ARaymond estima dobrar de tamanho no País em cinco anos

A operação brasileira da ARayomond, localizada em Vinhedo, no Interior de São Paulo, ainda não chegou ao limite de sua capacidade, mas de acordo com Alexander Picher, presidente, a estimativa é de que em cinco anos a companhia precisará de uma nova unidade fabril para seus negócios. “Devemos dobrar de tamanho até lá. Novos projetos e as exportações nos dão condições de acreditar em um futuro promissor.”

De acordo com o executivo não há área suficiente no local onde a empresa está instalada para expansão, o que obrigará procura por novo terreno.

Fabricante de conectores rápidos para circuitos de fluídos e peças para fixação de plástico e metal para a indústria automotiva, a empresa está presente em todas as montadoras instaladas no Brasil, além de ser base fornecedora para toda a América do Sul.

Dos novos projetos a companhia fornece ao Jeep Renegade e, acredita o executivo, será apenas “questão de tempo para parcerias com a BMW e com a Mercedes-Benz”, referindo-se aos recentes empreendimentos no País destas companhias alemãs. Ainda segundo Picher, a ARaymond é líder no fornecimento de conectores para indústria automotiva, com 70% do mercado, sendo que “o restante é importado”.

A unidade da ARaymond do Brasil possui portfólio com cerca de 2 mil itens. A fábrica tem capacidade para produzir 50 milhões de peças/mês, em três turnos de trabalho. No mundo a empresa dispõe de 25 mil produtos destinados à fixação e outros 10 mil no segmento de conectores. “Por ser um item bem específico muitas das ferramentas são desenvolvidas pela própria empresa. O produto, no entanto, depende do volume: há peças em que a produção local compensa, e para outras não.”

Picher prefere não revelar valores, mas garante que a companhia faz investimento contínuo na operação, de 11% do faturamento todos os anos. Boa parte dos recursos é destinada à pesquisa e desenvolvimento: a empresa, por exemplo, encontrou nos recursos de uma impressora 3D forte aliada para desenvolver produtos. Segundo o executivo a máquina proporciona sensível redução de custos e de economia de tempo em um eventual projeto. “Em dois ou três meses já é possível se pagar um investimento de US$ 300 mil. O interessante também é que para determinadas peças já é possível até mesmo fazer testes mais avançados, como os de aplicação.”

LEED – A ARaymond chegou ao País em 1996 e opera desde 2005 no Distrito Industrial de Vinhedo. Neste 2015 a companhia – de gestão familiar em sua quinta geração – completa 150 anos de fundação.

Em virtude da data o CEO Antoine Raymond, em peregrinação por todas as 22 unidades fabris espalhadas pelo mundo, visitou a unidade brasileira na quarta-feira, 19, para participar das comemorações. Na ocasião recebeu das mãos de Picher a certificação LEED Silver para instalações industriais, uma das primeiras do setor de autopeças do País a receber o atestado. O documento é reconhecido mundialmente e emitido pela organização estadunidense U.S. Green Building Concil.

O chefe da operação mundial aproveitou para manifestar otimismo com relação ao País, apesar das dificuldades atuais. “Crises são passageiras. No passado recente as turbulências também estiveram em outros mercados, como Rússia e Índia. No momento o Brasil passa por um problema de falta de confiança, de crédito, e com a economia menor, atrai menos investimentos. Mas não há dúvida do seu potencial de mercado e de sua capacidade de voltar a crescer rápido.”

PPG aumenta operação no País

A fabricante de tintas PPG inaugurou na quinta-feira, 19, unidade de produção de resinas e-coat – a primeira camada de tinta da carroceria – especialmente para atender aos setores automotivo e industrial. A nova instalação aumenta para seis o número de fábricas existentes na área de 500 mil m², localizada em Sumaré, SP.

No Brasil a companhia tem ainda outra unidade em Gravataí, RS, onde produz tintas arquitetônicas da marca Renner.

Na cerimônia de inauguração, com a presença de autoridades como o governador do Estado de São Paulo e a prefeita do município, Carlos Santa Cruz, diretor-presidente da empresa para Brasil e América do Sul, destacou que a nova unidade é um marco industrial para a companhia e região. “É uma das mais modernas do mundo, com processos eficientes que permitirão aumentar a produção, bem como nossa competitividade e a de nossos clientes para ganhar mercado.”

