dez e dezesseis velocidades, dependendo do modelo.

Foi exatamente nessas faixas de mercado que a empresa registrou seus únicos resultados adversos frente a 2014, com encolhimento de um a dois pontos de participação. E agora, com a nova linha, Pimentel e Baltar falam até em avançar mais um ou dois pontos porcentuais no bolo total do mercado de caminhões em 2016, batendo em 20%.

As versões com transmissões automatizadas terão peso significativo nas vendas da marca já em seu primeiro ano, calcula Baltar – algo como 35% do mix de cada um dos segmentos. “Transmissões automatizadas são uma tendência crescente.” Se no ano passado estiveram em apenas cerca de 20% dos caminhões negociados, a Ford projeta que poderão responder por até 70% das vendas nos próximos cinco anos.

Com os Torqshift a linha Ford 2017 de caminhões passa de 26 para 34 modelos. Ainda no mês que vem serão apresentados mais quatro novas versões com configuração de transmissão manual: Cargo 1419, Cargo 1519, Cargo 3129 e Cargo 3129 Mixer.
“Esses lançamentos são sinais de que continuamos a acreditar no Brasil mesmo diante do cenário econômico atual”, destacou Pimentel, que recorda que a montadora lançou seu extrapesado em 2013 e relançou a Série F um ano depois. “Com esses produtos a Ford foi a marca de caminhões que mais cresceu no Brasil no ano passado.”

A linha Cargo Torqshift foi desenvolvida em parceria com a Eaton, que dotou as transmissões de recursos como opção de trocas manuais, assistência de partida em rampas, função Low para descidas, dentre outros, e a Cummins. Baltar aponta economia e robustez como principais vantagens dos conjuntos mecânicos.

E economia em vários aspectos, aponta: “Há menor consumo de combustível [o 2429 Torqshift gasta 6% a menos do que o mesmo modelo manual], por exemplo, menor custo de manutenção e mesmo na aquisição. O 2429 6×2 cabine simples, por exemplo, sai por aproximados R$ 220 mil, R$ 10 mil a mais do que a versão com câmbio manual. O mesmo modelo com transmissão automática custaria cerca de R$ 35 mil a mais”.

Borgwarner: produção de turbos no País deve repetir volume de 2015.

A Borgwarner, com fábrica em Itatiba, no Interior paulista, pretende repetir em 2016 o mesmo volume de produção de turbocompressores alcançada em 2015, na faixa de 220 mil unidades. Ainda é resultado distante do recorde alcançado em 2013, 350 mil, e de 2014, de 270 mil, mas não deixa de ser relevante diante das perspectivas de nova queda nas vendas no mercado interno neste ano, em especial no segmento de comerciais – caminhões e ônibus.

“Repetiremos o volume mas o mix mudará”, afirma Vitor Maiellaro, diretor da divisão de turbocompressores. “As encomendas para o segmento de veículos comerciais devem cair, mas os pedidos para automóveis compensarão este quadro.” Atualmente a Borgwarner fornece o turbo utilizado no Up! TSI, mas negocia com mais quatro montadoras, em estágio avançado – apenas um destes contratos representaria cerca de 200 mil unidades, mas para início de entregas de 2018 a 2019.

Outras frentes serão as exportações, que hoje representam 20% do faturamento e podem crescer um pouco, em particular nas operações intercompany, segundo o executivo, e também o mercado de reposição, que deve chegar a 26% de participação no resultado – e em particular as operações de remanufaturados, que deverão ganhar uma linha exclusiva em Itatiba.

Em um prazo maior a expectativa é extremamente positiva: pelos cálculos de Maiellaro a produção de turbos da empresa deve mais do que dobrar em cinco anos, em especial por conta de demanda pelo produto para veículos leves, baseado na tendência do downsizing e do desenvolvimento já realizado localmente para adaptação à tecnologia flex.

“No caso do Up! foram três anos de desenvolvimento, mas como para outros projetos a base do turbo é a mesma, daqui para frente este prazo será muito menor, apenas para acertos de particularidades de cada fabricante.”

