São Paulo — A entrega de mais 250 ônibus elétricos na quarta-feira, 30, elevou para mais de 2 mil o número de veículos de emissão zero em operação no sistema municipal de transporte de São Paulo. O lote recebeu investimento de R$ 547,7 milhões, financiado integralmente pelo BNDES, e inclui 49 unidades articuladas.
Com a nova entrega a frota elétrica da Capital passa a ser composta por 1 mil 821 ônibus a bateria e por 188 trólebus. Segundo a Prefeitura, e com base no E-Bus Radar, São Paulo mantém a maior frota de ônibus elétricos do Brasil. Além de ser a segunda maior da América Latina.
Meta de 2024
De toda forma a meta de eletrificação ficou para trás. O Plano de Metas 2021-2024 da Prefeitura estabelecia que 20% da frota de ônibus do transporte coletivo paulistano deveriam ser elétrica. Naquele ano, porém, São Paulo encerrou dezembro com 502 veículos elétricos, sendo 301 ônibus a bateria e 201 trólebus.
A meta de 20% correspondia a cerca de 2,6 mil veículos, número que também havia sido apresentado pela administração municipal como objetivo para 2024. Como resultado em novembro daquele ano a Prefeitura assinou financiamento de R$ 2,5 bilhões com o BNDES para a aquisição de mais 1,3 mil ônibus elétricos.
Redução no consumo de diesel
Com os 250 veículos entregues o sistema alcançou 2 mil 9 veículos que deixam de consumir 70 milhões de litros de diesel por ano. Deste modo evitam a emissão de 174 mil toneladas de CO₂. A administração municipal também informou que a operação elétrica reduz o custo de energia com relação ao diesel. De acordo com o prefeito Ricardo Nunes um ônibus a diesel representa gasto médio mensal de R$ 25 mil com combustível, ante R$ 5 mil com eletricidade. Portanto a diferença é apontada como um dos fatores que ajudam a tornar viável a renovação da frota.
Em paralelo a infraestrutura de recarga também vem sendo ampliada. Segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte, São Paulo conta atualmente com trinta áreas destinadas ao carregamento dos ônibus.
Por fim a expansão da frota ocorre enquanto a Prefeitura mantém novos financiamentos para a eletrificação. Em agosto foram formalizadas operações de US$ 248,3 milhões com o BIRD, Banco Internacional para Reconstrução e Desenvolvimento. Além de operação de mesmo valor com o BID para apoiar o programa de eletrificação e modernização do transporte público paulistano.






