O projeto da fábrica, de 65 m² de área construída, levou 14 meses e consumiu R$ 100 milhões. De acordo com Santa Cruz, no entanto, nos últimos três anos a companhia investiu mais de R$ 200 milhões no local e, por consequência, na região de Sumaré. “A nova unidade também se mostra como uma oportunidade de melhor capacitação, pois produz resina de ponta com o melhor dos processos que se pode ter.”

Também presente na cerimônia a vice-presidente sênior para revestimentos OEM do setor automotivo, Cindy Niekamp, lembrou a relevância do País nas operações da PPG. “Independentemente da atual fase difícil pela qual o Brasil passa, a PPG continuará investindo aqui”, assegurou. E ainda adiantou: “Já temos preparados US$ 200 milhões para investir pelo mundo e o Brasil certamente estará contemplado”.

O diretor-presidente prefere não revelar capacidade produtiva da nova unidade por questão estratégica, se referindo ao tema apenas como “um projeto ambicioso”. Aponta, porém, que América Latina representa 11% do faturamento da empresa que, no ano passado, alcançou US$ 16 bilhões no globo. De acordo com ele, na região o Brasil é a segunda maior operação, atrás apenas do México e seguido por Argentina e Colômbia. A fabrica de Sumaré abastece a parte da América do Sul que vai da Colômbia para baixo, sendo o restante responsabilidade da operação mexicana.

Santa Cruz estima ainda a PPG tenha pelos menos 25% de participação no mercado brasileiro, o que significa dizer que de todos os veículos vendidos no País um quarto é pintado com as tintas da empresa.

O peso da América Latina

As vendas para a América Latina contribuíram para evitar baixa produtiva mais contundente no setor de ônibus urbanos no ano passado. Fabricantes evitam traçar projeções para 2015, mas já arriscam dizer que as exportações podem ter viés de alta graças à renovação de frota em alguns sistemas BRT na região.

A Volvo Bus, por exemplo, teve bons resultados em seus embarques no ano passado. Luís Carlos Pimenta, presidente da empresa, lista negociações: “Em 2014 vendemos importantes volumes para a Colômbia, mais de novecentos chassis, sendo quatrocentos híbridos. Foi um ano maravilhoso naquele mercado, graças à ampliação de algumas linhas alimentadoras, ao Transmilênio e ao projeto de renovação da frota com tecnologias menos poluentes”.

O maior volume de vendas foi justamente para a Colômbia, com 60,6% das entregas. O segundo maior mercado foi o Chile, com 19% dos embarques, seguido pelo Peru, com 10,6%. No total a empresa vendeu 1 mil 465 chassis, 70% deles urbanos. “Devemos manter a predominância desse segmento nas exportações”, prevê Pimenta.

A Mercedes-Benz informou, por meio de nota, que exportou mais de 3,6 mil ônibus no ano passado, 80% deles urbanos. Os principais destinos foram Argentina, Chile, Egito e Peru: “Fechamos contratos importantes, como a venda de mais de duzentos veículos ao Uruguai. Para 2015, com a renovação de frota de sistemas BRT na América Latina, esperamos que os volumes embarcados sejam superiores aos deste ano”.

Silvan Poloni, gerente de vendas da Agrale, revela que a empresa exportou 797 chassis em 2014, “596 em CKD para a Argentina e 201 em unidades completas para Colômbia e Chile”.

Maurício Cunha, diretor industrial da Caio Induscar, faz balanço positivo do segmento de urbanos em 2014, tanto em produção quanto também em exportações: “A empresa fechou 2014 como líder na fabricação de chassis urbanos. O mercado geral, interno e externo, contabilizou 27 mil 967 unidades. Do total 28% foram fabricadas pela Caio Induscar”.

Quanto à produção de carrocerias para 2015 Cunha considera que “o ambiente macroeconômico ainda sofre mudanças, sendo impossível fazer uma projeção”.

Para exportações, contudo, está otimista: “Fechamos 2014 com 13% do mercado e esperamos a evolução dos volumes para este ano”.

Refrigerados – A maior parte dos ônibus urbanos exportados pelas fabricantes brasileiras, em especial aqueles destinados aos sistemas BRT, entrou em operação com modernos sistemas de conforto ao usuário, no qual o ar-condicionado é um dos maiores destaques. E essa tendência também é crescente no Brasil.

É fato: o menor ritmo produtivo apresentado por alguns segmentos da indústria automotiva passa longe das fabricantes de sistemas de ar-condicionado para ônibus.

