Dívida de R$ 70 milhões levou Arteb à recuperação judicial

Uma dívida de pelo menos R$ 70 milhões levou a Arteb ao pedido de recuperação judicial ocorrido na semana passada. A informação foi divulgada pelo presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Rafael Marques, na quinta-feira, 18, durante evento promovido pela entidade.

Segundo Marques a Arteb procurou bancos para levantar empréstimo neste valor e, ao receber negativa das instituições bancárias, optou pelo pedido de recuperação judicial. Os recursos seriam utilizados para saldar dívidas com fornecedores, pagar impostos e outros financiamentos anteriormente assumidos com bancos.

Também de acordo com o sindicato 370 dos 1,4 mil funcionários foram demitidos. Em assembleia realizada na porta da empresa na quinta-feira,18, os metalúrgicos decidiram interromper as atividades pelo menos até a segunda-feira, 22. Os representantes dos trabalhadores afirmam que a empresa pretende pagar os diretos dos demitidos apenas após a aprovação do plano de recuperação judicial.

Para José Paulo da Silva Nogueira, diretor executivo do sindicato, considerou em comunicado que “isso deixa o trabalhador completamente sem previsão de quando vai receber. Um processo como esse pode durar até um ano, um ano e meio, o que é inaceitável”.

Marques complementou, no comunicado, que “até agora a empresa não deu, sequer, garantias de como vai indenizar os companheiros. Não podemos aceitar isso. Nosso movimento é muito importante para fortalecer a representação dos trabalhadores na mesa de negociação”.

Arteb não fala – Durante uma semana a Agência AutoData tentou contato com a Arteb para averiguar as informações com relação ao pedido de recuperação judicial. A empresa não possui um responsável por comunicação com a imprensa.

Na segunda-feira, 15, profissional da área financeira afirmou que a empresa se manifestaria a respeito na terça-feira, 16; incomunicável nesta data, na quarta-feira, 17, a mesma pessoa informou então que apenas o escritório de advocacia contratado para cuidar da recuperação judicial, o De Luizi Advogados, poderia falar em nome da empresa; na mesma data o escritório pediu dois dias para se manifestar; na sexta-feira, 19, disse que a área de compras da Arteb fora a escolhida para distribuir comunicado com as informações da empresa sobre a recuperação judicial; e na mesma data profissional deste departamento afirmou à reportagem que somente a área jurídica teria autorização para enviar a citada nota.

Versão digital da Revista AutoData de fevereiro já está disponível

O início de uma nova fase da Fiat do Brasil é o tema da reportagem de capa da edição 318 da Revista AutoData, já disponível para acesso via computador, smartphone ou tablets. O lançamento da picape Toro marcou o pontapé inicial da reformulação de todo o portfólio da montadora no mercado brasileiro.

Para conhecer todos os pormenores via smartphones e tablets, tanto os com sistema iOS quanto Android, basta entrar no app da revista AutoData. Quem ainda não tiver o aplicativo instalado pode encontrá-lo gratuitamente na AppStore ou na Play Store. Em computadores tradicionais utilize diretamente o link arquivos/autodatadigital/318-2016-02/, via Portal AutoData.

A edição de fevereiro traz ainda o From the Top com Alarico Assumpção Júnior, presidente da Fenabrave, que espera um 2016 um pouco melhor do que foi o ano passado. Ainda é destaque a reportagem que conta como sistemistas ajudam seus fornecedores estratégicos, com programas de apoio e desenvolvimento a esses parceiros.

O Salão de Detroit, investimentos da Nissan e o sobe e desce das marcas nos rankings de automóveis e comerciais leves, caminhões e chassis de ônibus também são destaques da revista. Confira!

Mudanças na BMW e Volkswagen

BMW e Volkswagen anunciaram na quinta-feira, 18, mudanças nos quadros de executivos das suas operações brasileiras.

Na BMW o alemão Carsten Stoecker assumiu a vice-presidência sênior da fábrica da companhia em Araquari, SC, em substituição ao também alemão Gerald Degen, que ocupou o cargo nos últimos três anos e agora assumiu a vice-presidência de controle de produção e logística da fábrica de Spartanburg, na Carolina do Sul, Estados Unidos.

