São Paulo – O respiro para a produção de automóveis e comerciais leves na Argentina, experimentado em setembro, com 39,7 mil unidades, leve avanço de 0,9% frente a agosto, 39,3 mil unidades, não foi suficiente para amenizar a queda de 15,6% frente ao mesmo mês de 2025, com 47,1 mil unidades. Tampouco para refletir no acumulado dos nove meses, quando 314,9 mil unidades saíram das fábricas, 16,9% aquém do ano passado. Foi o que informou a Adefa, que representa as montadoras no país.
Com relação às exportações os 203 mil veículos embarcados de janeiro a setembro demonstram avanço de 1,6% sobre os 199,8 mil no mesmo período em 2025. No mês passado foram enviadas a outros países 28,2 mil unidades, 14,7% acima de agosto e 6,8% além de setembro de 2025, reflexo das medidas do governo para desonerar estes produtos e torná-los mais competitivos no Exterior.
Para o presidente da Adefa, Rodrigo Pérez Graziano, setembro mostrou sinais concretos de recuperação mensal, embora o acumulado ainda reflita cenário desafiador: “A indústria automotiva continua passando por um processo de transformação, com um mercado interno que permanece abaixo dos níveis de 2025 e uma produção dedicada à recuperação de volume”.
Neste contexto o crescimento das exportações destaca-se como o dado mais animador, registrando o maior volume do ano: 71% do que foi fabricado foi destinado a outros mercados. “Isto confirma a importância de aprofundar o trabalho que estamos realizando para melhorar a competitividade e a inserção internacional do setor”.
Quanto às vendas, segundo dados da Acara, que representa as concessionárias locais, o mercado argentino encolheu 13% até setembro, com 435,5 mil unidades. Em setembro os registros somaram 49,8 mil unidades, 10,7% acima dos 45 mil de agosto. Mas em comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram comercializados 56,2 mil veículos, a retração chegou a 11,4%.
Graziano disse que na reta final do ano, neste último trimestre, o desafio é transformar os sinais de recuperação mensal em tendência sustentável: “Será fundamental continuar avançando, em conjunto com a cadeia de valor e as esferas de governo nacional, provincial e municipal, na melhoria contínua da competitividade, da infraestrutura, do acesso a mercados e de outras condições que favoreçam o crescimento”.
Para o presidente da Adefa a indústria automotiva tem capacidade para recuperar volume “e explorar plenamente seu potencial produtivo e exportador”.