Luís Carlos Sacco, diretor comercial da Spheros Climatização do Brasil, projeta alta de 13% no volume de entregas ao mercado interno em 2015. E isso graças à obrigatoriedade do equipamento nas frotas urbanas.

“Esperávamos por essas definições há quinze anos e esse avanço agora começou. Projetamos alta de 12% também no nosso faturamento com relação ao ano passado, que foi de R$ 110 milhões com as vendas internas.”

A unidade produtiva, localizada em Caxias do Sul, RS, tem capacidade anual de 18 mil equipamentos e deverá crescer em 30% com novos investimentos: “Um aporte de R$ 5 milhões está em aprovação na nossa matriz, na Alemanha”.

A Thermo King, fabricante de aparelhos de ar-condicionado para ônibus instalada em Curitiba, PR, também celebra a boa fase. Paulo Lane, diretor de marketing e produto para a América Latina, está confiante na evolução dos contratos de fornecimento nos próximos anos.

“Em 2011 apenas 3% dos ônibus urbanos vendidos no País, em média, eram equipados com ar-condicionado. Hoje essa fatia saltou para 15%, com picos de 30% em alguns meses.”

Sem revelar números absolutos o diretor afirma que a Thermo King fechou 2014 com alta produtiva de 20%. Para este ano a estimativa de acréscimo é de mais 20%:

“O transporte brasileiro está em evolução. A entrada em cena dos sistemas BRTs ajudou nesse processo: os passageiros hoje querem ar-condicionado, letreiros com a previsão do horário de chegada dos ônibus aos pontos, segurança e conforto em todas as linhas”.

A atual capacidade instalada é de 2,6 mil unidades/ano, mas espaço para crescer não falta, garante Lane: “Com a mudança de Londrina para Curitiba, em 2010, a empresa expandiu a área da fábrica em 60% já prevendo alta na demanda. Assim podemos ampliar rapidamente a capacidade produtiva, caso necessário”.

Venda de caminhões ensaia recuperação em março

Depois de amargar a maior baixa de mercado do setor automotivo em fevereiro, as vendas de caminhões podem, enfim, rumar para dias melhores. Até a quarta-feira, 18, os emplacamentos de modelos a partir de 5 toneladas somaram 3 mil 727 unidades, segundo dados preliminares do Renavam obtidos pela Agência AutoData.

Considerando-se que o período equivale aos treze primeiros dias úteis de março, a média diária de emplacamentos ficou em 287 unidades. Caso mantido esse ritmo a estimativa de vendas para o total do mês chega à faixa de 6,3 mil caminhões, o que representaria alta de 22% ante os 5 mil 182 licenciados em fevereiro.

O comparativo com março passado, contudo, seria negativo em 32%, já que naquele período, mesmo com o feriado de carnaval, o mercado foi de 9 mil 239 unidades.

De qualquer forma, segundo fontes ligadas a montadoras do segmento, o volume de negociações começa, pouco a pouco, a aumentar. De acordo com executivo diretamente ligado à indústria de caminhões ouvido pela reportagem, “o resultado preliminar de março, já mais aquecido, reflete a normalização dos financiamentos via Finame PSI, que só ocorreu em meados do mês passado”.

Ainda de acordo com as fontes os empresários aguardavam com expectativa a baixa nas taxas de juros do Finame PSI por meio de circular do BNDES, o que, entretanto, não ocorreu.

Dessa maneira pequenas e médias empresas seguem com opção de financiamento de 70% do valor do veículo a 9,5% ao ano e os 20% restantes em 17,24% ao ano, resultando em taxa mesclada de 11,22% ao ano, ou 0,89% ao mês.

As condições para as grandes empresas são de financiamento de 50% do bem a 10% de juros ao ano e os outros 40% a 15,74% ao ano, com resultado ponderado de 12,55% ao ano ou 0,99% ao mês.

“Agora o transportador que fechou contratos e precisa de novos veículos deverá partir para as compras. O problema é que com a economia em baixa muitos não se sentem confiantes e preferem optar pela locação, com receio de ficarem com caminhões novos parados por falta de carga.”

Ônibus – Por sua vez o mercado de ônibus registrou 1 mil 163 emplacamentos até 18 de março, segundo dados preliminares do Renavam, o que indica média diária de vendas de 90 unidades.

