São Paulo – A BAIC, Beijing Automotive Industry Corporation, está preparando uma ofensiva para trazer boa parte do seu portfólio ao mercado brasileiro já no ano que vem. Toda a estrutura está sendo construída, equipes formadas, pessoas contratadas e, no melhor estilo chinês, as coisas estão andando muito rápido pelos lados da Marginal Tietê, na Capital paulista.
O local é a sede local da Foton, marca que faz parte do Grupo BAIC e que está compartilhando sua estrutura com os chineses e os primeiros funcionários da nova marca no Brasil. Fontes relataram à Agência AutoData que é comum ver grupos de chineses fumando na área aberta da torre 2 do novíssimo edifício Brasília Square Office, no bairro da Barra Funda. Segundo essas fontes consultadas pela reportagem muitos desses chineses são representantes da BAIC que estão ocupando salas de reuniões e utilizando provisoriamente a estrutura da Foton para dar os primeiros passos no País.
Nossas fontes não souberam dizer quantos modelos farão parte dessa ofensiva. Ainda em estudos, pode ser até uma dezena, já em 2027. A BAIC possui um portfólio diversificado que começa com os Arcfox, marca de luxo, tecnológica e 100% elétrica. Muito provavelmente serão eles, os Arcfox, que inaugurarão o portfólio BAIC no Brasil.
Há ainda os SUVs com perfil mais off-road da linha BJ, SUVs da linha urbana X e até a Stelato, submarca de alto luxo desenvolvida em parceria com a Huawei. Os sedãs grades U5 e EU 5, pelo porte, podem fazer parte dos planos no futuro.

Colegas da imprensa especializada dos sites Autos Segredos e AutoPapo publicaram informações de que o Arcfox T1 pode ser o primeiro modelo da BAIC no País, e que sua chegada está programada para o fim de 2026. Inclusive o portal R7 Auto Carros publicou uma foto dos Arcfox T1 sendo abastecidos na Rodovia Castello Branco, no Interior paulista.
Produção nacional
Segundo nos relataram as fontes a BAIC também está fazendo um mapeamento em diversas regiões do País para definir onde se dará seu próximo passo, que é produzir no Brasil. Trata-se de um processo minucioso e silencioso, mas que está a pleno vapor.
Ao que tudo indica a orientação é ter uma produção completa no País. Fala-se em estamparia, cabine de pintura e até a produção de motores no Brasil.
Obviamente as primeiras etapas de uma produção nacional seguiriam o enredo de outras fabricantes chinesas: iniciar a montagem de kits SKD e CKD enquanto toda a estrutura produtiva é construída.
Mas a imagem da marca será construída a partir do portfólio importado da China. Para esta missão já foi oficializada a contratação de Oswaldo Ramos, que está liderando todo o processo como chefe de operações. Ainda de acordo com os colegas jornalistas Marlos Ney Vidal, do Auto Segredo, e Felipe Boutros, do AutoPapo, vinte grupos já foram nomeados.
A BAIC é a quinta maior fabricante de veículos da China com mais de 1,75 milhão de unidades comercializadas no ano passado. O faturamento foi de US$ 67 bilhões.
Ela mantém vinte grandes bases de produção, incluindo complexos industriais dedicados à produção de modelos da Hyundai e Mercedes-Benz em Pequim. São 130 mil colaboradores em todo o planeta, número que vai crescer com sua chegada definitiva no Brasil.


















