São Paulo — O CEO da Ford, Jim Farley, afirmou que os Estados Unidos precisam adotar cautela diante do avanço das montadoras chinesas. Ele citou a Europa como exemplo da rápida expansão destas empresas. Em discurso no Congresso da Automotive News, segundo a agência de notícias Reuters, Farley afirmou que os Estados Unidos devem ser “extremamente cautelosos” com a entrada de montadoras chinesas no mercado.
As marcas chinesas alcançaram 11,7% de participação no mercado europeu em agosto, com 97 mil 639 veículos vendidos, alta de 111% na comparação anual. Para Farley “é tarde demais” para os países europeus reverterem este avanço.
Parcerias
Segundo o executivo a Ford pretende manter parcerias com empresas chinesas em áreas nas quais elas ofereçam vantagens de custo ou conhecimento técnico. No entanto também competirá diretamente com essas companhias: “Não são coisas mutuamente exclusivas”.
A Ford mantém parceria com a CATL para produzir baterias de menor custo em uma fábrica em Michigan. Em julho a montadora também anunciou um acordo com a Geely para desenvolver veículos elétricos destinados ao mercado europeu.
Mas acordos da Ford com empresas chinesas são questionados por autoridades dos Estados Unidos. O secretário de Transportes, Sean Duffy, enviou ofício para Farley na qual afirmou que as parcerias podem aumentar a dependência da montadora com relação a empresas chinesas apoiadas pelo Estado.
Nos Estados Unidos veículos chineses enfrentam tarifas superiores a 100% e restrições a determinados softwares automotivos produzidos na China. Representantes do setor propõem medidas permanentes para limitar a eventual ampliação da presença chinesa.






