A estimativa para o mês, assim, é de 2 mil unidades, o que indicaria alta de 29,5% na comparação com as 1 mil 580 em fevereiro.

Diante dos 2 mil 454 chassis de ônibus vendidos em março passado, a baixa seria de 19%.

Acordo comercial de México e Argentina começa a vigorar

México e Argentina renovaram o acordo comercial para comércio bilateral de veículos e autopeças nesta semana. Os dois países mantiveram o sistema de cotas, que em nova fase passou a valer a partir de quinta-feira, 19, e irá vigorar até 19 de março de 2019.

Segundo o sistema definido pelos países haverá valores determinados a cada ano para os quais não incidirá a taxa de 35% de imposto de importação: US$ 575 milhões em 2015, US$ 590 milhões em 2016, US$ 610 milhões em 2017 e US$ 640 milhões em 2018, com o compromisso de retornar ao livre comércio em março de 2019.

O acordo assinado pela ministra da Indústria da Argentina, Débora Giorgi, e pelo secretário de Economia do México, Ildefonso Guajardo, estipula ainda que o índice de conteúdo regional repita os 35% previstos no último documento e chegue a 40% em 2019, assim como no Brasil.

Em comunicado a ministra da Indústria ressaltou que o acordo “destina-se a incentivar o intercâmbio dos dois países e representa um desafio para aumentar as exportações”.

O documento assinado pelos dois países prevê ainda um mecanismo independente das cotas em casos específicos de importações e exportações realizadas pelas mesmas empresas, como montadoras com fábricas nos dois países que fizerem intercâmbio de componentes.

Librelato dá sequência a investimento em Linhares

A Librelato recebeu incentivos fiscais da prefeitura de Linhares, ES, para a construção de uma fábrica em terreno de 56,3 hectares na cidade, adquirido pela fabricante de implementos rodoviários no final de 2013. Agora a empresa tem cinco anos para tirar a unidade do papel – o que deverá começar a ocorrer até o fim do ano, de acordo com o CEO José Carlos Sprícigo.

Em comunicado, o executivo considerou 2015 como ano de extrema importância para o futuro da Librelato: “Iniciaremos a construção da fábrica em Linhares e lançaremos o nosso Centro de Montagem e Distribuição em São Paulo, com a linha leve”.

Segundo o coordenador de gestão ambiental da Librelato, Thiago Borghezan, os projetos iniciais foram concluídos e agora a companhia espera as licenças ambientais necessárias para a obra.

A concessão dos incentivos fiscais foi oficializada pelo prefeito de Linhares, Jair Correa, em decreto municipal publicado no fim de fevereiro. Nos últimos dias ele, ao lado de uma comitiva formada por autoridades linharenses, visitou a sede da Librelato em Orleans, SC, quando entregou o documento e aproveitou para visitar a linha de produção da unidade.

Os planos da construção da fábrica capixaba começaram a ser revelados no fim de 2013, quando a Librelato anunciou a aquisição do terreno e assinou um protocolo de intenções com o governo do Espírito Santo. A companhia prevê investir R$ 40 milhões na planta, que deverá ter capacidade para produzir duzentas unidades por mês e gerar em torno de quinhentos postos de trabalho, diretos e indiretos.

Keiper fechará fábrica em São Paulo

A fabricante de assentos automotivos Keiper encerrará as operações de sua unidade localizada no bairro do Ipiranga, em São Paulo. A informação é do diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, Adriano Lateri.

Segundo o sindicalista a notícia pode comprometer parcialmente o fornecimento de assentos para a Volkswagen, principal cliente da Keiper. Na lista de montadoras que possuem negócios com a empresa, segundo seu website, também estão Ford, Peugeot e Fiat.

A Keiper possui duas fábricas além da unidade de São Paulo, em Mauá, no ABCD, e São José dos Pinhais, PR. De acordo com Lateri a companhia notificou o sindicato sobre o fechamento da instalação paulista em fevereiro:

“A fábrica já chegou a ter 1 mil funcionários e agora emprega cerca de duzentas pessoas. A empresa afirmou que o encerramento das atividades está programado para julho deste ano”.

A Keiper foi procurada pela reportagem, mas nenhum representante da empresa foi encontrado para comentar o fechamento da fábrica.

Segundo Lateri a companhia afirmou que a decisão é baseada em questão estratégica de redução de custos, uma vez que o galpão que abriga a linha de montagem é alugado e está com a capacidade parcialmente ociosa.