Engenheiro industrial formado pela Universidade de Siegen, na Alemanha, Stoecker iniciou a carreira no Grupo BMW em 1998, na fábrica de Munique. Desempenhou diversas funções em diferentes áreas da produção, como planejamento estratégico, compras e qualidade.

Em nota, o executivo afirmou ser um grande desafio liderar a primeira fábrica de automóveis brasileira do Grupo: “Meu principal objetivo é consolidar nossas atividades produtivas em Araquari, dando continuidade ao crescimento sustentável da empresa no país”.

Já a Volkswagen trocou um alemão por um brasileiro: Holger Rust deu lugar a Nilton Junior, novo vice-presidente de recursos humanos da subsidiária brasileira. Ele já desempenhava funções na área, porém na sede mundial da empresa, em Wolfsburg, na Alemanha.

Antes de se transferir para a sede, o executivo passou por diversos cargos na Volkswagen do Brasil – já são 29 anos de companhia: começou como mensageiro em 1986, quanto tinha apenas 14 anos. É graduado em Direito, com MBA em gerenciamento de projetos pela Universidade George Washington e especialização em recursos humanos pela Universidade de Michigan.

Centrais sindicais brasileiras protestam contra a Nissan estadunidense

A Nissan foi alvo de um curioso protesto de centrais sindicais brasileiras na quinta-feira, 18. Não foi na porta de sua fábrica em Resende, RJ, tampouco em sua sede no centro do Rio de Janeiro: os trabalhadores se reuniram na frente ao Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016, competição da qual a montadora é uma das principais patrocinadoras.

Também não se relacionava às atividades da Nissan no Brasil. O protesto, na verdade, foi contra as atitudes da Nissan em Canton, no estado do Mississipi, nos Estados Unidos, onde os metalúrgicos alegam sofrer uma agressiva e sistemática campanha antissindical e são impedidos de se organizar em sindicatos.

Segundo o UAW, central sindical dos trabalhadores estadunidenses, a fábrica de Canton tem 6 mil trabalhadores, dos quais metades são terceirizados e temporários com salários inferiores e sem garantias trabalhistas. Como são impedidos de se organizar em sindicato, não conseguem reivindicar melhores salários, segurança e saúde no trabalho, dentro outros direitos. O UAW alega que a Nissan intimida os trabalhadores com ameaças de fechamento de fábrica.

Como é patrocinadora do Rio 2016 a Nissan deve seguir o Guia da Cadeia de Suprimentos Sustentáveis dos Jogos Olímpicos e, segundo os sindicatos, essa atitude em Canton fere o Código Básico da Iniciativa Ética Comercial desse guia. Por isso o protesto em frente ao Comitê.

O embaixador Agemar Sanctos, diretor de relações institucionais do Comitê, recebeu uma carta-denúncia contra a Nissan. Os trabalhadores pedem uma ação corretiva imediata da montadora em Canton, ou que perca o status de patrocinador oficial da competição.

Volare montará ônibus em São Mateus

A Volare apresentou o Cinco, seu novo conceito de ônibus, incomum ao mercado brasileiro. Em vez de montar a carroceria sobre o chassi, como tradicionalmente as encarroçadoras de ônibus nacionais fazem, a empresa desenvolveu a carroceria para, a partir dela, fazer o chassi.

Com isso a Volare passa a ser também uma fabricante de chassis de ônibus: ele será produzido na fábrica de São Mateus, ES, recentemente inaugurada. Ocupará uma linha de montagem separada das demais, que continuarão como são: receberão o chassi Agrale ou Mercedes-Benz para o encarroçamento.

A Cinco foi dimensionada de modo a aproveitar ao máximo o espaço interno, com redução das espessuras e tolerância da carroceria, mas mantendo a robustez e segurança necessária para o transporte de passageiros. O engenheiro Renato Mastrobuono, com passagem por Iveco e Volkswagen, atuou como consultor no desenvolvimento

De porte semelhante a uma Fiat Ducato, Iveco Daily, Mercedes-Benz Sprinter e Renault Master, a Cinco é colocada sobre um chassi de 5 toneladas e pode transportar de 13 a 20 passageiros, dependendo de sua configuração.

México começa o ano com novos recordes

Os recordes continuam acompanhando o mercado mexicano, que em 2015 registrou os maiores volumes da história para produção, vendas e exportações. De acordo com dados da Amia, associação que representa as montadoras daquele país, o mês passado foi o maior dentre todos os janeiros da indústria automotiva do México, que começa 2016 com expectativa de superar os resultados do ano passado.

