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Scania reduz tempo de produção para competir melhor na exportação

SÓ PARA ASSINANTES: Segundo Christopher Podgorski contou no Congresso Latino-Americano a Scania exporta 35% da produção, sendo 20% para América Latina

São Paulo – No plano de manufatura modular adotado pela Scania as linhas produtivas da Europa e de São Bernardo do Campo, SP, obedecem aos mesmos processos e dispõem de igual tecnologia, com ampla digitalização, o que permite ganhos no tempo que se leva para finalizar um veículo. É o que possibilita à montadora flexibilizar, conforme a necessidade, os volumes que serão dedicados ao mercado interno e os que serão exportados, além de torná-la mais competitiva no cenário externo.

Foi o que apontou Christopher Podgorski, CEO da Scania na América Latina, durante o Congresso de Negócios da Indústria Automotiva Latino-Americana, realizado por AutoData de 19 a 23 de agosto. Ele justificou desta forma o fato de a companhia continuar escoando 35% de sua produção, sendo 20% para a região e 15% para outros mercados, mesmo em meio ao cenário de queda nas exportações do setor, que além de lidar com crises econômicas e menor apetite de países vizinhos enfrenta adversidades do custo Brasil e oferta massiva de produtos asiáticos.

Podgorski lembrou que no início do ano passado, quando houve a transição para o Euro 6, a indústria tomou um forte tombo, uma vez que o mercado doméstico estava consumindo veículos Euro 5 até março e, depois, ficou ensaiando a compra da nova tecnologia.

“Enquanto aguardávamos pela demanda, como não produzimos nada para estoque e, portanto, não tínhamos mais Euro 5, redirecionamos 65% de nossa produção ao Exterior. Até maio esta equação foi inversa, com 35% dedicados ao mercado interno.”

Segundo ele o sistema modular desenvolvido há mais de cinco décadas permite certa customização sem incremento importante de custos, a fim de cumprir com as exigências das especificações dos mercados de destino: “Seria inviável se tivéssemos de customizar cada uma das unidades para cada um dos 120 países em que estamos presentes.”

Contribui ainda para driblar as dificuldades de custo do produto brasileiro no mercado externo o fato de a Scania ter diminuído significativamente seu tempo de produção: “Há pouco mais de dez anos nossa fábrica de caminhões tinha os mesmos 35 postos de trabalho, sendo que o veículo ficava 10 minutos em cada uma das estações. Hoje este tempo caiu para 5inco minutos”.

Outro exemplo citado pelo CEO foi que o motor que equipa o Scania Super desde janeiro de 2023, o DW, demorava 7 minutos em seu tag time, sendo que hoje esse tempo caiu para de 3 minutos.

“Nossos indicadores de desempenho são iguais ou melhores que os de nossos pares na Europa. Isto nos permite competir muito melhor. E nós seguimos sempre nos desafiando, mesmo quando tudo parece bem.”

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