São Paulo – A Randoncorp anunciou em seu balanço financro receita líquida de R$ 3,3 bilhões no segundo trimestre, o que demonstra estabilidade na comparação com igual período do ano passado, com leve alta de 0,9%, mas incremento de 7,9% em relação aos primeiros três meses de 2026. No primeiro semestre, no entanto, o faturamento de R$ 6,3 bilhões recuou 1,2% na comparação anual.
De acordo com a companhia, em comunicado ao mercado, o acumulado de abril a junho combinou recuperação gradual dos volumes em alguns dos principais mercados, continuidade da resiliência da reposição e decisões importantes ligadas à gestão de portfólio e à disciplina financeira.
Com relação à evolução operacional, o EBITDA Ajustado alcançou R$ 440,4 milhões no segundo trimestre, com margem EBITDA Ajustada de 13,3%, avanço de 2,1 pontos percentuais frente ao mesmo período do ano passado e de 1,1 ponto em relação ao primeiro trimestre. No primeiro semestre o EBITDA Ajustado de R$ 814,6 milhões cresceu 2,1% na comparação anual e a margem de 12,8% avançou 0,6 ponto porcentual.
Sustentados pela retomada das vendas de produtos ligados ao agronegócio, especialmente semirreboques e autopeças para veículos pesados, os resultados também tiveram a contribuição do desempenho resiliente dos segmentos de reposição. Fatores que compensaram parcialmente a menor demanda do setor industrial e de componentes dedicados à cadeia de veículos comerciais.
Ainda segundo o balanço, apesar da melhora dos resultados operacional e financeiro, a rentabilidade do trimestre foi pressionada, sobretudo, por efeitos pontuais e não recorrentes, como a descontinuidade da operação da Delta Global.
Este foi o quinto trimestre consecutivo em que a Randoncorp apresentou queda das métricas de alavancagem, atingindo 2,9 vezes o EBITDA dos últimos doze meses. A trajetória foi sustentada pela geração positiva de fluxo de caixa livre, redução do endividamento bruto e diminuição do custo médio da dívida, dentre outros fatores.
“O foco segue na otimização do capital de giro, captura de sinergias, racionalização de estruturas operacionais e disciplina na alocação de capital, fundamentais para sustentar a geração de caixa e apoiar o processo de desalavancagem”, assinalou o CFO da Randoncorp, Paulo Prignolato, ao ressaltar que os números demonstram a consistência da estratégia em um contexto que exige cautela.






