Primeiro bimestre é o mais baixo desde 2007

Os 302 mil automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus vendidos no mercado brasileiro em janeiro e fevereiro representam o pior desempenho para o primeiro bimestre desde 2007, quando os consumidores locais adquiriram 299,7 mil veículos. Os dados divulgados pela Fenabrave na terça-feira, 1º, apontam retração de 31,3% nas vendas, comparado com os primeiros dois meses do ano passado, quando foram emplacadas 439,7 mil unidades.

O volume de fevereiro também retornou nove anos: o mês fechou com 146,8 mil licenciamentos, volume idêntico ao de igual mês de 2007 – e o mais baixo resultado mensal da indústria desde então. A queda chegou a 21,1% com relação a fevereiro do ano passado, que registrou 185,9 mil unidades comercializadas, e a 5,5% na comparação com janeiro e seus 155,3 mil veículos vendidos.

O resultado do mês passado ficou um pouco acima do projetado por varejistas ouvidos pela Agência AutoData: eles esperavam de 140 mil a 145 mil licenciamentos em fevereiro.

Em nota a Fenabrave destacou um ponto positivo do resultado do mês: a média diária cresceu 5%, saltando de 7,8 mil unidades em janeiro para 8,2 mil licenciamentos no mês passado. “Este crescimento é importante, ainda que esperado: janeiro é, historicamente, prejudicado pelas antecipações de compras realizadas em dezembro e pelas despesas escolares e de impostos no início do ano”, afirmou o presidente Alarico Assumpção Júnior, em comunicado.

Este fato, porém, não traz otimismo à associação, que prevê manutenção do cenário negativo para 2016: “Os fatores prevalecem os mesmos mencionados anteriormente, como a baixa atividade econômica atrelada à alta da inflação, alto índice de endividamento nas famílias, aumento do desemprego e a consequente perda de confiança da população”.

Resultados – Houve queda em todos os segmentos, nas comparações mensais, anuais e acumuladas. O de automóveis e comerciais leves registrou em fevereiro 142,1 mil licenciamentos, redução de 20,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado e 5,1% com relação a janeiro. No acumulado do ano, 291,8 mil emplacamentos, baixa de 31%.

O segmento de caminhões registrou apenas 3,8 mil unidades comercializadas, redução de 26,1% na comparação anual e de 12% na mensal. O bimestre fechou com 8,2 mil emplacamentos, queda de 36,4%.

As vendas de chassis de ônibus caíram 54,7% na comparação anual e 28,9% na mensal. Foram emplacadas 892 unidades. Somados janeiro e fevereiro, 2,1 mil licenciamentos de chassis, retração de 48,8% com relação ao primeiro bimestre do ano passado.

Em motocicletas a situação não é diferente: 86,6 mil unidades comercializadas em fevereiro, quedas de 7,6% com relação ao mesmo mês de 2015 e de 10% na comparação com janeiro. O bimestre acumula 9,7% de baixa, com 182,9 mil motocicletas comercializadas.

Marcas – A General Motors novamente liderou o mercado, com 21,7 mil unidades vendidas, pouco mais de duzentos licenciamentos a mais do que a Fiat, vice-líder. No bimestre a ordem prevalece, mas com 4 mil veículos de vantagem à líder.

Volkswagen fechou com a terceira colocação no mês e no acumulado e a Hyundai se manteve no quarto posto, superando a Ford, tanto no resultado de fevereiro quanto no do primeiro bimestre.

Argentina e Colômbia negociam acordo automotivo

A Argentina poderá imitar o Brasil e fechar um acordo automotivo com a Colômbia, atualmente o quarto maior mercado latino-americano. De acordo com informações publicadas pelo portal argentino Información Profesional, representantes dos governos dos dois países deverão se reunir ainda este mês para tentar costurar definitivamente o negócio.

A princípio, de acordo com o portal, a negociação envolveria livre comércio dos dois lados. No ano passado a Argentina exportou pouco mais de 4 mil unidades à Colômbia, com imposto de importação de 16%.

