São Paulo – As vendas de veículos importados somaram 406,7 mil unidades de janeiro a agosto, segundo divulgou a Anfavea na terça-feira, 8. É o equivalente a 20,6% do total de 1 milhão 975 mil veículos comercializados no período, somados os leves e pesados.
Em agosto foram 62,6 mil importados emplacados, 1,3% a menos do que em julho mas 58,2% acima dos registrado no mesmo mês do ano passado. A participação dos importados no mês passado, que registrou 275,1 mil emplacamentos, segundo melhor volume do ano, chegou a 22,8%.
O maior fornecedor foi a China: 221,2 mil unidades foram importadas do país asiático, mais da metade das importações do acumulado do ano. Representa avanço de 109,9% sobre o mesmo período do ano passado.

A Argentina, que ainda é o principal parceiro comercial do Brasil mas que perdeu espaço no mercado interno, enviou 114,8 mil unidades no período, queda de 14,8%. As importações do México avançaram 30% no período, para 27,2 mil unidades.
Os dois países da América Latina mantêm acordo comercial bilateral com o Brasil. Ou seja, as importações chegam sem imposto de 35%, cobrado dos chineses. Por outro lado o País pode exportar para os dois mercados também sem imposto.
Média diária em alta
Igor Calvet, presidente da Anfavea, destacou o aumento dos importados e a perda de participação dos veículos nacionais no mercado. Enquanto as vendas internas cresceram 18,4% de janeiro a agosto a produção avançou 8,5%. “Não estamos capturando todo o crescimento do mercado”.
Ele ressaltou também o desempenho de agosto. Apesar do mês ter tido volume inferior ao de julho as vendas diárias foram maiores, avançando de 12,2 mil para 13,1 mil emplacamentos por dia.
























