A Chery começou a enfrentar problemas com o sindicato dos metalúrgicos antes mesmo de entregar à rede concessionária o primeiro lote de Celer produzido em Jacareí, SP. Na manhã da terça-feira, 24, os trabalhadores cruzaram os braços por cerca de duas horas e meia para exigir da empresa a assinatura da convenção coletiva da categoria – algo que, segundo a entidade, vem sendo negociado desde agosto do ano passado.
O sindicato é o mesmo que representa os trabalhadores da General Motors em São José dos Campos, SP, conhecido por ser duro nas negociações. Em nota os sindicalistas alegam que os salários dos trabalhadores da Chery estão abaixo dos praticados pelas montadoras da região e acusam a companhia de oferecer condições e direitos de trabalho incompatíveis com a legislação brasileira.
E exemplifica: “As atividades de funilaria e solda são feitas de forma braçal, sem equipamentos adequados, desrespeitando as normas de segurança e expondo os trabalhadores a alto risco de doenças ocupacionais. Também há denúncias de péssima qualidade na alimentação.”
De acordo com a entidade existem também terceirizações em setores que são vetados pela CLT, como o de manuseio.
Em comunicado a Chery negou as acusações e afirmou seguir rigorosamente a legislação brasileira desde o início de suas atividades no País, ainda como importadora, em 2009. Informou também que mantém diálogo com o sindicato há meses.
Foi agendada para a quarta-feira, 25, nova reunião do sindicato com a montadora. Segundo a Chery a reunião tem como objetivo a aprovação de uma proposta que atenda aos interesses de todas as partes.
Antônio Ferreira de Barros, o Macapá, ameaça greve: “A Chery está pensando que o Brasil é a China. Não existem motivos para continuar praticando salários e direitos inferiores aos da categoria. Ou a empresa muda a postura ou haverá greve.”
Embora a inauguração tenha ocorrido em agosto do ano passado, a produção comercial do Celer começou apenas em 6 de fevereiro. Diante das dificuldades econômicas do País a companhia reduziu sua meta de produção, de 30 mil unidades para 25 mil veículos no primeiro ano de operação.
Na nota o vice-presidente Luiz Curi reforçou o compromisso de continuar contribuindo com o desenvolvimento da região e prometeu criar mais 120 vagas de emprego no segundo semestre, ampliando o quadro de funcionários atual, que conta com cerca de quinhentos trabalhadores.
O primeiro lote de Celer produzido no Brasil será entregue à rede em 6 de abril, segundo informações divulgadas pelo sindicato.
A evolução dos motores que equipam os veículos produzidos em solo brasileiro é um dos principais desafios da divisão de catalisadores automotivos da Basf para os próximos anos. A empresa quer fazer parte da geração de powertrain em desenvolvimento aqui, como no caso dos motores 1.0 três cilindros.
Em cerimônia realizada na terça-feira, 24, a Basf comemorou 15 anos da unidade. Diversos executivos da empresa e representantes de montadoras estiveram presentes no evento, que assinalou ainda marco de 14 milhões de catalisadores produzidos no local desde sua fundação.
Uma fase como atual, de tamanhas e tão rápidas mudanças conceituais e tecnológicas no setor automotivo – tanto em termos locais quanto globais – permite projetar, sem medo de errar, que são gigantescas as modificações pelas quais passará essa indústria nos próximos dez a quinze anos. Dos veículos em si aos materiais utilizados, passando pelos processos de produção e até de comercialização.