Ainda de acordo com o representante do sindicato parte da operação será transferida para a unidade de Mauá e alguns funcionários devem ser absorvidos na linha do ABC.

Na terça-feira, 17, houve assembleia na fábrica do Ipiranga, quando os trabalhadores rejeitaram proposta de abertura de programa de demissão voluntária. “Eles preferem esperar um acordo melhor e têm esperança de serem realocados.”

Na última semana a produção da unidade de São Bernardo do Campo, SP, foi interrompida por falta de assentos da Keiper na sexta-feira, 13. Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC a produção foi normalizada apenas na quarta-feira, 18, depois de cinco dias de parada.

A unidade da montadora em Taubaté, SP, também recebe assentos da Keiper e só não precisou parar a produção porque tinha estoques de bancos, segundo o sindicato local.

Segundo Lateri o que levou à interrupção do fornecimento não foi uma questão logística ocasionada somente por falta de matéria-prima, como alegado pela empresa ao sindicato. “Houve um problema jurídico e contratual, mas a Keiper não revelou pormenores.”
Procurada, a Volkswagen optou por não comentar a paralisação nem quais seriam os eventuais problemas jurídicos que motivaram o atraso no fornecimento de assentos.

Strada assume a liderança nas vendas de março

A Fiat Strada pode repetir o feito registrado há exatamente um ano, quando se sagrou o modelo mais vendido no segmento de automóveis e comerciais leves pela primeira vez na história. De acordo com dados preliminares do Renavam a picape lidera o ranking de modelos até a quinta-feira, 19, com 6 mil 252 emplacamentos, com mais de seiscentas unidades de diferença para o Chevrolet Onix, vice-líder, que registrou 5 mil 647 licenciamentos.

Em março do ano passado a Strada conseguiu liderar o mercado e colocar pela primeira vez um comercial leve no posto de modelo mais vendido no Brasil em um mês. Nos demais meses, entretanto foi superada por Gol e Palio, mas mesmo assim manteve bom desempenho de vendas e encerrou o ano na terceira posição.

Ainda há bastante estrada para percorrer em março, pois a esses números ainda se somarão os emplacamentos de mais oito dias úteis – o mês terá 22 dias úteis, o maior do ano, junto com agosto, em números de dias úteis de vendas. A distância aos concorrentes, porém, é confortável, vez que na faixa de 5 mil unidades vendidas para cima brigam nada mais nada menos do que cinco modelos, além da Strada.

São eles, pela ordem: o vice-líder Onix, com suas 5 mil 647 unidades vendidas, o Hyundai HB20, 5 mil 557 licenciamentos, o Fiat Palio, 5 mil 549 emplacamentos, o Fiat Uno, 5 mil 253 registros e o Volkswagen Gol, com 5 mil 93 unidades comercializadas neste mês.

Outra picape, a VW Saveiro, compõe o ranking provisório dos dez modelos mais vendidos de março. Com 3 mil 951 unidades comercializadas ocupa a sétima colocação, à frente de outro modelo Volkswagen, o Fox, que registrou 3 mil 921 licenciamentos.

Completam o ranking o Chevrolet Prisma, que teve 3 mil 774 unidades licenciadas, e o Ford Ka, com 3 mil 760 emplacamentos até a quinta-feira, 19.

Até a quinta-feira, 20, foram licenciados pouco mais de 135 mil veículos no mercado, uma média de 9,6 mil unidades por dia útil, estável com relação ao fechamento da quinzena. Mantida a média até o fim do mês, março fecharia com pouco mais de 212 mil licenciamentos, volume inferior às 240,8 mil unidades emplacadas em igual mês do ano passado.

Honda Fit lidera vendas na ponte aérea

Enquanto a briga nacional pela liderança de vendas fica restrita ao segmento de entrada com Fiat Palio,Volkswagen Gol, Chevrolet Ônix e Hyundai HB20, a Honda domina a ponte aérea. O Fit, seu modelo mais vendido, é líder em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Na capital paulista o modelo ensaia ocupar o primeiro lugar desde agosto de 2014, quando garantiu a vice-liderança. Mas segundo a montadora foi em dezembro do ano passado que o Fit alcançou o posto de mais vendido e vem garantindo a marca desde então, repetindo a posição em janeiro e fevereiro deste ano.

