Santiago, Chile – A marca de ônibus elétricos chinesa Zhongtong terá, em até dois anos, sua primeira unidade produzida no Brasil. A TEVX, empresa especializada em soluções para a mobilidade limpa e inteligente e sua representante no País, tem negociações avançadas com três locais para a instalação da fábrica.
“O anúncio deve ocorrer em breve. Vamos aguardar o fim do período eleitoral para definir o local e bater o martelo”, disse à Agência AutoData Carlos Eduardo Souza, CEO da TEVX, que está à frente das negociações.
Segundo o executivo no acordo de representação assinado com a Zhongtong o tema produção no País “é uma condição que temos que avançar”. O objetivo é conquistar até 15% de participação do mercado nacional e “nos próximos anos operar de 5 mil a 6 mil ônibus no País”.
A TEVX também colocou algumas contrapartidas como o compromisso de transferência de tecnologias e adaptações dos produtos às condições e necessidades do mercado nacional.

Desde dezembro de 2025 a TEVX mantém negociações e trabalha diretamente com a Zhongtong. Mas a oficialização da representação aconteceu somente agora.
A Zhongtong tem capacidade global de produção de mais de 30 mil unidades/ano. Já realizou mais de 300 mil unidades entregues globalmente, incluindo mais de 100 mil veículos movidos a novas energias, elétricos e híbridos. E a marca é líder no mercado chinês e está presente em mais de 110 países
Além da importação de uma linha completa de ônibus elétricos, consultoria e desenvolvimento de infraestrutura para operadores de veículos urbanos e rodoviários, dentre outras oportunidades de negócios para os parceiros, as relações institucionais fazem parte das atribuições do CEO da TEVX.

Carlos Eduardo Souza contou que está avaliando todos os quesitos importantes para definir qual o melhor lugar para instalar fábrica da Zhongtong. Ele afirmou que há diversas opções com infraestrutura de produção já preparada, mas questões logísticas e proximidade com fornecedores e mercados também são importantes para definir a futura fábrica.
“A disponibilidade de incentivos para produção industrial completa são pontos relevantes, mas ainda não está claro como se dará por causa da reforma tributária. Temos que aguardar mais um pouco para que este cenário esteja completamente claro.”























