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Governo mantém alíquota de 25% para importação de pneus de passeio

Anip havia pleiteado elevação do tributo para 35%, mas comitê optou pela manutenção por mais doze meses

São Paulo – Pneus para carros de passeio seguirão com a alíquota de 25% de imposto de importação pelos próximos doze meses. Foi o que determinou o Gecex-Camex, Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior, durante reunião realizada na terça-feira, 23. A Anip, Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos, pleiteava o aumento do tributo de 25% para 35%, o máximo permitido, mas o comitê decidiu manter o porcentual aplicado no ano passado:

“O Gecex deliberou pela renovação de medidas de proteção à indústria nacional contra surtos de importação derivados da atual conjuntura internacional, afetando pneus para carros de passageiros”.

Para a Abidip, Associação Brasileira dos Importadores e Distribuidores de Pneus, a decisão representa vitória para os consumidores. Seu presidente, Ricardo Alípio da Costa, avaliou que, se o aumento fosse aprovado, “teria impacto direto no bolso da população, penalizando justamente quem mais depende de carro para trabalhar e gerar renda”.

Autora da oposição ao pleito a Abidip defende que o aumento pretendido pela Anip não se justifica “uma vez que a indústria nacional não produz em escala significativa os pneus populares mais utilizados pela sociedade”. A Anip replicou a afirmação, por meio do CEO Rodrigo Navarro: “O Brasil tem capacidade instalada suficiente para atender à demanda interna. Não pretendemos impedir o acesso a pneus estrangeiros, mas garantir que concorram com a produção nacional em condições isonômicas”.

Segundo Navarro a importação segue em patamar elevado, sendo que 57% do mercado nacional são compostos por pneus importados, contra 43% dos nacionais, movimento que vem sendo notado desde 2022. E apontou que somente a China responde por mais de 70% dos importados, com preços até 40% inferiores.

“Isto mostra que a tarifa de 25% foi um primeiro passo, mas insuficiente para conter a entrada de pneus estrangeiros a preços artificialmente baixos. Sem o devido patamar tarifário, compatível com o que outros países já adotam, caso do México, com tarifa de 35% para pneus de passeio, o Brasil torna-se destino natural para este excedente.”

É bandeira da entidade, há alguns anos, a demanda pela elevação da alíquota a fim de reduzir a entrada de itens importados, principalmente de origem asiática.

De acordo com o último balanço da entidade as vendas de pneus, no Brasil, caíram 0,8% de janeiro a julho, totalizando 22,4 milhões de unidades, frente ao mesmo período em 2024. O recuo foi puxado pelo segmento de reposição, que registrou queda de 6,1% no período, com 14 milhões 716 mil pneus vendidos.

As importações recuaram 14,2% no período, para 27,1 milhões de unidades.

Quanto aos pneus para carros de passeio foram comercializadas 18,7 milhões de unidades nos sete meses do ano, leve diminuição de 0,1% com relação ao mesmo período do ano passado. A Anip não divulga o volume de importações por segmento.

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