No final do ano passado Brasil e Colômbia fecharam um acordo individual para o setor automotivo, regido por cotas durante oito anos. O Brasil pode enviar aos colombianos 12 mil veículos no primeiro ano, recebendo o mesmo volume, mas com índice de nacionalização menor. A mesma lógica se repete no segundo ano, quando a cota sobe para 25 mil, e chega a 50 mil do terceiro ao oitavo anos.

A Argentina, segundo as fontes ouvidas pela publicação local, apostam nas picapes e comerciais leves para aumentar seus índices de exportações à Colômbia, caso o acordo se confirme. A estimativa inicial é de alcançar 20 mil unidades no primeiro ano, 25 mil no segundo e 30 mil no terceiro.

GM começa a vender peças online

A General Motors colocou no ar a nova versão do portal dedicado aos reparadores independentes e distribuidores de autopeças com uma grande novidade: a possibilidade de compra de peças originais Chevrolet no alcance de um clique, algo que de acordo com a própria companhia é inédito para montadoras instaladas no Brasil.

O comércio eletrônico de peças e acessórios automotivos vem ganhando importância no mercado brasileiro. Dentro do site Mercado Livre, por exemplo, essa categoria foi a que mais movimentou negócios no ano passado – acima de itens tradicionais em compras pela internet, como televisões e telefones celulares.

De olho nesse nicho de mercado a GM alocou parte de seus investimentos de R$ 13 bilhões no Brasil até 2019 para reformular o site dedicado aos reparadores e incluir a possibilidade de comprar as peças online. “O setor de comércio eletrônico cresce em ritmo acelerado no Brasil, assim como o porcentual de oficinas que usam a internet como ferramenta de trabalho”, afirmou Marcelo Santiago, gerente de e-commerce da GM.

Dentro do portal Reparador Chevrolet, totalmente reformulado, foi criada a seção Peça Chevrolet. Ao acessá-la, o usuário que se cadastrar tem à sua disposição um catálogo eletrônico com peças de todos os modelos da marca produzidos desde 1964. Após pesquisar e selecionar os itens desejados, ele escolhe uma concessionária e vendedor de sua preferência e pode iniciar suas aquisições.

Nesse ponto o serviço da marca se diferencia dos modelos de e-commerce dos quais o brasileiro está acostumado: o preço, condições de pagamentos e a forma de entrega são negociados em um chat virtual. Nele é possível também tirar dúvidas sobre o que está comprando, graças a uma ferramenta de compartilhamento de imagens – e, assim, garantir que a peça adquirida é mesmo a que ele precisa.

Segundo Santiago a ferramenta dará rapidez e agilidade ao trabalho do reparador. “Quanto mais rápido é feito o conserto do veículo, mais satisfeito fica o proprietário e maior é a possibilidade de rentabilidade da oficina”.

O portal ainda traz dicas e outras ferramentas que auxiliam o dia-a-dia do reparador. Agrada, também, aos entusiastas de automóveis, que podem baixar gratuitamente os catálogos virtuais dos modelos Chevrolet desde 1964. Ainda não podem, porém, comprar peças online: essa ferramenta está limitada a cadastros de pessoa jurídica.

Onix já dispara e HR-V dá o troco em Renegade

O Onix, modelo mais vendido do Brasil no ano passado, começou o ano reafirmando com muita propriedade sua liderança. Em fevereiro o Chevrolet registrou cerca de 10,3 mil emplacamentos, bem à frente do segundo colocado, o HB20, com 7,8 mil. Com isso no bimestre o campeão de 2015 já registra pouco mais de 23 mil emplacamentos no acumulado do primeiro bimestre, o que lhe dá vantagem de aproximadamente 6 mil unidades para os pouco menos de 17 mil do modelo da montadora coreana na soma de janeiro e fevereiro – que de qualquer forma também comemora ao se firmar como o segundo colocado do ano.

O Palio, terceiro em janeiro, foi surpreendido pelo Ka, que lhe ultrapassou por pouco – ambos na faixa de 5,5 mil licenciamentos em fevereiro. Mas o modelo com desempenho realmente impressionante no mês passado foi o Toyota Corolla, nada menos do que o quinto colocado com 5 mil.

