São Paulo – As autoridades de trânsito nunca perdem a possibilidade de alertar sobre os riscos de desobedecer as leis de trânsito ou de usar o celular e dirigir ao mesmo tempo. Se não bastasse a infração considerada gravíssima com multa de R$ 293,47 e sete pontos na CNH do motorista, o comportamento pode provocar desatenção e, consequentemente, um acidente de trânsito muito sério.
As campanhas parecem surtir efeito, porque os próprios motoristas se mostram conscientes de que volante e celular não se misturam. Foi o que apontou a pesquisa realizada pela plataforma de mobilidade Sem Parar por ocasião da Semana Nacional de Trânsito, que segue até 25 de setembro.
De 27 de agosto a 8 de setembro a empresa encaminhou para 381 usuários questões de respostas única e múltipla, além de perguntas com possibilidade de resposta aberta. A ideia era mapear as percepções dos motoristas brasileiros sobre segurança nas ruas e estradas do País.
O resultado revelou que o desrespeito às leis de trânsito é apontado por 71% dos motoristas como o principal fator de risco de acidentes. Com 68% a falta de educação de quem dirige aparece em segundo lugar, ao passo que 67% disseram que a distração causada pelo celular é o grande vilão das ocorrências.
Sem Parar esmiuçou um pouco mais o uso do smartphone dentro do automóvel e concluiu que o envio ou a leitura de mensagens instantâneas por aplicativos é a prática que mais compromete a atenção dos condutores. O hábito foi citado por 47% dos entrevistados, à frente de ligações telefônicas, com 14%, e do acesso às redes sociais, com 13%.
Segurança pessoal e proteção do carro
O estudo indicou, também, que o comportamento dos motoristas se reflete diretamente na segurança do trânsito. Para 30% das pessoas que responderam a educação é ruim e 29% consideraram péssima.
O excesso de velocidade é outro desafio das grandes cidades: 26% dos condutores reconhecem que dirigir acima do limite permitido é hábito recorrente e 25% justificam a prática à pressa para chegar ao destino.
Embora os riscos de acidentes sejam a preocupação principal os motoristas também citaram a segurança pessoal e a proteção do próprio veículo. Assim 75% afirmam adotar medidas de autoproteção no dia a dia. Dentre as respostas chamaram atenção atitudes como evitar parar à noite em locais considerados perigosos, com 80%, não permanecer dentro do carro quando está parado, com 67%, e não transitar em locais ermos, com 62%.
O cuidado se estende aos riscos financeiros atrelados ao veículo. Segundo a pesquisa do Sem Parar 20% dos motoristas foram vítimas de golpes ou fraudes. Combustível adulterado aparece em primeiro lugar dos casos relatados, mencionado por 49% dos entrevistados, seguido por golpes ligados a serviços digitais e aplicativos, com 35%.
“Os dados mostram uma radiografia do motorista brasileiro. O desrespeito às regras e o uso indevido da tecnologia, como a troca de mensagens ao dirigir, cobram um preço alto na segurança das vias”, afirmou José Luiz Machado, chefe de seguros do Sem Parar.
Ele ressaltou que o motorista busca se proteger de forma contínua, combinando hábitos preventivos e soluções de proteção veicular para enfrentar os desafios do trânsito e resguardar seu patrimônio.























