Quando a Mercedes-Benz iniciou a produção de caminhões no Brasil, em 1956, o transporte rodoviário ainda dava seus primeiros passos. As estradas eram precárias, a logística pouco profissionalizada e a oferta de configurações bastante limitada. Na prática um mesmo caminhão precisava atender a diferentes operações. Quem necessitava de um chassi mais curto encontrava uma maneira de encurtá-lo. Quem precisava de mais comprimento fazia a adaptação em alguma oficina.
“O veículo chegava ao cliente como uma plataforma relativamente genérica e ganhava características específicas conforme a necessidade da operação”, resume Cláudio Gasparetti, que trabalhou na Mercedes-Benz de 1984 a 2004 e ocupou a posição de gerente de engenharia de vendas e demonstração de caminhões.
Setenta anos depois o cenário mudou radicalmente: o caminhão deixou de ser uma ferramenta generalista e passou a funcionar como um equipamento de produção, desenvolvido de acordo com a carga, o implemento, a rota, o consumo, a disponibilidade, a segurança e o custo total de operação. A trajetória da Mercedes-Benz no Brasil ajuda a contar essa transformação como agente protagonista dessa evolução em cada uma de suas etapas.
Agora uma nova variável entra de forma decisiva nesta equação: a energia. A transição para veículos elétricos, a expansão dos biocombustíveis, o desenvolvimento do hidrogênio e outras alternativas obrigam a engenharia a repensar não apenas o trem de força mas o próprio conceito do veículo comercial.
NO PRINCÍPIO, AGUENTAR O TRANCO
Esta reportagem foi publicada na edição 436 da revista AutoData, de Setembro de 2026. Para lê-la completa clique aqui.
Foto: Divulgação Arquivo Mercedes-Benz























