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Frota paulistana de ônibus ganha mais 120 unidades a bateria

Ônibus elétricos Caio são montados sobre chassis Mercedes-Benz, BYD e Eletra
Enquanto o mercado de ônibus segue em retração em 2026, as fabricantes mantêm o ritmo de produção em alta. Entre janeiro e maio foram produzidas 13,9 mil unidades, crescimento de 7,1% em relação às 13 mil registradas no mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados pela Anfavea. O desempenho das fábricas contrasta com o comportamento do mercado. Os emplacamentos somaram 8,1 mil unidades nos cinco primeiros meses do ano, volume 16,3% inferior ao registrado no mesmo intervalo de 2025. Apenas em maio foram licenciados 1,6 mil ônibus, queda de 21,8% sobre abril e de 17,5% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Em maio, a produção alcançou 3 mil unidades, resultado praticamente estável em relação a abril, com leve recuo de 3,9%, mas ainda 1,9% superior ao registrado em maio de 2025. A diferença entre o desempenho das linhas de montagem e o ritmo das vendas indica que a indústria mantém uma expectativa positiva para os próximos meses. O segmento está entre os que devem ser beneficiados pelas novas linhas de crédito do programa Move Brasil 2. Em seu balanço mensal, a Anfavea afirmou que "espera-se uma melhora para estes dois segmentos com o ingresso de recursos de financiamento facilitado dentro do programa Move Brasil 2", em referência aos mercados de caminhões e ônibus. Exportações também recuam O cenário mais fraco da demanda também aparece nos embarques ao exterior. Em maio foram exportados 2,6 mil veículos pesados, categoria que engloba caminhões e ônibus, volume 13,4% inferior ao de abril e 29,9% menor do que o registrado no mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, as exportações de veículos pesados totalizam 11 mil unidades, resultado 19,6% inferior ao observado nos cinco primeiros meses do ano passado. Ônibus prefeitura

São Paulo – Mais 120 ônibus elétricos foram entregues pela Prefeitura de São Paulo a empresas operadoras de serviços públicos de transporte. A frota cresceu para 760 unidades movidas a bateria, que se somam a 201 trólebus, compondo frota de 961 ônibus com tração elétrica.

Os ônibus, com carroceria Caio, são montados sobre chassis Mercedes-Benz e Eletra. De acordo com informe da Prefeitura cada unidade 100% elétrica em circulação deixa de consumir 35 mil litros de diesel por ano, reduzindo emissões equivalentes ao plantio de 6,4 mil árvores.

Também aumenta o conforto dos usuários pois todos os novos ônibus têm ar-condicionado, tomada USB e wi-fi. Pelo fato de serem elétricos emitem menos ruídos, o que torna a viagem dos passageiros e dos motoristas mais agradável.

Outra inovação que pode ajudar a destravar as entregas de elétricos na Capital é a instalação de carregadores BESS, sigla em inglês para sistema de armazenamento de energia em baterias, em algumas garagens. Duas receberão o sistema em noventa dias, com 4,5 mW disponíveis para as baterias.

Assim, contou o secretário de Mobilidade Urbana e Transporte, Celso Cadeira, a dependência do distribuidor de energia elétrica será reduzida:  “Só com esta ação já somos capazes de carregar de forma independente do distribuidor, ou seja, reduzindo a dependência do distribuidor, 120 ônibus no primeiro ciclo. Caso as operadoras adotem dois ciclos, são 240 ônibus”.

O projeto não terá custos para os cofres municipais: a Huawei fornecerá o equipamento e o seu estabelecimento será feito pelo Grupo Matriz, responsável pelo investimento.

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