Um excelente mês também registrou o HR-V, o sexto de fevereiro com 4,7 mil, à frente até da Strada, 4,6 mil. Já o rival direto Renegade foi o décimo, com 4 mil. E assim a disputa pela liderança nos SUVs compactos segue emocionante: no primeiro bimestre o Honda aparece à frente, tomando a liderança registrada pelo Jeep em janeiro, mas por apenas 100 unidades. O EcoSport acompanha tudo de longe – em fevereiro fez dois mil emplacamentos.

Prisma e Fox foram respectivamente oitavo e nono em fevereiro.

Nas picapes médias a Toyota Hilux mais uma vez destronou, e com facilidade, a eterna líder Chevrolet S10: em fevereiro fez 2,2 mil para 1,2 mil da concorrente, que no mês perdeu ainda, mesmo que por pouco, também da Ford Ranger. As novatas, entretanto, ameaçam atrapalhar a festa: a Fiat Toro registrou seus primeiros 1,1 emplacamentos e já foi melhor que VW Amarok e que a rival direta Renault Oroch, esta com 800 unidades.

 

Vendas serão no máximo de 1,8 milhão em 2016, calcula Habib

Se depender apenas das previsões de Sérgio Habib, presidente do Grupo SHC – que congrega concessionárias Citroën, Volkswagen e Jaguar Land Rover, além da operação da Jac Motors do País – o mercado brasileiro de veículos leves não ultrapassará 1,8 milhão de unidades em 2016.

Este resultado representaria queda de 28% ante o fechamento de 2015, que já apresentou redução de 25,6% ante 2014. A projeção da Anfavea para este ano aponta 2,3 milhões de veículos leves vendidos, baixa de 7,3% – ou 500 mil unidades a mais do que a estimativa de Habib.

Esta previsão do empresário se baseia especialmente na média diária de vendas obtida no primeiro bimestre, próxima de 7,5 mil unidades. “De 1º. de março até 31 de dezembro serão duzentos dias úteis e nada indica que este número vai subir. Na volta do carnaval, por exemplo, esse índice se manteve.”

Além de indicadores econômicos pouco favoráveis, Habib acrescenta que “todas as montadoras no Brasil estão perdendo dinheiro, sob muita pressão e, por isso, são obrigadas a aumentar os preços. Não há como o mercado subir desse jeito”.

Para ele quem mais sofrerá por conta deste quadro é a rede, que, acredita, terá mais 1 mil concessionárias fechadas neste ano, mesmo número registrado no ano passado, chegando ao começo de 2017 com 5 mil casas. “A rede tem custo fixo gigantesco e aí não tem jeito, tem que fechar.”

Um pequeno retorno ao crescimento ocorrerá a partir de 2017, estima o empresário, para mercado de 2,1 milhões de unidades, mantendo esse ritmo pelos anos seguintes e voltando a alcançar o patamar de 3,7 milhões de veículos leves vendidos em 2024.

SUV T5 – Para a Jac Motors especificamente a projeção de seu presidente é repetir o resultado de 2015, ao redor de 5 mil unidades, “volume que estamos limitados pela cota de importação”. A novidade é no mix: Habib espera que metade seja responsabilidade do novo SUV compacto T5, que chega às lojas em março, deixando apenas a outra metade para os J2, J3, J5, T6 e T8.

O modelo tem tabela de preços variando de R$ 60 mil a R$ 69 mil, mas o primeiro lote de quinhentas unidades é formado apenas pela versão topo de gama, que oferece bancos em couro, kit multimídia com tela de 8 polegadas e câmera de ré. O modelo mais barato e o intermediário, a R$ 65 mil, chegam nos próximos meses. O motor é sempre um 1,5 litro 16V VVT flex sem tanquinho de até 127 cv e o câmbio sempre um manual de seis marchas. O pacote de equipamentos é sempre recheado em qualquer versão.

A Jac vê como principais concorrentes os modelos compactos aventureiros, como Volkswagen CrossFox, Hyundai HB20X e Renault Sandero Stepway, além de versões de entrada de Ford EcoSport, Citroën AirCross e Renault Duster.

