São Paulo — O mercado brasileiro de veículos seminovos e usados registrou leve retração em setembro. Foram negociadas 1 milhão 673 mil 17 unidades no mês. O número representa queda de 1,6% com relação às 1 milhão 699 mil 519 transferências de agosto, segundo dados da Fenauto, Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores.
Apesar do recuo mensal o acumulado do ano continua positivo. De janeiro a setembro foram comercializados 14 milhões 205 mil 505 veículos. O índice alcançou alta de 5,4% ante as 13 milhões 478 mil 527 unidades registradas no mesmo período de 2025.
Deste modo o resultado mantém o mercado de usados em trajetória de crescimento, embora os últimos meses tenham mostrado alguma perda de ritmo. De janeiro a julho, por exemplo, as transferências haviam acumulado em 10 milhões 832 mil 969. Os dados revelaram alta de 7,7% com relação ao mesmo período do ano passado.
Na passagem de julho para agosto, porém, houve queda de 0,7%, antes do recuo de 1,6% registrado em setembro.
Queda atinge segmentos
A retração de setembro foi registrada nos principais segmentos. Os automóveis somaram 1 milhão 31 mil 538 unidades, queda de 1,2% sobre agosto. Nos comerciais leves foram 196 mil 777 negociações, recuo de 2%.
O mercado de motos movimentou 369 mil 440 unidades, 1,9% a menos do que no mês anterior. Já os pesados tiveram a maior retração dos segmentos, de 4,2%, com 39 mil 986 veículos negociados.
Além disto, por idade, os seminovos com até três anos de uso foram a exceção. O segmento cresceu 1,2% em setembro, para 318 mil 531 unidades. No acumulado do ano a alta chega a 12,6%.
Expectativa para o ano
Apesar da retração registrada em setembro o resultado acumulado mantém o mercado de usados em nível superior ao de 2025 e sustenta a expectativa de um novo recorde anual.
Para Everton Fernandes, presidente da Fenauto, o cenário político e econômico pode influenciar o ritmo das negociações nas próximas semanas.
“A economia ainda está passando por um momento de incerteza com relação às eleições. O mercado pode oscilar por conta do resultado até o fim do processo do segundo turno, no fim de outubro. Apesar disto a força do acumulado do ano nos dá confiança de que o segmento ainda terá fôlego para um possível novo recorde em 2026”.