Já na cidade do Cristo Redentor o Honda Fit chegou à liderança em fevereiro deste ano e segundo o diretor comercial da montadora, Sérgio Bessa, a ideia é manter esse posto.

De acordo com o executivo a justificativa para liderar em cidades relevantes como Rio de Janeiro e São Paulo é a renda mais alta desses locais:

“Como a Honda não trabalha com modelos de entrada não há pretensão em liderar, mas o Fit acaba fazendo esse papel por ser o modelo mais acessível da marca e atrai consumidores com uma renda maior.”

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento, o Pnud, a renda per capita mensal da cidade de São Paulo é de R$ 1,5 mil, a 16ª do País e duas vezes maior do que a média nacional. No caso do Rio de Janeiro o medidor chega a R$ 1,4 mil, na 19ª posição nacional.

Mas além de dominar na ponte aérea o Fit está ganhando espaço na casa dos concorrentes. Em Piracicaba, SP, local de produção do Hyundai HB20, o modelo também foi líder em fevereiro.

Em Campinas, SP, e Porto Alegre, RS, o Fit foi o segundo modelo mais vendido em fevereiro.

O Fit é tão importante para a Honda que será o único modelo neste ano que não terá a produção afetada em decorrência da chegada do SUV HR-V, conforme reportagem veiculada pela AutoData na última semana.

Os modelos Civic e City terão ajustes na produção para ceder espaço ao lançamento em Sumaré, SP, enquanto a fábrica de Itirapina, SP, não fica pronta e se dedica exclusivamente ao Fit.

Em 2014 foram comercializadas 53,7 mil unidades do Fit, volume 24,3% superior ao observado em 2013, quando foram vendidas 10,6 mil unidades. Desde 2012 as vendas do modelo já cresceram 39% e nos dois primeiros meses do ano já foram 9,6 mil unidades.

Versa brasileiro chega com 65% de conteúdo local

Chega às concessionárias Nissan na segunda-feira, 23, o Versa nacional, produzido na fábrica de Resende, RJ. As linhas de montagem fluminenses começaram a entregar o sedã pequeno em janeiro, com cerca de 65% de conteúdo local – e o objetivo, de acordo com a montadora, é elevar esse índice rapidamente.

O March, primeiro modelo produzido na fábrica da Nissan, começou a sair de linha com índice equivalente de nacionalização. Menos de um ano depois seu conteúdo local já chega a 70% e a montadora trabalha para elevá-lo a 80%. Reduzir a exposição dos negócios ao câmbio e desenvolver a indústria local são algumas das razões para expandir a compra de peças nacionais, afirmou Ronaldo Znidarsis, vice-presidente de vendas e marketing da Nissan do Brasil.

Quanto ao atual momento, o executivo acredita que “a crise econômica e os panelaços são episódios passageiros. Nós viemos para ficar, gerar emprego e investimento no País e vamos trabalhar para isso, seguindo a contramão da tendência. Não é arrogância: não ignoramos o que acontece no mercado, mas acreditamos que o momento é bom para a Nissan no Brasil”.

O Versa chega para ajudar no plano da marca de ganhar 0,8 ponto de participação de mercado no próximo ano fiscal – de abril a março. Segundo Znidarsis a Nissan fechará o ano fiscal atual com 2,2% de participação e a meta é alcançar 3% daqui um ano.

O sedã pequeno compete em segmento que no ano passado alcançou 580 mil unidades vendidas, o segundo maior do mercado brasileiro. Tal como seu irmão de plataforma March, o Versa era importado do México na sua geração anterior – mais de 60 mil unidades vendidas por aqui.

A versão brasileira recebeu alterações visuais externas e internas, além do novo motor 1 litro três cilindros e o 1,6 litro com sistema FlexStart, da Bosch. Ganhou também três novas opções de catálogo, como explicou Jean-Philippe Thery, gerente de produto da empresa.

“A versão SL, que era a mais completa, respondia por dois terços das vendas e não havia a opção 1.0 importada do México. Portanto crescemos a gama tanto na entrada quanto no topo, com a versão Unique.”

O Versa agora parte da versão 1.0 com direção elétrica progressiva e ar-condicionado de série, por R$ 42 mil, e oferece ainda as opções 1.0 S, 1.6 SV, 1.6 SL e 1.6 Unique – as duas últimas deverão responder por 70% das vendas. A Nissan projeta vender cerca de 1,5 mil unidades nos primeiros três meses e depois subir para 2 mil unidades mensais.