Durante janeiro os mexicanos adquiriram 119,7 mil veículos, volume 15,4% superior ao do primeiro mês do ano passado. A maior parte desses automóveis, 56% do total, foi importada, segundo a Amia – os nacionais representaram 44% do volume comercializado no mercado doméstico.

A produção alcançou 267,5 mil unidades, um avanço de 0,4% com relação ao mesmo período de 2015. Boa parte foi para fora: as exportações somaram 213,2 mil unidades no mês, alta de 4,1% com relação ao primeiro mês do ano passado.

Outrora terceiro principal comprador dos veículos mexicanos, o Brasil sequer figurou no ranking dos dez maiores destinos de exportação no mês passado. Segundo a Amia os embarques para o País reduziram 84,1% na comparação com janeiro de 2015, o que colocou o Brasil na décima-primeira colocação, atrás inclusive do Peru – que importou 1 mil 8 unidades.

O principal cliente segue sendo os Estados Unidos, com 77,4% do total das exportações mexicanas. O Canadá aparece na segunda colocação, seguido pela Alemanha. A Argentina, que havia sumido do ranking nos últimos meses, voltou a aparecer: 1,6 mil unidades foram enviadas para lá, colocando o país como sétimo maior destino dos veículos mexicanos.

Chery tenta fazer do New QQ o nacional mais barato

A Chery está fazendo os cálculos para tentar tornar o New QQ o modelo nacional mais barato em breve.

Não sem um certo atraso – uma vez que o cronograma original previa setembro – o modelo começou a ser produzido neste mês em escala comercial na unidade de Jacareí, no Vale do Paraíba, Interior do Estado de São Paulo, e passou assim a ser o terceiro produto a sair da linha de montagem, ao lados dos Celer hatch e sedã.

A fabricante de origem chinesa agora se debruça sobre planilhas e mais planilhas para equalizar os custos do modelo nacional e fazer com que ele chegue às concessionárias como o veículo nacional mais barato. Este objetivo, entretanto, não será tarefa fácil e pode até mesmo não se concretizar: “Faremos todo o possível”, assegura Luis Curi, vice-presidente da Chery Brasil, em entrevista exclusiva à Agência AutoData.

O New QQ está nas concessionárias desde o primeiro semestre do ano passado, em lote importado da China, com preço de tabela abrindo em R$ 31 mil. Mas o objetivo de Curi é levar o preço do modelo nacional para valor imediatamente abaixo da barreira psicológica dos R$ 30 mil, cobrando algo como R$ 29 mil 990.

Mesmo este valor, entretanto, hoje não seria suficiente para fazer do New QQ o modelo nacional mais barato. Isso porque o Fiat Palio Fire 2P tem tabela abrindo em R$ 28,8 mil, enquanto que por um Uno Vivace, sem as recentes evoluções visuais aplicadas a partir da versão Attractive, com duas portas, a mesma Fiat pede R$ 29,6 mil.

Ocorre que estes dois sairão de linha muito em breve para dar lugar ao novo subcompacto da Fiat, que atuará na mesma faixa do VW Up!, de lançamento previsto para as próximas semanas, e que dificilmente terá o mesmo preço dos modelos que substituirá. “Esta será nossa chance de então passar a responder pelo nacional mais barato com o New QQ”, aposta Curi.

Em 2015, segundo dados da Abeifa, o QQ obteve volume de vendas de 1 mil 430 unidades no País, de um total de 4 mil Chery comercializados ao longo de todo o ano passado. A versão nacional começa a chegar às concessionárias dentro de algumas semanas sem qualquer diferença com relação ao modelo chinês, à exceção da tecnologia flex para o motor 1.0 três cilindros.

Até o barbeiro paga a conta

Caso as novas projeções da Anfavea, de nova queda de vendas de veículos este ano, se confirmarem, o que parece cada vez mais provável, cerca de 2,3 milhões de automóveis e comerciais leves serão comercializados em 2016, 35,7% a menos do que os 3,6 milhões registrados em 2012, o pico das vendas no mercado doméstico. Em termos concretos o setor venderá este ano 1,3 milhão de unidades a menos do que conseguia comercializar em doze meses há quatro anos.

