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Avança acordo Mercosul-União Europeia, sem impacto imediato à indústria automotiva local

Cronograma de redução de tarifas para automóveis e autopeças criado pelo acordo é mais longo

São Paulo – Em meio a protestos, especialmente de agricultores franceses, a maioria dos países da União Europeia deu o sinal verde para o acordo do bloco com o Mercosul, cujas discussões foram iniciadas há 25 anos. Ele cria uma área de livre comércio para mais de 700 milhões de pessoas, que deverá zerar tarifa para cerca de 91% dos produtos comercializados pelos dois blocos.

Neste primeiro momento, entretanto, pouco muda para o setor automotivo. Foi estabelecido um cronograma de redução de tarifas mais longo para carros e peças importados da Europa, com modelos a combustão zerados apenas daqui a quinze anos e eletrificados em dezoito anos. Nas autopeças chega a quase dez anos.

Foi criada também uma política de salvaguarda, para proteger a indústria nacional: caso seja identificada invasão de carros ou peças da Europa o Brasil poderá suspender o cronograma e reaplicar a tarifa máxima, de 35%, por até cinco anos.

Até novembro do ano passado, segundo a Anfavea, vieram da Alemanha, principal fornecedor de veículos europeus para o Brasil, 24,2 mil unidades. Representa cerca de 6% das importações brasileiras. As exportações são muito poucas.

Embora ratificado o acordo ainda demorará algum tempo para entrar efetivamente em vigor, correndo o risco até de ser judicializado, como ameaça a França, que sofre pressão dos agricultores que temem perda de competitividade ao concorrer com produtos exportados do Mercosul.

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