As projeções da Toyota para o setor neste ano indicam crescimento nas vendas feitas de maneira direta, ao passo que, no varejo, o cenário será de queda no ano. A fabricante visualiza para os próximos meses que as vendas diretas no País atingirão um volume de 804 mil unidades, e que sua fatia neste total será de 17 mil veículos.
O volume é maior do que o do ano passado, quando foram comercializados 676 mil veículos nesta modalidade. Deste total, a Toyota vendeu 13 mil carros para pessoa jurídica, principalmente locadoras. A alta esperada é justificada pelos descontos que são dados na hora de fechar o negócio diretamente com as montadoras. Recorrer a financiamento pode aumentar o custo na renovação da frota.
Miguel Fonseca, vice-presidente da Toyota, disse na segunda-feira, 3, durante o Seminário AutoData Revisão das Perspectivas 2017, em Sorocaba, SP, que as locadoras hoje vivem um momento interessante do ponto de visto de oportunidades de negócios. Segundo o executivo, a demanda por locação cresceu na medida em que alguns clientes perceberam que é mais viável financeiramente alugar a frota do que possuir uma:
“Muitas empresas se protegeram da crise reduzindo seus ativos, ou seja, abrindo mão da propriedade e optando por soluções mais viáveis, como a locação de frotas. Se por um lado isso trouxe negócios para as locadoras que compram nossos veículos de forma direta, por outro nos ajudou a reduzir a pressão que temos em preencher a capacidade ociosa”.
Já as projeções da fabricante para o varejo são menos otimistas. A empresa estima que os licenciamentos de automóveis e comerciais leves devem chegar a 1 milhão 290 mil, volume menor do observado em 2016 1 milhão 370 mil de unidades: “Ainda que seja uma estimativa de queda, enxergamos que é uma oscilação normal dados os fatores políticos e econômicos que podem reduzir a compra de veículos”.
O volume de vendas projetado para a Toyota deverá representar de 10% a 11% dos licenciamentos totais no Brasil. Até agora os emplacamentos foram de 824 mil, cresceram 1,6% de janeiro a maio com relação ao ano passado, segundo a Anfavea, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores.
Em um contexto macro, a Toyota espera encerrar o ano com os principais indicadores de sua operação no azul na comparação com o desempenho do ano passado. Nas exportações, vertical que tem sido apontada como indicador responsável pela retomada da produção no Brasil, a empresa quer terminar o ano com 49 mil veículos embarcados rumo aos mercados da América Latina. No ano passado foram 43 mil. A produção prevista para o ano é de 180 mil unidades, cerca de 5 mil a mais do que em 2016. Já as vendas que devem atingir 184 mil unidades. No ano passado foram 180 mil.
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