Quando se considera que nenhum carro é vendido hoje, no Brasil, por menos de R$ 30 mil isto significa que o faturamento deste ano ficará no mínimo R$ 39 bilhões abaixo do potencial que o mercado já mostrou ter.

E como cerca de 30% do preço de venda de qualquer automóvel refere-se a impostos federais, estaduais ou municipais na prática isto significará R$ 11,7 bilhões a menos nos cofres públicos. Provavelmente mais, bem mais, na medida em que este cálculo foi feito partir do preço mínimo e, não, do valor real médio de venda dos veículos.

Trata-se, sem dúvida, de renúncia fiscal indireta de muito bom tamanho. A titulo de comparação é valor que equivale a quase 40% de tudo o que o governo projeta conseguir de arrecadação adicional caso consiga aprovar a volta da desgastante CPMF.
Este é, na verdade, apenas um dos vários pontos que geralmente são esquecidos por aqueles que se apressam a criticar qualquer iniciativa governamental que objetive aumentar, ou no mínimo preservar, as vendas da indústria automobilística.

Num País como o Brasil, que tem, de longe, a maior carga tributária do mundo sobre a produção e a venda de automóveis e comerciais leves, quem mais perde com qualquer queda na comercialização de veículos é sempre o governo, que fica com a parte do leão deste bolo.

O resultado operacional final de qualquer dos outros elos da cadeia de produção e comercialização de veículos não chega nem perto destes 30%.

E mais: é dinheiro certo, na mão. E de recolhimento centralizado. Afinal, dentro do sistema de contribuinte substituto, as montadoras são responsáveis por reter e repassar ao governo a maior parte dos impostos referentes à produção e à comercialização dos veículos.

Outro importante ponto normalmente esquecido é o de que os automóveis e comerciais leves são, na prática, verdadeiras maquinas geradoras de impostos, cujo recolhimento vai bem além do momento da produção e da venda originaisl.
É o caso, por exemplo, dentre outros tantos, do IOF cobrado no financiamento, do ISS pago pelo despachante, do IPVA e DPVA – que, aliás, têm de ser renovados todo ano. Até quando morre um carro gera tributo: há uma taxa a ser paga ao Detran no momento da baixa.

Há também o fato de que, em razão da forma como o setor automotivo se estrutura, nada que afete as vendas do setor automotivo tem seus reflexos restritos ao mundo específico das montadoras. Vai sempre além, muito além. Na área da produção afeta sistemistas, fabricantes de componentes isolados, fundições e estamparias, quase sempre de capital nacional, e produtores de matérias primas. No limite até o dono da barbearia que tinha como cliente aquele metalúrgico que perdeu o emprego acaba sendo chamado a pagar parte desta conta.

Na outra ponta, a da comercialização, os efeitos chegam às financeiras, seguradoras, empresas especializadas na instalação de som automotivo e, no limite, às borracharias e aos postos de combustível e às trocas de óleo expressas.

É mais e mais renúncia fiscal indireta. Neste caso dupla. São milhares e milhares de demitidos que deixam de recolher INSS e, na outra ponta, passam a receber seguro desemprego.

Em síntese é bom jamais deixar de levar em consideração que os reflexos de tudo o que envolve o setor automotivo é sempre grande e tem muita repercussão.

Quando as vendas vão bem cada nova fabrica inaugurada tem o poder de mudar completamente a vida e o futuro da população de uma cidade inteira, como aconteceu, por exemplo, no ano passado, pelas mãos da FCA, em Goiana, PE. Em compensação, quando as vendas vão mal, ao menor sinal de simples férias coletivas sempre haverá um muito bem organizado sindicato pronto para cerrar fileiras na porta da fábrica e, assim, colocar o tema nos noticiários noturnos das principais emissoras de televisão.

E para coroar o cenário há, ainda, o fato de as entidades representativas do setor automotivo serem, todas, muito bem estruturadas. No primeiro dia útil de cada mês já é possível saber, em todos os seus pormenores, como foram as vendas de todos os tipos de veículos no mês anterior. É a garantia de que, para o bem ou para o mal, os reflexos de qualquer coisa que venha a afetar a vida do mundo automotivo são e serão sempre imediatos.

Que tal, então, começar a pensar em preservar a clientela da barbearia?

