São Paulo – Com o objetivo de criar uma companhia líder global em revestimentos, com receita de US$ 17 bilhões e valor de mercado de US$ 25 bilhões, a holandesa Akzo Nobel e a estadunidense Axalta anunciaram em novembro acordo para uma fusão de iguais, em uma transação em ações. O acordo ainda será votado pelos acionistas no início de julho, e é esperado que a empresa resultante da operação, com portfólio completo de soluções de revestimento composto por quase cem marcas reconhecidas, gere economia de custos anual de US$ 600 milhões de dólares, 90% dos quais nos primeiros três anos.
Mas o Grupo Nippon Paint fez, na quarta-feira, 27, proposta de aquisição da AkzoNobel, de € 12,5 bilhões, por meio da qual teria mantido seus negócios de tintas decorativas e revestimentos industriais. As divisões de tintas automotivas, náuticas e em pó seriam vendidas para a Sherwin-Williams.
De acordo com reportagem da agência Reuters a AkzoNobel afirmou que a proposta subestima o valor de seus negócios e não oferece certezas quanto às aprovações regulatórias, além de dividir a empresa pelas duas companhias, Nippon Paint e Sherwin-Williams. Por isto o conselho de administração da empresa holandesa continua a recomendar a fusão planejada com a Axalta.
Os preços das ações da AkzoNobel dispararam 20% com relação ao último fechamento, € 52,52, e chegaram a € 63. O valor da oferta da Nippon Paint, no entanto, foi € 73, o que representaria acréscimo de 39%. Segundo a Reuters tudo caminhava para ser melhor dia de negociação desde pelo menos outubro de 2008.
Após a decisão da Akzo a Nippon Paint e a Sherwin-Williams afirmaram que “estavam considerando seus próximos passos, se os houvesse”, e acrescentaram acreditar que sua proposta oferecia benefícios estratégicos significativos para os negócios.