São Paulo – Foram comercializados no mercado argentino, de janeiro a setembro, 435 mil 493 veículos, 13% abaixo do acumulado no mesmo período do ano passado, 500 mil 497 unidades. Os dados são da Acara, que representa as concessionárias no país vizinho.
Em agosto os registros somaram 49 mil 814 unidades. O volume ficou 10,7% acima dos 45 mil de agosto. Mas em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram comercializados 56 mil 241 veículos, a retração chegou a 11,4%.
Fato é que, mesmo com muitas marcas reduzindo preços desde fevereiro, quando o governo as isentou de alguns impostos internos, a projeção feita por montadoras para o mercado argentino, de encerrar 2026 em um patamar de 700 mil unidades, está cada vez mais distante.
Além de o consumidor esperar para ver se os preços continuam trajetória de queda há também o fato de a oferta aumentar mês a mês, assim como no Brasil, com a chegada de novas marcas, principalmente chinesas, impulsionadas pela cota de isenção tarifária do governo, recentemente ampliadas.
Segundo reportagem do Autoblog Argentina a partir deste mês a Tesla lançará seus veículos com benefícios fiscais no país.
Toyota mantém a liderança
Neste ano, de janeiro a setembro, a marca que mais emplacou automóveis e comerciais leves na Argentina foi a Toyota, com 61 mil unidades, de acordo com dados da Acara, mesmo com suas vendas tendo recuado 25,1% no acumulado do ano.
Na sequência vêm a Fiat, com 50,3 mil unidades, 20,5% abaixo do mesmo período do ano passado, e a Volkswagen, com 53,7 mil, queda de 31,5% frente aos primeiros nove meses de 2025.
Quanto aos modelos a Toyota Hilux mantém a liderança, com 24,1 mil unidades, 1,7% menos do que no acumulado do ano passado. Ford Ranger ocupa a segunda posição, com 16,2 mil unidades, recuo de 21,4%, e Ford Territory fecha o pódio, com 15,8 mil unidades, avanço de 51,5%.























