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Stellantis aposta na eletrificação para se manter no topo

Seu CFO Fernando Scatena contou um pouco dos planos no Congresso AutoData Perspectivas e Tendências 2026

São Paulo – Um em cada quatro automóveis e um em cada três comerciais leves vendidos na América do Sul é de algumas das marcas da Stellantis. Para manter o protagonismo a companhia realiza seu maior ciclo de investimentos da história, com R$ 32 bilhões aplicados deste ano a 2030, com mais de 93% do valor destinado ao mercado brasileiro.

Seu CFO Fernando Scatena apresentou parte dos planos no Congresso AutoData Perspectivas e Tendências 2026. Como por exemplo a distribuição dos recursos: R$ 14 bilhões em Betim, MG, 13 bilhões em Goiana, PE, R$ 3 bilhões em Porto Real, RJ, e R$ 2 bilhões em Córdoba e El Palomar, Argentina.

Fernando Scatena. Fotos: Bruna Nishihata.

Estes valores são considerados parte da resposta estratégica à ofensiva de fabricantes com origem na China no mercado brasileiro, de acordo com o CFO: “Nos últimos seis anos eles deixaram de ser um player irrelevante, com menos de 1% das vendas, para uma fatia de quase 9% do mercado. Mas, no mesmo período, a Stellantis também cresceu mais de 9 pontos porcentuais, demonstrando que está jogando o jogo certo”.

Eletrificação: o caminho do futuro.

A indústria automotiva mundial passa pela maior transformação de sua história, com três princípios fundamentais: sustentabilidade, mobilidade conectada e tecnologia. No Brasil a revolução já mostra números concretos: os carros elétricos e híbridos, cita Scatena, representam atualmente 13% do mercado. E a projeção é ambiciosa: “Até 2030 venderemos mais carros eletrificados do que carros a combustão”.

O grupo desenvolveu plano completo de eletrificação, adaptado às particularidades do mercado brasileiro e para combinar com o poder de compra do cliente local. A Stellantis terá em seu portfólio desde híbridos leves até os híbridos completos, além dos totalmente elétricos.

O executivo também enfatizou a importância da produção local e destacou que, apesar do foco em tecnologia e eletrificação, a Stellantis mantém atenção aos veículos de entrada.

“Não tenham dúvidas de que os carros mais acessíveis continuarão a ser relevantes em nosso mercado”, afirmou Scatena. A demanda por carros acessíveis, tanto no Brasil quanto na região, continuará sendo relevante e isto é um fator importante para o plano de produção futuro.

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