Volkswagen amplia destinos do up!

Costa Rica, Curaçao e Paraguai são os três novos destinos do Volkswagen up! produzido em Taubaté, SP. O país sul-americano já recebeu as primeiras unidades do modelo e os embarques para os outros dois países da América Central começarão nas próximas semanas.

Eles se juntam à Argentina, México, Peru e Uruguai, outros mercados que comercializam o up! fabricado no Brasil. A fábrica da Volkswagen em Taubaté, aliás, celebrou a marca de 150 mil unidades do compacto produzidas desde 2014, quando ele foi lançado por aqui – 20 mil tiveram como destino a exportação.

Representou o marco uma unidade do speed up! equipada com o motor 1 litro TSI. A companhia reuniu diversos executivos, dentre eles o CEO da VW do Brasil David Powels, na linha de produção para uma dupla comemoração: além dos 150 mil up! produzidos a fábrica completa 40 anos de atividades.

De início a fábrica de Taubaté fornecia peças plásticas injetas, metálicas estampadas e tapeçaria para atender a unidade Anchieta, em São Bernardo do Campo, SP. Mas ela entrou para a história ao produzir a primeira versão do Gol, o veículo mais vendido, produzido e exportado pela indústria automotiva brasileira.

“O Gol e o Voyage nasceram aqui em Taubaté, na década de 1980, e representaram grandes desafios pelas características inovadoras que apresentaram para a época”, afirmou, em nota, o diretor da fábrica, Marcos Aparecido Ruza. “Hoje temos uma fábrica eficiente e altamente tecnológica, com capacidade de produzir carros modernos, seguros e com a qualidade necessária para satisfazer nossos clientes e contribuir com a competitividade da empresa”.

Atualmente saem das linhas de montagem de Taubaté o Gol, o Voyage, o up! e o cross up!, para os mercados interno e externo. A unidade emprega em torno de 4 mil trabalhadores.

Saldo de financiamentos recua 13,3%

O saldo das carteiras de financiamento de veículos seguiu a trajetória descendente do mercado automotivo nacional e fechou o ano passado com queda de 13,3%, de acordo com dados divulgados pela Anef, associação que representa os bancos das montadoras, na segunda-feira, 29. A soma do saldo de CDC e leasing alcançou R$ 183,2 bilhões.

Segundo a Anef o cenário econômico do ano passado provocou um impacto forte na concessão de crédito para o setor automotivo. O total de recursos liberados em 2015 chegou a R$ 92 bilhões, retração de 17,3% em doze meses – somadas, também, as carteiras de CDC e leasing.

Por outro lado a inadimplência voltou a subir, tanto para pessoa física quanto para pessoa jurídica. No ano passado os atrasos nos pagamentos de contratos de pessoas físicas, em todas as modalidades, cresceram 0,8 ponto porcentual, para 6,1%. Para pessoas jurídicas a alta foi de 1,1 ponto porcentual, para 4,5% dos contratos.

As taxas praticadas pelos bancos de montadoras fecharam em dezembro com média de 1,77% ao mês e 23,43% ao ano – no varejo essa média sobe para 1,9% ao mês, ou 26% ao ano. O prazo médio das concessões no ano passado se manteve em 42 meses – e os planos máximos oferecidos chegam a 60 meses.

Participação – O CDC respondeu por 53% das aquisições de automóveis e comerciais leves no ano passado, enquanto os pagamentos à vista representaram 40% das compras realizadas no ano. O leasing manteve pouca representatividade, com 2%, e o consórcio respondeu por 5%.

Em caminhões o Finame registrou 66% do total. Os pagamentos à vista 16% e os financiamentos por CDC, 15%. O leasing respondeu por apenas 1% das vendas do segmento, e o consórcio 2%.

Projeções – A Anef acredita que haverá nova queda no saldo da carteira de financiamentos em 2016, com queda de 5,1% com relação ao resultado do ano passado – a previsão é fechar com R$ 173,8 bilhões. Da mesma forma, deverá ocorrer nova redução na liberação de recursos, caindo 5,4%, para R$ 87 bilhões.