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Anfavea divulga carta aberta pedindo manutenção de recomposição tarifária

Segundo fontes relatam a BYD articula nos bastidores pela manutenção do imposto de importação menor e retorno de cotas para CKD/SKD

São Paulo – Carta aberta divulgada pela Anfavea na tarde da sexta-feira, 19, trouxe à superfície tema que passou a semana nos bastidores da indústria automotiva. Não é um tema novo: mais uma vez a entidade pede o cumprimento de regras estabelecidas por causa de atitude de empresas que fazem pressão, junto ao governo, para que benefícios para a importação de veículos sejam renovados.

Desta vez, segundo a reportagem ouviu de fontes ligadas ao assunto, a BYD ataca em duas frentes: a volta de cotas de importação de kits CKD e SKD, que expiraram no começo do ano, e a mudança no cronograma de recomposição tarifária para importação de automóveis eletrificados, que a partir de julho ascenderão para 35% – se nada mudar.

Procurada pela reportagem a BYD não deu resposta até a publicação desta nota. O espaço segue aberto para eventual esclarecimento. Recentemente a empresa informou que sua fábrica em Camaçari, BA, está quase pronta para iniciar nova etapa de produção, com estamparia, soldagem e pintura, e que contratações estão sendo efetuadas.

Fontes afirmaram à Agência AutoData que reunião extraordinária do CAT, Comitê de Alterações Tarifárias, foi agendada para a sexta-feira, 19. A pauta, que costuma ser divulgada com antecedência mas que foi mantida em sigilo, incluiria os pleitos da BYD e talvez assuntos como a inclusão de alguns kits CKD ou SKD no ex-tarifário, o que significa o pagamento de 2% de imposto que, no caso da indústria automotiva, tem o valor depositado em um fundo de inovação, dentro das regras do Mover.

Esta reunião precede reunião do Gecex, na terça-feira, 23. Aprovada a questão pelo CAT o órgão deliberaria o ex-tarifário antes do retorno do imposto de importação de carros montados. Assim a BYD ganharia mais tempo para importar mais carros e mais kits com imposto zerado ou mais baixo.

“Manter as medidas tal como foram anunciadas é assegurar a previsibilidade e a estabilidade das regras sobre as quais o setor automotivo decidiu investir no Pís”, afirmou a Anfavea na carta aberta, lembrando que a transição das alíquotas foi estabelecida em 2023 e aperfeiçoada no ano passado, após brigas que levaram a BYD a chamar as montadoras associadas à Anfavea de “dinossauros”.

Mais uma vez as forças serão medidas nos bastidores. Os corredores de Brasília deverão ficar bem movimentados até a reunião do Secex.

vwco

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