FCA retoma lucratividade no País após Renegade

O presidente da FCA, Fiat Chrysler Automobiles, para a América Latina, Stefan Ketter, informou na terça-feira, 16, durante o lançamento da picape Fiat Toro em Campinas, SP, que a empresa fechou a segunda metade de 2015 com resultados financeiros positivos. “Se não ganharmos dinheiro, não investimos. E não vamos parar de investir, pois essa é a melhor forma de estarmos preparados para quando o mercado brasileiro retomar.”

Ketter reconheceu que o setor vive hoje a maior crise dos últimos anos no País, mas destacou ser fundamental continuar acreditando no Brasil: “Quando a retomada vier será mais rápida do que pensamos”. Ele admitiu ser difícil no momento fazer previsões, até porque o ano de 2016 começou em níveis abaixo dos registrados no final de 2015, porém ainda acredita que as vendas poderão melhorar a partir do segundo semestre.

Na avaliação do executivo as empresas que investiram em produtos de maior valor agregado, oferecendo inovações em qualidade e conectividade, estão se saindo melhor: “Os carros mais caros estão vendendo bem. Precisamos jogar de acordo com o jogo; se ele é diferente temos de ser diferentes”.

O presidente da FCA deixou claro, assim, que o lançamento do Jeep Renegade, em abril do ano passado, foi decisivo para a reversão dos resultados financeiros da empresa. E nessa mesma linha enquadra-se agora a apresentação da picape Fiat Toro, que inaugura um novo ciclo de lançamentos da marca no País.

Com a produção da picape em Goiana o complexo pernambucano ampliou seu quadro de mão de obra para 7,5 mil funcionários e mais 1 mil estão sendo contratados pelos fornecedores instalados no local. A projeção por lá é produzir no prazo de um ano 80 mil Jeep Renegade, mais 50 mil Toro para o mercado interno e outras 10 mil picapes para exportação.

Após altos investimentos no Polo Automotivo Jeep de Goiana, PE, a prioridade agora será a fábrica de Minas Gerais. “É a vez de Betim. Trata-se da maior fábrica do Grupo no mundo e vamos investir em processos e produtos para oferecer uma nova linha de veículos Fiat na América Latina.”

A FCA encerra este ano ciclo de investimento de R$ 15 bilhões iniciado em 2011, dos quais metade foi aplicada em Pernambuco.

Dentre as novidades em Betim há criação de área de comunicação, com conceito similar ao do Communication Center do complexo industrial de Goiana. O objetivo, segundo o executivo, é unificar o pessoal de manufatura, qualidade, desenvolvimento, compras e de outros departamentos em um mesmo espaço – “para ganhar maior agilidade nas tomadas de decisão”.

Revista AutoData de março destaca exportações

Em período de tantas incertezas nas áreas econômica e política, sem qualquer clareza quanto aos rumos do País até mesmo no curto prazo, uma das poucas áreas que destoa favoravelmente no cenário automotivo é a das exportações, tema de capa da edição 319 da revista AutoData, do mês de março, que já está disponível para acesso completo via internet.

Tanto montadoras quanto fornecedores montaram uma verdadeira força-tarefa em busca da ampliação das vendas na região e, principalmente, em novos mercados, sendo África do Sul, Oriente Médio e Rússia alguns dos novos destinos de nossos veículos, peças e motores.

A edição mostra ainda as dificuldades no segmento de máquinas agrícolas e de construção, as estratégias da Volkswagen para recuperar ao menos em parte a participação perdida nos últimos anos e o novo mapa da indústria automobilística com as recentes fábricas que serão inauguradas no País muito em breve, como as da Jaguar Land Rover e da Mercedes-Benz.

Esta, que abre as portas ainda neste mês de março em Iracemápolis, SP, teve seus pormenores revelados no From the Top pelo próprio presidente da empresa no Brasil, Philipp Schiemer, que não esconde a decepção com o momento pelo qual passa o País. Para ele, “quanto mais cedo vierem as reformas menor será a dor”.

Para ler a edição em smartphones e tablets, tanto os com sistema iOS quanto Android, basta entrar no app da revista AutoData. Quem ainda não tiver o aplicativo instalado pode encontrá-lo gratuitamente na AppStore ou na Play Store. Em computadores tradicionais utilize diretamente o link arquivos/autodatadigital/319-2016-03/.